Um novo amanhecer

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Qua Maio 17, 2017 10:38 am

- "Pode deixar. Vou confiar em você".

  Era melhor deixar aquilo claro. Primeiro porque Oliver queria mostrar certo nível no colega de cabala, e segundo porque ele precisava determinar o quão confiável Faust era.

  Dito isso, Oliver procurou algum objeto de metal. Qualquer um. Fosse um prego, porca ou pequeno pedaço de ferragem. Depois, sentou-se na posição de lótus, com as mãos na postura Dhyana Mudra e o objeto de metal no meio delas. Fecho os olhos e começou a entoar um mantra. Salvo seus lábios que se moviam, o resto de seu corpo estava paralisado como o de uma estátua. Seria preciso prestar atenção por algum tempo para perceber sequer os movimentos corporais ligados à respiração. O canto era monótono, repetitivo e induzia ao transe. Oliver permitiu-se muito mais tempo do que precisava para realizar o feitiço, para, assim, tentar garantir seu sucesso.


O mantra que Oliver ficou repetindo durante toda a magia e a postura das mãos:
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Qua Maio 17, 2017 10:46 am

Testando tempo dois para ter vislumbres do passado. Gastando um de FV e um de quintessência. Vou passa meia hora me concentrando pro feitiço para baixar a dificuldade.


Última edição por Oliver Gray em Qua Maio 17, 2017 10:48 am, editado 2 vez(es)
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qua Maio 17, 2017 10:46 am

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Dom Maio 21, 2017 8:05 pm

Oliver teve que varrer algumas pedras e entulhos para poder se sentar com algum grau de conforto. Sentou-se com um pedaço de vergalhão entre as mãos, e passou os primeiros minutos acalmando as emoções que estar naquele lugar lhe causava. Tinha tempo, e o usou para encontrar seu equilíbrio. Uma vez o equilíbrio atingido, era hora de se distanciar do seu Eu. Ele era desejo de achar uma resposta, Ele era preocupação com o destino da irmã, ele era uma série de necessidades e ansiedades mundanas, e tudo isso era apenas uma ilusão, que deveria ser superada. Apenas olhando através do manto de ilusões que dominam uma mente indisciplinada, ele poderia Enxergar a Verdade. Porém, o mais importante, Ele estava ali, e não era ali que as respostas que buscava estavam. Ele deveria deixar de ser Ele, abandonar sua identidade, física ou mental, transceder matéria, ansiedade, emoção.

Transceder o Tempo. A ilusão do Tempo.

Para Oliver, um segundo ou uma era poderiam ter se passado. Em seu estado, era absolutamente indiferente. Mas não poderia se dar o luxo de permanecer dissociado da realidade eternamente. Haviam respostas a serem buscadas. Quando abriu os olhos que não tinha, viu-se sentado no mesmo local onde seu invólucro físico estivera, mas o prédio estava inteiro. Do ponto onde estava, via com clareza a porta do suposto escritório do Profeta, o longo corredor por onde ele e Faust haviam chegado aquele ponto (ou melhor, o corredor por onde ele e Faust chegariam, dali a seis meses), e várias portas fechadas. As persianas do escritório estavam abaixadas, mas era possível notar que era noite. Aliás, as luzes do local estavam apagadas, exceto algumas num ponto mais distante do corredor, às suas costas (não que conceitos como "frente" e "costas" fizessem algum sentido naquela situação). E, entretanto, mesmo com as luzes apagadas, ele podia ver suas senhoras na penumbra.

Uma delas permanecia na porta do escritório, olhando nervosamente para o corredor, em seguida para dentro do escritório, e depois novamente para o corredor. Oliver se lembrava vagamente dela: uma das ajudantes do orfanato, uma carola chamada Bertha ou Martha. A segunda senhora ele não pode identificar, pois estava dentro do escritório, no escuro, de costas para ele, à beira de uma grande mesa de escritório. Parecia ter uma pequena lanterna, daquelas que parecem canetas, em sua mão direita, enquanto, a esqueda folheava velozmente o que parecia ser um pequeno e grosso livro ou caderno. Como ela bloqueava a visão de Oliver com um imenso quadril, era difícil dizer com exatidão. Ambas pareciam estar com muita pressa. A que estava na porta sussurrou:

- "Rápido, Gertrude! Não sabemos quanto tempo o Profeta vai levar!"
- "Coloquei uma coisinha no café dele, ele vai levar ainda um tempo lá!"
- Não deveríamos estar aqui! É um pecado mexer no diário do Profeta!"
- "Estamos fazendo isso para ajudá-lo, não se esqueça! Sammuel esteve visivelmente preocupado e distante nos últimos meses. Ele sabe de algo, está preocupado, mas não vai dividir conosco. Aquele homem carrega o mundo nas costas, mas não precisa ser assim! Nós podemos fazer algo para aliviar seu fardo, mas precisamos saber do que se trata! E seja lá o que for, vai estar no diário dele. Até Jesus tinha apóstolos, o Profeta não precisa fazer tudo sozinho. Ele só não sabe disso ainda."

Nesse momento, Oliver ouviu um som vindo de um ponto no corredor atrás dele. O som da descarga de um vaso sanitário. Pouco depois, uma porta se abriu, e dela saiu o Profeta Sammuel, com a testa um pouco suada e uma certa expressão de alívio no rosto. Isso fez com que Bertha ou Martha entrasse num estado de quase pânico, sussurrando o mais alto que podia.

- "Ele saiu do banheiro! Rápido, rápido!"

Efetivamente, Gertrude apagou a pequena lanterna, e fechou o livro ou caderno que folheava. Mas algo tomou sua atenção naquele momento, enquanto sua mão ainda repousava sobre o pequeno objeto. Um som se fez ouvir do lado de fora do prédio, uma espécie de zumbido. Um desses zumbidos de maquinário, como um ar-condicionado ou geladeira faz, mas era um pouco alto. E estava vindo de fora, mas não do nível da rua, e sim do nível da janela mesmo. Só que eles estavam no segundo andar. Sem estar limitado a olhos que só enxergam em uma direção, Oliver notou que o Profeta, no corredor, também ouviu o som, conforme a expressão inquisitiva em seu rosto denunciava.

Um clarão adentrou a sala, filtrados pelas persianas, partido em vários feixes de luz longos e estreitos, como várias lâminas de luz. Um clarão que se movia, fazendo as lâminas de luz deslizarem pela parede. Era o mesmo efeito que vemos quando a luz dos faróis de um carro em movimento passa pelas persianas de nosso quarto. Só que aquilo não poderia ser um carro. Eles estavam no segundo andar, e pelo ângulo de entrada da luz, aquele carro precisaria estar do lado de fora da janela, a não mais do que dez metros dela.

Só que carros não voam, certo?

O Profeta, nesse momento, trocou sua expressão inquisitiva por uma de surpresa, e em seguida, de horror. A luz jorrada certamente lhe fez ver as duas mulheres, mas se suas emoções foram desencadeadas apenas por esta visão, apenas ele poderia dizer. Seja lá o que for, o homem começou a correr na direção do escritório, e para sua idade, era um corredor bastante rápido. Gertrude e Bertha (ou Martha) pareciam hipnotizadas pela luz.

Oliver ouviu um segundo zunido, num timbre ligeiramente diferente do anterior, mas vindo da mesma direção. Neste exato momento, o Profeta passou "por dentro" dele, e se deteve, voltando-se e olhando diretamente para Oliver, com uma expressão espantada. Provavelmente, foi isso que lhe salvou a vida.

Uma explosão de grandes proporções tomou o escritório. O estrondo ensurdescedor, o clarão, e a onda de calor quase fizeram Oliver esquecer que não poderia ser ferido em seu estado astral. O Profeta e as duas mulheres não tiveram tanta sorte. Martha ou Bertha foi lançada para o lado, e sumiu na escuridão do corredor que prosseguia. Já Gertrude foi lançada para trás, pela porta aberta, atingindo o Profeta e, com auxílio da onda de choque, o lançando contra a parede. A mulher estava basicamente no epicentro da explosão, e quando atingiu o corpo do mago, não era mais do que um cadáver enegrecido. Mas o pequeno caderno ainda estava em sua mão morta.

Prensado contra a parede, tendo sofrido o impacto de um corpo, a onda de choque e de calor de uma explosão, seria de se esperar que o Profeta também estivesse morto, mas parecia apenas atordoado. No tempo que levou para voltar a si, a atividade prosseguia do lado de fora.

Agora que o escritório, e a parede externa do edifício não existiam mais, Oliver pôde ver algo flutuando do lado de fora. Bem, ao menos, parecia ser algo flutuando, mas era difícil de ver, pois quatro fortes faróis estavam apontados para onde ele estava. O pouco que poderia ser visto sobre a forte iluminação é que a coisa parecia ter o tamanho de um carro. Os ouvidos que não tinha lhe disseram mais do que os olhos: ele ouviu um som vibratório que aumentava de frequencia muito rapidamente. Já tinha ouvido som similar, em sua juventude. Em filmes. Aquilo parecia um canhão rotatório, daqueles montados em aeronaves. O Profeta também pareceu ter notado algo. Pois sua expressão de atordoamento mudou para uma de alerta. Sua mão, a única livre (a outra estava presa debaixo do corpo de Gertrude), começou a se mover.

No segundo seguinte, fogo surgiu do "veículo voador". o fogo de disparo de centenas de tiros por minuto. Mas eles não atingiram seu alvo. Oliver viu a mão do Profeta descrever um arco, e os projéteis pararem sua trajetória em pleno ar. Dezenas, talvez centenas deles, parados como moscas-varejeiras, a não mais do que dois metros de Sammuel.

O adversário respondeu de maneira rápida. Houve um som pneumático, e uma pequena esfera caiu próxima ao Corista. Era metálica, não muito maior que uma bola de bilhar, e tinha seis pequenos pontos luminosos em sua superfície, distribuídos como os vértices de um cubo. Estes pontinhos piscavam intermitentemente, e a visão de Oliver se distorceu ao olhar para o objeto, como as imagens distantes se distorcem em um dia quente. Mais do que isso, aquela pequena coisa parecia estar perturbando seu equilíbrio mental. Ele sentia, inclusive, o risco de perder seu foco, e ser enviado de volta para o futuro. O Profeta, por sua vez, não pareceu ter se dado conta da esfera, inicialmente. Cantava, baixinho, uma espécie de hino gospel, do qual Oliver apenas conseguiu entender algumas palavras do refrão. Algo que dizia: "Oh, Senhor, leva-me nos braços de um anjo".

A parede por detrás de Sammuel pareceu se desfazer. Agora, havia ali um caminho de luz, como uma estrada feita de poeira de estrelas. E havia algo, uma figura alada vagamente humanóide, mas parecendo feita de uma névoa luminosa. Esta figura, gentilmente, ergueu o velho por debaixo dos braços. O corpo de Gerturde rolou para o chão, o pequeno caderno ainda em sua mão enegrecida. O caderno em si parecia pouco afetado pelo fogo.

Entretando, a figura angelical não parecia estável. O caminho luminoso não parecia estável. Tudo ali dava a impressão de que algo errado estava acontecendo, que aquelas coisas não estavam como deveriam ser.

A pequena esfera continuava a piscar suas luzes, cada vez mais rápido.

As balas, paralisadas no ar, começaram a vibrar. E, do nada, continuaram seu trajeto. Oliver conseguiu ver sua trajetória, o que indicava que elas provavelmente não avançaram com toda a sua velocidade inicial, mas foi o bastante para atingir seu alvo. O corpo do Profeta foi crivado por dezenas de projéteis, tornando rubra sua bata. O sangue espirrou no chão, e Oliver ainda conseguiu ouvir o velho soltar um gemido abafado, antes da criatura angelical levá-lo pelo caminho de luz.

Entretanto, a atividade ali não terminou. A pequena esfera metálica continuou a piscar, mais e mais rápido. O caminho de luz, que parecia querer se fechar, foi como que retorcido em mais dimensões do que as três a que estamos acostumados, uma imagem que a mente de Oliver gritou ao tentar interpretar. A estrada luminosa pareceu, em menos de um segundo, se esticar, como um elástico infinto, até que não tivesse mais que a espessura de um átomo. E o ser alado sofreu destino semelhante, tendo sua forma humanóide retorcida em uma espiral insana, que não poderia ser descrita pela geometria convencional. O caminho se fechou, mas não harmonicamente, como havia se aberto, e sim como se fosse um ralo na Realidade, implodindo a própria tessitura do espaço.

A distorção causada pela esfera se demonstrou mais do que Oliver poderia suportar. Ele foi arremessado de volta a seu envoltório físico, gritando com uma garganta que não tinha, como se ele mesmo também estivesse sendo distorcido em uma espiral não-euclidiana, passando simultâneamente por todos os pontos do tempo, entre aquele momento e o seu presente.

A última informação que ele conseguiu segurar foi uma visão, que não saberia precisar de quando era. Um homem de macacão azul, boné, luvas de borracha e uma máscara higiênica cobrindo a boca. Ele pegava o caderno com uma grande pinça, e o colocava dentro de um saco plástico.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Ter Maio 23, 2017 10:59 am

Quando chegou ao seu corpo, Oliver ainda estava gritando. A experiência de estar no cerne de uma explosão realmente absurdamente assustadora, mas se fosse só aquilo, ele sairia completamente ileso. Mas aquela coisa brilhante, fosse o que fosse, havia quase fritado a sua mente, isso sem falar que Samuel novamente parecia tê-lo visto. E mais, esse detalhe pode tê-lo salvo da explosão no orfanato. Cara, lidar com o tempo é confuso.

   Sem conseguir se acalmar inicialmente, suando e parecendo bastante instável, Oliver balbuciava coisas como "um carro voador, uma porra de um carro voador".

   Uma parte da sua mente não conseguia se afastar da informação de que o inimigo misterioso havia levado as anotações Samuel, que seriam tão preciosas para eles, mas essa parte era um pensamento borrado pela senhora sendo carbonizada e pelos efeitos da maldita coisa brilhante. "Aquilo gerou um paradoxo?", Oliver se perguntava. "Amplificou o potencial de gerar paradoxo do feitiço do Samuel". Até olhar para aquilo doía. O akasha só conseguiu se manter onde estava porque aquele não era seu corpo físico.

  Depois de uns 5 minutos tentando se acalmar, Oliver olhou para Faust e disse:

- "Ah, cara, por onde eu começo?"

  E assim, ele contou a Faust tudo o que viu em detalhes, temendo que sua mente atribulada pudesse lhe furtar alguma informação.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qua Maio 24, 2017 1:11 am

Nada de anormal. Aquele era o problema, aquela era a questão – não havia absolutamente nada de errado, até onde Faust podia perceber, e aquilo o incomodava sobremaneira, e o fazia por apenas um motivo: o médico sabia que alguma coisa havia de errado ali, e não estava acostumado a ter suas percepções imediatas oferecendo coisas que iam na direção opostas de suas intelecções. De uma forma ou de outra, o lugar havia explodido durante a Noite do Desespero, sem dúvida nenhuma havia visto atividade mágika, e alguma coisa fora do normal sem dúvida estava ali para ser descoberta. Isso era totalmente claro. A questão – que tornou-se clara para Faust West enquanto esperava o Akasha prosseguir sua meditação – era que, aparentemente, qual quer que fosse a informação, o segredo que ali se escondia, ele resistia a suas tentativas iniciais.

Enquanto aguardava que Oliver meditasse, Dr. West continuou por ali – apenas aproveitou os minutos que sobraram após sua breve investigação para caminhar pelo corredor, observando calmamente as paredes, principalmente nos lugares onde o papel de parede começava a desgastar. Era mais tédio intelectual do que qualquer coisa, mas imaginava se, por acaso, não encontraria sigilos de proteção magika do local – se eles existissem, seria um dado interessante, se não, também. A dado momento, pegou o próprio celular e viu a mensagem do número desconhecido em seu WhatsApp.

Pausou. Aquilo lhe parecia bastante irregular – ele imaginava que William entraria em contato com ele primeiro, ou algo assim. Talvez fosse o clima, mas, de qualquer forma, o Eterita acabou sentindo-se mais otimista quanto as possíveis intenções de Ezio do que geralmente o seria. Respondeu: “Nos encontre na joalheira hoje a noite, por favor. 21h.” - afinal de contas, se fosse realmente um conhecido do Hermético, ele poderia encontrá-los dentro do território da capela. Simples.

Depois, limitou-se a esperar que Oliver retornasse – aproveitou o meio-tempo em silêncio, mexendo no próprio celular, aproveitando para encontrar as localizações dos lugares que havia encontrado em sua busca por fontes interessantes de pesquisa, buscando detalhes sobre horário de funcionamento, localizações no mapa geral da cidade, etc. Enviou um e-mail para a Casa de Repouso Schumann, apresentando-se e dizendo que gostaria de conhecer o local e conversar com moradores, pois tinha encontrado alguns pacientes particulares interessados numa casa de repouso e ele, sendo novo na cidade, não se sentia confortável recomendando lugares que não havia conhecido ainda.

Quando Oliver despertou de sua meditação gritando, Faust moveu-se como uma máquina, como que por puro instinto – ajoelhou-se em frente ao Akasha, as duas mãos de dedos longos e frios agarrando-lhe a lateral do rosto quase como se fossem os tentáculos de alguma criatura marinha. Era um gesto de atenção, mas não era caloroso – Faust buscava as pupilas do Akasha, ver se estava ali, se estava bem, se havia “voltado por inteiro”. Quando viu que Oliver estava ali, apenas desorientado, deu-lhe orientações de forma firme – largando-lhe o rosto:

“Qual é seu nome? Quantos anos você tem? Quem você está procurando?” – obrigá-lo a responder perguntas familiares, ao menos umas três vezes em seguida a mesma ordem, faria sua mente retornar a padrões mais calmos e tranquilos. Talvez acelerasse sua recuperação. Quando Oliver voltou, antes de deixar que ele falasse, Faust perguntou se ele estava bem. Não pareceu realmente se importar, mas perguntou e perguntaria de novo, se o Akasha não respondesse.

E então, a história começou. Provavelmente Oliver, agora que estava sozinho com o doutor, poderia perceber algo que não havia percebido na noite anterior, no Taxi – enquanto ouvia aquelas longas e detalhadas descrições, Dr. West praticamente não piscava, praticamente não se movia. Ele as vezes mexia a cabeça, como que indicando para Oliver que estava ouvindo e que ele devia continuar, mas não se manifestava e tampouco anotava nada – mas tamanha era sua concentração que sempre que Oliver deixava escapar algum detalhe, ele o trazia de volta.
“Eu sei que é difícil”, disse ele a dado momento, com o distanciamento de quem havia decorado a primeira parte de uma fórmula de discurso, “Mas todo detalhe é importante. Qual era o cheiro? Da explosão. Da sala.”

Numa outra parte, ele havia questionado o Akasha sobre a cor do tapete na sala. Sobre quantos quadros haviam na parede. Ficaram ali por pelo menos vinte minutos, ou até Oliver ficar furioso – Faust não apenas queria saber o que ele dizia, mas queria uma impressão viva, uma fotografia, queria sentir como se estivesse estado dentro daquela sala. Chegou a perguntar a altura das mulheres e a cor de seus cabelos.

Diante dos questionamentos de Oliver, o doutor mexeu a cabeça, como quem pesa a questão. “Há rumores de um material da União capaz de fixar as cordas do Padrão. Se isso se confirmar, teremos certeza que são eles por trás do ataque. Mas só saberemos analisando; podemos estar lidando com um disruptor quintessencial ou outro tipo de ciência iluminada que não necessariamente seja oriunda da União.” – explicou.

Quando, por fim, ele se deu por satisfeito, Dr. West meneou a cabeça como quem é entendido do assunto e arrumou o óculos na base do nariz, antes de ficar de pé novamente. Ofereceu uma mão ao Akasha e agradeceu com um “obrigado” formal. “Temos que descer, ir até lá.” – falou, enquanto tirava do bolso um óculos redondo, meio bronze. Tinha lentes multicoloridas que poderiam ser sobrepostas de um lado, e uma espécie de engrenagem no outro.

Quando chegaram, Faust parou. “Preciso calibrar com cuidado, podemos ter só essa chance. Se quiser descansar um pouco nesse período, ou ficar de guarda, por favor.” – e, dizendo isso, abaixou a maleta no chão e apoiou sobre ela a bengala, antes de segurar os óculos com cuidado em suas mãos – chegou a tirar as luvas – e começar a sobrepor as lentes e girar as pequenas engrenagens.

Aquilo poderia ser feito rápido – mas eles tinham tempo, e Faust achava que fazer aquele tipo de coisa com qualidade era mais importante. Principalmente considerando a abrangência que precisaria no espectro material – não buscava apenas identificar papéis e arquivos e ver através dos escombros, mas rastros materiais do aparelho que Oliver descrevera. Dr. West havia escutado rumores de que a tecnocracia possuía uma liga metálica sintética própria com propriedades anti-magika e, se fosse o caso daquele objeto, conseguir uma única partícula seria inestimável.

Tão importante quanto, já haviam definido aquele como o ponto de partida do Profeta antes do Beco. Assim sendo, talvez encontrasse ali rastros de quintessência vestigiais como os havia encontrado ao lado do restaurante – e, tendo mais tempo, talvez pudesse ao menos registrar os dados com mais atenção para análise posterior.

Após calibrar os óculos, vestiu-os.
@page { margin: 2cm } p { margin-bottom: 0.25cm; line-height: 120% }

Spoiler:

Sistema:

Pequeno ritual, 2 efeitos: Primórdio 1 e Matéria 1, tentar manter pela cena apenas o de Matéria. 

2 sux pra Matéria, 1sux pra Prime, total: 3
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qua Maio 24, 2017 1:11 am

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 3, 8

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#2 'D10' : 3, 4
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Qua Maio 24, 2017 12:39 pm

Já bem melhor, após o atendimento de Faust, Oliver começou a responder sistematicamente às perguntas do eterita. West não percebeu qualquer sinal de irritação durante o processo. Oliver esperou pacientemente que as perguntas do doutor se esgotassem, fazendo o possível para respondê-las com o máximo de exatidão. Aquele cara era esquisito, mas processava as coisas em um nível que o jovem akasha não compreendia, então, fazia parte do trabalho em equipe fornecer combustível para aquela locomotiva mental. Falando em informações...

- "Todas essas perguntas e detalhes me fizeram lembrar de uma coisa. Emma tem uma foto do que seriam duas mulheres, ou mais ou menos isso, como se elas tivessem sido expostas a um facho de luz parecido com o que o carro voador colocou sobre o orfanato. Fazendo as contas, as duas mulheres poderiam muito bem ser as que eu vi... Isso se eu entendi a foto certo. Elliot, o irmão dela, teve uma crise de pânico quando viu a foto".

  Quando Oliver disse isso, Faust já havia terminado seu interrogatório e ajustava suas bugigangas. Ele, por sua vez, encostou em alguma parede que não parecesse pronta a ruir e aguardou West terminar suas buscas.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Dom Maio 28, 2017 3:00 pm

Após vários minutos de calibração precisa, West finalmente se deu por satisfeito. O aparelho estava tão ajustado quanto poderia estar, fora de um laboratório.

Quando o pôs sobre os olhos, veio a parte mais difícil. Veja, coletar dados é algo que até um chimpanzé treinado é capaz de fazer, mas discernir, de dentre estes dados, os que são relevantes, ah, isso demanda uma mente mais arguta. Correlacionar os dados, e deles extrair alguma verdade, então, é algo que pede uma real inteligência. Algo que tem se tornado mais e mais raro.

A uma primeira vista, o cenário não parecia muito diferente do da noite anterior. Mas após alguns minutos de observação atenta, Faust começou a perceber as diferenças, os pequenos detalhes. O prédio era feito de alvenaria comum, e por isso, foi explodido de maneira bem comum. Mas, impregnados nas moléculas dos materias que constituiam a estrutura, haviam certas respostas quânticas diferentes do que seria esperado. Havia, por exemplo, uma anomalia estatística considerável no nível de decaimento beta. E isso não era apenas na sala, mas no prédio inteiro, até onde poderia ver. Não saberia dizer qual o objetivo daquilo, mas que algo havia sido feito naquela estrutura, havia. Por toda ela. Trazia até mesmo uma certa sensação opressora, como estar dentro de uma redoma ou algo assim. E talvez tenha sido bastante forte na época, mas sem a manutenção adequada, estava esvanecendo, restando bem pouco. Não era de se estranhar que não a tivesse detectado na noite anterior.

Infelizmente para o Profeta e sua trupe, o truque utilizado não parecia ter o objetivo de reforçar a resiliência da estrutura.

Especificamente ali, naquele local próximo ao escritório do Profeta, seu osciloscópio manifestou uma leitura estranha, que, inclusive, o fez o retirar do rosto, checar novamente as calibrações, para depois obter a mesma leitura novamente. As oscilações eterdinâmicas dali apresentavam uma frequencia notadamente menor que o esperado. Em outras palavras, a Trama estava menos exposta a aleatoriedade, ou mesmo à manipulação consciente. O efeito era bastante residual, em uma intensidade baixa demais para ter qualquer consequência real sobre as Artes de algum mago, mas estava lá.

Fora disso, o que havia era destruição. Da suposta sala do Profeta, muito pouco havia sobrado. Mesmo nos escombros, a prevalência de substâncias puras não oxidadas era pequena. Ali foi o epicentro da explosão, e qualquer material mundano, ou foi pulverizado pela onda de choque, ou foi consumido pelo calor intenso. Havia apenas um item pitoresco: uma cruz simples de bronze, pendurada ao lado da porta (do lado de dentro do escritório). Ela tinha algumas marcas do tempo, mas, seria de se esperar que tivesse derretido, e isso não aconteceu.

Ah, e a própria porta do local. Mas isso parecia ser mais acaso do que outra coisa. era uma porta diferente das outras do andar: negra, com detalhes de marchetaria. Provavelmente carvalho inglês. Aquelas coisas são pesadas como chumbo, e resistentes. É o tipo de porta que se esperaria numa mansão vitoriana, não num orfanato de subúrbio. Mas, a porta estava lascada e queimada em vários pontos, apenas não havia sido pulverizada.

Ah, mas não podemos esquecer de um terceiro item da sala, que estava intacto, supondo que o relato de Oliver pudesse ser confiado: o caderno nas mãos da mulher morta. Este item apenas não estava ali.

E por fim, o local onde Oliver indicou que o portal havia se aberto. Havia ali algum tipo de reorganização sutil da estrutura molecular da parede. Ainda era barro cozido, concreto, e vergalhões, mas havia alguns rearranjamentos na estrutura molecular, alguma espécie de processo de cristalização. Só seria visível a um microscópio, mas Faust podia notar, com seu aparelho, que aquela cristalização fazia uma espécie de padrão microscópico espiral, de um círculo na parte externa, até um ponto central. Parecia desproposital, e caótico.

Talvez fosse verdade o que diziam, que a Trama nunca sai intacta depois de uma batalha entre Despertos.

O relógio oculto no topo de sua bengala estava atrasado 1 minuto e 39 segundos. Ali, após essa coleta de dados, restava apenas o cenário melancólico. As paredes enegrecidas, o gotejar constante, as faixas de isolamento policial sujas e largadas no chão, o entulho e poeira por todo lado, criavam um quadro de abandono difícil de ignorar.

A escada pela qual subiram ainda tinha mais um lance para cima. E talvez houvesse mais segredos ocultos.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Seg Maio 29, 2017 12:54 pm

A pergunta inicial de Oliver - o comentário sobre as mulheres - foi feito ainda enquanto eles moviam-se com cuidado, descendo para os destroços que Faust parecia querer investigar. O médico não respondeu de imediato - ficou em silêncio alguns segundos, pesando as informações que estavam contidas ali. 

Veja: não era simplesmente um fato de "Emma tem uma foto das duas mulheres sob um faixo de luz". Era mais complexo. Era um caso de "Emma tem uma foto de duas mulheres que ela não tem por que conhecer sob um faixo de luz: ela decidiu mostrar apenas para Oliver e para seu irmão, e este teve uma reação de desespero, o que indica que a foto certamente não é apenas isso, o que por sua vez supõe que Oliver não tem todas as informações. Eu não posso abordar Emma diretamente, tampouco questionar Elliot sobre algo que eu não deveria saber."


"Hm.", respondeu Faust. "Ela realmente não confia em mim." - expôs o óbvio. Não parecia chateado, apenas repetindo uma informação, algo fatual que estava ali, para todos verem. "Talvez você possa investigar, Oliver. E nos ajudar a lançar um pouco de luz sobre os muitos mistérios deste lugar. Por que nossa querida Cultista tem uma foto das senhoras que trabalhavam aqui?" - e ele fez uma pausa, dando alguns passos. 

"Talvez Elliot já tenha visto a mesma luz. Ou não seja só uma luz."

Dizendo isso, já estavam nos destroços, praticamente. Ali, Faust encostou seus apetrechos e calibrou o óculos, antes de efetivamente começar a investigar - chegou a dizer um "Logo continuamos nossa conversa", antes de deixar-se absorver pelos dados e pelas informações que tinham. 

Ele andou e andou pelos destroços, caminhando com calma. As vezes abaixava-se e pegava um pedaço de concreto ou outra substância do chão, trazendo-o para perto do rosto; as vezes passava a mão pelo ar como se estivesse vendo coisas que Oliver não via. 

A dado momento, ele aproximou-se da bengala e da maleta e indicou a Oliver que subissem novamente - período durante o qual ele observou as escadas e todo o trajeto também, até o segundo andar, onde prosseguiu até a sala do profeta e continuou sua investigação. A primeira coisa que fez foi ajoelhar-se no chão em frente a porta e deitar sua bengala ali, acomodando a maleta de couro em frente a ela e abrindo-a.

O objeto tinha duas pequenas travas de metal internas nas laterais, o que fazia com que a tampa se abrisse num ângulo máximo de 90° - mas Faust puxou para o lado uma das "portas" internas, que abriam-se para o lado como as portas de um armário, e retirou de um dos bolsos internos ali revelados três saquinhos transparentes de plástico, estilo zip-lock. 

O mago ficou de pé e moveu-se para a porta, começando a coletar tanto a cruz de bronze - após olhá-la com atenção sobre a mão enluvada - como uma lasca da parede onde o portla havia se aberto. Faust não acreditava em "caos" - havia alguma informação que poderia ser obtida daquela cristalização espiral, mesmo que ele, no momento, não pudesse fazê-lo. Também pegou um canivete do bolso e coletou uma lasquinha da madeira da porta, apenas por precaucação - guardou tudo em saquinhos diferentes. 

Enquanto o Dr. West fazia isto, caso Oliver tivesse curiosidade de olhar, provavelmente acharia sua maleta - ainda que quase que toda fechada, com os muitos compartimentos e dobras e gavetas e andares fechados - um tanto absurda. Mas aquilo talvez dissesse muito sobre o tipo de trabalho de Faust: pequenos frascos com ervas moídas misturavam-se a aparelhos desligados, conta-gotas, um estetoscópio, alguns papéis e modelos anatômicos humanos desenhados por cima. Parecia o cruzamento estranho dos apetrechos de um witch-doctor qualquer com a pasta natural de um cientista forense. O cheiro era uma mistura forte de ervas, formol e couro cru. Fazia coçar o nariz, e subia da mala mesmo que Oliver não quisesse cheirá-la. 

Faust abaixou-se novamente em frente a pasta, guardou o que havia coletado, fechou o que havia aberto, fechou a maleta e ergueu-a do chão de novo, pegando a bengala. Conferiu o horário. 

"Você tem horas?" - perguntou para Oliver, sem dizer realmente o motivo de sua confusão, e começar a mover-se em direção ao terceiro andar.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Seg Maio 29, 2017 1:10 pm

Oliver aguardou pacientemente enquanto Faust investigava. Observou brevemente a maleta de West, enquanto o fazia, depois deu uma volta pelo lugar, mas só passou por cômodos que o cientista já havia passado, para não correr o risco de atrapalhar seja lá o que ele estivesse fazendo. Oliver achava que trabalhar com outros magos tinha basicamente uma regra de ouro: não precisa entender, basta não atrapalhar. Ao que Faust disse, ele respondeu:

- "Eu posso tentar dar uma ligada para o Elliot, que parecia muito mais informado sobre a coisa toda do que a Emma. Vou fazer isso quando sairmos daqui".

  Sacando o seu celular, ele completou:

- "Já são quase quatro horas. O tempo também passa rápido quando não se está se divertindo".

  O jovem akasha, após ver que West já recolhia suas coisas e seguia para o andar de cima, disse:


- "Já que estamos nisso, melhor dar uma olhada lá em cima mesmo. Fazer uma varredura para não precisarmos vir aqui mais. Por sinal, o que vamos fazer sobre o cara que ficou com o relógio do Samuel?".


Última edição por Oliver Gray em Seg Maio 29, 2017 1:22 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Seg Maio 29, 2017 1:21 pm

"Não." - disse Faust, sem parar de andar. "Exatamente. Que horas são? Segundos também." - insistiu, abrindo novamente o próprio relógio e conferindo o atraso mais uma vez.

Sobre o terceiro andar, concordou com a cabeça. Precisavam ver aquilo mesmo. "Os mistérios desse lugar tem mistérios, Oliver." - comentou. Enquanto subiam, ele conferiu as calibragens do óculos para conferir se tudo ainda estava ok.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Seg Maio 29, 2017 1:27 pm

Oliver, que já ia segundo escada acima, conferindo os degraus antes de colocar todo o seu peso neles, olhou para o celular e respondeu de novo:

- "Quatro e doze".

  Ele claramente estava distraído quando respondeu. Resolveu assumir para a si a tarefa de conferir as passagens que eles não haviam experimentado até o momento. Até onde sabia, coisas podiam continuar desabando por ali.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Seg Maio 29, 2017 3:49 pm

A escada até o terceiro andar não apresentava aparentes riscos de desabamento, e terminava ali, indicando que não devia haver mais andares (o que já era óbvio do lado de fora do prédio). A porta corta fogo deu para o teto do edifício. Ali, não havia muito: caixas d`'agua, antenas, exaustores, e uma relativamente pequena construção sobre a laje, uma sala quadrada, algo como 6x6. Não parecia ser parte do projeto original do prédio.

Não havia janelas nessa construção, e a única porta de acesso estava trancada por um cadeado. entretanto, as dobradiças da porta estavam bastante oxidadas, provavelmente resultado do incêndio, e a porta não resistiu a dois chutes bem aplicados de Oliver.

Lá dentro, havia uma espécie de pequena capela, que parecia pouco afetada pelo incêndio, à excessão das tábuas do piso, que estavam empenadas em vários pontos, provavelmente fruto do calor recebido pelo piso inferior. O teto era feito com telhas transparentes que, embora estivessem bem sujas, deixavam transparecer o céu da tarde. Sendo um local de culto protestante, não havia imagens, nem altar. O local contava apenas com quatro cadeiras, uma estante pequena com alguns poucos livros (a maioria bíblias e hinários, a uma primeira vista), um armário de parede contendo alguns paramentos religiosos (estolas, vinho, alguns pedaços de pão bolorento) em madeira, fechado e, no lado oposto à porta, um pedestal com uma bíblia aberta. Nas paredes, ao redor desta bíblia, haviam coisas interessantes. Em ambas as paredes laterais, havia dois quadros idênticos, retratando um anjo. Ao pé das figuras, o nome "Azazel" estava escrito. Na parede imediatamente a frente da bíblia, havia um quadro branco, com algumas colunas delimitadas por fita crepe.

Eram sete colunas ao todo. No topo de cada uma delas, havia dois círculos pintados. Em uma colunas, dois círculos vermelhos, em duas delas, dois azuis. Nas demais, um vermelho e um azul. Em cada coluna, havia alguns símbolos desenhados a pincel atômico, coisas aparentemente sem sentido: cruzes, hexagramas, peixes estilizados, quadrados, símbolos de "check", coisas assim. Estes símbolos, a uma primeira vista, não pareciam ter qualquer ordem ou organização lógica, e nem preenchiam as colunas até o fim, e eram desenhados exatamente embaixo de cada um dos círculos, e cada círculo dentro de uma mesma coluna podia ter quantidades de símbolos diferentes. Uma delas, uma das com dois círculos de cores difentes, nem mesmo tinha quaisquer símbolos. desenhados.

A bíblia estava aberta em Provérbios 15, e o versículo 3, ressaltado com marca-texto.

O quadro:
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Seg Maio 29, 2017 8:20 pm

Rolagem de arete dif 4 para ativar percepção espiritual também.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Seg Maio 29, 2017 8:20 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 7, 10
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Ter Maio 30, 2017 5:15 pm

Testando inteligência + enigmas
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Ter Maio 30, 2017 5:15 pm

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 4, 10, 2, 1, 5
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Maio 30, 2017 5:21 pm

Rolagem de Int (5) + Enigmas (2).
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Ter Maio 30, 2017 5:21 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 7, 7, 3, 7, 2, 6, 1
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Ter Maio 30, 2017 6:12 pm

Após forçar a porta, Oliver se deparou com mais um recinto do orfanato que ele não conhecia. O lugar, que parecia ser de exclusivo acesso do profeta, o incomodou por algum motivo que ele não sabia discernir. O jovem Akasha caminhou por aquele pequeno local de culto, observando as marcas nas colunas. Depois, ele leu o versículo marcado na bíblia aberta mais de uma vez e ficou encarando os quadros idênticos:

- "No final, eu não conhecia quase nada desse lugar" - ele deixou escapar, mais falando sozinho do que com Faust - "Brenda, cadê você?".

  Por um minuto ou mais, Faust certamente poderia perceber que a atenção de Oliver foi sugada pelos quadros e pelas colunas. Caso olhasse para Oliver, veria que sua expressão era lamentosa. Ele realmente estava preocupado com a irmã. O que o lembrou...

- "Irmãos" - Ele disse para si mesmo novamente. - "Irmãos"- disse novamente, só que agora para Faust - "O profeta estava obcecado por irmãos em geral. Eu acredito que isso seja uma espécie de registro sobre os irmãos que ele abrigava aqui no orfanato. Não tenho ideia do que os símbolos representavam pra ele, lógico. Mas ele estava em busca de alguma característica encontrada em um casal de irmãos. Aposto que eu e Brenda estamos representados ali também".

  Enquanto esperava Faust dizer algo, Oliver voltou sua atenção para as colunas novamente, com os braços cruzados e os pensamentos pesados.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Maio 30, 2017 7:59 pm

Quando chegaram ao andar de cima e pararam frente a porta trancada, Dr. West nem chegou a dizer nada, assim, especificamente - ele apenas olhou para Oliver e deu um passo para o lado, enquanto retirava um lenço da parte interna do casaco e utilizava-o para tampar a boca e o nariz, precavindo-se contra a poeira, mofo e outras coisas possivelmente nocivas a saúde que fossem ser jogadas para o ar na hora que Oliver colocasse a porta abaixo. 

Quando entraram no ambiente, Dr. West olhou em volta devagar - parecia estar olhando as coisas em câmera lenta, e de fato o estava, considerando que com os óculos calibrados como estavam, o doutor enxergava as propriedades mais infímas da matéria que compunha as coisas, do fluxo quintessencial que as entremeava. Mas ele viu o altar e pareceu insatisfeito - Oliver pode vê-lo tirar os óculos, rapidamente torcer uma engrenagem de um dos olhos e baixar mais uma lente, uma azulada, sobre o outro olho - e vestí-lo de novo. Não demonstrou mais nada a respeito, apesar de, pessoalmente, achar aquele um dos dados mais interessantes que haviam coletado até aquele momento: um altar para um anjo, sem nenhuma propriedade magika ou espiritual? Era... inesperado. Um mago poderoso como o Profeta, rezando frente a um altar, faria mais do que deixar sua própria marca quintessencial sobre ele, não...? Se bem que, por outro lado, faziam muitos meses. Era difícil apostar ao certo. 

"Um mistério dentro de um mistério dentro de um mistério", comentou por alto, naquele tom indiferente que não deixava claro se estava feliz com os mistérios, cansado, de saco cheio, ou o que fosse. Mas ele abaixou a maleta e a bengala, começando a andar pelo lugar. Bocejou uma vez enquanto conferia os livros na instante, e depois se afastou, pedindo licença a Oliver para tirar uma foto das colunas com o celular. 

"Algum tipo de sinal, marcado num espaço de tempo diferente, entre diferentes opções." - comentou, pensando alto, enquanto guardava o celular no bolso novamente. Ele aproximou-se da bíblia e leu a passagem, erguendo o livro nas mãos em seguida, conferindo as outras passagens. Mais nada estava grifado... A passagem tinha alguma importância, então. O médico respirou fundo. 

"Você se lembra...." - ia perguntar algo, mas parou, diante da colocação de Oliver. Talvez Faust não fosse tão arrogante quanto parecia, visto que voltou os olhos para a lousa e pausou alguns segundos, observando. "Monozigóticos homens, monozigóticos mulheres, dizigóticos homens, dizigóticos mulheres, casal dizigótico, irmãos do mesmo sexo, irmãos de sexo diferentes.... É uma possibilidade, realmente." - e meneou a cabeça. "Lembra-se de uma quantidade anormal de irmãos no orfanato?" - perguntou.

"Por sinal: você tem algum domínio do Tempo, não? Consegue identificar as datas em que cada marca foi feita? Talvez retornar ao momento de cada uma e conseguir a informação do cenário?" - acrescentou. 

O que o incomodava, entretanto, era o Anjo. Não via nenhuma conexão entre Azazel - conhecia-o como um anjo do julgamento numa tradição antiga hebraica e futuramente como um dos princípes infernais, nada realmente aprofundado - e a passagem bíblica, ou a idéia de irmãos. A presença de um anjo tinha algum sentido, visto que aparentemente Samuel cultuava aquelas expressões religiosas o suficiente para usá-las em seus efeitos, mas não fazia o menor sentido com a passagem bíblica ou com a teoria sobre irmãos. 

Dr. West retirou o celular do bolso de novo - enquanto ouvia Oliver, mesmo - e seus dedos deslizaram pela tela, digitando "Azazel" diretamente no google. Ele não demonstrou nada, ao menos não de imediato, mas guardou o celular no bolso do casaco, e voltou os olhos para Oliver, esperando que o jovem Akasha terminasse de falar.

Subitamente, muita coisa fazia sentido. Potencialmente, quer dizer. Aquela podia ser a peça perdida do quebra cabeça.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Qua Maio 31, 2017 10:13 am

Oliver ouviu Faust falar, olhando para ele o tempo todo enquanto considerava as possibilidades:

- "O que você consideraria anormal? Contando comigo, havia 4 pares de irmãos na época, mas pode ter tido mais depois que eu fui embora. A questão não é essa. O profeta estava obcecado por irmãos. Emma encontrou um diário. Onde estava a tal foto, por sinal. Segundo estava escrito ali, ele vivia pedindo orientação divina sobre coisas relacionadas a irmãos. Se eles precisavam ser gêmeos, todos homens, um homem ou uma mulher, entende".

  Dizendo isso, ele deu mais uma olhada para os pilares, esperando que mais alguma coisa saltasse aos olhos. Como isso não aconteceu, ele falou novamente:

- "Eu poderia, mas, francamente, talvez fosse necessário um grande ritual pra isso. Eu estou com as baterias fracas e não tenho acesso a um nodo por aqui. Além disso, usar magia desse tipo consecutivamente não é uma boa ideia. Se for realmente necessário, nós podemos voltar aqui amanhã cedo com as coisas que eu precisaria para o ritual".
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qui Jun 01, 2017 8:00 pm

" - A quantidade de irmãos orfãos é bastante menor que a de filhos únicos, justamente por que a maioria das crianças no sistema vem de abandonos, e geralmente abandona-se um filho por vez. Se haviam muitos irmãos, isso pode apontar para um comportamento do Profeta." - argumentou Faust, quando Oliver quis saber o que ele consideraria "normal". Quatro pares de irmãos...  "Quatro pares de irmãos. E em quantos vocês eram, ao todo? Consegue se lembrar?" - acrescentou.

Mas aquelas perguntas deixaram de ter muita importância, quando ouviu o que Oliver dizia sobre Emma ter achado um diário. Mesmo diante da costumeira falta de expressão do Eterita, o Akasha pode perceber seu interesse imediato, que manifestou-se por um movimento errante - mas breve - das sobrancelhas. 

"Um diário?" - perguntou, com casualidade desinteressada, no mesmo tom que usaria se estivesse comentando sobre Emma ter achado uma moeda no metrô. "O que mais sabe sobre isso?" - perguntou, antes de abaixar-se ao lado da maleta e da bengala. Pegou-os e conferiu o horário no topo da bengala, atentando-se para o atraso - queria ver se havia tido alguma alteração. 

Indicou com a bengala a saída. "Acredito que este lugar não tenha mais nada para nós, por enquanto, e temos hípoteses o suficiente para pelo menos alguns dias de trabalho." - e começou a se mover, esperando que Oliver o acompanhasse.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Qui Jun 01, 2017 8:43 pm

Oliver sentiu algo estalando (e possivelmente quebrando) em seu cérebro quando respondeu:

- "Contando comigo, 8 crianças".  Shocked

  Como não havia coisas para juntar, Oliver seguiu Faust prontamente, mas, após dois passos na direção dele, voltou até o púlpito e tirou os dois quadros do lugar. A ideia de que houvesse algo atrás deles era clichê demais para se concretizar, obviamente, mas agora ele dormiria à noite sem arrependimentos. Sobre a questão do diário, ele respondeu:

- "Sim, um diário. Você sabe tudo que eu sei sobre ele. Emma só me mostrou a página que eu descrevi e a foto. Ótima ideia. Preciso sair daqui com urgência. Que tal me dar uma carona até a capela hermética?"
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qui Jun 01, 2017 9:13 pm

Quando Oliver respondeu sobre as crianças, Faust não disse nada - o mago apenas fez uma pausa, uma pausa tão pequena que quase não existiu, e seguiu a andar. A cada nova pequena informação, o cenário tornava-se mais coeso em sua mente, mais firme, mais razoável. Por um lado, aquilo saciava sua sede por sentido, por lógica - por outro, o fazia pensar em ELiza, em como aquilo poderia serví-la.

Dr. West meneou a cabeça enquanto se moviam. "Sem problemas." - disse e fez uma pausa. Precisava conduzir o resto daquela conversa com algum cuidado. 

"Você confia em Emma e Elliot?" - perguntou, depois de alguns segundos em silêncio, a voz lenta do médico ecoando nas paredes marcadas pelo fogo.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Qui Jun 01, 2017 9:53 pm

Oliver achou a pergunta de Faust repentina e estranha, mas respondeu de pronto, enquanto o ajudava a descer pelos escombros e sair do prédio:

- "Tanto quanto eu confio em você ou em qualquer pessoa que eu conheci há dois dias, por que? Tem algum motivo para os dois serem mais ou menos dignos de confiança?"

  A pergunta o pegou de surpresa. Seus pensamentos estavam em Brenda, que havia sumido completamente do mapa.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Sex Jun 02, 2017 10:08 am

Dr. West continuou caminhando ao lado de Oliver, e fez um movimento breve com a boca - abrindo-a só um pouquinho, sem dizer nada, antes de falar. Como se estivesse buscando as palavras. "Talvez 'confiar' não seja a palavra adequada." - admitiu, como quem pesa as informações enquanto fala. 

"Veja: eles são irmãos, que viveram juntos por quaisquer que sejam os horrores que podem ter vividos aqui, se separaram por anos, se reencontraram agora." - disse. "A reação do Sr. Ward a foto do diário, somada a forma como a Srta. Woolf curiosamente veio a tê-lo em sua posse...  Somada a forma como os espíritos dos mortos reagem agressivamente a Ward...  " - ia falando devagar, como quem faz as conexões mentais no momento.

"É como se eles estivessem falando um idioma próprio, como se estivessem conosco, mas não estivessem conosco. " - e silenciou-se durante o período em que desciam as escadas. 

Quando chegaram ao chão, continuou: "Ou eu posso estar sendo injusto e apressado, é claro. Enganos acontecem."
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Sex Jun 02, 2017 10:48 am

Oliver pesou a informação:

- "Bom, eu não sei se penso dessa forma. Se ambos compartilham esse idioma próprio, Emma está claramente enferrujada. Eliot, Eliot parece perturbado com alguma coisa, mas quem entre nós não está?

  Oliver seguia descendo a construção destruída, vivenciando seus pesadelos em primeira mão enquanto dizia isso:

- "Mas em uma coisa eu acredito: Elliot já passou por muita coisa na vida. Mais do que eu, você ou a maioria das pessoas. Se você acha que tem algo errado com eles, o que seria esse algo? Quer dizer, eu acusaria Emma de ser irritante e completamente inútil, mas não maligna".
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Sex Jun 02, 2017 12:50 pm

Diante da pergunta sobre estarem perturbados, Dr. West olhou para Oliver de lado, brevemente. Ele não considerava-se perturbado. Mas não respondeu a pergunta, preferindo atentar-se ao resto do que Oliver dizia. 

"Bem, existe uma forma simples de descobrir." - disse. "Você aborda Emma. Diz a ela que viemos aqui, e que descobrimos algumas informações perturbadoras sobre o orfanato e o diário, e que eu estou querendo o diário, de qualquer forma, para analisar no meu laboratório. Quem quer que tenha escrito ele pode ter deixado marcas em suas páginas que realmente podem ser úteis para nós entendermos essa situação - um antigo colega uma vez solucionou um problema similar identificando nas anotações de um hermético vestígios de polém de uma planta específica, usada só por alguns grupos magikos... singulares." - e fez uma pequena pausa, observando como Oliver reagiria aquilo. 

"Provavelmente você terá melhor sucesso se abordá-la como se estivesse indignado comigo, com minha postura invasiva aos pertences dela. Assim, ela pode te contar coisas... Ou desconversar e esconder o objeto, o que comprova a suspeita." - disse. "Entregar o diário não me parece um hípotese provavél. Mas, veja, este não é o ponto, e tampouco é o ponto incriminá-la. Mas nós precisamos de informações, e podemos, num mesmo movimento, tornar nossa relação com a Verbena menos paranóica." - sugeriu. Bem, Oliver havia pedido que ele fizesse os planos, não?

"No meio tempo, eu converso com o Sr. Ward. Ele parece mais aberto a mim, e também preciso investigar uma coisa - estou cogitando se Hannah não estaria gravida de gêmeos, e por isso foi salva pelo Profeta." - acrescentou, enquanto saiam do prédio.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Sex Jun 02, 2017 1:16 pm

Oliver pensou sobre o assunto por um momento e respondeu:

- "Claro, posso fazer isso".

  Faust pode ter ficado em uma dúvida séria aqui. Oliver pode tanto ter aceito o plano de pronto quanto não tê-lo ouvido. Na verdade, ele ouviu e concordou. Inclusive, esse tipo de decisão e planejamento era o que ele esperava de Faust, então, como ele parece estar se colocando cada vez mais no papel designado para ele, Oliver não teve nada a acrescentar.

- "Para a capela hermética, então".
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Sex Jun 02, 2017 7:22 pm

Se o médico se surpreendeu por Oliver ter concordado em seguir suas sugestões, ele não demonstrou - no fim das contas, era algo bom: ele finalmente parecia ter descoberto a melhor forma de se comunicar com Oliver e de expressar os planos e informações para o Akasha. Havia levado algumas tentativas, mas, bom: um problema a menos.

"Sabe chegar lá?" - perguntou, quando já estavam do lado de fora do orfanato e Oliver perguntou sobre a capela. "Ademais, " - começou Dr. West. "Temos um compromisso hoje. Aparentemente, um novo desperto na cidade. Quer se encontrar conosco hoje a noite, as 21h, na joalheira do Sr. Heineken." - acrescentou.

Se Oliver soubesse como chegar até onde queria ir, Faust o deixaria para ir cuidar das próprias coisas. Se não soubesse, lhe chamaria um Uber.

[...]

Durante o resto do dia, Dr. West não fez coisas muito complicadas - sabia que precisava lidar com algumas coisas, resolver algumas questões tanto práticas quanto teóricas, mas simplesmente não tinha tempo, e a urgência de algumas situações as faziam sobressair a outras. 

De forma resumida, este foi seu itinerário: 

Entrou em um Uber e foi até uma loja de suplementos hospitalares, onde adquiriu um detector de fetos portátil, pagando em dinheiro. Voltou para o carro e foi até um drive-through, onde comprou cinco hamburgers - na fila, usou o tempo para conferir seu e-mail, esperando encontrar uma resposta do Asilo, mas também aberto a qualquer coisa importante que lá pudesse existir, e também conferir sua postagem na HollowNet. 

Tendo comida e o detector de fetos em mãos, o doutor foi até o hospital para visitar Hannah - conversou um pouco com a menina enquanto ela comia, guiando-a e deixando que ela falasse a vontade, que se sentisse ouvida. Aquilo era prático por que lhe permitia só ouvir, sem ter que se esforçar muito para parecer que se importava. Depois, realizou o exame e perguntou se ela havia se lembrado de alguma coisa, se o caderno havia sido útil - isto se não houvessem passado já por aquele assunto. 

Depois, deu-lhe boa noite com um beijo na testa e saiu. 

Escreveu um SMS para Elliot, dizendo que precisavam se encontrar para um almoço no dia seguinte, e seguiu seu caminho em direção a joalheira. Já eram aproximadamente 20h30.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Dom Jun 04, 2017 12:58 am

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Dom Jun 04, 2017 12:58 am

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Seg Jun 05, 2017 4:03 pm

Oliver e Faust se despediram, e o Akasha tomou seu rumo em direção a capela hermética. Era uma bela caminhada, mas ele tinha tempo, não tinha? Teve que parar para pedir informações algumas vezes, mas agora que sabia o nome da rua, era tudo bem mais fácil. As pessoas de uma cidade provinciana como aquela costumavam ser gentis com um jovem branco sem sotaque como ele, então, não foi das tarefas mais difícies. Pode rever alguns lugares da cidade também. Muito havia mudado, mas algumas coisas ainda pareciam como quando ele ainda residia ali.

Quando finalmente chegou à Anima Gemma, o local estava vazio. Aliás, aquela joalheria e loja de penhores parecia sempre vazia... Mas foi recebido pelas duas ruivas, que lhe sorriram e disseram um "Olá, Oliver!" em uníssono.

Logo em seguida, as duas se entreolharam, como se estivessem decidindo alguma coisa. Talvez robôs sincronizados de algum filme de sci-fi agissem daquela forma. Mas depois de dois segundos, elas de voltaram novamente para Oliver, e disseram:

- "Oliver, sabe aquele membro da sua cabala?"
- "O médico eterita" - completou a outra.
- "Ele vai na quarta-feira, não vai?"

Parecia haver uma certa ansiedade nos olhos verdes das duas, mas o jovem Akasha era péssimo em avaliar esse tipo de coisa. E Oliver notou que estas últimas frases foram ditas em uma voz mais baixa.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Seg Jun 05, 2017 4:24 pm

Oliver sempre gostou de caminhar, correr, se movimentar. O que fazia de Portland um lugar maravilhoso para ele, já que a extensão dos pontos de interesse da cidade até o momento não representava desafio para a sua resistência física. Ele não sabia, no entanto, nada sobre o fato do exercício produzir endorfinas e tudo mais, apenas que se sentia feliz após uma boa corrida. Ele se lembrou que precisava comprar roupas para quarta-feira e, logo depois, que não tinha um puto no bolso. Aquilo precisava mudar em algum momento. Será que dava para ganhar dinheiro lutando em Portland?

  Esses pensamentos ainda o seguiam pelo caminho quando ele chegou à capela. Como de costume, as duas mulheres ruivas, gêmeas e bonitas demais para não parecerem suspeitas o receberam alegremente. Ele, que adora gente amistosa, respondeu no mesmo tom:

- "Olá, meninas, tudo certo por aqui? Os negócios andam meio parados, não é?".

  Quando as duas perguntaram sobre Faust com o que Oliver decidiu, incrédulo, interpretar como interesse, ele arqueou uma sobrancelha e respondeu:

- "Faust? Quer dizer, aquele médico com cara de poucos amigos? Estamos falando da mesma pessoa, certo?. Bom, eu convidei, mas ele nem se deu ao trabalho de me responder, então acho que é mais fácil macacos voarem do que ele aparecer por lá. Mas qual o interesse? Se for por vocês, eu tenho uma ideia de como convencê-lo que talvez possa funcionar. Que tal?".
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Seg Jun 05, 2017 4:32 pm

As duas ruivas pareceram nitidamente decepcionadas quando Oliver disse que Faust não iria. Mas rapidamente se animaram novamente, quando ele falou sobre ter uma maneira de convencê-lo.

- "Puxa, seria ótimo!" - disse uma delas.
- "Você acha que consegue? Ele realmente tem cara de poucos amigos, mas..." - completou a outra.
- "Sei lá, MÁGIKA acontece, não é mesmo?"

E as duas deram risadinhas, tapando a boca com as mãos. Pareciam duas crianças quando riam assim. Mas durou pouco. Logo, elas pareceram se lembrar de algo.

- "Ah, Dany perguntou por você depois do almoço. Parece que tinha algo pra resolver no banco. Mas agora, acho que ela está no horário de estudo dela."
- "E ela ODEIA ser interrompida nessa hora. O Sr. Von Heinekein até fez uma barreira de silêncio para ela."
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Seg Jun 05, 2017 4:43 pm

Após se despedir de Oliver, Faust caiu em suas atividades, em certa medida lutando contra o sono, que se instalava cada vez mais forte. Uma nova dose de estimulantes poderia ajudar, mas o que ele precisava mesmo era de repouso.

A aquisição do ascultador obstétrico e dos lanches ocorreu sem maiores problemas. O asilo ainda não havia lhe respondido, mas havia uma única coisa nova em seu tópico na HollowNet. Depois do que ele havia visto na última vez, nada mais de muito novo havia sido acrescentado (algumas gracinhas do HueHueBR171, e mais algumas postagens de outros que não acrescentavam nada), o que era bastante usual: treads desse tipo não costumam manter o interesse dos participantes por muito tempo. Mas uma postagem distoava um pouco do resto:

- PowerFuck321: "Quem é esse Mr.DirtyLove?"

Além de ser a primeira postagem que ele lembrava de ter visto deste membro, o teor era um tanto impróprio. Além de normalmente apenas o administrador saber sobre as informações de registro, existe um certo código informal de anonimato nesse tipo de fórum. Ninguém deu qualquer tipo de resposta à pergunta, de toda forma.

No hospital, enquanto Hannah devorava seu lanche como uma ursa saída da hibernação, Faust teve uma confirmação bastante clara de que ela carregava apenas um feto. Ao menos, apenas um vivo. Repetiu o teste, e não havia dúvida de que havia apenas um batimento ali. O discurso da garota não era de forma alguma interessante. Ao bem da verdade, ela não parecia um dos exemplares mais brilhantes da espécie humana. Ela falava muito, insistentemente, sobre reencontrar a família e se reconciliar com a mãe. Repetia também que o Profeta havia lhe dado uma "segunda chance", e que ela não podia "foder tudo" de novo. Mas conseguiu algumas poucas coisas que poderiam ser de interesse. Filtrando o falatório da garota (que parecia apreciar muito o esporte de falar), as informações eram as seguintes:

- Ela sentia como se uma "nuvem" tivesse sido tirada da cabeça dela, quando o Profeta a tocou. A nuvem que as drogas geram, entende? Agora ela conseguia pensar claramente, mas parecia haver outra "nuvem" quando ela tentava se lembrar dos eventos dos últimos meses.
- Ela sentiu que o Profeta estava em dor, em sofrimento, quando a "salvou". Mais do que isso, ele estava com muita pressa. Ela lembrava de ter "como que ouvido" a voz dele, bem baixinha, como que dizendo "o tempo é curto, o tempo é curto". Ele também tinha um certo medo, um medo de que alguém o pegasse, como se o bicho-papão (foi exatamente essa a palavra que ela usou: "boogeyman", e disse isso com um certo medo) estivesse atrás dele. E ela não sabia como sabia disso tudo. Apenas sabia.

Elliot lhe respondeu o SMS rapidamente: "100%, Doc. Apenas diga hora e local"
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Seg Jun 05, 2017 4:50 pm

Oliver encolheu os ombros diante da empolgação das ruivas, sorrindo:

- "É acontece. Com mais frequência do que se espera, inclusive".

  E aí veio a notícia de que Granger estava procurando por ele, o que sempre era bom. Oliver pensou cuidadosamente e depois respondeu:

- "Ah! Certo! A coisa com o banco! Maravilha! Bom, não sou eu quem vai interrompê-la então, não é mesmo? Meninas, caso ela passe por aqui em algum momento, podem dizer que eu estou no meu quarto e que é só ela mandar uma mensagem que eu apareço?".

  Desnecessário dizer que Oliver só fica mais óbvio toda vez que tenta conscientemente não parecer óbvio.

  Dito isso, caso as duas não tivessem mais nada a dizer, o jovem akasha de despediu e seguiu para o seu quarto, onde enviou um SMS para Emma e outro para Elliot. O primeiro, foi para Emma:

 "Olá. Será que eu posso dar uma olhada naquele diário com um pouco mais de calma? Acho que deixei passar algo muito importante".

  Logo depois foi a vez de Elliot:

 "Ei, O doutor vai pedir para encontrar você em breve. Pode me fazer um favor e marcar com ele no tal bar de salsa que a gente vai na quarta? Prometi a umas amigas que tentaria levar o cara e acho que você é a única chance disso acontecer".
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qui Jun 08, 2017 11:29 am

No celular, Faust apertou os botões - o de desligar e o do volume para baixo - ao mesmo tempo, e garantiu uma screenshot do conteúdo da postagem. Não sabia quem era PowerFuck321, e apesar de achar sua postura estranha, reconheceu que não tinha o que fazer. Salvou a thread apenas para garantir que as informações não se perdessem no limbo se o interesse dos participantes sumisse, e por reconhecer que, com o sono que sentia crescendo no momento, talvez não estivesse apto a lidar com aquelas informações da melhor forma possível no momento. Digitou um comentário apenas:

Mr.DirtyLove: bump


[...]

Dr. West estava desconfortável com a tendência do próprio corpo de criar bocejos. Não gostava daquilo. Não gostava da sensação física do cansaço, não gostava dos reflexos involuntários do corpo - odiava aquelas pequenas reações corporais que tentavam lembrá-lo de que era humano, de que era mortal, de que estava vivo e sujeito as mesmas leis e limitações biológicas que todos os outros. Antes de ir para o hospital, o médico passou numa farmácia e comprou um pote de pílulas de cafeína - jogou três para dentro sem água mesmo, e seguiu seu caminho. Conhecia uma rotina que poderia intensificar os efeitos, mas não tinha tempo naquele instante. 

[...]

Ali, sentado ao lado da maca de Hannah após o exame, Dr. West manteve as pernas cruzadas e garantiu a si mesmo distância o suficiente da menina para que caso ela decisse tocá-lo, ele teria tempo o suficiente para se afastar. A informação sobre o unico batimento cardíaco entrou em sua mente e ficou alí, no fundo, juntando-se a tantas outras que serviam mais como panos de fundo do que como informações concretas sobre as quais podia fazer alguma coisa naquele instante. Tudo aquilo ia somando-se a uma tapeçaria de informações que, de alguma forma, configurava a própria forma como as próximas informações eram recebidas. 

Conforme Hannah foi falando, Dr. West foi perguntando, guiando-a. Seu tom era calmo e contido, sempre calmo, sempre contido, sempre controlado. Fazia as perguntas como quem entregava a Hannah novas informações - ele não estava apenas direcionando as informações que ela já tinha, mas tentando, de alguma forma, mostrar-lhe novas formas de encarar o problema, de encarar as sensações que havia dito. 

Mas... No fundo, aquilo havia sido inútil. Hannah tinha algumas informações, mas nada que realmente pudesse, de forma concreta, ajudá-lo a resolver o problema. Eles tinham um pastor morto que havia superado os limites entre a morte e a vida, e Hannah não era capaz de lhe dar uma informação decente. 

Dr. West suspirou, quando o interrogatório terminou, e abaixou os olhos para o próprio sapato. Levantou-se. " - A senhorita foi uma terrível decepção, Hannah. Para seus pais e, agora, para o Profeta e seu Anjo. Ele quase morreu de novo... Arriscou tudo o que tinha para te salvar... E você é incapaz de me ajudar a salvá-lo. Você devia se envergonhar." - decretou, as palavras frias como um bisturi, e deu as costas, saindo da sala. 

No caminho para a rua, respondeu o SMS de 

Elliot: "Eu te envio o endereço amanhã, mas em torno do meio dia."


De lá, iria para a Joalheira. No meio do caminho, enviou um WhatsApp para Dr. Max: "Indo para Animma Gemma encontrar um amigo do Sr. Von Heineken. Sabe algo sobre isso? Precisa de algo de lá?"
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qui Jun 08, 2017 12:28 pm

Mnaip + Subterfuge
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qui Jun 08, 2017 12:28 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 5, 9, 5, 7, 6, 10, 9

_________________
"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Sex Jun 09, 2017 4:35 pm

Emma levou horas para responder ao SMS de Oliver, mas quando o fez, a mensagem foi a seguinte: "Claro. No fim das contas, eu estou olhando e olhando e não estou chegando a conclusão alguma. Uma ajuda é bem vinda."

Já Elliot respondeu bem rápido: "Cara, Doc West num bar de salsa?! Eu PRECISO ver isso! Já tinha mandado uma mensagem pra ele marcando almoço pra amanhã, mas um dia a mais não vai fazer muita diferença. Vou mandar nova mensagem agora!"

De resto, seu fim de tarde foi relativamante simples. Em dado momento, Cortéz bateu à porta de seu quarto, o chamando para as tais aulas de salsa. O tempo era curto, e eles tinham muito o que aprender, segundo o hermético. E Cortéz era um professor exigente! Lembrava mestre Ishikawa, que os fazia se exercitarem até os músculos não responderem mais. Ou talvez lembrasse aqueles sargentos durões dos filmes de soldados. Quando terminaram. Oliver tinha apenas tempo para tomar um banho. O horário que West lhe dissera estava bem em cima.

____________________________________________


A última coisa que West viu, ao virar as costas para Hannah e sair da sala em obras, foi a garota armar uma cara de choro.

Elliot dessa vez foi bastante rápico. Pouco depois de enviar seu último SMS, recebeu uma resposta do inglês: "Sinto, Doc. Apareceram um monte de coisas de última hora. Veja, consegui convencer Emma a se mudar da casa daquela velha pra minha. Assim, posso ficar de olho nela. E como o Sr. deve ter notado, minha irmã não é a pessoa mais fácil de lidar. Então, preciso cuidar dessa mudança com cuidado, vou ter que cancelar nosso almoço. Mas tenho uma ideia: os... caras da cidade vão pra um bar na quarta a noite. Até lá, tudo vai estar acertado. Porque não nos encontramos no local? Emma disse que vai inclusiver levar o maldito diário. Acho que vai ser bom pra todos. Te vejo lá, Doc! Oliver tem o endereço."

Dr. Max também foi rápido: "Parece que um Eutanathoi chegou de surpresa na cidade. Segundo Willian, ele não veio com uma "missão", como várias vezes os membros dessa Tradição aparecem, mas vai se instalar por aqui mesmo. É um policial. William disse que ele não parece ser de qualquer forma ameaçador, então, seria nosso dever recebê-lo. É um jovem de idade não muito diferente do Akasha e da Cultsta."

West leu essa última mensagem dentro de seu Uber. Quando o carro chegava à Anima Gemma, havia apenas mais dois carros parados na rua: um furgão de entregas, e um sedã preto, de um modelo popular qualquer. Um indivíduo de paletó, sobretudo e chapéu saía desse carro. Estava se dirigindo à porta da loja, com um gesto de quem ia bater na porta de vidro.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Sab Jun 10, 2017 10:26 am

Dr. West não respondeu a mensagem de Elliot Ward - as duas marquinhas azuis denunciavam o "visualizado", mas o médico sequer chegou a começar a digitar. Não estava particularmente satisfeito com a necessidade de ir ao maldito bar de salsa, mas sua mente já começava a trabalhar recalibrando as possibilidades - o tempo que se abria para fazer outras coisas no dia seguinte, que coisas uteis poderiam ser feitas no dito bar, etc. 

Quanto a Dr. Max, ele levou alguns segundos para responder, mesmo não chegando a um minuto. Achava interessante, particularmente falando, como a cidade parecia estar inchando com coisas relacionadas a morte - os rumores que Dr. Max havia coletado, o Profeta, ele mesmo, agora um Euthanathoi que "não parece ser ameaçador". "Vocês estão me transformando em uma babá." , ele digitou de volta, enviou, e guardou o celular. 

Quando o carro parou, West agradeceu pela corrida e saiu, fechando a porta atrás de si. O homem era alto - passava dos um metro e oitenta, mas muito magro e pálido. Os cabelos estavam perfeitamente penteados para trás, e ele vestia um terno de três peças. Na rua escura, a noite, era difícil ver os detalhes de seu rosto.

"Boa noite. Estamos fechados. Algo em que eu possa lhe ser útil?" - perguntou, aproximando-se. Sua voz era pausada de uma forma quase incômoda, como se ele calculasse o espaço entre as palavras para serem todos exatamente do mesmo tamanho. 

Na mão direita ele carregava uma maleta, na esquerda, uma bengala.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Ezio Stracci em Sab Jun 10, 2017 2:06 pm

Ezio, vestido de um terno risca de giz, corte italiano, prateado, sob o terno o colete do conjunto, camisa de seda preta, gravata preta e prata com listras diagonais e nó triângulo, sapatos pretos brilhantes e um chapéu fedora preto. O mago dos Stracci estava pronto para bater a porta na tentativa de chamar alguém para atendê-lo, quando foi interrompido por um homem de maleta e bengala, em um outro mundo aquele poderia ser o Dr. House, mas apesar das semelhanças Ezio acreditava não ser. 

Voltando-se para o com seu clássico sorriso amistoso, retira o chapéu acenando com a cabeça, estende a mão para cumprimentar o senhor dizendo:

-"Eu sou Ezio Stracci! Tenho uma reunião marcada nesta loja hoje. E o senhor é?"
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Dom Jun 11, 2017 11:57 am

Houve uma pequena pausa quando o homem virou-se para ele, todo amistoso e todo chapéus abertos. No mundo das trevas, pessoas simpáticas demais geralmente queriam alguma coisa - o que era ótimo, achava o doutor. Provavelmente era o motivo de se dar relativamente bem com Oliver - o Akasha também queria alguma coisa, com cada fibra de seu ser. 

Diante da apresentação, ele apertou a mão do outro. Seu aperto era firme, mas a mãos de dedos magros parecia um corpo alienígena escondido dentro das luvas de couro. " - Oh. O Euthanatoi." - respondeu. "- Dr. West. Nos falamos, hoje a tarde." - disse, e olhou para a loja, brevemente.

Puxou o celular do bolso, enviando um SMS para OLiver: "estou aqui com o convidado. Por onde entramos?"
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Dom Jun 11, 2017 12:07 pm

Oliver, saindo do banho, no qual ele demorou um pouco mais do que achou certo, ouviu seu Nokia tocar. Quando leu a mensagem, afastou toda uma fileira de pensamentos que disputavam sua atenção até o momento. Se pudesse, não falaria com ninguém mais hoje, exceto granger, que, por sinal, o estava procurando. Rendido, ele respondeu o sms:

- "Pela parte de trás do prédio. Parece que tudo fecha na frente à noite".

  Dito isso, Oliver foi se vestir com a única muda de roupa extra que tinha. Droga, ainda teria que lavar roupas antes de dormir.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Dom Jun 11, 2017 12:16 pm

Rapidamente, os dedos de Dr. West moveram-se pela tela:

"Pode nos encontrar aqui embaixo? Pequeno imprevisto."
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Dom Jun 11, 2017 12:18 pm

Ainda se vestindo, Oliver, que estranhou a segunda mensagem, respondeu:

- "Claro, estou descendo". 

  Assim, ele saiu da capela o mais rápido possível.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Ezio Stracci em Dom Jun 11, 2017 1:16 pm

Como esperado, cumprimentos correspondidos. Todos sempre queria alguma coisa e o trato com as pessoas era o seu jeito de conseguir. E amigos magos seria ótimo.

-"Satisfação finalmente conhecê-lo. O Sr. Heineken me falou de outro mago. Oliver?"

Ele retira o papel com os contatos do bolão de dentro do terno e abre. Com aquele entusiasmo de lembrar algo esquecido ele diz:

-"Oliver Gray! Isso mesmo!"

Também vê o nome riscado começado com E, mostra o papel ao Dr e cuidadosamente​ diz:

-"Então Dr, esse nome riscado representa uma baixa? Ou eu devo saber de algo?"

Ezio notando que já estavam ali há algum tempo pergunta com um sorriso:

-"Então Dr.West meu caro! Como começamos? Vamos entrar? Estou com uma esperança de que as ruivas ainda estejam aí."
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