Um novo amanhecer

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Dom Out 15, 2017 10:34 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Seg Out 16, 2017 9:29 am

Dr. West não percebeu absolutamente nada. 

Percebeu, é claro, que sua abordagem não havia sido a mais calma, a mais tranquila ou a mais carismática - mas elas raramente o eram, e ele não gastaria meio segundo de sua vida lamentando aquilo. Mas de resto, não reparou. Não reparou que Cortez quase sacava a arma, não reparou no nível real de desconforto de Granger, não reparou sequer no pequeno fiasco de Ezzio com as gêmeas. 

Seus interesses eram muito maiores que aquelas danças que todos pareciam estar sempre fazendo. 

O que lhe interessou realmente em tudo aquilo foi o que Granger dizia. "Arredores da cidade".. Não respondeu sobre o que haviam invocado, tampouco deu a Hermética qualquer informação. Sua pequena troca com a mente da bibliotecária encerrou-se com um "Hmm..." que alongou-se muito pouco antes do silêncio, desaparecendo atrás de lábios crispados, e sem dar muitas informações. 


Dr. West notou os olhares das gêmeas sobre si, entretanto. Repousou seus olhos cinzentos, seus olhos de peixe sobre as duas por um momento, como quem considera alguma coisa - mas depois pareceu deixar aquilo de lado, seguindo, se possível, no último lugar da fila. Enquanto os outros tomavam a dianteira, ele foi até o carro, comparando brevemente o horário em seu celular com o horário no painel do véiculo. Havia se esquecido daquilo, em meio a toda a tensão que ocorrera na casa... mas no orfanato, o ambiente havia afetado o Tempo. E ali?

No caminho, botou alguma ordem em si mesmo - ajeitou a camisa para dentro da calça, passou a mão pelos cabelos para colocá-los para trás de novo, bateu nas roupas para livrar-se do excesso de poeira. 

[...]

Depois que entraram na sala de Von Heineken, Dr. West continuou em silêncio. Ele estava sem sua bengala, mas carregava a maleta na mão direita, e já tinha as luvas novamente nas mãos. 

Passou os olhos pelo local, vendo se algo havia mudado desde sua última passagem por ali, e então silenciou-se, até parando de se mover.  Ficou mais para trás do ambiente, de pé. Havia comprimentado Von Heineken com um aceno da cabeça, e cruzado seus olhos com os do Hermético quando Oliver disse que ele tinha detalhes técnicos, mas manteve os lábios selados.

Não tinha respostas, ainda. Era melhor deixar que perguntassem, do que sair falando.]

[...]

Ainda que parado no mesmo lugar, o médico olhava em volta, o que lhe custou alguns segundos para perceber, em meio ao silêncio, que Heineken havia depositado o olhar sobre ele. Dr. West olhou-o de volta por um instante, enquanto a frase se formava em sua mente, antes de tomar forma em seus lábios.

"Sr. Von Heineken, ainda estou processando as informações e prefiro não lhe dar detalhes que possam estar errados. O que posso adiantar é que Samuel estava realizando experimentos mágikos com crianças, movido por boas intenções - e em algum momento, por sua culpa ou de algum subalterno, as coisas tomaram um rumo inesperado. Nefasto, por assim dizer. Possivelmente nefândico? Sem dúvida alguma. Certamente? De forma nenhuma." - pequena pausa. "Se o senhor tiver alguma questão mais específica..."


Última edição por Dr. Faust West em Ter Out 17, 2017 9:07 am, editado 1 vez(es)
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Ezio Rola

Mensagem por The Oracle em Seg Out 16, 2017 5:00 pm

O membro 'Ezio Stracci' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Seg Out 16, 2017 5:59 pm

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Seg Out 16, 2017 5:59 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


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Ezio Rola

Mensagem por Ezio Stracci em Seg Out 16, 2017 6:31 pm

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Ezio Rola

Mensagem por Ezio Stracci em Seg Out 16, 2017 6:32 pm

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Ezio Rola

Mensagem por The Oracle em Seg Out 16, 2017 6:32 pm

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Seg Out 16, 2017 6:50 pm

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Seg Out 16, 2017 6:50 pm

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Ter Out 17, 2017 4:30 pm

A situação na área de carga foi um tanto quanto bizarra, mas Ezio impediu que as coisas descambassem para pior. No fim, quando tentou inconvenientemente se aproximar das gêmeas, que estavam paradas, de mãos dadas, observando a situação, elas apenas soltaram as mãos, passaram uma de cada lado do italiano, e depois deram as mãos novamente, sem antes deixarem transparecer testas franzidas pelos modos pouco refinados do detetive. Mas, ao menos, não falaram nada.

Superado o desconfortável momento original, o grupo seguiu para o escritório de Von Heinekein. Faust ficou por último, acompanhando a trupe após notar que, aparentemente, aquele episódio não havia trazido nenhuma distorção temporal, como o encontro anterior com o Profeta. Uma das gêmeas se separou do grupo logo no primeiro corredor, murmurando que "alguém tinha que ficar de olho na loja", e a outra não parecia nada disposta a andar abraçada a Ezio. Granger ainda parecia tensa. Cortéz assoviava, mas logo parou, pois o baú que carregava com Oliver era bem pesado, e lhe faltou fôlego.

Subiram um lance de escadas, andaram brevemente por um corredor, e chegaram ao escritório de Willian Von Heinekein. O homenzinho os esperava, trajando um terno cinza com gravata azul escura.

Após recebê-los (ele apertou a mão que Ezio lhe oferecia, embora de maneira frouxa), ouvir a explicação inicial de Oliver, e o complemento de West (fez isso sentado, com as mãos unidas pelas pontas dos dedos, na altura do rosto), pareceu pensativo por alguns segundos. Após isso, dirigiu-se ao grupo, mas olhando para Oliver, e falou em japonês, o que significava que provavelmente apenas o Akasha o entendeu. Ele disse uma frase em um japonês bastante antiquado, pomposo até. Um adolescente de Tókio talvez só entendesse metade daquilo, mas Oliver tivera mestres no Ninho do Dragão que falavam daquela forma.

A frase de Willian era uma expressão típica do japonês antigo, em que cada palavra tem um significado um pouco dúbio. Era uma expressão tradicional usada por uma pessoa mais velha/experiente (senpai), embora não necessariamente um mentor (sensei), dirigindo-se a um jovem de menos experiência (kohai). Basicamente, o significado era "Eu o perdôo por sua inocência/impetuosidade" (num significado que alude ao cometimento de um erro não por malícia ou má intenção, mas pela falta de experiência e afobação da juventude).

Ato contínuo, o Hermético se levantou, e caminhou até o baú. Havia uma expressão de curiosidade em seu rosto. Abaixou-se, pegou o cadeado entre a mãos, e murmurou "lorem". Após alguns segundos virando o cadeado entre as mãos, ele disse:

- "Essa peça foi encantada por um Adepto em Primórdio. Um trabalho impressionante. Realmente, alguém não queria que esse cadeado pudesse ser aberto, sem a chave correta. Há um efeito de Entropia aqui também, alguma condição para a abertura. É provável que eu possa desfazer o encanto, mas vai levar algum tempo. E nesse momento, tempo é um luxo que não temos"

Levantou-se, segurando o queixo em uma das mãos. Parecia absorto em pensamentos, mas rapidamente, um leve, muito leve sorriso somou seus lábios. Ezio e Oliver mal perceberam isso, mas West notou algo ali: aquela era a expressão de um homem que acabara de ter uma ideia. Um homem que acabara de identificar uma oportunidade, e iria pegá-la com as duas mãos.

- "Bem, deixando de lado a óbvia imprudência de vocês ao entrarem sozinhos no que poderia ser um ninho Nephandus" - disse ele, com uma voz calma - "há razões para acreditar que sua investigação possa ter encontrado algo realmente perigoso, e isso merece aplauso. Acredito que o Destino teve o condão de colocá-los no lugar certo. Nunca tivemos notícias de células Nephandi aqui em Portland, mas há uma primeira vez para todas as coisas. E isso precisa ser adereçado de pronto."
- "Creio, Dr. West, que mais tarde o Sr. possa fazer um... relatório, sobre suas descobertas. Imagino que esteja apropriado a um homem da Ciência. E estou certo de que o próprio Dr. Max queira saber detalhes muito em breve. Tenho montes de perguntas, mas o tempo é curto: se há mesmo traços de Decaídos lá, é preciso tentar descobrir algo antes que se realoquem... Espero que me perdoem por ter de me retirar. Sr. Cortéz, acompanhe nossos convidados pelo tempo que for necessário. Srta. Granger, venha comigo ao Sanctum. Precisarei de suas habilidades em comunicação. Não confiaria em meios convencionais nesta situação".


Então (caso não seja impedido), o Hermético sênior deixou a sala, andando apressadamente. Granger foi logo atrás, sem falar nada. O grupo foi deixado naquele escritório.

Após a saída de Heinekein, Cortéz coçou a cabeça, e murmurou:

- "Carajo... Isso saiu bem melhor do que eu esperava..."

____________________________________________________

Alguns poucos minutos depois, West recebeu uma mensagem do Dr. Max:

- "Infelizmente, o jantar de hoje à noite foi cancelado. Há um problema cabeludo para ser resolvido, e Ralf e Jeannete estarão conosco... Uma pena, passei o dia inteiro com água na boca."


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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Out 17, 2017 6:17 pm

"Se eu puder..." - disse Dr. West, interrompendo brevemente William Von Heineken enquanto ele discorria sobre o baú. "Apenas o cadeado está enfeitiçado. Apesar do resto do baú ser muito resistente, ele pode ser aberto mediante aplicação apropriada de força." - explicou, seus olhos repousando sobre Oliver e Cortez por um momento. Não era nada realmente pessoal, mas dentre todos os presentes, aqueles dois pareciam os mais capazes de realizar atos de brutalidade contra objetos inanimados, ou pelo menos os que seriam mais hábeis com power-tools num geral. Quer dizer.. tirando Oliver, que provavelmente nunca havia visto uma esmirilhadeira pessoalmente, ou qualquer outra ferramenta movida a energia elétrica. 

Faust ouviu com atenção - não terem notícias de uma célula Nephandi em Portland era, para sua mente matemática, sinal estatístico grave de que provavelmente havia uma e, pior ainda, de que havia uma de membros bem qualificados. Em outras palavras, não era sinal de que necessariamente havia uma, mas considerando que atividade Nephandi ao menos liminar era quase que esperada na maior parte dos centros urbanos, uma cidade como Portland nunca ter tido notícias de uma célula local era... curioso, no mínimo.

Mediante ao pedido de Von Heineken, o médico apenas assentiu com a cabeça. Não teria problemas em fazer um relatório. Ele aguardou que o mago se retirasse, e então pousou seus olhos cinzentos sobre cada um dos que ainda estavam ali, individualmente - Cortez, Ezzio, Oliver e a ruiva que sobrava. Estava pensando. Seus olhos pousaram sobre o baú. O ideal seria um método de destruição cauteloso. Um autômato segurando uma serra, por exemplo, ou primeiro tornar a madeira transparente para que pudessem analisar a possibilidade de armadilhas ou a fragilidade do conteúdo. Talvez Frank pudesse ajudar... Mas parte de qualquer pesquisa era alocação de recursos, e aquele baú, ainda que interessante, não parecia valer o tempo gasto para ter com ele tanto cuidado. 

Desnecessário dizer, Faust sequer pareceu ouvir o comentário de Cortez. Logo suplantou-o com palavras: não tinha tempo para aquelas comunicações informais. 

"Sr. Cortez, o Anima Gemma tem uma área de oficina?" - perguntou. Ouviu então do latino a resposta, referindo-se a ferramentas de lapidação das pedras que ele mesmo não sabia usar. Não reagiu a notícia. Sua falta de reação a informação era o sinal mais claro de que aquilo não era o que ele queria ouvir. Virou o rosto para Oliver e Ezzio, mas, como quem se lembra de que estava lidando com um ser humano e precisava ser educado, voltou o rosto a Cortez. "Obrigado." - disse. 


Virou novamente o rosto para Oliver e Ezzio, e ia dizer algo, quando sentiu o celular vibrar. Tirou-o do bolso e leu a mensagem. "Senhores Stracci e Gray, se puderem me acompanhar, acho que temos algumas cosas nostras para resolver." - e guardou o celular no bolso. "Agradeço a todos pela companhia e pela tarde, mas o dever me chama. Até breve." - e fez uma mesura para a ruiva e Cortez, sempre daquele jeito de uma criança autista que repete procedimentos de educação decorados de um manual, antes de olhar para Oliver e Ezzio, esperando que eles tomassem a dianteira em direção a saída. 


Tudo estava em seu lugar. As peças estavam se encaixando.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Ter Out 17, 2017 6:54 pm

Oliver não sabe se ficou mais impressionado com Heineken falando aquele nível de japonês ou com o quão bem a coisa tinha ocorrido, tanto que ele disse um sonoro "não é?" após o comentário de Cortez, acabando com a sua pose inicialmente séria, para variar. Ele continuou:

- "Droga, tomara que esse bendito baú valha a dor de cabeça, francamente, mas pelo menos todo mundo está inteiro. Bom acho que vou deitar um pouco"...

  E foi aí que Faust anunciara que as o dia não estava encerrado ainda. Oliver, é claro, não soube disfarçar o descontentamento, mas se resignou:

- "É claro que ainda temos que resolver mais coisas hoje ainda, Faust, como não? Vamos lá... Mas é melhor que a gente pare para comer alguma coisa no caminho", disse Oliver, sempre achando estranho ser chamado pelo sobrenome.

   Antes de ir, ele colocou uma mão no ombro de Cortez amigavelmente, e disse em tom de confidência:

- "Ei, obrigado por me dar cobertura com a coisa da casa. Sinto que estou um pouco mais perto de achar a minha irmã com esse baú em mãos. Conte comigo no futuro. E, se puder, tem como sondar um pouco a Granger pra mim? Sabe como é, foi tudo estranho pra caramba hoje, então fiquei meio sem saber o que fazer. Obrigado, amigo".


   Assim, ele se juntou a Faust e Ezio, indo fazer seja lá o que o doutor tivesse em mente.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Ezio Stracci em Sex Out 20, 2017 2:38 pm

Pode-se dizer que as coisas não saíram como planejadas para Ezio com as ruivas naquela sala, mas a vida segue, ele tentava e falhava em não parecer incomodado. Apesar de não ter saído como esperava, podia ter sido muito pior. Aquela altura, já na sala do Heineken ele estava sentado o que o fazia parecer mais seguro de si.

Aproveitou o tempo para observar a sala e tentar decifrar os últimos acontecimentos naquele lugar. Observava também as roupas de Heineken e ao estilo Sherlock tentava deduzir coisas, a mesma coisa com os demais na sala exceto os da Cabala.

Ficou lá ouvindo as coisas e não tinha muito o que complementar, exceto pela parte em que o Mago estava prestes a partir, nessa hora falou:

- Sr.Heineken, eu gostaria de um momento a sós com o senhor, quando puder é claro!

No mais passava o tempo olhando para os outros na sala até receber o chamado do doutor, que foi um tanto estranho, levantou uma das sobrancelhas o olhando e pensando:
"Por que essa escolha de palavras".

Ainda sentado observou Oliver tomando uma atitude, então se levantou e os acompanhou, mas não sem antes deixar uma escuta escondida.
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Ezio Rola

Mensagem por Ezio Stracci em Sex Out 20, 2017 3:15 pm

Percepção + Investigação
Teste de observação dentro da sala.
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Ezio Rola

Mensagem por The Oracle em Sex Out 20, 2017 3:15 pm

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Ezio Rola

Mensagem por Ezio Stracci em Sex Out 20, 2017 3:16 pm

Raciocínio + Investigação
Teste de esconder a escuta.
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Ezio Rola

Mensagem por The Oracle em Sex Out 20, 2017 3:16 pm

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Sab Out 21, 2017 3:19 pm

- "É uma opção, Dr. West" - disse Heinekei, com ar pensativo, ao ouvir sobre a ideia de abrir o baú com força bruta - "a estrutura da peça, apesar de resistente em termos mundanos, não parece ter sido magikamente reforçada. Todavia, existe sempre a possibilidade de haver alguma armadilha caso seja indevidamente aberta. E quem encantou esse cadeado certamente tem poder para deixar alguma surpresa desagradável para os intrometidos..."

Por, quando se apressava para sair, o Hermético ouviu o pedido de Ezio, e assentiu com a cabeça, dizendo:

- "Certamente, Sr. Stracci. Não tivemos muito tempo para conversar em sua chegada. Será um prazer fazê-lo agora, tão logo esta matéria urgente esteja resolvida"

______________________________________________________________________

Ezio aproveitou-se do fato de a conversa correu sem maiores participações sua, e de seu ponto no sofá, conseguiu observar bem a cena.

A ruiva que sobrara estava encostada em uma parede, apenas observando. Usava um vestido verde escuro simples, e tinha o cabelo solto. Ezio se lembrou que nem mesmo sabia o nome delas, e mesmo que soubesse, era improvável que conseguisse distinguir uma da outra. Os olhos daquela moça apenas obervavam, com uma certa curiosidade que parecia juvenil. Ela mudava os olhos de pessoa a pessoa, e em dado momento, seus olhos caíram sobre ele, ao mesmo tempo em que ele a olhava. Isso pareceu tê-la pego de surpresa, pois ela rapidamente desviou o olhar.

A garota chamada Granger estava calada num canto. Ela parecia bem mais retraída na presença de seu "chefe" do que antes. Ela tinha uma pequena mancha azul na camisa, na altura dos seios (e ela realmente tinha seios bastante... notáveis), que parecia tinta de caneta. Deresto, roupas limpas, e até um tanto formais, cabelo preso em um coque (havia uma mecha desalinhada, apenas). Ela parecia bastante atenta à conversa toda, e em algumas ocasiões, mordia o lábio de baixo, levemente.

Cortéz pareceu tenso a maior parte da conversa. Parecia um garoto que sabia que ia levar esporro. Mas relaxou sensivelmente depois que Heinekein saiu. Aquele homenzinho realmente parecia impor alguma combinação de medo e respeito sobre seus "subalternos", se é que era assim que a coisa se processava ali. Claro, ele estava em desalinho: havia rolado na poeira e carregado um baú pesado. Ainda assim, Ezio percebeu certas coisas, que apenas alguém com um background mais ou menos como seu perceberia: aquele chicano, mesmo parado, mantinha as pernas afastadas e a mão direita livre. assumira uma posição em que estava quase costas a uma parede, e com visão (e ângulo de tiro) para todo o resto da sala, e especialmente, para a porta. Era certo que aquele sujeito já tinha sido soldado, segurança, ou coisa assim.

Já o próprio Heinekein estava perfeitamente alinhado. E isso não era eufemismo: seus sapatos pareciam ter sido engrachados aquela manhã, e seu terno era impecável. Tudo muito discreto, exceto pelo grande anel que usava no anelar direito. Aliás, aquela sala inteira era muito alinhada. Obsessivamente alinhada, até. Tudo extremamente limpo e ordenado, os móveis de madeira brilhavam com polimento, os livros nas estantes com suas alturas e profundidades perfeitamente emparelhadas, nenhum quadro torto nas paredes. Fora esse detalhe, parecia o escritório de algum lorde inglês, e o próprio Heinekein parecia um lorde inglês de 1.60m, sem sotaque.

Quando o Hermético saiu, com os olhos de todos longe dele, Ezio não encontrou problemas em grudar sua escuta na parte detrás do quadro de uma tal "Amanda Sefton". Era a pintura de uma senhora loira, obesa, e de aspecto majestoso. E cruel.

______________________________________________________________________

Logo após a rápida troca de palavras entre Faust e Cortéz, o último ouviu as palavras de Oliver, e acenou com positivamente com a cabeça, dizendo: 

- "No problema, amigo. Onde houver ratos Nephandi, conte comigo na equipe de extermínio. Espero que ache sua irmão logo. Dany comentou comigo que queria ter algum resultado disso até sexta-feira, não sei porque. Ah, por falar em Dany, não esquente com ela não: ela fica nervosa quando algo não sai pelas regras. Mas se aceita um conselho, não vá com muita sede ao pote, entende? Isso pode assustar las chicas"

Quando todos saíram da sala, a ruiva desceu um lance de escadas, e Cortéz guiou a cabala para os fundos, novamente. Um sorriso havia voltado a seu rosto, e já estava abrindo a porta de saída para eles, quando estacou, como se lembrasse de algo, e disse: 

- "Eh, hombres, li uma nota no jornal hoje sobre desaparecimentos, parece que já é o quarto no último mês, mas apenas mendigos e índios, então ninguém deu muita atenção. Acham que pode ter algo a ver com os Decaídos?"
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Dom Out 22, 2017 8:25 pm

Dr. West olhou para Cortez, quando este parou daquela forma. Ele recebeu a informação, e retrucou de imediato, no mesmo tom inalterado de sempre: "Sequer sabemos ao certo se tratam-se de decaídos, Sr. Cortez" -  Sair jogando aqueles termos por aí poderia induzir todos a tratarem o problema como algo diferente do que era de fato. Termos descritivos, afinal de contas, existiam para referirem-se as coisas que descreviam, e não a possibilidades. 

Fez então uma pequena pausa, enquanto processava a informação. Não levou mais que meio instante. "Mas sim, é possível, quiça provável, que exista uma relação. Provavelmente indireta, entretanto." - no grande quadro mental que havia montado, onde as peças estavam se encaixando, aqueles desaparecimento cabiam, mas no plano de "consequência", e não "causa". 

"Se quiser me enviar uma cópia das notícias, Sr. Cortez, ficarei feliz em ajudar." - ele não parecia alguém capaz de ficar feliz, mas, ainda assim, esticou para o outro um pequeno cartão marfim, com letras pequenas centralizadas. Minimalista, continha apenas seu nome, telefone, e-mail e o número de sua licença médica no estado. 

Faust quase havia dito "nós ficaremos", mas a etiqueta lhe dizia que tomar decisões pelo grupo não seria adequado.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Ezio Stracci em Seg Out 23, 2017 3:50 pm

Suas observações foram um tanto detalhistas, mas até então revelavam nada de mais além do que era aparentemente comum a todos e após deixar sua escuta planejava agora usar um gravador e assim foi seguindo até a porta.


"Uhn. Uma missão extra?"
Pensava quando Cortez falou. Podia ver algo sobre isso na delegacia, inclusive seria algo mais do que comum um detetive investigar desaparecimentos. Mas ele seguiu sem falar muita coisa senão:

- Eu já volto gente.

Se afastando dos 3 em direção a uma banca. Se abaixa próximo a banca e disfarça limpando os sapatos enquanto coloca um gravador ali embaixo. Se levanta, compra um jornal qualquer cumprimentando sorridente o cara da banca e volta aos três trazendo um jornal. Agora fica esperando.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Out 24, 2017 11:11 am

Após Cortez ter se afastado, deixando-os do lado de fora da joalheira, Dr. West fez uma pequena pausa, os olhos passando pela rua, quase como se esperasse alguma coisa. Frente a curiosidade dos colegas, o médico permanecia mais ou menos impassível - estava considerando a chance do lado de fora do Anima Gemma ter alguma proteção, alguma coisa que permitiria a Von Heineken ter acesso ao que conversavam.  

Optou pela paranóia. Era mais seguro. "No meu carro, por favor." - acrescentou, indicando-lhes o veículo e destravando o alarme com as chaves. Sentou-se no banco de trás junto dos outros, para que pudessem conversar melhor. Antes de falar qualquer coisa, ele tirou uma foto da notícia e enviou-a para Boca de Cabelo, com a seguinte mensagem: Gio?

Virou-se então para os outros dois: 

"Tenho razões concretas para assumir que as autoridades magikas da cidade irão investigar a casa onde estivemos há pouco." - ele disse para os dois. "E me parece claro que ainda que eles não queiram nos dar oficialmente o encargo deste caso, eles estão dispostos a recompensar resultados. O que é um pouco contraditório, mas... viventes." - concluiu, como se aquela palavra, de alguma forma, diagnosticasse todo o problema. 

"De qualquer forma, é improvável que as informações ali descobertas por eles nos sejam passadas de forma concreta. Assim sendo, Sr. Stracci, me pergunto se o senhor não poderia se utilizar dos aparelhos à disposição da polícia e realizar uma vigia da casa, a uma distância segura, mas podendo pelo menos ouvir o que se passa lá dentro. Uma escuta amplificadora, talvez?" - fez uma pequena pausa, mas continuou antes que Ezzio pudesse realmente responder: "Mesmo que eu esteja errado, e Von Heineken e os outros magos seniores não voltem para lá, uma vigia é adequado. Se feito numa distância segura, pode nos garantir até a antemão caso seja realmente um ninho de decaídos e eles retornem ao local." 


Feita a sugestão de missão para Ezzio, Dr. West afastou os olhos, começando a falar de forma mais ampla, para os dois - "Por outro lado, existe também a possibilidade de que o que quer que Sr. Heineken e os outros magos estejam se reunindo para fazer, seja feito aqui. Acho improvável, dada a diferença de abordagens metodológicas entre eles, que se reúnam para um ritual hermético, mas ainda assim." - disse, mais como quem compartilha informações com os outros do que realmente coloca um problema concreto em pauta. 

Virou-se então para Oliver. 

"Assim sendo, me pergunto se não seria adequado que o senhor fizesse companhia a Ezzio esta noite em tocaia. E amanhã de manhã, logo com o raiar do sol, dada sua formação particular, poderia talvez abordar casualmente Dança-com-Lobos?" - perguntou. "Seria uma perspectiva interessante a se ter sobre a situação, que pode nos dar informações impossíveis de outra forma. Existe, é claro, o risco de morte por desmembramento." - acrescentou a última frase como quem pesa uma informação extra com curiosidade. "Mas dentre nós três, 'risco' é o melhor cenário possível. Sua formação monástica, hábitos contemplativos... Tudo isto o coloca mais próximo a ela do que qualquer um de nós."  -- então, diante do questionamento de Oliver sobre quem era ela, Dr. West fez uma pequena pausa: acreditava piamente que Von Heineken havia dado aquelas informações para Oliver. 

Mais um sinal de que o Hermético não era a pessoa mais bem preparada do universo para seu próprio cargo.

"Trata-se de uma das três pessoas a sobreviverem os eventos da Noite do Desespero. É uma Oradora dos Sonhos, que mantém companhia próxima com os Lobisomens. Ao que consta, mais próxima a eles do que de nós." - pequena pausa, aguardando para ver se Oliver havia entendido, antes de prosseguir. 



"De minha parte..." - disse Dr. West, que sabia que dizer o que ele mesmo faria era importante, afim de que os dois colegas não se sentissem capachos ordenados por aí, e sim membros de um organismo funcional e complexo no qual todos eram importantes e utilizados mediantes suas capacidades individuais. "Irei trabalhar em abrir o diário, e correlacionar algumas informações obtidas esta noite com outras, sigilosas, que possuo no Armazém. A depender do resultado, entro novamente em contato com vocês para descobrirmos o que conseguimos esta noite. Todos de acordo?"
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Ter Out 24, 2017 7:43 pm

Após terminar de falar com Cortez, Oliver seguiu até a porta com sua cabala, esperando para descobrir o que Faust ainda poderia querer daquele dia. Com algumas outras preocupações em mente, ele não chegou a comentar o caso das pessoas desaparecidas. Droga, eles tinha um investigador na cabala, oras! Ligeiramente puto com o balanço final do dia que fizera em sua mente, ele acompanhou ponderou o que Faust dizia sobre o os magos sêniores da cidade:

- "Eu não vou nem começar a questionar esses caras. Eles nos querem excluir a gente dos detalhes, mas Heineken ficou mais do que feliz quando eu resolvi assumir por conta própria a busca que, mais tarde, vocês dois começaram a dividir comigo. Quanto à uma recompensa, podem ficar com a minha parte. Eu sei exatamente o que eu vim buscar nessa cidade e sinceramente não sei se Portland é o lugar certo para mim depois que isso tudo acabar".

  E foi aí que os dois falaram abertamente sobre a possibilidade de fazer campana naquela noite na frente da casa. Aquilo parecia bem razoável, tanto quanto o fato de que Ezio poderia precisar de reforços.

- "Parece bom. Quer dizer, não tão bom quanto dormir, mas a gente pode fazer dar certo. Ezio consegue o equipamento, a van e a comida e eu consigo que as coisas não deem errado demais. Espero que você consiga abrir o bendito cofre. Tente não explodir o conteúdo, porque um pedaço considerável do meu passado pode estar lá dentro".

   Ao ouvir o nome de Corre com Lobos, se é que isso era um nome de fato, Oliver obviamente indagou sobre a identidade da pessoa. Ao receber os detalhes de Faust, ele continuou:

- "Claro! Deixa que eu falo com ela. O que você quer que eu pergunte e onde eu a encontro?", ele respondeu efusivamente, sacando inclusive o caderno que ele ganhou de Faust para fazer anotações.

  Sejamos honestos, Oliver não parecia especialmente preocupado com a coisa das lacerações e tudo mais. Muito pelo contrário, Faust e Ezio podem perceber uma certa ansiedade ligada à possibilidade do encontro. Foi aí que ele se lembrou de acrescentar:

- "E Faust, se isso não for te matar, me chame de Oliver".
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Ezio Stracci em Qua Out 25, 2017 6:09 pm

Aquela parecia ser uma boa idéia, não agradável, mas parecia uma boa idéia. Ele ouviu a idéia e esperou um pouco, ouviu Oliver e então respondeu:

- Pois bem, acho que podemos revezar as vigias.

- No mais, algum de vocês precisa de carona? Eu vou passar em casa e me preparar.

- Então vou à delegacia tentar resolver esse lance e aí busco Oliver.

Coça a cabeça, deixa os braços entre abertos.

- Bem, então as recompensas vão sobrar para mim mesmo?

Ri um pouco. Começa a despedir dos outros e seguir para o carro.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qui Out 26, 2017 2:37 pm

Ótimo. Eles haviam decidido cooperar. Aquilo era bom, tornaria as coisas muito mais práticas. Diante da pergunta de Oliver sobre Dança com Lobos, ele fez uma pequena pausa, antes de efetivamente responder: "Conte para ela o que tem acontecido. Sua irmã. O que você viu naquele porão, o que vimos no orfanato." - disse. Era arriscado: aquele tipo de informação caindo nas mãos de Dança com Lobos podia aumentar consideravelmente a chance de que os lobisomens da cidade decidissem investigar, e Dr. West não tinha interesse em voltar a encontrar-se com um dos licantropos... mas, por outro lado, Dança com Lobos tinha acesso a toda uma visao de mundo, e a um ângulo espiritual da situação, que eles simplesmente não conheciam. 

"Principalmente, conte sobre o Profeta, sobre como ele diz estar fugindo de algo. Ela será bastante desconfiada, mas acredito que esta informação, somada a história de sua irmã, vá atrair sua curiosidade. E os detalhes, a história completa... Troque informações conforme ela te dê. Só cuide para não ser usado. Indíos sabem enganar muito bem." - disse.

Voltou-se para Ezzio quando ele concluiu:

"Não creio que efetivamente exista uma recompensa, Sr. Stracci. Me parece que Oliver estava fazendo exercício da "ironia". " - afirmou.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qui Out 26, 2017 7:34 pm

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qui Out 26, 2017 7:34 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 2, 7, 6, 7, 1, 9, 9, 9, 9

_________________
"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qui Out 26, 2017 10:08 pm

Oliver entrou de volta para a capela, quando seus companheiros se despediram. A cama o chamava. A capela estava silenciosa. Na verdade, o único som que ouviu, e mesmo assim bem ao longe, quando chegou no corredor do segundo andar (onde ficavam os aposentos), foi um tagarelar das duas gêmeas, aparentemente uma com a outra.

Seu hábito de andar silenciosamente, mesmo quando não precisava, também lhe permitiu ver, quando dobrou uma curva naquele corredor do segundo andar, que Thelma saía de seus aposentos. Ela aparentemente não o viu, fechou a porta devagar, e seguiu para o outro lado do corredor. Tinha uma bandeja vazia em uma de suas mãos.

Algo se anunciou antes que ele abrisse a porta, por seu olfato: no pequeno criado-mudo, ao lado da cama de solteiro, havia uma xícara de chá, ainda fumegante. Pelo cheiro, parecia camomila.
____________________________________________________

West não demorou para chegar ao local onde se assentava a Odd Thomas Old Books. O trânsito em Portland não parecia dos piores, mesmo em horário de Rush. O letreiro da boate/danceteria próxima já brilhava com uma luz neon tão afiada que chegava a doer os olhos. AURA, gritava o letreiro do lugar. E o público frequentador parecia já estar se reunindo pela área, pelas calçadas, em pequenos grupos, conversando e fumando. Seriam o que um homem branco de classe média como Faust chamaria de punks, góticos e emos (embora alguém mais ligado em cultura pop talvez pudesse dar classificações mais detalhadas). Quando saiu do carro, o bom doutor realmente parecia um peixe fora d'água, no meio daquelas tribos. Alguns o olharam com estranheza, mas apenas por um breve período, antes de voltarem a suas conversas e atividades. Não houve demonstrações de hostilidade.

A Odd Thomas Old Books estava aberta. Ao menos, a grade estava levantada, e o letreiro de neon acesso. Este era um filho mais discreto do letreiro da Aura, brilhando em um tom vermelho fosco. Algumas letras estavam apagadas, o que formava, na luz moribunda do início da noite, a frase OD THAS OD BOK.

A porta de vidro do local estava fechada, e era espelhada, impedindo uma visão do interior. Mas pela pequena vitrine, contendo alguns livros usados, um tanto mal arrumados, o interior poderia ser visto. Mal visto, ao bem da verdade, pois ali dentro parecia bastante escuro. Mas era possível discernir estantes de madeira do teto ao chão, abarrotadas de livros (nem todos eles em pé), e um balcão no fundo, com uma figura de cabelos negros sentada atrás. Era difícil ver mais algum detalhe, porque a figura tinha o rosto enfiado num livro o que lhe tapava a face. Mas as unhas pareciam pintadas de uma cor escura.
____________________________________________________

Ezio também não teve maiores problemas em chegar em casa. O mesmo se procedeu ao chegar à delegacia. O Departamento de Homicídios já estava mais vazio, sendo ocupado apenas pelos plantonistas.

Sobre sua mesa, preso embaixo do teclado, havia um papel dobrado, de modo a que mensagem ficasse bem visível. Estava escrito à caneta, com letra fluida e inclinada:

"Os resultados da Perícia chegaram. Olhei só por alto. Amanhã falamos.
J."

Todavia, a pessoa que interessava de fato ainda estava ali. O capitão Briggs era visível em sua sala, envergando um par de óculos, escrevendo algo em um bloco. Se aquele homem ainda estava ali, sinal que trabalhava além do horário.

Supondo que Ezio fosse ter com ele, ao aparecer na porta da sala, veria o capitão largando a caneta, levantando a cabeça, torcendo o pescoço até estalar, falando em seguida:

- "Desembucha, Stracci."
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qui Out 26, 2017 10:37 pm

Durante o caminho, Dr. West fez por questão tirar alguns minutos dentro do carro para ajeitar sua apresentação. Não era nada que beirasse algo semelhante a vaidade, não - era o conhecimento empírico de que viver em sociedade exigia concessões, e que uma destas concessões era o acordo silencioso de que você seria melhor tratado se não demonstrasse ter acabado de rolar no chão de um porão empoeirado após engajar numa batalha de perguntas com alguma espécie de espírito maligno e cheio de ódio. 

Assim sendo, quando o médico saiu do carro em frente a Odd Thomas Old Books, ele estava praticamente intacto - havia penteado os cabelos para trás mais uma vez, ajeitado a camisa, vestido o colete e o paletó mais uma vez. A camisa branca ainda exibia alguns traços de poeira, linhas escuras contra o tecido branco, mas ele não ainda não tinha o carro a tempo o suficiente para equipá-lo com uma muda extra de roupas. Numa das mãos trazia sua característica bengala de caveira, e na outra, sua inseparável maleta. Ele olhou em volta calmamente, seus olhos cinzentos pousando sobre os jovens, e tirou um segundo para pensar quais daqueles ali não poderiam ser os mesmos que lhe respondiam na HollowNet. 

Eles tinham o estilo básico, não tinham? O desprezo pela sociedade comum e suas normas, os símbolos ocultos tatuados e jogados sobre as vestes, o caminhar agressivo, o cheiro característico de fraldas misturado a hormônios ferventes, maconha, bebida barata e gasolina. Era curioso: por um lado, Dr. West realmente achava que tinha muito em comum com os Vazios e os Orfãos. O que o havia separado daqueles grupos, provavelmente, havia sido sua falta de flair melodramático - nunca havia tido jeito, gostado ou se interessado pelo teatro. 

Ele só gostava de assistir. Eliza era como um anjo, e a peça mais frívola e superficial tornava-se motivo de inveja à poesia de Cícero quando ela subia no palco. 

A porta do carro fechou-se, a bengala bateu no chão. Fora dos palcos, no mundo das sarjetas, o doutor se aproximou do sebo, olhando pela janela. Vendo a figura que se escondia ali dentro, seus traços, ele desordenou sutilmente os cabelos, deixando uma mecha soltar-se e cair sobre sua orelha direita. Não parecia alguém que lidaria bem com arrumação demais.

Entrou e não disse nada, vagueando um pouco pelos corredores, os olhos e os dedos passando pelos volumes - era mais do que encenação, estava realmente interessado. 

Caso não fosse abordado, aproximaria-se do balcão depois de alguns minutos. Passaria o olho pela capa do livro sendo lido para ver se o conhecia, antes de decretar: "Boa noite."
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Sex Out 27, 2017 8:59 am

Oliver caminhou pela capela como uma sombra. Anos de treinamento fizeram seus movimentos ficarem naturalmente graciosos, de modo que ele não se esforçava para passar despercebido daquela forma. Na verdade, sequer estava consciente de que o fazia. "Primeiro você aprende o Dô, depois esquece o Dô. O Dô é como respirar". Enquanto seguia para o seu quarto, passando pelas gêmeas sem ser notado ou mesmo se deter para saber o teor de sua conversa, Oliver refletia sobre o quanto sua mente estava turva e incomodada desde que saiu do Ninho de Dragão. Aqui fora, onde o tempo parecia passar de fato e as coisas aconteciam, era difícil se manter centrado, tomar a decisão certa e ter a cabeça leve. Sorriu ao encontrar o chá deixado por Thelma. Precisava se lembrar de agradecer mais tarde. 

   Por cinco minutos, Oliver se sentou no chão e observou a caneca como se nada mais existisse no mundo, praticando a meditação com foco em um ponto fixo para acalmar a mente. Feito isso, ele se deitou e foi dormir, o que faria até o dia seguinte ou até Ezio chegar.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Ezio Stracci em Dom Out 29, 2017 9:36 pm

Ao ter passado em casa, preparou alguns lanches para a madrugada. Isso seria confiança demais né? Mas foi o que fez. Tomou banho, trocou de roupa, outro terno, como de trabalhar. Foi ouvindo rock clássico até a delegacia.

Ao chegar lá viu seu capitão e foi estar com ele. Estava aparentemente tranquilo e seguro de si. Sentou-se próximo. Abriu um sorriso:

- Olá meu caro!
- Vamos lá! Eu preciso de uma escuta amplificadora.
- Tenho uma suspeita, nada que dê uma prova legítima, mas pode nos ajudar a chegar a algum lugar. E não vai nos custar coisa alguma. Eu não estou usando as horas de trabalho pra isso.
- Caso esteja se perguntando, são métodos pessoais de investigação, mas não vou dar prejuízo por não ter podido trabalhar hoje.
- Pois bem, se pudermos encerrar logo isso.
- Será ótimo para nós dois.

A medida que o detetive ia falando ele girava uma caneta desenhada, era uma caneta própria para aquilo, escrevia normalmente, mas os desenhos carregavam seus símbolos e ele se lembrava de uma cena com um de seus antepassados:

"O Velho ruivo mexia na barba enquanto embaralhada as cartas e as pessoas escolhiam sempre a carta que ele queria. Algum tempo depois Ezio aprendeu o que aquele parente dizia:

- Leve a mente das pessoas a outro lugar, basta tirar a atenção delas e elas estarão suscetíveis às suas vontades.

Ezio:
- Mas como eu faço isso?

Parente:
- Qualquer um pode fazer isso, mexa em algo enquanto fala o quer e subjetivamente vá colocando essa ideia na cabeça dela"

Também se lembrou de um detalhe e então começou a dizer:

- Claro que o senhor mesmo já pensou nisso, no que tem que ser feito
- Afinal, não está aqui até agora atoa, o senhor me deu o caso daquele homem baleado e creio que não seria prudente incomodar minha parceira agora, se podemos resolver isso nós mesmos.

Ainda balançando a caneta e fazendo desenhos, ele fazia uma oração mentalmente.

- No fim não somos tão diferentes, apenas queremos fazer nosso trabalho

Mais lembranças a sua mente

"Parente
- Você tem que fazer isso com algo habitual das pessoas, mas que ainda chame atenção, eu uso o baralho quando posso usar, mas escolho objetos de acordo com a cena."

Ezio havia escolhido uma caneta, por ser algo comum a muitos ambientes, e fez dela uma caneta chamativa, o resto estaria nos desenhos que faria com ela, como estava fazendo agora. A oração era basicamente um agradecimento aos ensinamentos adquiridos e uma evocação aos anjos que o abençoaram, ele justificava o porquê da magia naquele momento esperando que os anjos concordassem. Tentava usar sua habilidade para inspirar uma confiança naquele capitão, de modo que ele soubesse que estava fazendo a coisa certa ao entregar o que o detetive pedia. Os desenhos da caneta, algumas batidas com o pé para distração e suas palavras entrarem em sua mente como se a idéia fosse do próprio capitão. Ezio estudou que os anjos trabalham assim: as vezes eles colocam ideias nas mentes das pessoas, não forçam a escolha, mas geralmente as pessoas seguem as idéias que tem. E era aquilo que acontecia no momento. Ezio tentava usar seus aprendizados mágicos, não em próprio benefício, mas por acreditar que aquilo ajudará alguém.
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Mensagem por Ezio Stracci em Seg Out 30, 2017 2:33 pm

2 testes de Arete
Arete 2
(1Fv para o segundo teste)
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Ezio Rola

Mensagem por The Oracle em Seg Out 30, 2017 2:33 pm

O membro 'Ezio Stracci' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 10, 2

--------------------------------

#2 'D10' : 8, 6
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Ezio Rola

Mensagem por Ezio Stracci em Seg Out 30, 2017 2:56 pm

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Ezio Rola

Mensagem por The Oracle em Seg Out 30, 2017 2:56 pm

O membro 'Ezio Stracci' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 9, 5, 9, 3, 10, 7, 1, 4
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Seg Out 30, 2017 8:40 pm

O capitão Briggs olhava para Ezio enquanto este falava. Olhava nos olhos, um olhar firme, e porque não dizer, com alguma desconfiança. Mas quando o detetive começou a mover a caneta, e a desenhar no papel, os olhos do veterano algumas vezes se desviavam para ali. Era rápido, ele de pronto retomava o contato visual, mas acontecia, e cada vez com mais frequência. Inconscientemente, era como se tentasse resistir àquilo. Era um homem de vontade forte, isso Ezio tinha que reconhecer.

Mas a vontade do velho capitão não foi o suficiente para superar o Propósito Divino. Mesmo sem saber, aquele velho policial durão era, naquele momento, instrumento da Vontade Divina (se pudesse saber disso, certamente glorificaria), e a Vontade do Criador não pode ser negada. Quando Stracci silenciou, Briggs ainda o olhou por alguns segundos, até recostar na cadeira, cruzar os dedos das duas mãos, e falar.

- "Não sei bem porque, Stracci, mas meu fígado diz pra confiar em você. Minha intuição de cachorro velho diz que essa pista misteriosa sua pode ser boa. Vou autorizar a requisição. Mas se quer um conselho, novato, aqui vai um: não deixe sua parceira fora disso. Se você se meter em algum buraco-de-rato, vai se arrepender se não tiver cobertura. E mais, quando ela souber que você fez uma tocaia sem nem falar com ela, bem... você tem que confiar no seu parceiro, e ele em você, e esse tipo de coisa que você quer realizar não constrói confiança. E ela vai saber, cedo ou tarde, acredite. No fim das contas, não duvido que ela tope. O'Sullivan é bem chegada em fazer as coisas fora do manual, mais chegada do que deveria ser, para seu próprio bem."

Na sequencia, o capitão colocou seus óculos, e digitou algumas coisas no teclado. Às vezes, apertava os olhos, e resmungava qualquer coisa. Não parecia muito habituado ao computador. Mas depois de alguns minutos, disse: "Está feito. é só passar no Almoxarifado e pegar a coisa. Agora suma da minha frente, Stracci. E boa caçada."

De fato, no Almoxarifado, Ezio não teve maiores dificuldades. O aparelho já estava liberado, e ele precisou apenas dar sua matrícula. Agora, ele tinha uma escuta amplificadora.
____________________________________________________

Dr. West não foi abordado na livraria. Aliás, a pessoa por detrás do balcão sequer retirou os olhos do livro, enquanto ele esteve ali. Não parecia uma boa maneira de se tratar clientes...

Havia todo tipo de livros antigos ali. Aliás, a predileção do local parecia ser por livros de capa dura no estilo antigo: capaz de cor sólida, contendo apenas o título. Não havia qualquer tratado acadêmico sobre ciências naturais ali. A coisa mais científica que o local tinha eram algumas obras sobre psicologia e sociologia. Mas abundavam títulos que sugeriam pseudo-ciência, misticismo barato, teorias da conspiração, temáticas de "Nova Era", romances de capa & espada, fantasia e ficção científica, e algumas poucas obras clássicas. Ele encontrou alguma coisa de Eliphas Levi, um exemplar do Alcorão traduzido para o espanhol, e várias obras de Platão. Misturado a Carlos Castañeda, Poe, Crowley, Gainman, Lovecraft, Tolkien, Blavatsky, King, Reich, e vários outros autores que sua memória privilegiada jamais registrara.

Havia uma quantidade razoável de quadrinhos também, e romances semanais água-com-açúcar.

Os livros não pareciam estar em alguma ordem perceptível. Talvez, estudando mais a fundo, ele conseguisse discernir um padrão qualquer naquela loucura, mas não nesse primeiro momento.

Quando falou com a pessoa atrás do balcão, ao menos obteve alguma reação. O livro que o indivíduo lia era entitulado "O Continente Perdido de Mu". Ao ouvir o cumprimento do Eterita, ele (finalmente ficou claro que se tratava de alguém do sexo masculino) respondeu: "Boa noite. Em que posso ajudá-lo? Procurando algum título em específico? Algum assunto em particular?"

Era um homem magro e baixo, bastante pálido, mesmo à luz fraca do local. Devia ter entre 20 e 30 anos. Seu cabelo era negro, olhos também, e as unhas eram pintadas da mesma cor. Havia uma maquiagem escura abaixo de um dos olhos, na forma de uma lágrima. Trajava uma camisa preta de uma banda de rock qualquer, e sobre ela um sobretudo preto. Mas da cintura para baixo, usava bermuda jeans e sandálias. Usava um cordão com um pingente curioso: pareciam ser vários pingentes chatos de metal, na forma de glifos de algum tipo (talvez fossem caracteres de algum idioma oriental). Os vários pingentes se sobrepunham, e Faust imaginou que, mexendo um pouco, aquelas várias linhas sobrepostas poderiam formar outros glifos.

O livro havia sido deitado sobre o balcão, aberto numa página. Havia um bloco e uma caneta sobre o mesmo balcão. O bloco parecia ostentar alguma escrita taquigráfica.

Quando falou com West, sua voz parecia bastante desinteressada. Tinha aquela atitude blasé que parece fazer sucesso entre os jovens de hoje em dia. Fixou seus olhos mortiços sobre os dele, esperando uma resposta. Ou talvez apenas esperando que ele fosse embora.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Ezio Stracci em Seg Out 30, 2017 9:05 pm

Enquanto via o capitão digitando as coisas Ezio agradecia mentalmente pelos efeitos da magia. Ouviu os conselhos do capitão e o agradeceu. Então saiu em direção ao almoxarifado beijando o anel de família.

Pegou o aparelho e foi em direção à capela buscar o senhor Gray. Ficou parado em frente e mandou uma mensagem dizendo que estava esperando-o em frente. Ficou lá comendo um chocolatinho e esperando. Seguirá sem mais delongas caso não haja problema algum até lá.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qua Nov 01, 2017 6:36 pm

Parado em frente ao balcão, os olhos mortos do eterita pararam sobre o atendente como um cadáver inchado e incenso flutuando sobre um mesmo ponto na lagoa em que havia sido despejado. 

Uma estratégia era imperativa ali. Na verdade, uma estratégia era imperativa em qualquer tipo de abordagem social, pensava Dr. West - mas ali, com alguém que parecia encarar as coisas de forma tão.. esquisita, por assim dizer, era ainda mais importante. 

Como se conquista o interesse do dono de uma livraria como aquela? Faust sabia tratar-se do dono - ou assim imaginava - porque dificilmente um lugar daqueles dava lucro o suficiente para que fosse possível contratar funcionários. É claro, eles podiam ser milionários e o lugar ter aquele clima largado como uma jogada de marketing... mas não parecia ser o caso. 

"Encontrei um problema recentemente, ao lidar com uma situação hipotética." - disse ele. "Hipoteticamente, consideremos um indivíduo que inspirou-se nas práticas clássicas da antiguidade, principalmente as desenvolvidas no eixo grego-babilônico. O problema destas tradições na lida com os mortos é que falam pouco dos aspectos da carne, o que criaria dificuldades para um sujeito hipotético que sente-se mais confortável em realidades.. palpáveis." - fez uma pausa momentânea, tirando a bengala do chão e deitando-a sobre o balcão, como quem cansa de segurá-la. Ela rolou levemente na direção do atendente, as cavidades oculares amareladas da caveira encarando-o.

"Assim sendo, seria natural que este estudioso buscasse algo mais palpável. Como, por exemplo, as práticas haitianas. São visões de mundo diferentes, é claro, mas com um pouco de boa vontade e inspirando-se nos sistemas universais de sujeitos como Joshua Brahmsvock, por exemplo, me parece algo realizável, este.. amálgama ritualístico, por assim dizer." - comentou, name-dropping um dos estudisos do oculto mais mão-esquerda e underground que conseguiu lembrar-se na hora, mas que tivesse pelo menos uma ou duas publicações, de modo que fosse plausível que o rapaz atrás do balcão o conhecesse. A maioria dos trabalhos interessantes de verdade estava nos manuscritos não publicados de autores anônimos, mas isto não vinha ao caso. 

"Tendo realizado esta junção, nosso estudioso hipotético pode ter tentado aplicar os princípios ali descritos, e ter então batido de frente com um problema de rápida decomposição óssea." - afirmou. 


"O que você sugeriria, neste cenário hipotético? Estou escrevendo um romance."
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qua Nov 01, 2017 6:45 pm

De novo:

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qua Nov 01, 2017 6:45 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 3, 3, 10, 9, 2

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Qua Nov 01, 2017 11:39 pm

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Qua Nov 01, 2017 11:39 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 7, 5, 3

--------------------------------

#2 'D10' : 8, 9, 3

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Oliver Gray em Qui Nov 02, 2017 1:12 pm

O pouco tempo de sono que Oliver tefe foi atormentado por pesadelos com sua irmã. Em seu sonho, ele ouvia seu chamado, corria em direção da sua voz, mas não conseguia encontrá-la, vislumbrando no máximo uma sombra no horizonte. Oliver acordou perturbado. Ele raramente sonhava com algo, na verdade, de modo que achou aquilo muito estranho. Acordou espantado pelo bip no seu celular, anunciando a chegada de Ezio. Não sabia quanto tempo havia dormido, mas não achou que fosse muito. Caso não precisasse impedir que Ezio fosse sumariamente destruído por alguma coisa durante a noite, dormiria mais um pouco no carro.

Com esses pensamentos felizes, Oliver passou pela loja da Capela, cumprimentando as gêmeas e indo ao encontro de Ezio. O jovem akasha o cumprimentou com uma voz e expressão sonolentas.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Sex Nov 03, 2017 5:07 pm

Enquanto Faust falava, a expressão blaisé no rosto do homem permanecia a mesma. Por sinal, sua palidez cadavérica (talvez reforçada por alguma maquiagem), associado ao olhar mortiço, o tornavam de certa forma semelhante a West, embora não fosse tão alto e magro quanto o Eterita. Entretanto, apesar da expressão defunta do livreiro, Faust conseguiu detectar algum interesse naqueles olhos semicerrados. Não apenas seu discurso, mas a bengala pareceu ter chamado a atenção também: os olhos do sujeito se fixaram alguns segundos nela.

Após West terminar sua fala, o aparente dono da Odd Thomas Old Books permaneceu exatamente na posição em que estava. Seria possível levantar dúvidas se havia ouvido de fato o médico, ou mesmo se havia alguma força consciente por detrás daqueles olhos de peixe-morto, e aquele corpo não se tratava de uma casca vazia "animada" por forças incapazes de funções cognitivas superiores. Mas essa ilusão foi quebrada após três segundos, quando ele revirou os olhos. Para alguém mais habituado a situações sociais, aquilo poderia parecer uma expressão de enfado, mas aos olhos de Faust, ele parecia apenas estar pensando. O livreiro abriu a boca e disse, numa voz arrastada:

- "O cerne do problema parece estar numa visão separatista entre carne e espírito, entre matéria e astral. Não querendo adentrar na discussão se tal separação existe de fato, podemos inferir que ela trás certas dificuldades metodológicas à pesquisa do personagem. Talvez uma mixagem com outra abordagem possa trazer resultados mais positivos, e a meu ver, o ponto de vista de Brahmsvock é tacanho, pouco ousado, nesse sentido. Há outras visões mais amplas."
- "Os cultos funerários egípcios da Segunda Dinastia repousavam na filosofia da constituição sétupla de cada ser humano, e que o ritual de mumificação seria capaz de unir estes sete componentes em uma manifestação unificada do ser. Dessa forma, não havendo mais real separação entre os vários componentes da criatura, inclusos aí corpo e espírito, a degeneração óssea deixa de ser um problema, e passa a ser uma pista. Os ossos se degenerarem deixa de ser algo acontecendo com o corpo, e sem reflexos no espírito, pois para o objeto de testes tratado segundo essa filosofia, tal distinção não mais existe. Utilizando-se desta abordagem unificadora, talvez o experimento tenha sucesso. Seja lá para que o seu... personagem... o esteja fazendo"
- "Mas, uma ficção interessante, sem dúvida. Se me permite a curiosidade, sobre o que seria sua obra, sr...?"


Enquanto o homem falava, West notou algo no ar. ALGO estava acontecendo nos campos idílicos. Ele não saberia dizer o que, e nem mesmo saberia dizer se era obra do homem à sua frente, mas alguma coisa fora do natural estava acontecendo ali. Algo sutil, mas ainda assim presente.

____________________________________________________

Ezio e Oliver rodaram até o local onde haviam estado mais cedo, sem maiores dificuldades. Já era noite fechada quando chegaram. Ezio estacionou embaixo de uma árvore, que bloqueava a iluminação da rua. O carro ainda era visível, obviamente, mas a pessoa precisaria ter uma ótima visão para notar o que eles faziam ali dentro.

A casa de Emma estava a coisa de 50 metros deles. Mais do que isso, o ângulo de visão seria muito ruim, até mesmo para mirar o aparelho de escuta. Era, entretanto, o melhor local que conseguiriam para o serviço.

Não mais do que quinze minutos depois disso, um carro clássico, vermelho vivo, parou próximo da casa. Bem, "clássico" entre aspas. Parecia um típico modelo daqueles grandes carros americanos da década de 70 (talvez um Plymouth Fury, ou alguma outra banheira desse tipo), mas havia claras modificações na estrutura do carro. Um turbo se destacava gritantemente no capô.

O carro:

Do veículo, desceram algumas pessoas. Do banco do motorista, desceu um senhor de cabelo e barba grisalhos, com um jaleco branco. Do lado do carona, saiu Willian Von Heinnekein. Não trajava seu terno habitual, mas sim uma espécie de robe na cor vinho. Do banco de trás, sairam um sujeito magro de cabelos e barba compridos e encaracolados, uma linda mulher negra de pele clara, alta, com seios volumosos e quadris largos, trajando um vestido simples e casaco, e uma mulher baixa que parecia ter traços nativos, usando uma roupa nativa típica, os longos e lisos cabelos negros presos em duas tranças.

O homem grisalho carregava uma bengala estranha, aparentemente metálica, e uma bolsa de lona a tiracolo. Assim que saiu do carro, colocou um par de óculos no rosto. O cabeludo tinha a tiracolo uma daquelas bolsas de crochê, tipicamente hippies, e também usava pequenos óculos redondos, além de ter uma gaita pendurada no pescoço. A negra não trazia nada em específico, mas Ezio viu uma faca enfiada em seu cinto. A nativa trazia também uma bolsa franjada de couro, e carregava nas mãos uma espécie de bastão de madeira esculpido. Por sinal, a nativa foi a única que olhou diretamente para onde eles estavam. Ezio notou que ela tinha alguma espécie de pintura no rosto, algo marcado a tinta sob os olhos.

Ezio reconhecia apenas Von Heinekein, mas Oliver se lembrou de duas das outras figuras: o mais idoso era o Dr. Max, companheiro de Tradição de West, e o cabeludo se chamava Ralf, aparentemente uma espécie de mentor de Emma.

Nesse momento, Ezio pôde usar a escuta para ouvir o que diziam, mesmo eles falando em voz bem baixa.

- (Heinekkein): "Bem, suponho que estejamos todos tão prontos quanto poderíamos estar. Infelizmente, o tempo é nosso inimigo: se nos demorarmos demais, os possíveis Decaídos podem limpar o local. Vamos nos munir do máximo de informações que pudermos antes de entrarmos."
- (Max, olhando para seu celular e apertando diversos botões no mesmo): "Minha análise indica que a estrutura física da casa está íntegra, mas a Película apresenta certas distorções... flutuações... estranhas."
- (moça indígena): "Isso explica porque os espíritos estão evitando este lugar. Alguém mexeu, ou eu poderia dizer, profanou, a barreira entre este mundo e o Mundo Fantasma. Nada de bom pode vir disso."
- (moça negra): "Não há mortos ambulantes por aqui..."
- (Ralf): "E não há ninguém lá dentro também. Por sinal, nem animais, ratos, essas coisas."
- (Max): "Bem, se não há ninguém, nosso trabalho se torna mais fácil."
- (Heinnekein): "Bem, ninguém que nós consigamos perceber daqui. Não baixemos nossa guarda. Dança-com-Lobos, nosso... apoio está em posição?"
- (moça indígena): "Não posso ter certeza. Os espíritos evitam essa área, então, estou com poucos meios de comunicação. Mas eles poderiam estar a 10 metros de nós e não os notaríamos."
- (moça negra): "Um pensamento reconfortante..."
- (Heinnekein): "Bem, é o que é. Esperemos pelo melhor, preparados para o pior. Vamos proceder como combinado: espalhemos nossos alarmes e defesas, e depois vamos entrar. Se encontrarmos hostilidade maior do que podemos lidar, Max e Eu seguraremos os adversários, até que todos possam sair. Não somos um grupo de assalto, mas de reconhecimento. Vamos levantar todas as informações que pudermos."


Os demais concordaram com grunhidos, e se separaram. Dr. Max fincou no chão algumas hastes metálicas, apontando o celular para cada uma delas, como se as "conferisse". A negra espalhou uma linha do que parecia algum tipo de pó branco, correndo a frete da casa de ponta a ponta, e em seguida fechou os olhos, seus lábios se movendo sem som, como se fizesse uma oração. A garota nativa passou alguns segundos aparentemente escolhendo um galho de uma árvore próxima, para então nele dispor um penduricalho estranho, algo como um apanhador de sonhos, guarnecido por pequenos chocalhos. De vez em quando, ela falava sozinha, em um idioma que Ezio não compreendia. Heinnekein retirou do bolso interno de seu robe o que pareceu um giz-de-cera, e desenhou algum símbolo estranho na cerca branca e desbotada da casa. Ralf foi que menos atividade teve, mas tocou um pouco de sua gaita, baixinho. De vez em quando, parava de tocar, e parecia apurar os ouvidos, mas se ouvia algo, Ezio não conseguia partilhar. Ele parecia bastante tranquilo.

Depois destes "preparativos", os cinco se dirigiram para os fundos. Agora havia silêncio entre eles. A última coisa que Ezio viu antes de eles desaparecerem nos fundos foi a negra e o cabeludo se darem as mãos com força.

Nesse momento, os dois foram tirados de sua atenciosa observação, mas a coisa fui muito mais dramática para Ezio. Para ele, foi como se seus ouvidos repentinamente explodissem.

Saído do nada, do lado de fora do carro, um sujeito deu dois tapas na lataria do teto, falando bem alto: "Dá um cigarro aê, tio! Dá um cigarro, na moral!"

Era um indivíduo de aproximadamente uns 20 anos, branco, olhos claros, barba por fazer, magro. O rosto encovado indicava que ele não costumava comer muito. Vestia uma calça jeans suja e velha, e um agasalho do time de futebol americano na cidade, largo e também velho. Calçava tênis de modelos diferentes em cada pé. Poderia ser alguém trajado numa dessas modas pós modernas, ou um morador de rua. A escuta direcional é projetada para captar sons distantes num arco estreito, e isso foi uma sorte. Se não fosse isso, talvez os tímpanos de Ezio tivessem estourado.

O jovem ficou ali parado, olhando para eles, como que esperando o tal cigarro.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Sex Nov 03, 2017 6:05 pm

Ele aguardou.

Pacientemente, Dr. West esperou que Odd Thomas pensasse sobre o problema que havia sido colocado para ele. Não parecia alguém possível de se cansar - passou aquele tempo olhando exatamente para o mesmo lugar, sem trocar o peso entre as pernas, sem sequer ajeitar a pegada na alça de sua maleta. Faust apenas esperou, e sua expressão não mudou quando ouviu a resposta - ao menos, não imediatamente. 

Meneou a cabeça, ao final do que o homem falou - e pareceu que talvez fosse dizer alguma coisa, mas fez uma pausa, quando sentiu aquela sútil manifestação no ar. Seus olhos passaram do homem no balcão para a parede atrás deste e para a cortina que, fechada, escondia os fundos da loja. Faust olhou por cima dos próprios ombros, pela loja inteira, e depois pousou os olhos sobre Odd Thomas. 

"Estamos sozinhos?" - questionou, ligeiramente paranóico. 

Não era nem tanto na confiança de que o outro fosse ser honesto, mas na certeza de que, se não estivessem, ele seria capaz de perceber pela reação deste.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Sex Nov 03, 2017 6:09 pm

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Sex Nov 03, 2017 6:09 pm

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por The Oracle em Sex Nov 03, 2017 6:13 pm

- "Bem, tão sozinhos quanto é possível estar nesse plano de existência" - disse o homem pálido, sem alterar seu olhar mortiço - "Mas, se o senhor estiver falando de um ponto de vista mais amplo, a resposta também é sim. Cada um de nós entra nessa vida sozinho, e a deixa também sozinho. Mesmo as ilusões de contato que temos ao longo dessa existência são isso, ilusões. Individualidade implica em solidão, permanente, eterna. Nosso erro é evitá-la."

Ele parecia honesto. Ao bem da verdade, parecia alguém que não teria energias para mentir. Mas Faust não deixou de notar um leve interesse quando o homem deu seu discurso depressivo. Parecia ser um tópico que ele apreciava.
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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Sex Nov 03, 2017 7:01 pm

"Curioso que veja as coisas assim." - ele disse, antes de fazer uma pequena pausa. Havia aprendido aquilo com Eliza - a arte das pausas. Ela, por sua vez, havia aprendido no teatro. Com Tchecov. 

"Meu livro é sobre a solidão final. A angústia de morrer. Uma das suposições pelas quais o personagem principal passará é a de que só é possível conectar-se ao outro enquanto espécie, não enquanto indivíduo - e que isto mesmo só é possível frente, durante, ou após a morte." - contou. Se o homem gostava daquele tipo de coisa, não via por que não indulgenciá-lo. "Isto o leva a várias pesquisas curiosas, que me vejo obrigado a tornar o mais reais possível para o leitor."


Piscou os olhos uma vez. "Mas, em outro assunto, estive procurando alguma bibliografia especializada. Algo sobre casos de unidade espiritual em gêmeos, natural ou provocada." - comentou, antes de olhar em volta. A mão livre, que antes segurava a bengala, entrou no bolso interno do palitó  "Olhei aqui por cima, mas tudo me parece um tanto amad... superficial. Onde o senhor guarda o material de verdade?" - inqueriu Dr. West, enquanto retirava do paletó um pequeno disco verde escuro. West ergueu-a em direção ao próprio rosto, fechando o olho e encarando o pequeno disco por um instante. 

Normalmente, seria impossível ver através daquilo - a pedra era muito escura, e se fosse possível enxergar algo, por mais discreto que fosse, seria um borrão disforme de uma quase-coisa. Nada muito útil. Entretanto, como Dr. West havia explicado a Dr. Max quando se conheceram, havia um motivo para que as lentes de seus óculos fossem de cores diferentes -- cada lente era de um material especifico, cristais naturais e artificiais que carregavam em seu interior as estruturas moleculares necessárias para atingir determinados objetivos.

Aquela era bastante simples, bastante tosca. Permitiria ver apenas uma coisa - se o homem atrás da mesa fosse um desperto, sua silhueta disforme seria denunciada, destacando-se contra os veios escuros do cristal e tornando-se visível - aquela rocha, uma versão adulterada de uma zoisite, reagia curiosamente a quintessência armazenada no padrão espiritual das pessoas despertas. Se não, tudo continuaria igual. O processo seria rápido, e provavelmente faria parecer que o doutor estava apenas analisando a pedra enquanto conversava com ele. 

Spoiler:

A lente é como que uma fatia circular deste material, em cor. Tem o tamanho do fundo de um copo de bar, e não mais que três milímetros de espessura. As bordas ainda são marrons, como uma gema não polida. 

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Re: Um novo amanhecer

Mensagem por Dr. Faust West em Sex Nov 03, 2017 7:21 pm

Sistema:

Rolagem de Arete. Efeito de Primórdio 1 + Espírito 1.
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