Um novo amanhecer

Página 8 de 9 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Ezio Rola

Mensagem por Ezio Stracci em Ter Set 26, 2017 10:48 am

Investigação + Percepção
Teste do porão
avatar
Ezio Stracci

Mensagens : 93
Data de inscrição : 03/05/2017

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ezio Rola

Mensagem por The Oracle em Ter Set 26, 2017 10:48 am

O membro 'Ezio Stracci' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 9, 3, 8, 10, 9, 4
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Set 26, 2017 2:12 pm

Antes de tudo, devo dizer que Dr. West retirou de dentro da maleta uma pequena lanterna de led, potente e de luz branca, e segurou-a ao lado do cano de sua pistola. 

[...]

Diante da pergunta de Cortez, Dr. West - que estivera interessado no objeto que o hermético acoplava em seu fuzil - começou um aceno afirmativo da cabeça, mas parou-o no meio. Não estava falando só de fantasmas, exatamente. "Também." - afirmou de maneira pontual, antes de seguir com os outros. Tomou a dianteira depois que Oliver ajudou-o a entrar pela janela.

A forma como Dr. West segurava a arma mostrava que ele sabia alguma coisa sobre sua utilização - sempre apontando-a para baixo, e o dedo fora do gatilho. Isso, somado ao fato de que a utilização da pistola era severamente prejudicada por segurá-la com uma só mão - afinal de contas, usava a outra para carregar sua maleta - provavelmente indicava a importância das coisas que carregava ali dentro. 

"Distorções naquela direção. Cuidado." - sibilou o contorno de Slender que era Dr. West, como uma máquina imprimindo um relatório parcial, logo no começo. Indicava a direção do porão, mas eles seguiram rumo ao sótão. 

[...]

Lá em cima, o eterita caminhou por todo o lugar, cutucando as roupas e os bonecos de pelúcia com a ponta da arma, apenas para ver se estavam podres ou se o tecido vinha aguentando bem. 

A urgência da situação o incomodavas: queria gastar horas por cômodo, sentar em frente aos baús, olhar bicho por bicho, roupa por roupa, analisar o tipo de linha e ponto utilizado, analisar o tamanho das roupas para inferir a faixa etária que aquela criança havia vivido ali... mas não tinham tempo. Ele detestava aquilo - e teve uma idéia, enquanto pensava.

"Precisamos virar isso aqui. Espalhar no chão." - disse, indicando o bau com as roupas. O plural era ilusório - ele não tinha força nem para começar a trabalhar com aquilo. 

Quando as roupas estavam espalhadas, ele olhou para Oliver: "Vou precisar olhar isso de novo depois. Olhe para elas com atenção, por favor." - indicou para o eterita, naquela voz morta, mas educada, que lhe fazia tanto parecer com um robô que havia recentemente baixado um aplicativo de etiqueta. Por descarrego de consciência, também pegou um dos bichinhos de pelúcia, prendendo-o por um dos braços no cinto.

Quanto ao baú preso, enquanto os homens fortes o levantavam, Dr. West deixou a maleta no chão por um instante e colocou o alicate sobre o tampo de madeira - sempre usando suas luvas de couro - antes de pegar a maleta mais uma vez. Olhou para Ezzio, desta vez: "Digitais, detetive. Podemos ter sorte." - sugeriu. 

[...]

No caminho para o porão, Dr. West assumiu novamente a dianteira. O clima ali era pesado, mas não o incomodava: não era sua primeira vez naquele tipo de ambiente, não era sua primeira vez com aquele tipo de coisa. 

Seu coração não acelerou em seu peito - muito pelo contrário: o orgão parecia bater mais devagar, mas forte, como se concentrando-se antes de cada ato, lembrando a Faust de sua existência enquanto, devagar, enchia-o de adrenalina. 

Ele estendeu o braço da arma, lançando a luz por todas as coisas. Pelos ursos queimados, pelo altar. O ruído começou, e ele advertiu-os, com uma autoridade profunda e urgente que não lhe era característica:

"Não tentem fugir. E não tentem atirar."

...
...
......









[FIM DO TURNO PARA AS ROLAGENS. SIGO COM AS INFORMAÇÕES CONSEGUIDAS E POSTO EM SEGUIDA.]

Rolagem 1: Enigmas + Raciocínio (cadeado) - por que o horário? é uma dica da senha? qual pode ser? eu tenho algum insight? 
Rolagem 2: Esoterica + Raciocínio (porão) - é um wraith ou um spectro? será que é sensato tentar dialogar com o que quer que exista ali? Consigo identificar o ritual de algo que li, as ferramentas? Pode ter sido uma possessão forçada? Algum insight geral?
avatar
Dr. Faust West

Mensagens : 166
Data de inscrição : 04/08/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Ter Set 26, 2017 2:12 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 7, 8, 6, 5, 5

--------------------------------

#2 'D10' : 1, 6, 2, 9, 6, 9

_________________
"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Ter Set 26, 2017 7:33 pm

O sótão, diferentemente do resto da casa, não parecia ter sido limpo. Ali, a cena não havia sido limpa: havia poeira, e uma série de pegadas indicava atividade recente. Além das deles, Ezio foi capaz de distinguir um par de pés descalços, provavelmente 36 ou 37, um par de sapatos, tamanho em torno de 40, e um par de tênis, tamanho em torno de 42. Depois de pouco tempo, ficou claro que as marcas de tênis eram de Oliver, mas as outras duas eram desconhecidas. Ezio notou também algumas pegadas estranhas de animal, provavelmente uma ave.

Havia também um cigarro no chão, amassado. Muito pouco fumado, talvez apenas uma tragada. Parecia recente.

Por sorte, o detetive conseguiu ver isso tudo antes de West começar a destruir a cena do crime. Não parecia proposital, mas a falta de conhecimento do médico não o deixava apto a circular por uma cena de crime sem botar tudo a perder.

Como Faust não participou ativamente da operação de transporte do baú, teve tempo para futucar por todo o porão. O local realmente parecia não ser visitado por algum tempo. Além da abertura no chão que dava para o corredor, a curiosa janela redonda estava aberta, dando para a frente da casa. Ele, em sua magreza, talvez conseguisse passar por ali. O que lhe proporcionaria uma queda de uns 4 metros até o quintal da frente.

As roupinhas de criança estavam em bom estado. Cheiravam a naftalina. Não pareciam ter sido ainda usadas: botões muito firmes, golas ainda duras, etc. Haviam alguns tamanhos de roupas: provavelmente aquele baú poderia vestir crianças de 4 a 10 anos. A ausência de etiquetas ou logomarcas ajudava a confirmar que haviam sido costuradas à mão.

E, embora houvessem roupas masculinas, a predominância era de roupas para meninas. Vestidos rosas e amarelos com babados, especialmente. A camada mais superior do baú era composta quase só disso. Vestidos maiores estes, para crianças de talvez 10 ou 12 anos. Vestidos demais, até, pelo menos uns 5 rosas e 5 amarelos, iguais. E curiosamente, apenas aqueles vestidos tinham presença na Umbra. Os vestidos, e o cadeado.

As pelúcias também pareciam bem novas, e também cheiravam a naftalina. Todos bichos variados: leões, gorilas, ursos, golfinhos, cachorros, etc. Não pareciam ter nada fora do comum, embora Faust realmente não entendesse muito de animais de pelúcia. A ausência de etiquetas também denunciava terem sido feitas à mão. Os olhos de contas das criaturas pareciam passar uma certa sensação de tristeza...

Mas o cadeado dava algo a pensar, pelo menos. Era bastante óbvio que alguém desejava fortemente manter aquele baú fechado, entretanto, passível ser aberto. Caso contrário, TODO o baú seria indestrutível. Aliás, ele sabia que o "alguém" era o Profeta: sua Ressonância transpirava daquele cadeado.

O cadeado não poderia ser forçado, o que implica que apenas magia seria capaz de abrí-lo. Magia capaz de anular aquele efeito, ou talvez magia envolvida na tranca. Ele não conseguira detectar nada assim, mas isso não quer dizer que não houvesse nada ali. Algum efeito de Entropia ou Mente, talvez, uma palavra ou ato mágico que abria o cadeado. A figura do relógio sugeria Tempo, é claro. Talvez aquela coisa abrisse apenas no horário marcado. Bem, se saíssem dali vivos, poderiam testar essa hipótese em breve

Cortéz não parecia muito interessado naquela investigação toda. Na verdade, assim que subiu ao porão, se engajou em ajudar Oliver a mover o pesado baú. Mas não reclamou, tampouco. Parecia bastante tenso, mas em controle. Ezio conhecia aquela atitude muito bem: era a mentalidade de um soldado. Ele queria cumprir a missão e sair dali.
____________________________________________________

Depois de depositarem o baú próximo da janela, era hora de encarar o porão.

A primeira coisa perfeitamente visível era a porta arrombada por força bruta. Aquela fechadura não trancaria de novo, antes de ser consertada.

Na descida da escada, haviam os cacos de vidro. Ante a luz das lanternas, a franca impressão que a cena passava era que os bulbos de luz haviam explodido. Depois de dois degraus, Ezio pediu para pararem. Havia algo naquela escada... O detetive se abaixou, e olhou de perto um dos degraus, e depois levantou. Havia tido uma intuição. Talvez seu eu místico tivesse falado algo, talvez fossem seus instintos de investigador, mas ele realmente sentiu que havia algo ali... mas não conseguiu ver realmente nada.

Quando chegaram ao porão propriamente dito, após o choque inicial da cena macabra, e o choque maior da barulhada repentina que Oliver fez ao destruir a porta (o aviso de West foi lento demais. Antes de ele terminar a frase, o Akasha já havia se movido como um raio e destruído o objeto inanimado com toda a força de seu Dô), o grupo pôde investigar com mais detalhes.

O porão poderia ser dividido em duas partes: o "quadrado" no meio, delimitado pelos dois cruzeiros, com mais ou menos 2x2 metros, e a área em volta.

Ezio percorreu a área em volta, usando sua lanterna, observando, eventualmente mexendo em algo. Aquela parte do porão estava terrivelmente empoeirada. Havia algumas estantes rústicas de madeira e caixas de papelão empilhadas, encostadas nas paredes do porão. Tudo coberto de poeira, tudo muito velho, tudo com aparência de que não era tocado há um bom tempo. Achou uma pilha de jornais velhos, o mais recente deles datando de uns dois anos atrás. Achou também alguns enlatados, vencidos há mais de um ano. Seus sapatos laboriosamente engraxados deixaram pegadas na poeira. Ao bem da verdade, só não havia -tanta- poeria no trecho entre a saída da escada, e a área do meio. Aparentemente, pessoas que entravam naquele porão só vinham até ali. Mas fora a poeira e as coisas velhas, não havia nada de notável naquela parte do porão.

Aos olhos guarnecidos pelos óculos estranhos de West, o porão era mais e menos interessante do que ele antevira. Não parecia haver nenhuma criatura ali, neste ou no outro plano. O local não era habitado. Todavia, havia magia poderosa ali, magia permeando várias camadas da realidade. Seria falso dizer que ele entendia todos os procedimentos utilizados, mas os níveis de partículas, as frequências vibratórias e (por que não?) um instinto na boca do seu estômago pareciam gritar BARREIRA.

Não, essa não seria uma boa descrição do efeito. Havia outra palavra melhor. PRISÂO.

Sim... os dois cruzeiros, formando uma quadrado de dois por dois. Com as velas acesas, seja lá o que houvesse ali estaria cercado por luz, ao norte e ao sul. E as pegadas, as pelúcias deformadas, tudo estava ali, dentro daquele quadrado. Subitamente, aquelas pegadas erráticas, aqueles pezinhos dentro do quadrado, ganharam outra conotação. Eram pegadas de prisioneiros, andando de um lado para o outro em sua cela, como animais enjaulados, rosnando, e aumentando seu ódio. Um ódio que era descarregado nos "presentes" que lhes eram deixados.

Mas aquela era uma prisão que havia sido rompida. Isso era perfeitamente visível na Película, e também na Mortalha. Aliás, esse fato por si só era terrivelmente estranho... afinal, o que habita numa camada espiritual, via de regra, não habita na outra.

Via de regra.

Os níveis de decaimento eterdinâmico sugeriam que o efeito, fosse qual fosse, havia se enfraquecido com o tempo. As barreiras entre os mundos pareciam ter sido forçadas até rasgarem. E isso parecia ter sido recente. Perigosamente recente. Era possível até mesmo ver em que "sentido" as barreiras entre os mundos haviam se rompido. Algo dentro daquele quadrado no meio, havia forçado sua saída, em direção à escada. West demorou algum tempo nessas análises, perdido em leituras e conjecturas. Quando chegou à sua conclusão, era tarde demais para avisar Ezio. O Eutanathoi estava entrando no cerne da "prisão".
____________________________________________________

Ezio, prosseguindo em sua investigação, detectou algo promissor dentro da área central. Ali, a história era diferente. Havia um acúmulo de poeira também, mas menor. Era como se no resto do porão, houvesse acumulado poeira por anos, e ali dentro, apenas por meses.

Após da a volta no porão, o curso natural era entra naquela área, e ele o fez.

Quando passou do que seria o perímetro do quadrado, sentiu como se estivesse passando por alguma barreira tênue. Algo como uma teia de aranha, sendo que não havia teia alguma ali (aliás, não havia nenhuma criatura viva no porão. Nenhum inseto ou aranha. Nada), mas não teve tempo de pensar nessa sensação, pois seus olhos se encheram de outra coisa.

Dentro daquele porão, estava sua famiglia. Seu irmão, seu pai, seu tio, sua madrasta (grávida de uns seis meses), todos ali, o esperando, de braços abertos

De braços abertos. Deitados no chão, braços abertos, entranhas espalhadas pelo concreto imundo, agora coberto de sangue. A cabeça de seu pai pendia do teto. torta, presa por um gancho de metal que lhe penetrava o olho esquerdo. Seu irmão havia sido enforcado com os próprios intestinos, fezes frescas escorrendo pelo reto. Seu tio tivera algumas dezenas de espetos de churrasco trespassados pelo corpo. E sua madrasta havia sido aberta como um porco no abatedouro, do pescoço até a virilha, e a pele cuidadosamente afastadas dos cortes, presa por pequenos anzóis, de modo a que as vísceras estivessem perfeitamente visíveis. O útero fora seccionado, e sua irmã não nascida jazia no chão, cirurgicamente esquartejada, com suas partes empilhadas displicentemente.

Ao fundo, haviam pessoas. Ele conhecia aquelas pessoas. Não todas pelo nome, mas conhecia a todos. Publius, o primeiro, auxiliar de um Senador romano. Pátroclus, centurião que serviu sob Júlio César. Giovanni, temido pirata da Sardenha. Augustus, escolástico da Santa Madre Igreja. E vários outros que ele não sabia ainda os nomes, mas esperava saber algum dia. Seus Ancestrais. Eles o olhavam, com rancor e tristeza nos olhos. E todos ao mesmo tempo, lhes viraram as costas. Ele não estivera ali para salvar sua família. Ele havia falhado.

Ao longe, bem ao longe, Ezio conseguia ouvir risadas. Risadinhas de criança, de meninas. Risadinhas terrivelmente diabólicas.

Os demais notaram, com estranheza, o modo como Ezio arregalou os olhos quando entrou na área central. Notaram também uma convulsão pouco depois, e sua face branca se tornar vermelha.

____________________________________________________

Ezio testa Força de Vontade.
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ezio Rola

Mensagem por Ezio Stracci em Qui Set 28, 2017 1:35 pm

Força de vontade
avatar
Ezio Stracci

Mensagens : 93
Data de inscrição : 03/05/2017

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ezio Rola

Mensagem por The Oracle em Qui Set 28, 2017 1:35 pm

O membro 'Ezio Stracci' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 4, 2, 4, 3, 3, 7, 1
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Ezio Stracci em Qui Set 28, 2017 2:26 pm

Até então estava tudo sob controle, apenas mais uma investigação. À medida que a cena se desdobrava ele passava suas descobertas para os demais e assim prosseguiu.

Notou algo diferente, no mínimo estranho em determinada parte do recinto, antes não tivera notado.

A seguir estava a pior cena que podia imaginar na vida. Sua família estava destruída, sem dó, sem chances, não sabia que tipo de monstro havia feito aquilo, mas agora ele deseja ser um monstro ainda pior. Dentro de si havia um conflito, por mais que sua consciência o dissesse que nada daquilo era real, seus sentimentos não conseguiam corresponder.

Aquele rosto confiante e sorridente agora em um corpo paralisado jorrava lágrimas, sua tez era vermelha e irada.
A situação piorou ao ver seus ancestrais o abandonando, o sentimento de culpa era demais para carregar e ele cedeu.

Apontando a arma para cima e enquanto rodava ele disparava rajadas enquanto gritava:

- FIGLI DI PUTTANA

Enquanto aquele pente não acabasse ele não pararia e continuava:

- MORIRE I TUOI BASTARDI

O pente chegava ao fim e o Stracci fracassado ainda tentava atirar. Baixou os braços, se ajoelhou e começou a chorar.
avatar
Ezio Stracci

Mensagens : 93
Data de inscrição : 03/05/2017

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qui Set 28, 2017 3:14 pm

Cortéz estava calado esse tempo todo. Seu rosto franzido demonstrava uma forte concentração. A coronha do fuzil israelense não deixou seu ombro em momento algum.

No porão, enquanto os demais investigavam, ele passava a lanterna por cada canto do porão, como se buscasse algum inimigo oculto. Não pareceu se abalar quando ouviu o ranger da porta, mas deu um salto e apontou a arma para Oliver, quando o som da porta sendo arrancada das dobradiças lhe chegou aos ouvidos. Dr. West, que estava mais próximo, ouviu-o sussurrar "hijo de puta" por entre os dentes.

E finalmente, quando Ezio apontou para cima e disparou a arma, os reflexos do hermético se fizeram mostrar. Ao primeiro som de disparo, ele já estava se jogando no chão, e rolando para perto de uma das paredes. Uma fração de segundo depois, sua mira estava em Ezio. Daquela distância, se ele disparasse, provavelmente iria estraçalhar o Eutanathoi sem dificuldade. Seu dedo estava no gatilho, sua respiração presa, mas ele não disparou.

Quando a munição do detetive acabou, e ele se prostrou no chão, em lágrimas, os outros o ouviram falar:

- "Mas que carajo aconteceu?!"
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Sab Set 30, 2017 1:59 am

Dr. Faust West caminhava pelo porão com mais tranquilidade do que talvez fosse esperado. Todos ali - Oliver, Cortez, Ezzio... Todos pareciam entender onde estavam. Sua linguagem corporal denunciava a tensão do ambiente, a preocupação em seus pensamentos - Ezzio estava efetivamente investigando, Cortez com a coronha do fuzil no ombro, Oliver preparado para chutar alguma assombração...


Mas não Faust. O médico - excetuando-se a arma segura em uma das mãos de forma frouxa - caminhava pelo porão com cuidado e atenção, mas nada nele gritava medo, hesitação ou desconforto. Era como se não fosse sua primeira vez naquele tipo de ambiente ou - talvez um pensamento ainda pior - como se nada naquele lugar lhe causasse estranhemento ou incômodo. Era só mais uma sala, só mais um lugar, só mais um ritual, só mais informações a serem processadas por sua mente matemática. 

Enquanto os outros se espalhavam - menos Cortez, que parecia satisfeito em sua posição de retaguarda - Dr. West gastou a maior parte de seu tempo andando pelo centro, próximo aos símbolos e círculos marcados no chão. As vezes se abaixava, as vezes olhava por cima - numa das últimas vezes, o eterita abriu a maleta no chão e tirou de lá, rapidamente, um pequeno saquinho de couro cru, nitidamente feito as pressas, e fechou-a de novo. Ele tirou uma pequena mãozada de algo e jogou no ar - era um pó muito fino, uma mistura heterogênea de algo próximo a areia, metade negra e metade vermelha.

Ele circundava o centro, como uma serpente procurando uma fresta por onde entrar, analisando os grãos dançando no ar parado e úmido do porão....

E cairamm no chão. Como se não houvesse - e de fato, não havia - nada ali. Dr. West meneou a cabeça: ele não estava louco, realmente, a quebra na prisão sem dúvida nenhuma havia ocorrido tanto na mortalha quanto na película... Se estivesse intacta em algum dos lados, o material correspondente ao outro se sustentaria ali, ao menos por uma fração de instante. Aquilo era irregular, curiosamente irregular. 

O mago guardou a sacola no bolso da calça, e inclinou-se para frente, alterando as lentes dos óculos. E uma luz perpassou seus olhos, ele subitamente chegando a conclusão quanto a proximidade temporal daquele rompimento, detectando no ar ainda as fibras do tecido magiko destruído... E ergueu o dedo para dizer algo...

Mas era tarde demais. Ezzio lá estava, gritando, desesperado, tremendo, vermelho e atirando para cima. 

Era bom que todos estivessem olhando para ele - lhes impedia de perceber a frieza absoluta do "Hm" curioso proferido por Faust, enquanto inclinava a cabeça para o lado, inafetado pela cacofonia de tiros (não estava na direção geral do fogo) e concentrava-se no fluxo da magia, no algo que se manifestava, vindo de lugar nenhum... Não era o Profeta... Não tinha uma origem...

Aquilo era absolutamente incrível. Terrível, talvez. Perigoso, certamente. Mas incrível. O ra-ta-ta-ta-ta-ta-ta continuo, entremeado pelos gritos, faziam trilha sonora para sua epifania enquanto o tempo parecia desacelerar e seu cérebro tentava abrangir toda a infinita complexidade das variáveis ali presentes. Uma barreira rompida recentemente. Alguma coisa.. Alguma.. entidade? Mas era magia... parecia desperta... Mas... Habitava tanto a mortalha quanto a película, havia preciso uma barreira para ambos os lados, para...  Um protótipo? Alguma coisa que, assim como o profeta, estava morta mas ainda conseguia dobrar a realidade? Era estye o experimento dos nephandi...? Avatares que superavam a morte..? O efeito que envolvia Ezzio... Parecia dolorido. Não era raivoso, não tinha ódio... tinha rancor. Como se algo... E havia algo ali... que... 

[...]


Enquanto o Euthanatoi caia de joelhos, algo o sustentou: a mão magra do doutor, envolta em sua luva de couro, agarrava-lhe a parte de trás do colarinho, puxando-o apenas o suficiente para que saisse do círculo, a tempo de seu corpo cair para fora, a tempo de que fosse acessível aos outros. 

O doutor passou os olhos pelo mago, lançando a luz de sua lanterna pelo rosto do euthanatoi, buscando suas pupilas de imediato. Ajoelhou-se ao lado de Ezzio enquanto arrancava a luva direita, pressionando o indicador e o médio contra a jugular de Ezzio, mais sentindo-lhe o batimento por um instante do que realmente tomando o tempo - que não tinham, logo, não foi tomado - para medir de fato.   "Sr. Stracci está bem. Ou vai ficar." - disse apenas, enquanto se levantava de novo. 

Havia algo de diferente em Dr. West. Uma intensidade súbida. Um brilho em seus olhos mortos, enquanto ele estendia sua arma para cortez e começava a esvaziar os bolsos, entregando as coisas para os outros dois. Falava muito rápido. Ainda era pontual, ainda era exato, ainda era Faust, mas havia uma urgência que não lhe era característica - mas parecia honesta, verdadeira, íntima. 

"O círculo aprisionava alguma coisa. A barreira foi rompida, e o que quer que estava lá dentro foi o que atacou Ezzio. Ele está bem, mas eu não consigo enxergar de fora. É como um muro. Só vejo... fragmentos. Frestas." - disse. 

"Vocês vão amarrar algo na minha cintura, eu vou entrar, e vou ver o que está acontecendo." - não parecia uma sugestão. Não era uma sugestão. " Se eu surtar, vocês me puxam. O que quer que seja, não atacou para matar - é poderoso o suficiente para.... mas não fez. É alguma coisa... Talvez os restos de um experimento, um..." - e ele parou, pensando. Esfregou o rosto com as mãos, livrando-se da outra luva. O gesto entortou-lhe o óculos, e ele o arrumou no rosto.

"Rápido! - e gesticulou. "Precisamos de uma corda. Antes que fuja! É nossa chance de entender tudo o que está acontecendo! É o ponto de convergência! É um elo entre os planos!" - e girou. Falava com os outros, mas parecia falar além deles, como se estivesse pedindo-lhes ajuda mas recusando-se a depender dela. A luz girou pelo cômodo, caçando uma corda, caçando alguma coisa. 

Viu o barbante, mas não era o suficiente. "As camisas! Amarramos as mangas, e no meu cinto." - decretou, enquanto começava a arrancar - fivela por fivela, sistematicamente - o próprio colete a prova de balas.
avatar
Dr. Faust West

Mensagens : 166
Data de inscrição : 04/08/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Sab Set 30, 2017 2:07 am

Rolagem de Força de Vontade
avatar
Dr. Faust West

Mensagens : 166
Data de inscrição : 04/08/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Sab Set 30, 2017 2:07 am

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 1, 9, 6, 9, 3

_________________
"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Sab Set 30, 2017 8:50 am

Oliver, que quase já não estava em pânico com o lugar, observava calmamente enquanto todos investigavam. Ele e Cortez aparentemente estavam na posição de defender aqueles capazes de tirar conclusões e analisar a cena, e ele estava satisfeito com isso...Até Ezio começar a atirar para todo canto feito um maluco.

   O jovem Akasha se jogou no chão e caiu feito um gato, saindo do rumo de alguma bala perdida enquanto soltou um xingamento:

- "Mas que P... O próximo que atirar pode por favor informar que vai fazer isso?".

   E foi aí que ele percebeu, tardiamente, que Ezio não estava exatamente bem. Oliver ficou olhando com cara de quem não entendia bulhufas do que aconteceu e já ia verificar como Ezio estava, mas estando longe dele, Faust chegou primeiro. Ele observou calado enquanto o eterita o examinava e ele deu seu parecer 2 segundos antes de Oliver perder a paciência e começar a fazer perguntas. Após ouvir o que o doutor tinha a dizer, ele disse:

- "Ok, eu puxo você. Vamos esperar que a coisa não atire para matar dessa vez. Cortez, eu quero sair daqui o mais rápido possível, então, se você quiser tirar fotos, colher amostras, sei lá, acho que essa é a hora".

   Oliver pega uma ponta do cabo oferecido por Cortez:

- "Com isso você entra lá e eu consigo te puxar de volta. Merda, odeio enfrentar coisas que não têm um corpo físico que possa ser nocauteado".
avatar
Oliver Gray

Mensagens : 149
Data de inscrição : 08/02/2017
Idade : 30

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Ezio Stracci em Seg Out 02, 2017 5:48 pm

Ezio começava a se recuperar sob os cuidados de Faust. estava um tanto sem jeito, precisar de cuidados não o agradava, ainda mais os de West, mas por outro lado ele se prestou a ajudar. Com dificuldade ele tentava engolir o orgulho e agradecer enquanto dizia a todos.

- E por favor, não foi nada demais, apenas um susto.

Se levantava e recarregava a arma:

- Mas seja quem for o desgraçado que vier, vai se arrepender disso

Agora ele até arriscava forçar um sorriso para uma falsa imagem de confiança.

- Acho que o que poderia ter a se descobrir por aqui já foi, mas se alguém quiser recolher amostras eu posso dar um jeito de examinar depois.

Preparava a mira e estava pronto para atirar

- Dr.West, quando estiver pronto o daremos cobertura.
avatar
Ezio Stracci

Mensagens : 93
Data de inscrição : 03/05/2017

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Seg Out 02, 2017 7:28 pm

Cortéz estava com uma certa cara de idiota, ante a cena toda. Demorou cerca de uns dois segundos antes de pegar a arma que Faust lhe estendia, mas o fez. Como que por reflexo, acionou a trava da pistola e colocou num bolso do sobretudo. Em seguida, estendeu a mão, para ajudar Ezio a se levantar. Fez isso sem tirar os olhos de West, e sem tirar o dedo da outra mão das proximidades do gatilho de seu fuzil.

Quando o italiano estava de pé, o Hermético mexeu em um objeto em seu cinto. Parecia uma trena, mas de lá ele puxou um cabo de aço fino, com um gancho de segurança na ponta. Ainda tinha uma face de quem não estava entendendo muito bem o que se passava, ou o que o Eterita ia fazer, mas mesmo assim o ajudou a passar o cabo pela cintura, e a retirar o colete. Enquanto isso, sussurrava para Ezio:

- "A arma não é registrada, e não vamos conseguir tirar todas as balas fincadas no teto, mas era bom catar as cápsulas. Quanto menos deixarmos para trás, melhor."

Depois da operação terminada, disse para West:

- "Doutor, não sei o que você vai fazer, mas faça rápido. Um pente foi descarregado aqui, e apesar de estarmos num porão e da arma estar silenciada, podem ter ouvido lá fora. E se ouviram, não sei quanto tempo temos até a polícia chegar e começar a perguntar. E se o senhor conseguir fazer a... coisa que estiver aí dentro se materializar, teremos um quilo de chumbo quente esperando por ela!"

Estava tudo pronto para que West entrasse no círculo.
_________________________________________________________________________________________________

O cabo de aço era incômodo contra o quadril ossudo de West, mas esse incômodo não passava por sua mente no momento. Se sua perna estivesse sendo amputada naquele momento, provavelmente isso também não passaria por sua mente. Havia algo ali a ser descoberto, algo que poderia ajudar Elisa. Nada mais importava.

Quando o médico deu um passo e adentrou a "área do terror", algumas coisas ficaram rapidamente claras, mas não antes que ele passasse por algum choque inicial. Os demais não viram o bom doutor se abalar. Talvez isso fosse porque ele, ao contrário do Eutanathoi, já tivesse entrado preparado. Talvez porque o efeito já estivesse menos intenso, depois de sua primeira vítima, como uma cobra que morde o primeiro azarado, e tem menos veneno para o próximo. Ou talvez porque West fosse um bastardo robótico sem sentimentos.

West viu imagens. Ele viu Elisa. Ele havia encontrado uma maneira de devolver vida a seu corpo. Isso foi a parte fácil. Depois, ele havia descoberto como trazê-la de volta àquela habitação carnal. Isso foi medianamente difícil. A parte mais complexa foi encontrá-la, mas a Mortalha não seria uma barreira para o seu amor. Ele finalmente achou sua esposa, o amor de sua vida, em uma necrópole qualquer. Quando a viu, ela estava dentro das ruínas de uma igreja nas Shadowlands, perante o altar. A igreja era firme e sólida na realidade espiritual, e Elisa trajava um vestido branco. Como no dia em que casaram. Ele chamou seu nome, e ela se virou ele. Olhou-o nos olhos. E os olhos de sua amada era poços negros e turbilhonantes, repletos do Nada, repletos do Esquecimento, repletos da dor e desespero que tomaram seu ser quando sua Sombra, após anos e anos, venceu o combate e a uniu à crescente legião dos Espectros. Um processo que ele não compreendia, mas sabia existir.

Ele havia demorado demais.

Sua esposa abriu a boca, numa extensão impossível para qualquer ser humano, e seu grito veio carregado de loucura, entropia, desespero. E acusação. Por que ele havia demorado tanto? POR QUÊ ELE HAVIA DEMORADO TANTO?!

Mas foram imagens efêmeras, entretanto. Uma parte da mente de Faust compreendeu, de imediato, que o que afligira Ezio não era um efeito proposital. Aquela prisão simplesmente acumulara muito daquela Ressonância de dor e rancor (o que sugeria que a barreira também envolvia um efeito de Mente), como uma sala fechada em que há um vazamento de gás, e vai acumulando lentamente uma quantidade letal do produto tóxico. Ezio recebeu o primeiro impacto, e o que restou para afetar West era bem menos. Além disso, ele estava mentalmente preparado para aquilo, enquanto o italiano fora pego de surpresa. As imagens se foram sem destroçar seu emocional, como fizeram com o primeiro azarado.

Entretanto, aquele "escape" proporcionado por Ezio aparentemente havia atraído alguma atenção. Havia uma presença ali. Não, duas. Que eram quase como uma. Ele não as via, nem saberia dizer onde estavam, mas parte delas estava ali. Isso era muito claro, pois a Ressonância de ambas era sensível: era como um peso sobre seus ombros, feito de dor, de rancor, de vingança. Um peso como mãos apoiadas em seus ombros, o empurrando para baixo, tentando dobrar seus joelhos. Mãos enluvadas, mas que deixavam sentir garras por debaixo das luvas.

E ele as ouviu. Elas ainda riam. Vozes de crianças. Soavam inocentes, mas ainda assim, eram carregadas de malícia. Carregadas da crueldade pura, sem segundas intenções, que só as crianças possuem.

Após poucos segundos, as risadinhas pararam. E ele ouviu palavras.

- "Ele entrou por conta própria, mesmo depois do outro."
- "Será que é louco?"
- "Não, mas ele pensa que é muito esperto. Pensa que é muito ra-ci-o-nal (essa palavra foi dita sílaba por sílaba, como se houvesse dificuldade em pronunciá-la)."
- "Devemos brincar com ele?"
- "Talvez... Se ele entrou aqui, aposto que quer falar algo. Eles sempre querem falar algo. Dar desculpas, dar explicações. Sempre."
- "Você vai falar, homenzinho?"


As vozezinhas finas se alternavam, frase após frase. Pareciam vir de toda parte, e de parte alguma. West sabia que estavam apenas dentro de sua cabeça. Da mesma forma que ele estava no ninho delas.
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Out 03, 2017 3:12 pm

Ele estava preparado. Estava preparado para as visões, para Elisa, para a imagem distorcida e os olhos vazios. Sabia que Ezzio deveria ter visto alguma coisa, sabia que algo lhe havia afetado e que, se algo similar fosse afetá-lo, o faria através da esposa. Ele estava preparado.

Entretanto, estar preparado intelectualmente, racionalmente, era diferente de estar realmente, verdadeiramente preparado. Era diferente de efetivamente ver a imagem. De observá-la dentro de uma igreja tão parecida à qual haviam se casado, de observar seus olhos e, por um momento, realmente esperar encontrá-la olhando de volta para si. Era uma das piores partes de ter Elisa consigo apenas como tinha agora - ela nunca olhava de volta, com seus olhos permanentemente fechados. 

Ela gritava, e ele, imóvel, mantinha o silêncio - ainda que dentro de seu peito morto, alguma coisa retorcida guinchasse em desgosto e medo. Por que as imagens não eram, estritamente, verdadeiras - mas não eram impossíveis também. 

[...]

Quando ouviu as vozes de criança, Dr. West sacudiu o pequeno ursinho de pelúcia artesanal no ar, balançando seus braços na mão. 

"Vi que todos os outros estavam destruídos. Querem mais um?" - perguntou, balançando-o no ar como quem balança um guiso em frente aos olhos de um gato. 

O dialogo lhe foi particularmente interessante. Ele não podia simplesmente seguir na linha do que elas previam que falasse, ou seria só mais um. Mas também precisava falar algo. Mas elas escutavam seus pensamentos, ou pelo menos tinham acesso a eles de alguma forma... fossem elas o que fossem, então não podia deixar muito claro, dentro da própria cabeça, qual eram seus planos. Era difícil, mas ele tinha que tentar. 

"Eu quero brincar com vocês. Tenho um jogo em mente. Faz muito tempo que eu não brinco com ninguém." - disse. "Vocês devem estar cansadas de brincar só entre si."
avatar
Dr. Faust West

Mensagens : 166
Data de inscrição : 04/08/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Ter Out 03, 2017 3:43 pm

O diálogo, logo West percebeu, se travava dentro de sua mente. Ele efetivamente ouvia as vozes, as ouvia num tom de conversa normal. Mas as várias frases das "meninas" se passaram antes que ele tivesse tempo de levantar o braço e oferecer o bichinho de pelúcia. Ou algum efeito temporal estava afetando seu corpo, mas não sua mente, ou estava se comunicando por um meio mais veloz do que a fala, um meio que negligenciava os processos de captar sons com os ouvidos, decodificá-los em significados, e absorver estes significados. Pulava para a última parte diretamente.

Quando a pelúcia foi oferecida, uma nova sensação se fez presente. Faust sentiu um pico no ódio do ambiente. E sentiu claramente aquela "presença" se intensificar. Era como se "elas", até o momento, estivessem atrás de uma janela, falando com ele. Mas agora, era como se estendessem a mão por essa janela, uma mão que ele não conseguia ver, mas que conseguia imaginar: uma mãozinha delicada de menina, mas com dedos arqueados, retorcidos, como as garras de um pássaro. Como as garras de uma águia que mergulha sobre sua presa.

Mas ele não era a presa. A pelúcia era. Ele (e os demais) viram aquele pequeno ursinho se retorcer, como se estivesse sendo pego por uma mão de força extraordinária. Seu pequeno abdômen estufado afundou, a cabeça se torceu de lado, e a costura nas costas se rompeu, deixando o enchimento branco cair no chão. Meio segundo depois, a pelúcia irrompeu em chamas, e caiu no chão. Faust não foi ferido no processo.

Enquanto o espetáculo pirotécnico tomava lugar, Faust ouviu mais uma vez as vozes das crianças. Mas agora, diferentes: falavam rápido, gritando, as duas vozes se alternando, quase se sobrepondo numa cacofonia perturbadora, carregada de ecos. E as vozes, agora, tinha um timbre mais sinistro, mais profundo. Era... aterrorizante:

- "ELA NOS DAVA BONECOS!"
- "PARA NOS ACALMAR, PARA NOS DOMAR!"
- "ELA NOS VISITAVA!"
- "TRAZIA COMIDA!"
- "E PRESENTES! HAHAHAHA! PRESENTES!"
- "PARA ACALMAR SUA CULPA!"
- "PARA ACALMAR SEU MEDO!"
- "ELA NOS TEMIA!"
- "MAS AGORA ESTÁ MORTA!"
- "E NÓS VIVEMOS!"
- "AAAAAAAGGGGHHHHHHHHHH!!!"


A última parte foi um grito. Um grito de dor, dado por ambas as vozes em uníssono. E coincidiu com uma sensação que Faust conhecia: o acúmulo de Paradoxo. Aquele Paradoxo pareceu ter causado grande sofrimento a elas. A explosão de ódio, em seguida, arrefeceu, as quando elas "falaram" em seguida, suas vozes eram as mesmas de antes:

- "Ele quer brincar..."
- "Hehehehe, então, nós brincaremos."
- "Ele tem perguntas."
- "E talvez, nós tenhamos respostas..."
- "Mas antes, ele deve pagar a prenda!"
- "Nós queremos comer!"
- "Você nos alimentará?"

E West sentiu "algo" como que apalpando seu peito. Não, não era isso. Não seu peito, mas sim sua... essência. A energia primordial que havia nele.
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Out 03, 2017 4:49 pm

Era estranha - muito estranha - a sensação de ser interrompido antes mesmo de formar as frases. Ele construia as frases, e quando tomava a decisão de falar, antes mesmo de abrir a boca... as vozes infantis já o respondiam. Era um tanto alienígena. 

O doutor recolheu seus dedos quando o boneco foi arrancado de suas mãos e começou a ser destroçado daquela forma, despedaçado como se fosse alvo de uma vingança que vinha sendo planejado a séculos, bode expiatório da fornalha de ira que vinha sendo alimentada por gerações. Mas ele sabia que não era necessariamente o caso: os Inquietos e outras entidades espirituais tinham as emoções negativas muito intensificadas, a ponto de, as vezes, estas emoções passarem a defini-los. 

Mas aquela demonstração - a destruição do boneco, mesmo sendo perturbadora, era repleta de informações novas. Aparentemente, as meninas haviam matado quem quer que as houvesse prendido. Talvez houvessem morrido com o choque de retorno? Ele... ele não sabia. Eram suposições em cima de suposições em cima de suposições.

Mas logo elas estavam falando.. e ele, ao sentir algo apalpando seu peito, precisava responder.

"Mas esse é o jogo velho." - ele disse. "No jogo novo, vocês respondem uma pergunta, e eu respondo uma pergunta. No fim, dividimos a comida de acordo com quem sabe mais." - sugeriu.

"Vocês querem ficar jogando um jogo velho ou brincar como se brinca hoje em dia?" - sua lógica era simples: se elas estavam ali, mesmo com a prisão estando aberta, elas provavelmente não tinham escolha. 

Todo prisioneiro tem curiosidade sobre o mundo do lado de fora.

[EDIT]

Diante da resposta teimosa da/das entidades ali presentes, Dr. West meneou a cabeça e, silenciosamente, concedeu a elas uma pequena porção de sua energia essencial. A sensação o fez franzir o cenho, mas apenas isso. "Se vocês se comportarem, ganham mais comida.  Posso até trazer mais comida de fora. Se aprontarem..." - e fez um gesto com a mão, como um mágico que havia feito uma carta desaparecer. Seu tom era o de um adulto tentando botar ordem num casal de crianças birrentas, mas bonitinhas. 


"Podem me mostrar a história de vocês?"


Última edição por Dr. Faust West em Ter Out 03, 2017 5:04 pm, editado 1 vez(es)
avatar
Dr. Faust West

Mensagens : 166
Data de inscrição : 04/08/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Out 03, 2017 4:55 pm

Manip + Lábia
avatar
Dr. Faust West

Mensagens : 166
Data de inscrição : 04/08/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Ter Out 03, 2017 4:55 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 7, 7, 1, 2, 5, 2, 1

_________________
"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Out 03, 2017 5:06 pm

Força de Vontade
avatar
Dr. Faust West

Mensagens : 166
Data de inscrição : 04/08/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Ter Out 03, 2017 5:06 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 6, 8, 8, 9, 6

_________________
"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qua Out 04, 2017 1:15 pm

Passaram-se uns dois segundos. As "meninas" pareciam estar considerando a requisição do médico. Quando a coisa veio, foi de repente.

West começou a ver imagens, rápidas, vivas, surgindo em sua mente sem controle. Não apenas imagens, mas sons, emoções... Como se ele estivesse vivenciando aquilo tudo. As cenas se seguiam numa velocidade alucinante, maior do que seria capaz de acompanhar se dependesse de seus falhos sentidos físicos para isso.

Uma típica casa de subúrbio americana, em chamas, numa noite chuvosa. Carros de bombeiro. Sirenes. Gritos. Multidão de curiosos. Um médico falando algo perto de seu rosto (o médico parecia estar falando coisas sem sentido, em câmera lenta e com voz pastosa). E desespero.

Tristeza. Um dia nublado. Um lugar novo (West reconhece a imagem do orfanato, ainda inteiro). Um homem desconhecido (West reconhece a imagem do Profeta. Sammuel parecia bem alto, como se visto da perspectiva de uma criança). Crianças novas. Uma mão segurando forte a sua.


Várias imagens em sucessão, com temas semelhantes. Parecem descrever um amplo espaço de tempo:

Camas novas. Escola nova. Brinquedos novos. Amigos novos. Tristeza ainda, mas diminuindo a cada imagem. Boas pessoas, senhoras gentis. Brincadeiras.

Orações. O senhor gentil (o Profeta) vem fazer orações. Todo domingo. Às vezes todos juntos, às vezes apenas elas, numa sala. Perguntas. O homem gentil faz perguntas. Algumas estranhas. Algumas fazem pensar.

Primeiro beijo (essa imagem foi carregada de uma boa dose de emoção. Era a face de um adolescente, no meio de algum jogo de pique-esconde. O rapaz a achou, ela o pegou pelos cabelos e beijou sua boca, bem de leve. Em seguida saiu correndo, enquanto ele estava atordoado. Havia algo de familiar no rosto daquele garoto).

Dor. Noite. Acordada no meio da noite. Dor na barriga. Sua irmã em dor. Havia sangue nos lençóis. Entre as pernas. Senhoras gentis vieram. Olhares estranhos. Armário cai, de repente, sem ninguém empurrar. Irmã com medo (ela sabe, sem precisar perguntar, sem precisar olhar). Homem gentil vem.

Mais dor. Coisas na cabeça. Olhares estranhos. Senhoras gentis ficam longe. Homem gentil faz muitas orações. Trás outro homem (há uma imagem do Profeta, acompanhado de outro homem. Os trajes do outro homem lembram as vestes de um monge, com capuz). Mais orações. E óleos. E velas. Sem amigos. Onde estão amigos? Onde está lar?

Coisas falam conosco de noite. Coisas que não estão lá. Medo. Onde estão senhoras gentis? Onde estão amigos? Há apenas o homem gentil.

Lugar escuro. Paredes de pedra. Altar. Deitada no altar. Mão de minha irmã, apertando forte a minha. Medo. Pessoas ao redor, segurando velas. Capuzes. Cruzes. Cânticos estranhos. Homem gentil e seu amigo. Orações. Velas. Medo.

Dor.

Loucura.

Quem sou eu?

Quem somos nós?

Vejo. Ouço. Entendo. Muito mais do que antes. Eles me temem. Eles me odeiam. "ABERRAÇÃO", ouço sem que saia de seus lábios. "BLASFÊMIA E INIQUIDADE" (essas palavras não são acompanhadas da sensação do significado. Fica bem claro que elas apenas lembram do som), eles pensam. Alguns, querem me matar.

NÃO VOU MORRER!

Fome.

Dor.

Loucura.

Mas minha irmã está comigo. Somos uma.

Correntes que não existem sobre meu corpo e minha alma. Caixa onde me colocam. Estão me levando. Porão. Prisão. Eu grito. Eu choro. Quero sair. QUERO SAIR!!!

Senhora gentil trás comida. E bichinhos. Homem "gentil" (esse gentil, agora, é acompanhado com um conceito de sarcasmo) aparece. Orações. Velas. Velas por todo lado. Luz machuca. Prende.

Tempo.

Tempo se arrasta.

Loucura.

ÓDIO.

Homem gentil vem cada vez menos. ODIAMOS ELE! Ele não sabe o que fazer. Não entende. Senhora gentil vêm. Ela tenta conversar. Ela tem medo. Tem culpa. ODIAMOS ELA!

Batemos contra a prisão. ÓDIO é força. Mas homem gentil vem reforçar. Mais velas. Mais orações. Mais ódio.

Pararam de vir. Os dois.

Sozinhas.

Sem comida.

Sem nada.

Prisão enfraquecendo. Velas apagando, uma a uma.

Fome.

Desespero.

PRECISO SAIR!

Batemos. Batemos. Prisão cede.

Escada.

Mundo.

FOME.

Quem sou eu?


____________________________________________________

Os demais, após a cena com o ursinho de pelúcia, apenas viam Faust em pé, balançando levemente de um lado para o outro, como um varapau tentando se equilibrar. O clima foi quebrado pelo celular de Oliver, gritando como uma ave insandescida.

Era Granger. Assim que ele apertou o botão, e colocou o telefone no ouvido, foi soterrado por uma avalanche de palavras da moça, sem dar muito espaço para réplica. Ela não parecia feliz. Ao bem da verdade, parecia bem alarmada.

- "Porra, o que você está fazendo aí?! Você é IDIOTA?! Aposto que Cortéz está aí também! Vocês são MALUCOS?! Tem alguma coisa acontecendo aí! Uma translocação! O Pêndulo quase explodiu! Tem algo em outro lugar, mais aí com vocês. Algo que eu não sei o que é! Demorei um século pra achar vocês! O Pêndulo... não responde como deveria! Algo distorcendo! SAIAM DAÍ, AGORA!"
____________________________________________________

- "E agora, doutor..." - disse uma das "meninas", na mente de West.
- "É nossa vez de perguntar" - completou a outra.
- "É o jogo!"
- "Onde é o lugar...
- "... em que os mortos se levantam?"
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qua Out 04, 2017 2:38 pm

As memórias, em rápida sucessão, colocam o médico num aparente estado de vertigem. É muita informação, muito rápido, e tudo parece rodar enquanto ele é carregado pelo fluxo de memórias, pelos flashes de imagens e cenas.

Era tudo muito confuso, visto de fora - estava vendo de dentro, mas ao mesmo tempo, estava fora. Então tudo parecia estranho, como se não fosse realmente real, mesmo sendo... e parecia mais confuso do que era, pois sua mente espalhava a confusão que ela... elas... ela? que elas mesmas sentiam durante todas aquelas situações. 

Ele reconheceu a prisão que se rompia, reconheceu as escadas, reconheceu o mundo. 

"Vocês não estão aqui!" - a idéia explodiu em sua mente, mais como a solução para um problema, como a resposta a inquietante questão de porque não detectava presença alguma, do que como uma frase real. 

Elas eram o monstro que caçava o profeta, elas eram...


E então, as meninas retomaram a voz. O jogo. Ele assentiu, e fez uma pausa, quando a pergunta foi feita - e então, em resposta, começou a puxar em sua mente os endereços e locais que havia visto na sala secreta no armazém de Dr. Max. Os nomes, os locais, os endereços. As cenas dos jornais, as afirmações sobre os mortos que estavam de pé, que caminhavam, que fugiam. 

A cada novo lugar, West encaixava a mesma pergunta - "onde estão vocês?"

Uma menina atropelada é vista a duas cidades de distância - "Eu quero encontrá-las, onde estão vocês?"

Um cachorro morto volta pra casa - "Eu quero ajudar, onde estão vocês?"

Duas meninas são mortas e tornam-se uma só, num porão de uma casa em Portland - "Onde estão vocês!?"
avatar
Dr. Faust West

Mensagens : 166
Data de inscrição : 04/08/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Qua Out 04, 2017 3:20 pm

Oliver parecia alarmado. Com o cabo amarrado a Faust, ele esperava um sinal, qualquer sinal de que as coisas iam ficar feias para o eterita, e ele o tiraria de lá em um puxão. Com sangue frio, ele observou atentamente enquanto o boneco irrompia em chamas em pleno ar. O efeito não parecia ter o objetivo de machucar West, então Oliver aguardou. Ele olhou para Cortez, que parecia confuso, e disse:

- "O doutor aqui é provavelmente o único capaz de colher alguma resposta mais profunda sobre esse lugar, vamos dar um tempinho para ele e depois caímos fora".

   Foi aí que Oliver, se não tivesse um coração muito saudável, teria infartado. Seu telefone tocou e, por um momento, ele tremeu mais do que o aparelho em si. Quando se recuperou e atendeu, era Granger, a quem ele mal conseguia responder, então não o fez. Quando ela finalmente parou de falar ele disse:

- "Sim, é óbvio que eu sou idiota. E maluco. Seja o que for aquilo que você viu, Faust está conversando com a coisa enquanto conversamos e eu sou o cara que vai tirar ele daqui vivo se as coisas ficarem feias. É o meu passado em jogo. Se eu deixo de voltar para esse lugar hoje ainda, amanhã minha única pista sumiria. Preciso desligar, nos falamos mais tarde".

   Oliver falou com Granger sem tirar os olhos de Faust e, quando desligou, falou com Cortez da mesma forma:

- "Granger manda suas sinceras preocupações. Como vocês são da mesma cabala, não falei que você estava aqui, só para evitar qualquer problema". Mais um minuto e a gente puxa ele de lá e vai embora.

   Finalmente, ao ver que Ezio estava se recuperando, Oliver disse:

- "Ei, cara. Tudo bem? Nada de atirar por aí de novo, certo?"
avatar
Oliver Gray

Mensagens : 149
Data de inscrição : 08/02/2017
Idade : 30

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Qua Out 04, 2017 3:31 pm

Percepção + consciência
avatar
Oliver Gray

Mensagens : 149
Data de inscrição : 08/02/2017
Idade : 30

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qua Out 04, 2017 3:31 pm

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 10, 9, 3, 7
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qua Out 04, 2017 3:43 pm

1) Força de Vontade
2) Percepção + Consciência
avatar
Dr. Faust West

Mensagens : 166
Data de inscrição : 04/08/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qua Out 04, 2017 3:43 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 6, 6, 8, 3, 2

--------------------------------

#2 'D10' : 6, 10, 2

_________________
"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qua Out 04, 2017 7:10 pm

Do lado de fora da "prisão", a conversa de Oliver no celular foi bastante breve. Quando o Akasha falou com Cortéz, esse apenas deu um sorriso amarelo, mas sem tirar os olhos da mira.

- "Não somos uma cabala, amigo... Só trabalhamos no mesmo lugar, hehehe. E Dani sabe que eu estou aqui também. Não dá pra se esconder de alguém que sabe usar o pêndulo. Mas ela deve estar só apavorada. Eu já estive em mais buracos que você pode imaginar, estou com um fuzil na mão e estou apavorado, imagina só uma garota de classe média que passou a vida toda em bibliotecas... a merda vai feder mais um pouco quando ela contar a Señor Willian, mas, a gente se preocupa quando a hora chegar".
____________________________________________________

Dentro da "prisão", West estava completamente inconsciente da conversa do lado de fora. Sua natural propensão a se perder em seu microcosmo estava amplificada ao máximo. No fim das contas, ele estava em contato direto com alguma entidade alienígena que desafiava classificação.

Quando o Eterita começou a "pensar" as respostas (um processo que, para ele, não treinado nas Artes da Mente, era um tanto experimental), notou um crescimento da ansiedade das entidades (ou entidade. Era difícil dizer). Elas como que bebiam cada informação nova, e ficavam mais ansiosas. Seus pensamentos começaram a se desordenar um pouco, e "coisas" escaparam. Por exemplo, Faust não sentiu em nenhum momento desejo real delas de dizer onde estavam, mas um pensamento solto lhe chegou em uma das vezes em "perguntou" isso. Esse pensamento era: "Não podemos sair. Luz machuca."

E ele percebeu porque a ansiedade delas aumentava. Aquilo que ele estava "telegrafando", não era a resposta. Eram pistas, mas não era o que elas queriam. E a cada vez que ele "perguntava" onde elas estavam, a resposta era "ONDE?!". E na comunhão empática de mentes, ele sabia que aquele "ONDE?!" queria dizer "Onde fica o lugar em que os mortos se levantam".

Como crianças teimosas e birrentas, elas não queriam ouvir explicações, não queriam ouvir o que ele tinha a dizer, não queriam encontrar com ele. Elas queriam...

"ONDE?!"

"ONDE?!"

"ONDE?!"

E então, tudo explodiu. A ira explodiu. O ÓDIO explodiu.

West sentiu como se quatro mãozinhas agarrassem seu crânio. Mãozinhas incandescentes, e com garras. Agarrando não seu crânio, mas sua mente. Elas queria abrir sua psiche, e arrancar o que houvesse lá. Não era nada sutil. Na verdade, não seria possível classificar aquilo como nada diferente de um ataque direto.

Mas ele foi capaz de resistir. Quando no Haiti, os hougans lhe disseram que a primeira coisa que um serviteur aprende é como resistir a uma cavalgada que ele não deseja. Há espíritos impuros por aí, e eles não devem ser capazes de montar o fiel. Se o serviteur não domina essa capacidade, ele não pode se aprofundar nos Mistérios Maiores. Com suas próprias técnicas, West foi capaz de repelir o ataque. Ao menos por enquanto.

Mais do que isso, sofrer o assalto direto lhe deu alguns insights. Primeiramente, aquilo era Mágika Verdadeira, sem sombra de dúvida. Segundo, elas não tinham refinamento. Basicamente, não pareciam saber muito bem o que estavam fazendo. Tinham apenas instinto, e fúria.

O insight durou pouco, entretanto. O ataque também. Seus sentidos primordiais rapidamente lhe indicaram que algo estava acontecendo. Havia forças místicas em ação, mas ele não sabia interpretar aquelas leituras. O aperto em sua mente afrouxou, mas não antes de ele conseguir captar alguns últimos pensamentos:

- "Nossa força..."
- "Alguém... interferindo..."
- "MALDITA SEJA!!!"
- "CADELA!!!"
- "ARRANCAREMOS SUAS TRIPAS!!!"


E então, tudo sumiu. As entidades, ou melhor, a presença delas, desapareceu. Ele ainda teve a impressão de ouvir um último grito, carregado de rancor e ira, se desvanecendo até desaparecer. Restou apenas a Ressonância pesada do local. Uma Ressonância que ele agora facilmente reconheceria, em qualquer lugar.
____________________________________________________

Do lado de fora, Oliver sentiu uma perturbação no equilíbrio das Forças do lugar. Algo estava mudando o balanço do ki ambiente, de uma forma que ele não conseguia entender. Mas algo estava acontecendo...

Notou um fino filete de sangue começando a escorrer do ouvido direito de Faust.


Última edição por The Oracle em Qua Out 11, 2017 4:41 pm, editado 1 vez(es)
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Qua Out 04, 2017 9:59 pm

Oliver estava prestes a conversar a conversa com Cortez. Ia perguntar se ele não estava em uma cabala por preferência. Ia falar mais algumas coisas sobre Granger e tudo mais, mas, de repente, acabou o momento de jogar conversa fora. Os ouvidos de Faust começaram a sangrar e, definitivamente, aquilo era mais do que um sinal.

   Assim que viu o filete de sangue escorrer, Oliver puxou o doutor rapidamente para onde eles estavam. Ele deu uns dois tapinhas no rosto de Faust para fazê-lo recobrar a consciência e, caso tenha sido eficiente nisso, ele diz:

- "Acabamos por aqui, Faust, você pode contar o que descobriu no caminho de volta. Consegue andar? Cortez, você vai na frente e eu tiro esses dois daqui da melhor forma que eu conseguir. Vamos pegar o baú e sumir desse lugar".
avatar
Oliver Gray

Mensagens : 149
Data de inscrição : 08/02/2017
Idade : 30

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Ezio Stracci em Qui Out 05, 2017 9:24 am

Existem momentos em que simplesmente não conseguimos participar da festa, mas após a última saidera Ezio ainda estava de ressaca, participar de outra não seria boa ideia, contudo estava lá preparado para o que viesse, ou acreditava estar.

Quando o telefone tocou ele olhou brevemente para Oliver sem expressar emoção alguma, apenas queria que aquele barulho irritante acabasse logo, E baseado nas conversas ele pensava.

"Esse daí tá enrolado... Aposto que é mulher".

Continuava observando Faust e pensando

" Por que eu não aguentei ficar lá?"

Quando Oliver falou com Ezio esse respondeu com um sorriso torto de confirmação e uma piscada.

Felizmente o Akasha tinha reflexos rápidos e puxou o doutor ao primeiro sinal de algo poderia dar errado.

- Bem... Ele está bem?
- Se tiver pode ser uma boa ideia irmos logo embora.

Ezio começa a procurar por coisas para afetar os buracos das balas, recolher as cápsulas. Desfazer as pegadas. Usando sua experiência em cenas de crime para ao menos dificultar o trabalho dr quem for ali tentar descobrir o que aconteceu.
avatar
Ezio Stracci

Mensagens : 93
Data de inscrição : 03/05/2017

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qui Out 05, 2017 11:40 am

Dr. West sentiu vontade de gritar, mas não externamente - era um grito interior, um grito que ecoava por sua própria cabeça, uma resposta intensa e reflexiva a explosão de ódio e dor ao seu redor. Ele ergueu as mãos à cabeça quando sentiu o ataque, e dentro de sua mente, a pergunta delas ainda ecoava, ainda pulsava: "Onde!? Onde!?!"

Parte de Faust pensou em deixá-las entrar. Em deixá-las abrir caminho, em deixá-las rasgarem sua mente atrás das respostas que queriam afim de que ele pudesse, em contra-partida, ter acesso ao que elas sabiam, aos rastros e as pegadas que elas deixariam. 

Por sorte, havia sido uma parte muito pequena. 

[...]

Faust mal sentiu a dor quando a corda fina de aço pressionou a carne branca e sem gordura de seus quadris, marcando-a com linhas vermelhas. Seu corpo magro não ofereceu resistência, e ele tropeçou para trás como uma aranha de pernas longas demais para se manter de pé, caindo no chão empoeirado, a sujeira marcando-lhe a camisa clara. 

As mãos de Oliver em seu rosto o despertaram, e ele "Patinou" com as mãos no ar, como se tentando agarrar alguma coisa. Agarrou com uma mão o colarinho de Oliver, e com outra, seu pulso: "ONDE!?" - exclamou, num sussurro urgente, meio gritado, meio sussurrado. 

Depois disso, o médico piscou algumas vezes e pareceu voltar ao normal, sua expressão suavizando-se quase que de imediato. Soltou Oliver - e pareceu ligeiramente embaraçado, enquanto começava a se levantar. 

Acenou com a cabeça para Ezzio, concordando, enquanto movia-se em direção a própria maleta no chão. 

"Tudo bem do lado de fora?"
avatar
Dr. Faust West

Mensagens : 166
Data de inscrição : 04/08/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Qui Out 05, 2017 1:30 pm

Após perceber que todo mundo estava em condição de andar, Oliver respondeu Faust:

- "Provavelmente sim, mas não vai ficar assim por muito tempo. Tendo ou não o que a gente veio buscar, vamos sair logo daqui. Eu pediria para você anotar tudo o que lembra como você faz comigo, mas qual seria o ponto? haha. Vamos, todos para fora. Cortez, me ajude com o baú e vamos sumir daqui".

   Dizendo isso, Oliver ajudou caso alguém não pudesse andar normalmente. Também içou quem precisasse pela janela.
avatar
Oliver Gray

Mensagens : 149
Data de inscrição : 08/02/2017
Idade : 30

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ezio Rola

Mensagem por Ezio Stracci em Sex Out 06, 2017 1:15 am

Inteligência + Investigação
avatar
Ezio Stracci

Mensagens : 93
Data de inscrição : 03/05/2017

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ezio Rola

Mensagem por The Oracle em Sex Out 06, 2017 1:15 am

O membro 'Ezio Stracci' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 10, 5, 4, 5, 10, 1
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Sex Out 06, 2017 8:25 am

Rolando percepção + Prontidão
avatar
Oliver Gray

Mensagens : 149
Data de inscrição : 08/02/2017
Idade : 30

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Sex Out 06, 2017 8:25 am

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 5, 8, 2, 1, 4, 8
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qua Out 11, 2017 5:00 pm

O tempo que Oliver levou para ajudar Faust a se recuperar, foi o tempo que Ezio teve para tentar desorganizar aquela cena de crime. Nunca Stracci havia trabalhado tão rápido: recolheu as cápsulas de munição, desordenou as pegadas que deixaram na poeira, e até mesmo limpou com seu lenço uma gota de sangue que estava por ali (não saberia dizer se dele ou do doutor). Não era muito, mas talvez dificultasse um pouco a perícia. Era difícil esconder que alguém esteve ali, mas talvez ele tivesse criado um pouco mais de dificuldade para definir quantas pessoas foram, e o que fizeram ali.

Foi realmente um alívio quando o grupo começou a subir as escadas. Se afastar daquela Ressonância mórbida era como sair de uma caverna fria para um dia de sol na primavera.

Oliver, que tomava a frete (Cortéz achou melhor pegar a retaguarda. Eles estavam saindo do porão, dando às costas àquela... coisa, e Ezio havia sofrido um abalo), assim que saíram do porão, teve a impressão de ouvir o mesmo zumbido que havia ouvido mais cedo. Pôs-se em guarda, mas não havia nada. Ou se havia, a coisa fugiu bem rápido dessa vez.

No fim das contas, a experiência havia sido bizarra e assustadora, mas ainda estavam inteiros. Todos estavam sujos (exceto Oliver), já que de uma forma ou de outra haviam caído no chão empoeirado. Ezio tinha os ombros doloridos, como se os tivesse contraído até ter câimbras, e West tinha uma leve dor de cabeça, mas fora isso, estavam intocados.

Por sorte, a rua ainda estava calma. Não tiveram maiores dificuldades em levar o baú até o carro. A viagem até a Anima Gemma foi sem incidentes. Ao chegarem pela entrada dos fundos, Cortéz saltou antes, e digitou um código em um painel, abrindo a porta de entrada de carros.

Naquela garagem/área de carga, Daenerys Granger os esperava, junto com uma das gêmeas. A garota ruiva tinha apenas uma expressão de curiosidade em seus olhos verdes, mas Granger tinha os braços cruzados embaixo dos seios volumosos, e batia o pé esquerdo ritmadamente no chão. Quando saíram do carro, ela os olhava com um olhar difícil de decifrar por detrás dos grandes óculos. Mas não parecia feliz. E parecia esperar que eles falassem algo.
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qua Out 11, 2017 5:49 pm

E lá eles se foram. Dr. West estava mais quieto do que de costume, durante o processo de subida até o terreo e na viagem para casa - perguntou para Ezzio, Oliver e Cortez sobre o que havia acontecido do lado de fora, mas não se manifestou muito. Caso os colegas de cabala pedissem informações sobre o que havia acontecido ali dentro, o bom doutor faria uma pausa lenta, como quem pensa muito antes de falar, e sem realmente olhar para os colegas diria:

"Amanhã de manhã nós vamos nos reunir, e vamos entender. As peças ainda estão se encaixando." - de forma devagar, sua voz quase que montando a frase enquanto falava, ao invés das frases rápidas, objetivas e pontuais que lhe eram características. 

Em sua mente, distante do carro - tão distante que levou quase trinta segundos para reagir a própria arma que Cortez lhe havia extendido - Dr. West estava mergulhado nas informações, nos detalhes e nas sutilezas que cercavam aquele encontro. Eram... eram muitas informações, e poucas eram realmente conclusivas. Mas ele sentia-se mais perto da verdade. Pela primeira vez desde que havia mudado efetivamente para Portland, ele sentia que estava mais perto de resolver alguma coisa, mais perto de compreender algo que podia ser realmente importante. 

Antes, tinha um caleidoscópio de informações confusas. Agora as informações ainda eram confusas, mas ele sabia como abordá-las. Ele tinha... uma lente. 

Mas precisava falar com Granger. 

[...]

Johann Crawford irrompeu do banco de trás do carro como uma figura mitológica. A figura magra e alta do doutor pareceu desdobrar-se para fora do veículo como se este sequer fosse capaz de realmente contê-lo, seus membros longos e brancos dobrando-se de forma estranha para fora, as pernas colocando-o de pé ao mesmo tempo que o impulsionavam para frente, em direção a Daenerys Granger, como um longo inseto que tomava vida dentro de trapos humanos. 

Sua camisa branca estava parcialmente para fora da calça, os cabelos geralmente impecáveis um pouco bagunçados - ainda que postos para trás - e suas olheiras pareciam destacadas, escondidas atrás das lentes circulares e pequenas dos óculos de armação fina. Manchas escuras de poeira tingiam o tecido branco de sua camisa pelas costas e regiao direita das costelas, onde havia caído, e alguns flocos de poeira ainda estavam presos em seu cabelo. 

Dr. West estendeu as mãos - a primeira vez que Granger o via sem luvas provavelmente - e os dedos desproporcionalmente longos agarraram-se aos braços da mulher. Tudo em West dizia que sua pele seria fria, mas não era. Era quente. Ele não era forte, mas seu aperto era firme - como um cadáver em rigor mortis.  

"Você precisa me dizer." - ele afirmou. Não havia urgência, ele não gritava, ele não parecia desesperado. Parecia um homem em perfeito controle de si mesmo, em perfeita calma, apesar do caos de sua imagem - um homem no centro da tempestade. 

O furor de seus gestos, a forma como a havia agarrado... Granger reconheceria aquilo facilmente: era o prenúncio do "eureka", o anúncio do extasê. Fosse outro o tipo de prazer, ele poderia estar trêmulo. 

Ele soltou-a como se houvesse acabado de perceber que a havia segurado, que havia feito contato físico com outro ser humano e do quão horrível aquilo era. "A senhorita interferiu na manifestação, ou a presença que você identificou que interferiu? De onde ela vinha?" - perguntou, enquanto apertava a base do óculos contra o próprio nariz. "Elas não estavam lá, eram uma manifestação externa. Mas uma presença externa interferiu. Ou trata-se da sua ação, ou há um terceiro elemento, uma terceira figura oculta, um instrumento por trás da cortina de nossa orquestra magika."


Talvez ficasse claro, para Daenerys, por que ele havia avanaçado sobre ela daquela forma - não era simplesmente por que sabia que ela havia participado de alguma forma do efeito, e que entendia da esfera do Espaço, mas por que sabia que ela provavelmente era a única pessoa próxima que poderia acompanhar suas divagações. 

"Onde vocês tem o maior mapa de Portland?" - questionou, acumulando uma pergunta por cima das outras. Ainda que ele estivesse calmo, sua mente parecia estar puxando questões e amarrando-as numa linha imaginária que só o doutor acompanhava. 

"Muitos pontos de interesse. Um mapa em grande escala vai ser mais útil para mostrar para vocês. Mas isso... Isso é melhor amanhã." - falou. "Mas me diga, Srta. Granger: o que você percebeu?"
avatar
Dr. Faust West

Mensagens : 166
Data de inscrição : 04/08/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qua Out 11, 2017 5:57 pm

Carisma + Lábia
avatar
Dr. Faust West

Mensagens : 166
Data de inscrição : 04/08/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qua Out 11, 2017 5:57 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 2, 3, 1, 2

_________________
"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Qua Out 11, 2017 6:05 pm

Durante toda a volta para a casa, Oliver só tentou falar uma vez. Seu objetivo era começar a interrogar Faust. O caso é que ele mal havia aberto a boca quando o doutor adiou a conversa que nem havia começado. Depois disso, ele ficou na dele, com a cabeça encostada no vidro da janela do carro, de olhos fechados. "Pelo menos agora eles tinham o baú e as memórias de Faust", ele pensava.

   A mente de Oliver chegou à capela antes dele, enquanto pensava em Granger. Será que ela seria capaz de abrir o tal baú? Melhor ainda, será que ela falaria com ele novamente após o rompante via celular? Ele havia decidido deixar aquilo para lá, então restava esperar para saber como ela agiria.

   Chegando à capela, o jovem akasha ficou satisfeito por não tomar a dianteira da conversa. Estava pensando em dizer algo para quebrar o gelo, que provavelmente ferraria as coisas de vez, quando Faust surpreendentemente desatou a falar. Aproveitando, Oliver ergueu uma sobrancelha para Cortez e voltou a olhar para a cena, indicando que os dois que se virassem e apontando para o carro, como que pedindo ajuda para descarregar o baú.
avatar
Oliver Gray

Mensagens : 149
Data de inscrição : 08/02/2017
Idade : 30

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Ezio Stracci em Qua Out 11, 2017 6:27 pm

Enquanto estava saindo Ezio mexia nos ombros tentando amenizar um pouco a dor, ele ainda pensava nas visões que teve e seguiu mais quieto e sério que o de costume. É também dava umas batidas na roupa pra se limpar.

Já dentro do carro pegou o celular e mandou uma mensagem para seu irmão dizendo que estava bem e que o amava. Fez a mesma coisa com seu pai, sua madrasta e seu tio, mas apenas dizendo que os amava. Enquanto digitava respondeu a West:

- Nada de muito interessante, senão por um ursinho pegando fogo.

Ele de fato perguntou a West o que havia visto e se contentou com a resposta, também não se sentiria muito à vontade pra falar do que vira. 

Chegando perto da capela:
"Melhor forçar um sorriso"
Já estava aparentemente voltando ao normal quando encontrou a ruiva e uma moça que desconhecia. Sorrindo ele foi abraçar a ruiva dizendo:

- Que bom vê-la!

Voltou-se para a desconhecida e estendendo a mão:

- Sou Ezio Stracci! É um prazer conhecê-la senhora...

Podia parecer estranha a interação, mas manter as pessoas calmas é a melhor maneira de resolver os problemas, e parecer calmo diante de uma situação tensa demonstra certo controle
avatar
Ezio Stracci

Mensagens : 93
Data de inscrição : 03/05/2017

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ezio Rola

Mensagem por Ezio Stracci em Qui Out 12, 2017 4:58 pm

Carisma + Lábia
avatar
Ezio Stracci

Mensagens : 93
Data de inscrição : 03/05/2017

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ezio Rola

Mensagem por The Oracle em Qui Out 12, 2017 4:58 pm

O membro 'Ezio Stracci' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 9, 3, 9, 9, 2, 8, 9, 6
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Sab Out 14, 2017 2:23 pm

West foi o primeiro a sair do carro. Os demais não tinham a urgência que ele parecia ter.

Quando se aproximou abruptamente de Granger, foi recebido por olhos arregalados, dela e da ruiva. No rosto da garota de cabelo vermelho, havia apenas uma expressão de "WTF?", mas com Granger, havia algo mais. Medo, talvez? Bem, West não estava preocupado em avaliar isso naquele momento. Todavia, ela não fez menção de se afastar. Em verdade, parecia paralisada, como um coelho ante os faróis de um carro.

A situação talvez ficasse mais tensa, mas Ezio chegou no momento certo, com seu sorriso fácil. Para um observador externo, a situação poderia parecer cômica. Afinal, o Eutanathoi agia como se não houvesse uma situação desagradável acontecendo ali. Mas, no fim das contas, a coisa pareceu dar certo: a ruiva aceitou seu abraço, embora sem tirar os olhos arregalados de West, e quando ele extendeu a mão para Granger (logo depois de West soltá-la e falar seu primeiro bloco de palavras), ela passou uns dois segundos olhando desconcertada, de West para Stracci e vice-versa, mas depois apertou frouxamente a mão que lhe era extendida, murmurando: "Daenerys... Granger..."

Externamente a isso, Oliver (apenas ele) notou outra coisa: quando o doutor avançou sobre sua colega de Tradição, lhe segurando pelos braços e sendo recebido por um olhar arregalado, Cortéz afastou um pouco para o lado esquerdo o sobretudo. A coronha da pistola, dentro do coldre abaixo do braço esquerdo, chegou a ficar visível. Para o Akasha, aquilo contribuiu para a tensão no ar. Mas quando ele considerou se devia fazer algo ou não, Ezio chegou, acalmando a situação, o que fez Cortéz soltar o sobretudo, e acenar positivamente para ele, se dirigindo ao porta-malas. Enquanto tiravam o baú de lá, ele ouviu o hispânico comentar: "Sabe, amigo, no fim das contas, acho que vocês três funcionam bem como cabala."

Quando West terminou de falar, Granger já parecia recomposta. Ajeitou os grandes óculos sobre o nariz fino, esticou a camisa (que trazia uma inscrição dizendo "Not everithing is flat on Florida", sob um desenho do mapa daquele estado), cruzou novamente os braços sobre os seios, e disse:

- "Sim, fui eu que cortei a conexão. Ao menos, tentei. Mas, sinto muito doutor, eu estava preocupada em salvar suas vidas, e não medir distâncias. Posso dizer com uma boa margem de certeza que aquela... coisa, estava na cidade ou em seus arredores, mas não mais do que isso. Ela percebeu que alguém estava cortando a conexão... Tentou me atacar, mentalmente, mas por sorte, há um Aegis erguido no quarto andar. A mente daquela coisa... parecia um saco de gatos furiosos. O que... caralhos vocês invocaram? Um demônio, um umbróide bizarro? Só posso dizer que aquela coisa não era humana... Um dos cristais explodiu enquanto eu desfazia a conexão. Chegou a me cortar o braço... Nunca vi isso acontecer."

Nesse momento, a porta corta-fogo que dava para a parte interna da capela se abriu, a outra gêmea apareceu, com uma cara tão alarmada quanto sua irmã. Granger continuou.

- "Bem, quanto a mapas e... seja lá mais o que vocês queiram fazer, certamente é melhor falar com o Sr. Von Heinekein antes. Ele pediu para acompanhar vocês até o escritório logo que chegassem e... O que raios é isso?" - disse ela, apontando para o baú que vinha carregado por Oliver e Cortéz.

As duas gêmeas, agora lado a lado, de mãos dadas, olhavam para todos, sem falar nada, mas com curiosidade no olhar. Tentavam disfarçar, mas seus olhares, frequentemente, caiam sobre West.

____________________________________________

Superada a tensão inicial, uma das gêmeas retornou à loja (aparentemente), enquanto que a outra tomou a dianteira para guiá-los até o escritório de Wilian. Oliver e Cortéz carregavam o baú, com alguma dificuldade. Oliver inclusive conseguiu ouvir quando Granger, na retaguarda, sussurrou para Cortéz: "você faz ideia do quão fudido está?". Ao que ele apenas deu de ombros (bem de leve. O peso do baú dificultava o gesto).

Quando chegaram às portas duplas do escritório, a ruiva as abriu, sem bater. Lá, estava Willian Clark Von Heinekein. Parecia os estar esperando. E disse, assim que entraram.

- "Ah, os bravos e arrojados... (The Brave and The Bold, em inglês) Se importariam em dizer exatamente o que aconteceu naquela casa de subúrbio? Conseguiram deixar a Srta. Granger bastante alarmada... E o que raios é isso?" - disse, apontando para o baú.
avatar
The Oracle
Admin

Mensagens : 254
Data de inscrição : 06/07/2016
Idade : 39

Ver perfil do usuário http://makeyourtruth.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Sab Out 14, 2017 3:46 pm

Oliver, satisfeito por ter ficado atrás com Cortez, ficou um pouco encucado com o gesto protetor do hermético para com Granger. É claro que o doutor era uma pessoa meio detestável e sem um pingo de noção, mas Oliver nunca pensou em atirar nele por conta disso. Quebrar uma ou duas costelas já era outra história. Mas isso era passado, Oliver meio que havia se acostumado com o jeitão de Faust a essa altura. Quando Cortez falou com o jovem akasha, ele respondeu:

- "Não é? quem imaginaria, mas até que a coisa dá certo entre a gente. Ainda não temos um bom dançarino na cabala. Talvez você se interesse pela vaga?", Disse Oliver, dando um tapinha brincalhão nas costas de Cortez antes de pegar o baú.

  E foram os dois carregando aquele trambolho capela a dentro. Oliver não estava exatamente preocupado com Heineken estar esperando por eles, achando aquilo muito mais bem-vindo do que um problema de fato. Seu rosto transparecia aquilo. Granger não parecia especialmente interessada em falar com o akasha, nem quando ela chegou perto dele, mas só se dirigiu a Cortez. Sem saber como processar aquilo, nada fez. Não fez qualquer menção de Falar com Granger. Haveria tempo para descobrir como as coisas ficariam depois.

  Embora tenha sido o último a passar pela porta de Heineken, Oliver foi o primeiro a falar:

- "Fomos investigar a casa onde Emma estava morando quando a conhecemos. Aliais, eu fui, senti cheiro de problemas e pedi reforços. Inicialmente, eu queria pistas do meu passado, mas encontrei um lugar com uma ressonância horrível e um aspecto de ritual nefandi. Mais tarde, voltamos para investigar melhor a coisa, de onde chegamos agora, carregando essa trambolhão aqui, que pode ter as respostas para minhas perguntas, mas não abriria nem se eu o jogasse de cima do quarto andar da capela. Vou deixar os detalhes técnicos com o Faust, mas eu quero me desculpar por ter envolvido parte do seu pessoal na coisa. A culpa disso é toda minha".

   Após dizer essas palavras, Oliver fez uma longa mesura oriental, do tipo que só se faz para pessoas hierarquicamente superiores. Heineken, se já conhecesse um pouco do sincero akasha, provavelmente notou a sinceridade nas suas palavras, bem como que ele veio até o hermético considerando-o um enorme auxílio para o caso todo, não como uma criança envergonhada por ter feito algo de errado.
avatar
Oliver Gray

Mensagens : 149
Data de inscrição : 08/02/2017
Idade : 30

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Ezio Stracci em Dom Out 15, 2017 9:27 pm

Ezio estava no meio daquele turbilhão ainda pensando:

"Esse povo tem algum talento especial para arranjar confusão?"

Porém não expressava nada disso, apesar de se sentir de alguma forma com o brioco na mão ele agiu como se não estivesse, na esperança de melhorar as coisas, e com as coisas tendo dado certo ele só conseguia pensar em:

"Como foi que isso deu certo?!"

E chegou a outra gêmea, algo que o deixou um pouco alegre e ao vê-las lado a lado de mãos dadas se colocou no meio delas abraçando as duas sorrindo olhando para uma e para a outra e dizendo a todos:

- Por favor pessoal!
- Não foi nada tão alarmante!
- Estamos todos bem!

Se nada o impedir de continuar o caminho abraçado à gêmea que ficou até a sala de Heineken ele vai fazer isso jogando conversa fora, perguntando sobre música, e o que elas gostam de fazer, fazendo-as pensar em outras coisas que não o que está acontecendo no momento.

Porém na sala do Heineken ele chegará com seu sorriso e para um aperto de mão. E complementando a fala do Akasha ele seguirá mostrando certa satisfação

- Mas até então acredito estarmos fazendo um bom trabalho
- O senhor tem alguma ideia do que fará com isso?

Apesar de toda aquela aparência ele não deixava de pensar no significado de tudo aquilo, no perigo que estava ao seu derredor, quais suas motivações, seus reais interesses, quem ou o que eram na verdade. Por fim preferiu se sentar.

"Talvez a conversa aqui dure mais do que o esperado, mas estou disposto a fazer esse homem abrir um pouco mais a boca"

E ele estava lá sentado ajeitando seu chapéu e roupas.


Última edição por Ezio Stracci em Seg Out 16, 2017 4:58 pm, editado 1 vez(es)
avatar
Ezio Stracci

Mensagens : 93
Data de inscrição : 03/05/2017

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Dom Out 15, 2017 10:34 pm

Percepção + Empatia
avatar
Dr. Faust West

Mensagens : 166
Data de inscrição : 04/08/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 8 de 9 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum