Reencontros, e novos encontros.

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Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Dom Ago 21, 2016 2:03 pm

Elliot abriu a pesada porta de entrada da loja com uma força que não sabia que tinha. O ar do fim da tarde já começava a esfriar, anunciando uma noite gelada. Lá fora, estavam seus companheiros, conforme ele esperava. E havia também um carro popular parado, um Buick. Parado ao lado do carro, estava um homem magro, com cabelos vastos e desgrenhados, barba, e óculos redondos, usando um chapéu paraná. E saindo de dentro do carro, estava um moça, loira, com os cabelos presos em dreadlocks. Do banco de trás, os grandes olhos amarelos de uma coruja se fixavam nos seus.

Mas nada disso parecia existir. Nada além da garota. Quando a viu, algo estalou em sua alma. Ele sabia, com uma força tal, como jamais soubera antes de nada.

Sua procura havia acabado.

_______________________________________________________________________________________________

Emma estava ainda olhando para o grupo de mortos inquietos. Em especial, para a mulher com vestido de viúva. Não conseguia tirar os olhos dela. E quase gritou de susto, quando a porta da loja se abriu de supetão, inclusive fazendo o segurança levar a mão à arma, com a surpresa. Dela, saiu um indivíduo que carregava uma expressão tão atormentada quando a daqueles fantasmas. E ao ver aquela expressão, ela sentiu algo estalar, em sua alma.

Ela se sentiu em casa.

O que era aquilo?
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Elliot Ward em Sex Ago 26, 2016 9:39 am

Ele olhou de lado, quando a figura apareceu. Ele realmente não estava com cabeça para aquilo, não naquele momento. Teve vontade de gritar com o filho da puta, em plenos pulmões, berrar para que ele fosse embora, que ele era um maldito filho da puta que só fazia as coisas ficarem pior. Mas no final das contas, ele sabia que a criatura estava certa. Afinal de contas a culpa era um sentimento real? Ele realmente sentia tudo aquilo, ou apenas fingia para manter a própria sanidade, a própria humanidade? Ele estava tão distante disso tudo a tanto tempo que não sabia mais nem mesmo quem era. Com as mãos na cabeça, sua passada fora acelerando, ele atravessou a primeira porta, que havia se aberto atrás do balcão e então com os ombros, quase arrebentara a porta de entrada da loja, tudo isso para que pudesse se perder novamente nos berros e gritos desesperados daquelas criaturas amaldiçoadas, eles eram mais o grilhão dele, do que ele era deles. Ele abriu os olhos, fechados até então, procurando por Chas, o taxista da velha terra que o trouxera até ali, seu coração, acelerado pelo desespero que lhe acometera lá dentro quase parou quando a visão lhe trouxera a loura de Dredlock. O rosto da rejuvenesceu até a idade que tinham da última vez que se viram, mas apenas para seus olhos. O rosto ficou pálido, as mãos começaram a tremer a visão ficou turva por um segundo, até que sua mente e seu coração pudessem computar a quantidade diferente de emoções que passaram por seu sistema nervoso em um espaço tão curto de tempo. Ele ignorou as almas que estavam do seu lado, que xingavam e culpava por sua morte. Por um instante nada mais existia, era como se estivesse em um plano paralelo onde espaço e tempo não existiam. Quantos anos se passaram? Porque demorou tanto para ir atrás dela? Eram respostas que ele não sabia responder. Fez apenas o que precisava fazer. A mão estendeu-se na direção da garota, sua boca estava seca a garganta arranhou, era difícil até mesmo pronunciar seu nome, mas foi a única coisa que conseguira fazer.
 
-“Emma!”

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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Dom Ago 28, 2016 8:30 am

Vamos devagar.

Não podemos dizer que Emma era burra, mas sua mente trabalhava de um jeito completamente diferente das outras pessoas. Emma conseguia pensar rápido, claro, precisava conseguir, mas racionalizava as coisas devagar. Ela processava suas informações de maneira separada, para sua mente não se confundir com tanta facilidade - e inferno, ela se confundia fácil, se deixasse - portanto tinha criado seu próprio esquema mental para separar as coisas.

Sendo assim, vamos ao que aconteceu.

Emma observou pelo retrovisor a coruja no banco de trás, enquanto Ralf falava sobre o homem que iam ver, sobre a mulher com quem ele era casado, Emma ouvia aquelas coisas, mas não prestava muita atenção, movendo esporadicamente a cabeça para dizer que estava acompanhando, Emma estava pensando sobre a coruja.

Estava voltando no tempo, recapitulando memórias, buscando informações em suas lembranças de qualquer coisa, ah, deuses, qualquer coisa que Phillips tenha lhe dito, deixado escapar ou qualquer porcaria assim, qualquer pista sobre a real procedência aquele animal.

"- Não se preocupe. Eu entendo." - Disse Emma, ao fim das falas de Ralf, mesmo que não tivesse realmente prestado atenção no que era dito. Quando ela parou o carro e desligou o motor, deu-se um segundo ou dois para olhar de novo para o retrovisor e observar o pássaro, baixou um pouco o vidro, para que o ar entrasse enquanto estivesse fora e só então saiu.

Seu olhar registrou o táxi, o segurança, mas não parou muito sobre eles e sua cabeça também não pensou sobre isso; sua atenção fora sugada pelas pessoas estranhas à porta. Emma franziu as sobrancelhas, os olhos claros fitando cada um deles separadamente, mas parando na mulher. Tinha algo nela que Emma achava... Achava estranho.

"- Ah!" - Disse, quando a compreensão veio, e voltou o rosto na direção de Ralf, após ouvi-lo falar. Talvez, ela pensou, mas não respondeu.

E bom, foi aí que as coisas começaram a ficar confusas, veja bem. Ela olhava para a mulher, atentando-se ao detalhe, até mesmo tentando escutar qualquer coisa que fossem ditas por aquelas pessoas, estava concentrada nisso... Então a porta bateu e sua concentração se foi. Os olhos claros voltando-se para o local do barulho.

Era Elliot, Emma sabia que era Elliot, não por qualquer coisa sobrenatural - ainda que houvesse - mas por que ela o reconhecia e conhecia, ele parecia-se muito com seu pai, agora também. Mas aí é que estava a coisa toda.

Elliot também estava morto, como aquelas pessoas?

Não, dizia a mente de Emma: o segurança o viu e a porta fez barulho quando ele saiu, mas ela já tinha ouvido falar sobre "manifestações" espirituais, não tinha? Sobre espíritos que podiam mover coisas, fazer barulhos.

Então ela regrediu; retornou ao silêncio de sua mente, ao local que gostava de chamar de 'Palácio de Memórias', onde analisava cada item dos acontecimentos separadamente. Emma olhou para as pessoas: para o segurança, para os fantasmas, para Ralf e para Elliot, olhou para notar se os presentes viam Elliot como ela estava vendo.

Estavam. Lambeu os lábios, voltando a encarar o irmão com cautela e curiosidade. Ele não parecia bem, quer dizer, fisicamente ele estava bem, mas... Parecia perturbado, doente talvez?

Então Emma andou, Emma, dotada de uma calma e tranquilidade que talvez só ela pudesse ter num momento como aquele, claro, sentia seu coração pulsar no peito como se quisesse uma liberdade que não existia, mas se sentia estranhamente calma. Venceu a distância leve que os separava e estendeu uma das mãos, tocando com as costas dos dedos a testa do irmão, ela, mais do que ele, estava bastante diferente.

Passou então os braços em volta do pescoço dele, abraçando-o. "- Olá, irmão." - Disse-lhe a jovem moça. "- Sempre soube que você viria."
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Elliot Ward em Seg Set 19, 2016 7:39 pm

Quando ela se aproximou, as mãos se levantaram ao rosto de Emma. A ponta dos dedos tocou a face dela. Ele não sabia o que dizer ou o que fazer. Seus olhos ainda estavam turvos. O toque dela em sua testa, o braço passando ao redor de seu pescoço. Tocou a testa em seu ombro e ouviu a voz dela mais uma vez.

-“Desculpe. ” Ele disse enquanto os olhos se encheram de lagrimas. Essa era a culpa que ele tentava encontrar? Ou ele mesmo não sentia aquilo, era só um espasmo do corpo por não saber exatamente como reagir? Já havia chego a este nível? Já estava com sua humanidade tão perdida a este ponto?
 

Ele passou os braços pela cintura dela. -“Não...” Ele sussurrou entre os dentes, abraçando ainda mais forte Emma dessa vez sua voz soou forte e ele mesmo compreendeu a sinceridade na voz. –“Me perdoe! Eu nunca mais vou te abandonar. ”
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Sex Set 30, 2016 10:54 am

Emma estava tranquila, ao seu modo. Existiam coisas que ela gostava de acreditar; Talvez nos Deuses, no Destino ou na Sorte, não importava muito no final das contas. Mas acreditava que as coisas, geralmente tinham de ser de um jeito e que era esperado que acontecesse o que acontecia. Tinha suas emoções e sentimentos em cheque. Aprenderá não a dosá-las; mas a deixá-las livre, para viverem e experimentarem. Talvez, proviesse dai sua tamanha calma.

Ela manteve os braços em volta do pescoço do irmão, o cenho levemente franzido e incomodado, enquanto ouvia as frases soltas, desconexas que ele lhe deixava escapar. Respirou fundo por um instante, antes de, devagar, desfazer o abraço. Passou então a olhá-lo, com a curiosidade latente que possuía. Emma sorriu, carinhosa.

"- Eu fui embora, Elliot." - Ela disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. "- Você não me abandonou." - Voltou então, a tocar-lhe o rosto, com ares de preocupação. "- Você está bem?"
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Dom Fev 12, 2017 11:10 pm

A face de Elliot se tremia e retorcia, com vários sentimentos indo e vindo. Surpresa, angústia, medo, alegria, e até, por alguma razão estranha, desespero. Ele segurou Emma pelos ombros, com um pouco mais de força do que se esperaria. Talvez até um pouco mais de força do que ele pretendia, porque afrouxou logo em seguida. E ele disse, aparentemente usando de alguma força para não gaguejar.

- "Mas, mas... você foi RAPTADA! Um dia, aquela mulher simplesmente sumiu com você! E... E... Ninguém conseguia te encontrar! Pra onde ela te levou?! Ela te fez algum mal?! Ela... Ela..." - e ele não parecia conseguir falar mais nada. Nem fazer mais nada, além de olhar para a irmã. O silêncio de Elliot, se por um lado era bem vindo, por outro, não, pois permitiu a Emma ouvir as outras vozes ao seu redor. As vozes que não eram humanas. Elas sussurravam:

- "Uma irmã?! Não sabia que ele tinha uma irmã"
- "Eu sabia. Nós investigamos o paradeiro dela por meses, mas nada. Garota de sorte. Foi arrancada de junto dele. Achei por muito tempo que ela não existia. Que era apenas mais uma mentira"
- "Mas agora, ela o encontrou. Aqui, e do nada? O destino é realmente cruel"
- "Cruel! O destino foi cruel com ELA?! Não me faça rir! FODA-SE ela! Se é da mesma família, deve ser da mesma laia! Mais uma desgraçadazinha, dissimulada, traidora, vagabunda, filha-da-puta!!! Ela pode ir para a cova junto com o irmão! E então, quando ela estiver do lado de cá, vamos descobrir o quão cruel o destino é com ela. Mas só depois dele. Só depois dele..."

As vozes ao seu redor, a cercando... a última, a mais exaltada, parecia ser de uma mulher bastante jovem, não da viúva que ela vira antes. De um canto do olho, ela viu Ralf, coçando a cabeça daquela forma que lhe dava um aspecto imbecil, e dizendo "Eita..." Viu também o tal sujeito enconstado no táxi. Ele estava prestes a acender um cigarro, mas parou o fósforo acesso a alguns centímetros do mesmo, observando a cena, até que a chama, que veio consumindo o palito, atingiu seu dedo, lhe fazendo dizer algo como "com mil caralhos!!!", em um pesado sotaque britânico. O segurança também olhava, apesar de manter a postura formal. Por sorte, apenas eles pareciam estar na rua naquele momento.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Seg Fev 13, 2017 10:51 am

Emma olhou em volta - ela precisava muito olhar em volta - enquanto tentava assimilar as ideias e pensamentos de maneira construtiva e viável a situação em que se encontrava. Ela esperava encontrar Elliot, claro... Mas não esperava encontrar Elliot JÁ, muito menos experimentando aquele tipo de situação.

"- Eu não fui raptada..." - Emma disse, numa tranquilidade quase fora do natural para a situação atual, seus olhos claros voltaram-se ao irmão. "- E Miss Phillips era uma alma extremamente gentil, Elliot..." - Fez-se uma pausa, enquanto as lamurias eram ouvidas.

"- Elliot." - Ela voltou a falar, após repensar em suas ações como um todo. Tinha muitas perguntas a fazer, mas achava que ali não era nem o lugar e nem o momento. "- Venha, sente-se um pouco. Eu... Eu preciso falar com alguém aqui, sobre minha chegada, mas vou levá-lo para casa depois, está bem?" - Falou com calma, enquanto conduzia o irmão ao próprio carro, onde abriu a porta do motorista para deixá-lo sentar-se.

A jovem Cultista olhou na direção de Ralf. "- Podemos ir? Logo?" - Quis saber e só então... Apenas então, Emma caminhou alguns passos na direção das 'pessoas' que ali estavam. Ela juntou as mãos, e as aproximou do peito. " - Não posso saber quais as transgressões de meu irmão para com vocês." - Ela disse, os olhos ligeiramente fechados. "- Mas tentarei de todas as formas possíveis e sob os desígnios da Trindade, compensá-las e ajudá-las. Namaskar." -

Sinceramente, parte de si esperava que aquelas... 'Pessoas' se fosse, mas uma parte um pouco mais cética achava que não seria tão simples, Emma voltou-se para Ralf, os olhos nele por um momento; agora tinha mais pressa ainda de deixar aquele lugar. "- Podemos?"
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Sex Fev 17, 2017 1:37 am

Os fantasmas olhavam a cena, de onde estavam. Agora, Emma podia vê-los com mais precisão. Eram 4. A mulher com vestido de viúva e rosto inchado e arrocheado, ela já tinha notado bem. Ainda chorava. Havia também um homem de barba e cabelos ruivos, vestindo terno e gravata, com uma camisa branca por baixo. Quer dizer, em algum momento, aquela camisa talvez tivesse sido branca (quer dizer, será que tinha? Afinal, não era uma camisa material), mas estava vermelha, pois o homem tinha vários buracos de bala no peito, que sangravam, tornando a camisa rubra. Ele "respirava" com esforço. O terceiro era um homem trajando sobretudo negro, e um chapéu de feltro. Sua face era sombria. Parecia um daqueles "homens misteriosos" dos quadrinhos da década de 30. Seu rosto era parcialmente coberto pelo chapéu, bem baixo, mas o pouco que era visível parecia ter... derretido. Ele era o mais horrendo de todos, e o que tinha o aspecto mais sombrio. A escuridão parecia maior em volta dele.

E havia a quarta. Pelo menos isso Emma sabia: era uma mulher. Ou tinha sido, em vida. Mas não havia muito mais do que isso. Diferente dos demais, ela não conseguia focar na imagem daquela alma. Não era como se seus olhos não vissem, era como se sua mente não conseguisse interpretar, ou guardar, o que os olhos viam. Havia apenas uma névoa.

Quando se voltou para eles, o bando não estava olhando para ela, e sim para Elliot. Quando se dirigiu a eles, não se voltaram para ela, num primeiro momento. Mas depois, a olharam. E seus olhos mortos se arregalaram em espanto.

- "Ela nos vê!" - gritou o ruivo.
- "Como isso é possível?! Ela fala conosco, e... e..." - falou a viúva, entre seus soluços
- "Ela fala de redenção, e ajuda" - completou o de chapéu, em um tom desinteressado.

Apenas quando Emma se virou, para falar com Ralf, ouviu a voz da quarta. Ela gritava, histericamente, como alguém que já perdeu sua sanidade.

- "Compensar-nos?! Ajudar-nos?! Quem ela pensa que é?! O que ela pode nos oferecer?! Ela quer nos dar COMPAIXÃO?! MALDITA COMPAIXÃO?!?! NINGUÉM AQUI PRECISA DA SUA COMPAIXÃO, CADEEEEEEEEELAAAAAAAAA!!!"

E então algo veio. Emma estava de costas, então não "viu", exatamente, mas ainda assim, a sensação foi muito clara. Aquela "mulher" avançou sobre ela. As mãos em garra miravam seu pescoço. Mas claro, ela não era material, era apenas um fantasma, então suas mãos atravessaram o pescoço de Emma (deixando apenas uma sensação gélida por onde passaram). E seu corpo atravessou Emma. Por um instante, elas estavam ambas no mesmo lugar, e Emma sentiu em sua alma, um sentimento vigoroso, pulsante, intenso. Um sentimento em seu estado mais puro.

Ódio.

Aquele ódio, era cegante. Tapava a garganta, e fazia os olhos lacrimejarem. As pessoas que ficam dizendo por aí, em novelas e livros, "eu te odeio", não fazem a menor ideia do que estão falando. Não fazem a menor idéia do que é ódio. Emma chegou a essa conclusão naquele momento, bem como a de que nunca havia, ela mesma, sentido ódio de fato em sua vida.

Aquilo era como ser atingida por um aríete emocional. E aquele ódio, sabia ela, era apenas um reflexo que ela captou. Foi impossível sua mente não pensar, por um segundo, como deveria ser dez vezes pior para a mulher morta. Ela sim, sentia aquilo no âmado de seu ser. Como era possível viver daquela forma? Como? Era como ter uma explosão nuclear em você o tempo inteiro. Como ter o inverno russo dentro do seu corpo. Como ter aquele momento de dor intensa, destroçante, que se tem quando sofre uma grande decepção, prolongado pela eternidade. O único nome que ela poderia pensar para aquilo era Inferno.

E entretanto, ela tinha que admitir: era poderoso. Aquilo era magia poderosa! Sunlight falava disso, mas Emma nunca entendera de fato, até aquele momento. O Caminho da Mão Esquerda, aquilo-que-nós-não-fazemos-aqui. Mas agora ela entendia. Ódio era uma Paixão, a ferramenta dos cultistas. Uma ferramente que poderia ser empunhada e usada. Uma Paixão como as demais. Não, não como as demais. Era mais poderosa. Ela jamais havia vislumbrado esse poder, e agora o vira, cara a cara.

Não era a toa que a maioria dos mentores não falava daquilo. Era perigoso.

Aquela descarga emocional poderia ter derrubado, demolido uma outra pessoa. Possivelmente, até um mago de outra Tradição. Mas Emma era uma cultista do Êxtase. Ela tinha mais familiaridade com suas Paixões que os demais. Ela fechou os olhos, se encolheu, e interrompeu no meio a frase que começara a dizer. Ela não iria quebrar. Mas também não dava pra fingir que estava tudo bem.

Sentiu uma pressão em seus ombros. A pressão de duas mãos. Estas a viravam e a conduziam. E ela ouviu uma voz. A voz de Ralf. E sua voz era poderosa. Não era alta, ou intensa, apenas, poderosa. A voz dos contadores de histórias do passado, a voz dos bardos, dos arautos, dos pregadores. A voz daqueles que constroem ou destroem reputações, fatos, mitos, que arrastam multidões, que começam e terminam guerras. Ela dizia: 

- "Emma, querida, é óbvio que você está vendo algo que eu não estou, e algo que está te fazendo mal. Ouça a minha voz, e foque sua mente nela. O resto vai desaparecer".

E de fato, ao ouvir a voz do homem, sua mente clareou. Se focasse naquela voz, naquelas palavras, ela sentia que o resto desapareceria. Os sons da rua, o calor do sol do fim da tarde, e o ódio que parecia querer devorá-la de dentro para fora.

Sentiu uma pressão nas costas. Aquelas duas mãos a haviam encostado suavemente em uma parede. E aquela voz disse.

- "Quando estiver melhor, abra seus olhos. Agora estamos no perímetro da capela. Terreno protegido. Seja lá o que estava te importunando, não pode fazê-lo mais.


Última edição por The Oracle em Sex Fev 17, 2017 11:03 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Sex Fev 17, 2017 9:38 pm

As coisas aconteciam rápido demais, às vezes. Quer dizer, Emma tinha um tempo para processar a maior parte das informações que recebia a sua volta - não era lerdeza, era, para ela, a simples consciência de que as coisas não podiam ser contadas apenas de um ponto de vista. Então ali, naquele momento, as coisas estavam acontecendo rápido demais.

Emma já tinha tido outros 'encontros' com coisas/situações que apenas ela parecia presenciar, mas nada tinha, até agora, surgido com tamanha intensidade como naquele momento. Ela terminou de deixar Elliot sentado no carro, enquanto pensava em talvez procurar água no meio da própria bagunça, ele parecia apático e distante, coisa que ela julgou tratar-se do momento, haveria tempo depois, para respostas e perguntas.

Ela ignorou, claro, as ofensas, as palavras que vinham da direção daquelas tão sofridas prisões; era isso que Emma achava, afinal, que estavam em prisões. suas crenças lhe levavam a acreditar em reencarnações, mas não era o fato ali, eles estavam presos, precisavam ser guiados para que suas redescobertas pudessem acontecer, para que pudessem, com a graça de Kali, completar seus ciclos.

E estava nestes pensamentos, após falar com Ralf, pensando em Kali, pensando em rituais e outras coisas que poderia oferecer, para ao menos tentar encontrar respostas quando a coisa toda aconteceu.

Seu primeiro pensamento foi que ia cair; não fisicamente, ir ao chão, mas que ia ceder, que sua estrutura não era forte o suficiente, que tudo que sabia, aprenderá, sentirá, que cada partícula de sua existência estava a anos luz de tamanho... Sentimento. Porque ódio era uma Paixão, e era uma Paixão poderosérrima. Não familiar a ela, criatura tão dócil e gentil, mas não estranha a vivência com os demais...

Mas naquela intensidade...

Sua mão, ela sentiu, cegamente tateou o ar, como em busca de um apoio que não existia para aquele tipo de momento, e Emma pareceu perder-se por um segundo, antes de trazer-se à tona uma vez mais. Mas não foi pelas mãos que tinha sido guiada, no final das contas, Emma ouviu a voz e moveu-se para tentar acompanhar aquele que lhe conduzia, e era como os mantras que entoava às vezes, em pedidos e dedicações, e como nos mantras, ela se focou no som da voz.

Respirou fundo e devagar, deixando as costas apoiarem-se onde quer que estivessem. Então abriu os olhos, devagar, olhando na direção do próprio carro. "- Ah, Elliot..." - Disse a jovem. "- O que você fez? O que foi que você fez?" - Suspirou, voltando seu olhar para Ralf, Emma sorriu de leve, ainda que fosse um sorriso cansado. "- Obrigada, estou melhor, obrigada. Podemos...?" - Quis saber, agora tinha mais pressa que nunca.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Sex Fev 17, 2017 11:00 pm

Quando o carro virou a esquina, e o local de destino se tornou visível (era bastante óbvio, já que o prédio tomava o bloco todo), West notou um certo ajuntamento em frente a entrada da loja. Alguns maltrapilhos se amontoavam ali, sobre um casal. Era estanho como o segurança não fazia nada a respeito. Bem, segurança particular. Dentro da loja eu me preocupo. Da porta pra fora, que morram.

O casal em si não desperava qualquer interesse. Os dreadlocks loiros da garota eram sem dúvida incomuns, mas nada que fosse digno de mais do que um olhar de meio segundo. Aquela turba de maltrapilhos, entretanto, despertava algum interesse estranho, o qual ele não poderia ainda definir. Eram esquisitos. E parecia que seu óculos estava um pouco embaçado. Um deles parecia meio borrado.

Foi então que Max disse:

- "Ora, vejam só que coincidência. Ralf está ali! Aquele com cabelo e barba compridos, e óculos redondos. Está conduzindo aquela jovem para dentro" - Parou o  carro no meio-fio, bem atrás de um táxi, e puxou o freio de mão - "Ela parece não estar se sentindo muito bem. Ralf sempre me pareceu ser um tipo daqueles que tem coração mole. De toda forma, essa coincidência vai nos poupar algum tempo".

A turba de maltrapilhos havia basicamente juntado a garota, um deles a havia claramente atacado, e Max não parecia sequer ter notado isso. Ou aquele velho tinha muito sangue frio, ou...

Ou não estava vendo aquela turba.

Agora, mais próximo, West podia notar: um deles tinha sido baleado no tórax várias vezes. Outra mostrava óbvios sinais de afogamento.

Estava bem claro o porque dele não se importar com aquilo. Não estava vendo. E o velho doutor já saía descontraidamente do carro, gritando algo como "Hei, Ralf!". Mas o aparente hippie cabeludo não deu mostras de ter ouvido. Ou se ouviu, ignorou, e entrou com a garota na tal loja de jóias. Foi seguido pouco depois pelo marido ou namorado da garota.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Dr. Faust West em Sab Fev 18, 2017 12:59 am

Antes de sair de casa, Dr. West havia pedido a Dr. Max por cinco minutos para um banho. Ele não era o indivíduo mais particularmente vaidoso que existia, mas se ia conhecer pessoas que iriam definitivamente influenciar seu dia a dia e sua vida naquela cidade, era bom estar o mais apresentável possível – enquanto se banhava, espirrou um composto simples em aerosol sobre as peças que estivera usando, de forma que quando as vestiu, seu terno de três peças preto, a camisa branca e a gravata verde-musgo estavam perfeitamente limpos e livres de rugas.

Despediu-se de Eliza com um beijo, pegou sua maleta de couro marrom e sua bengala – preta, sendo a cabeça uma caveira prateada – e seguiu Dr. Max para a saída. Quando soube que o carro no qual estava era “assombrado”, o doutor casual e tranquilamente olhou em volta e atentou os ouvidos, talvez esperando por algo mais que, talvez felizmente, não veio.

Durante o resto do camiho, Faust desperdiçou seu tempo no celular, buscando informações que, apesar de não serem imediatamente úteis, talvez fossem no futuro – benefícios de uma memória fotográfica perfeita.

Spoiler:
Maleta: 

Bengala:

[…]

Quando o carro dobrou a esquina, West, de imediato, franziu o cenho. A confusão em frente ao prédio havia despertado sua atenção. Não era tanto uma questão de se importar – aquele tipo de coisa raramente lhe causava qualquer coisa além de um enfado prolongado devido ao barulho, caos e geral falta de comportamento civilizado dos envolvidos, era mais como se os próprios envolvidos se destacassem do cenário, obrigando-o a prestar atenção.

Dr. Faust West estranhou não só a cena em si, como estranhou, de imediato, o próprio interesse naquilo. Sem dúvida, fruto de magika. Num plano concomitante de sua atenção, Dr. Max falava, nomeando um dos sete personagens que podia ver. Seus lábios finos apertaram-se um contra o outro, sem dizer nada, e os dedos da mão direita tamborilaram uma única vez sobre o couro duro da maleta, enquanto seu mentor deixava o carro, gritanto – havia acabado de concluir que os quatro indivíduos eram membros dos Inquietos, e aquilo desencadeava uma rede interminável de consequências.

Primeiro, alguém ali os tinha incomodado. A garota jovem ou seu namorado, provavelmente, considerando que Ralf parecia tão completa e totalmente ignorante da situação quanto Dr. Max. Por “incomodado”, ele pensava “chamado a atenção”. Mas, dado o estado físico de morte violenta de ao menos dois, era fácil presumir ao menos dois assassinatos ou diretamente cometidos pelo casal ou de alguma forma relacionados a ele. Aplicando-se os princípios da Okham’s Razor, os quatro Inquietos eram vítimas de assassinato. Dadas as diferenças entre eles, Faust presumia que haviam sido quatro situações diferentes.

A garota havia sido atacada por um. Talvez fosse ela a assassina? Não parecia… condizente, de alguma forma.

Mas haviam mais implicações.

Se Ralf os estava levando para o prédio, e estava inconsciente da situação que ocorria, como aparentemente estava, aquilo apontava que estava levando os dois para dentro do prédio por outra razão. Mas aquilo não era tão estranho, considerando que William Von Heineken era um hermético e que herméticos eram conhecidos por fazerem favores. O que era estranho era, em fato, sua disposição animada.

Havia algo curioso ali, e Faust tateou os bolsos do paletó em busca de seus óculos – apenas para lembrar que haviam ficado sobre a mesa de Dr. Max. Precisaria lidar apenas com as informações óbvias.

Levantou-se e saiu do carro a passos largos, alcançando seu mentor. “ - Creio que seja prudente informar quatro dos Inquietos na porta do prédio. Considerando seu estado, a probabilidade de que me abordem é alta.” – afirmou. “ - Mas dado o fato do prédio ser nitidamente protegido contra suas presenças, meu plano de ação atual é simplesmente continuar andando. Aviso apenas para caso saiba o que está acontecendo, se eu cair.” – concluiu.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Sab Fev 18, 2017 1:53 am

Max estacou quando West falou sobre os fantasmas. Num gesto quase automático, sua mão foi para um bolso interno do paletó, e logo voltou com aquele Google Glass. Mas depois de um segundo de hesitação, ele o pôs novamente no paletó, e apertou o passo, dizendo.


- "Willian comentou que o prédio é protegido. Selos de Plutão em alguns tijolos, ou uma bobagem qualquer dessas. Vamos nos apressar, e uma vez lá dentro, estaremos seguros".


E realmente, eles passaram pela turba sem serem importunados. West apenas ouviu muito claramento o chorar e soluçar da aparição trajada de viúva. Aquela que apresentava uma forma borrada parecia ter desaparecido. Os demais estavam apenas com um aspecto de quem não sabe muito bem o que fazer, e quando passou no meio deles, notou que pareciam estar se dispersando. E pôde também notar mais detalhadamente suas fisionomias.


Quando adentraram as portas da Anima Gemma (no caso de Emma, quando abriu os olhos), se viram numa joalheria sem muito glamour. as jóias expostas eram bastante básicas. Eles vendiam também cristais, pedras brutas, relógios, relicários, e outras bugigangas. Além dos dois seguranças armados na porta, o atendimento do lugar parecia ser feito por duas atendentes. Belas ruivas de olhos verdes. Duas ruivas iguais, ou quase, e vestidas com o mesmo uniforme de uma saia e colete verde-escuros, sobre uma camisa branca, e arcos também verdes. Tinham grandes sorrisos brancos, mas não pareciam sorrisos muito autênticos. Mas elas pareciam estar observando os novos "clientes" com bastante atenção. Ambas permaneciam em silêncio.


Quando West e Max entraram, Emma tinha acabado de se recompor. Max maneou a cabeça para as atendentes, dizendo um "olá, meninas", para em seguida se dirigir a Ralf.


- "Olá, Ralf! Mas que coincidência te ver por aqui! Está tudo bem? Algo que em que eu possa ajudar?" - estava obviamente se referindo a Emma, que certamente não tinha um aspecto lépido e faceiro naquele momento.
- "E aê, doutor?" - respondeu o hippie, devagar, sem tirar os olhos de Emma, a qual ainda segurava pelos ombros, até se certificar que ela conseguia ficar de pé, quando a soltou - "e por acaso existem coincidências? Mas creio que agora estamos bem sim. Veio visitar Will? E noto que trouxe uma pessoa... Bem, acho que deveríamos conversar lá dentro, né? Vocês abrem pra gente, florzinhas?"


Emma finalmente havia retornado a seu foco. Não havia mais aquelas presenças fantasmagóricas ali. Ela notou a sala ao redor, notou os recém chegados, e notou Elliot, encostado em um canto, com cara de poucos amigos. Foi ele a falar em seguida: 


- "Sim, vamos entrar e conversar, pois eu não vou deixar aquele espantalho lá dentro falar o que quiser pra você, sem a minha presença"


Seu olhar denotava que estava falando com Emma, e basicamente ignorando os demais. E também denotava que não seria facilmente dissuadido de seu intento, isso Emma poderia dizer, mesmo depois de tanto tempo separados. Isso causou um certo mal estar em Max e Ralf. No fim das contas, quem era aquele palhaço? E eles não o conheciam. Seria um Adormecido? Se fosse, tinham que se cuidar com o que falavam.


Uma das atendentes gêmeas pareceu ter rapidamente captado o impasse ali, e se apressou em dizer: 


- "Bem, o Sr. Von Heinekein recebeu o Sr. Ward há poucos minutos. Creio que não fará oposição em recebê-lo novamente. Afinal, todos nós estamos no mesmo, hã... negócio, não é mesmo? Acho que podemos falar a mesma linguagem, sem restrições".


A outra, ato contínuo, fez como que apertasse um botão sob o balcão, e uma porta metálica nos fundos se destrancou, com um sonoro "clac". E ambas sorriram. Um sorriso aparentemente sincronizado. Perturbadoramente sincronizado.


- "Os cavalheiros sabem o caminho, não?" - disse uma delas.
- "Tenham um ótimo dia!" - completou a outra, em sequência.

as atendentes:


Última edição por The Oracle em Sab Fev 18, 2017 5:57 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Sab Fev 18, 2017 2:14 pm

'Eu estou bem', tinha repetido a jovem por mais de uma vez, após entrarem no lugar, Emma, apesar de parecer ainda desorientada de alguma forma, estava mais focada em pensar a respeito daqueles acontecimentos, sua cabeça trabalhava em lembrar-se de histórias e coisas parecidas que pudessem lhe ajudar a chegar a uma decisão final sobre como prosseguir.

Ela franziu o cenho de leve, quando os dois recém chegados entraram, mas não se atentou muito a nenhum dos dois, enquanto sua cabecinha pensava e pensava.

Emma era uma figura interessante, no meio daquilo tudo; era uma moça de estatura mediana (1.67), os cabelos, outrora lisos e longos, agora exibiam dreadslocks pesados e bem arrumados, ela tinha as mãos tatuadas: eram mandalas, todas em tons negros e bastante detalhadas.

Spoiler:



A jovem também vestia-se de uma maneira pouco convencional, usava um Sari, que tinha parte da peça em transparências, onde era possível notar que haviam mais mandalas desenhas em sua barriga/costas.

Spoiler:






Quando Elliot falou, Emma voltou sua atenção para ele, uma das sobrancelhas arqueadas. - Não seja tão rude. - Reclamou, e quando falou, seu sotaque britânico ficou bastante notável. - Você tem tanta coisa para explicar. - Continuou a loira, antes de voltar-se para Ralf. - Deixamos Vayú no carro, não quero me demorar, ou ele vai começar a ficar impaciente. - Comentou, ela voltou-se para os recém chegados e estendeu a mão.

- Eu sou Emma Woolf... - Disse, com um sorriso simpático. - E esse é meu mau comportado irmão e eu peço humildes desculpas pela rudeza; - Disse, ao lançar um olhar nada contente para Elliot.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Dr. Faust West em Sab Fev 18, 2017 11:48 pm

Mesmo quando Dr. Max estacou na caminhada, Faust seguiu. Era a decisão mais acertada, ele considerava – continuar andando, fingir que os Inquietos não causavam nenhum incômodo, não demonstrar hesitação frente a sua presença. Tanto que, quando passou por eles, Dr. West não deu-se ao trabalho de efetivamente cumprimentá-los, mas observou-os com atenção – principalmente a moça de aspecto borrado. Nunca havia visto um naquele estado, e simplesmente não fazia idéia do que poderia, efetivamente, causar aquilo. Anotou os detalhes visuais do estado da mulher mentalmente, afim de pesquisar depois, e seguiu seu caminho para dentro do prédio.

Lá dentro, ele se manteve ao lado do velho doutor de aspecto paternal. Era curioso olhá-los um do lado do outro – pareciam quase opostos, tanto em idade quanto em simpatia e “energia”, por assim dizer, se você acredita nessas coisas. Ele acenou silenciosamente com a cabeça para as gêmeas ruivas, ligeiramente suspeito de sua similaridade proposital, mas aquiescendo com a situação que se formava – era preciso saber se adaptar, no fim das contas.

Faust mantinha a bengala na mão direita, e a alça de sua mala bem segura entre os dedos na mão esquerda. Ele não se mexia muito, mas seus olhos moviam-se pela sala, de pessoa para pessoa. Acompanhava cada detalhe. Roupas, postura, tom de voz, expressão facial, posição no espaço em relação aos outros, direção dos pés. 70% de toda comunicação humana era não-verbal, e Dr. Faust West sabia que, mesmo não sendo o homem mais perceptivo da terra, saber daquilo e conscientemente trabalhar em absorver as informações o tornava, de alguma forma, mais perceptivo do que os que, por talento ou disposição física, seriam naturalmente melhores em fazê-lo.

A inteligência sempre supera o talento, no fim das contas.

Estava tão atento em suas linhas e conexões e quantificações e detalhes e anotações e informações, entre configurações, confirmações e correções de suas próprias noções, que até demorou um pouco – de forma ligeiramente autista – para perceber que Ralf havia se referido a ele. Acenou com a cabeça, e, ao fazê-lo, notou como a loira-hindu-dos-Dreads se aproximava. Emma Woolf, era seu nome. Tão britânica quanto seus pais haviam sido. As tatuagens haviam chamado sua atenção, mas não tinha tempo hábil para dissecar a simbologia naquele instante.

Faust apertou-lhe a mão com firmeza, os olhos cinzentos nos dela. “ - Dr. Faust West.” – apresentou-se. O rapaz rude era irmão dela. Nitidamente obsessivo. Vestiam-se de forma terrivelmente distinta, também, e tinham sobrenomes diferentes – ela usava Woolf, mas não tinha um anel no dedo que denunciasse um casamento. Ele usava Ward. Curioso. “ - Não se preocupe.” – limitou-se a responder, enquanto moviam-se para dentro. Estendeu a mão para Ralf e para Elliot, também.

Quando as portas se fecharam, acrescentou: “ - Vocês dois, suponho, são os novos despertos dos quais Dr. Max me contava ontem a noite? Bem vindos.” – acrescentou, como se já estivesse lá a alguns anos.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Dom Fev 19, 2017 2:05 pm

Após a breve conversa, o grupo deixou a lojinha e as ruivas sorridentes para trás, seguindo através da porta. Dr. Max ia na frente, e parecia conhecer o caminho.

Por trás da porta de ferro, havia um corredor que logo dobrava à direita. Nele, algumas portas fechadas. Pintura branca, portas de madeira, piso de linóleo, nada demais. Já depois do primeiro lance de escadas, a coisa ficava mais refinada: piso de madeira, uma pintura creme nas paredes, lustres, e alguns quadros. Uma música clássica, algo de Bach, tocava baixinho em alto falantes ocultos. No corredor, havia apenas uma pessoa: um homem alto e atlético, de pele morena e cabelos, olhos e cavanhaque intensamente negros. Usava um conjunto de calca e camisa sociais e um paletó informal cinza. Estava enconstado numa parede, virado para eles, e respondeu com um aceno de cabeça, quando Max e Ralf o cumprimentaram. Não foi difícil perceber que seu olhar se alongou sobre Emma. 

A primeira porta à direita era de madeira, e dupla. Havia uma pequena plaqueta dourada dizendo Menager. Foi nessa porta que o Dr. Max bateu, e sem esperar resposta, abriu. Após a porta, havia uma sala tão suntuosa quando se poderia esperar de um escritório. Um grande lustre de vidro pendia do teto, pesadas cortinas vermelhas ocultavam as janelas, e algumas estantes de livros dividiam as paredes forradas em madeira ostentavam algumas pinturas de figuras que se tentaram retratar de forma imponente, bem como alguns brasões de armas. Havia também alguns sofás estofados, e o um tapete, aparentemente persa, cobria o piso


No lado oposto à porta, havia uma mesa grande de madeira, do tipo de escritório. Sobre ela, uma luz de leitura, um telefone. alguns papéis e utensílios de papelaria, bem como duas cadeiras para visitantes. Sentado á mesa, em uma cadeira de espaldar bem alto, estava um homem branco e baixo, talvez com 1.60m, que aparentava uns 40 anos. O cabelo castanho em cuia já tinha saído de moda, mas parece que ninguém o havia avisado. Usava um óculos redondo pequeno, terno cinza com uma gravata negra, e um anel grande no anelar esquerdo. Numa das cadeiras, sentava-se um jovem de cabelos meio revoltos.

- "Olá, Willian!" - disse o Dr. Max, efusivamente. Depois, ao olhar o rapaz, arrematou - "estamos interrompendo algo?" - nisso, o velho deu espaço para que os demais entrassem.
- "Olá, Max" - respondeu Von Heinekein, se levantando e apertando a mão extendida do doutor - "não, vocês não interrompem. Pelo contrário, esta é uma visita providencial. Será bom que conheçam um novo membro recém chegado de nossa comunidade mística" - continuou, indicando Oliver com uma das mãos - "Olá, Ralf. E oh, olá, Sr. Ward. Não esperava vê-lo de volta tão cedo. A vida vive nos pregando peças, não é mesmo?"


Nisso, sentou-se novamente, indicando os sofás e cadeiras para os demais, e disse sua última frase.

- "É um prazer conhecê-los. Sou Willian Clarke Von Heinekein, bani Ordem de Hermes. Bem vindos a esta capela, e bem vindos a Portland. Que a boa fortuna os tenha trazido aqui, e continue os acompanhando, enquanto aqui estiverem."




Spoiler:
Há fotos do Dr. Max na introdução de West, de Ralf na introdução de Emma, e de Willian na introdução de Oliver
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Oliver Gray em Dom Fev 19, 2017 2:46 pm

Falando em coisas inesperadas, Oliver não estava esperando ser apresentado a um grupo tão grande de magos. Pela primeira vez, no entanto, ele ficou feliz por ter que aprender as "normas da corte" com os Shi-Ren. Após todos entrarem e ele ser mencionado, Oliver se levantou, fez uma reverência oriental profunda, daquelas reservadas a pessoas mais importantes, e disse:


- "Me chamo Oliver Gray, Bani Irmandade de Akasha. É minha satisfação conhecê-los".

   Essas palavras foram pronunciadas com um meio sorriso, não porque ele estava particularmente feliz com algo, mas sim por uma tentativa de copiar a expressão enigmática que os Shi-Ren parecem ter engessada no rosto. Depois, ele não tornou a se sentar, aguardando que todos tomassem assentos antes de tornar a fazê-lo.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Dom Fev 19, 2017 6:18 pm

Emma apenas sorriu, diante da rápida apresentação dos pares naquele lugar, estavam com sua cabeça focada em pensar em outras coisas, então apenas tentava seguir o fluxo natural das coisas. Quando West falou, Emma demorou um momento ou dois para reagir, voltando seu olhar na direção do sujeito. "- É?" - Disse, franzindo o cenho. "- Eu não fazia ideia de que ele estava aqui." - Afirmou, referindo-se ao irmão. "- Somos gêmeos, fomos separados na adolescência." - Explicou. Mas não entrou em muitos detalhes naquele momento, não achava necessário.

Emma não fazia muita questão de ir à frente, em verdade, mantinha-se meio atrás de Ralf, enquanto suas ideias vagavam, naquele momento estava dando pouca atenção a decoração, até sentir o olhar sobre si, e levantar a cabeça, movendo-a na direção do sujeito. Emma o olhou por um instante, e sorriu, juntando as mãos e "cumprimentando" o sujeito com o seu característico 'namastê'. Já tinha visto aquele olhar em outros homens e mulheres, mas não estava no momento ideal para explorar suas Paixões, ainda.

Ela foi uma das últimas a entrar - como dito, não gostava muito de 'ir à frente' - ainda mais com presenças como a de Ralf e de Max ali. Emma era uma figura curiosa e talvez entre todas ali presente a que mais 'se destacava', visualmente pelo menos. Olhou em volta muito rapidamente e focou-se nas cortinas fechas, bloqueando as janelas: por que as pessoas tinham tanto medo do sol?

Mas sua atenção retornou aos presentes, quando o jovem Oliver falou, Emma o observou com alguma leve surpresa e curiosidade: ele não parecia de forma alguma com qualquer povo oriental que conhecesse, aquilo era interessante, vale dizer.

- Namaskar. - Emma disse, finalmente, as mãos unidas e a cabeça ligeiramente curvada, antes de tomar a posição natural novamente. - Emma Woolf, Cultista. - Falou, de maneira simples. - Sinto muitíssimo por ter vindo de mãos vazias, Shreemaan Heinekein, mas gostaria de deixar um convite para um chá, alguns hábitos britânicos não morrem. - Afirmou a jovem.  -E para os Doutores também, é claro e o jovem Oliver. - Disse Emma, sorrindo; ela era uma jovem simpática, tinha um sorriso carismático e os trejeitos também. (Charming)

Ela deu alguns passos na direção do sofá, mas não pretendia se sentar, ainda.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Dr. Faust West em Seg Fev 20, 2017 12:29 am

Quando passaram pelo homem no corredor, ao som de Bach, Dr. West acenou afirmativamente com a cabeça. Ele não sabia quem ele era, mas, bem – provavelmente acabaria sabendo, eventualmente, e o homem, se tinha qualquer meio miolo dentro do próprio cérebro, já devia saber quem ele era. Então era bom manter ao menos os princípios de educação. Mas foi um aceno bastante curto e, caso o homem respondesse, Faust dificilmente perceberia – estava ocupado demais olhando em volta, atentando-se as formas como os outros se moviam, a decoração, as portas, lançando o olhar por onde podia.

Era bom ter um mapa visual das coisas, ele achava…

… Mas não teve muito tempo para construir um, visto que já entravam na primeira porta a direita, a que tinha Manager escrito errado. O erro incomodou-o sobremaneira, mas conseguiu evitar de se manifestar, visto a necessidade de manter, ao menos por enquanto, a aparência de ser alguém com quem era possível conviver mesmo se você fosse um idiota. Dica: era só uma fachada.

Quando entraram, seus olhos percorreram todo o ambiente – era um pouco difícil saber em que prestar atenção, assim, de imediato, com tantos livros, brasões e informações chegando ao mesmo tempo. Decidiu focar-se nas pessoas. Elas não eram tão interessantes – não enquanto respiravam, ao menos – mas, bom, Eliza precisava delas. Ao menos por enquanto.

Quando Dr. Max tomou a dianteira, falando, West olhou-o com curiosidade, e então retornou os próprios olhos a William que, agora, em sua feiura e falta de elegância, parecia bem mais respeitável do que havia parecido em sua imaginação algumas horas antes. E ao modelo sentado ali, também… Enquanto as apresentações aconteciam, Faust escutava. Estava impaciente, mas evitou demonstrar. Sim, sim, olá, óh, olá, a quanto tempo, conheça essa pessoa com quem você não se importa e que não se importa que você, oh, claro, pois não, como vai.

Seus olhos pousaram sobre o Akasha, e West acenou brevemente com a cabeça para ele também, de forma educada, enquanto ouvia William tomar a dianteira para fazer as apresentações formais. West assentiu e, dando um passo para frente enquanto trocava a bengala de mãos, estendeu a mão para o hermético. Era meio que aqueles trejeitos – ele havia aprendido em algum momento que se devia apertar as mãos das pessoas, então o fazia, e ponto final.

Quando Oliver se apresentou, apertou a mão deste também, apesar de achar aquela expressão sorridente um tanto quanto….


“ - Dr. Faust West, bani Sociedade de Hermes.” – afirmou. “ - É um prazer conhecê-los, de verdade.” – e passou os olhos por todos ali.

Pousou-os em Dr. Max por um instante, buscando contato visual, antes de acrescentar. “ - Infelizmente, não sei se poderemos ficar muito. Dr. Max me informou de que temos planos para o jantar e aparentemente adquiri algumas funções na manutenção de um laboratório particularmente instável, também.”

Se haviam Deuses, que o tirassem dali. Jajá iam começar a perguntar de onde ele havia vindo, como estava, e achar que eram seus amigos.

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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Seg Fev 20, 2017 1:59 am

As pessoas foram entrando e se acomodando na sala. Sem maiores cerimônias, Ralf apertou as mãos que lhe foram oferecidas, fez um gesto com o indicador e médio da mão erguidos, e murmurou: "oi, galera. Ralf, bani Culto do Êxtase. Tamos aí", e sentou-se na cadeira onde o Akasha estivera, de frente para a mesa. Já o Dr. Max apertou as mãos de todos (exceto daqueles que lhe negaram, como foi o caso de Elliot), disse: "É um grande prazer! Irwing Maxwell, bani Sociedade do Éter. Mas podem me chamar de Max. Bem vindos a Portland!". E sentou-se na outra cadeira de frente para o hermético, deixando para os novatos os dois sofás (um de três e um de dois lugares) e uma poltrona que ainda haviam na sala.

Eliott apenas se sentou no sofá de dois lugares. Sem maiores palavras, sem sorrisos. Mas olhava os recém-chegados, com alguma curiosiade.

Willian também apertou as mãos que lhe ofereceram. Tinha um aperto de mão particularmente frouxo. Mas parecia ter certa pressa para se sentar. Ele sorriu brevemente quando Emma falou do chá (abanando a cabeça, como quem pensa "crianças..."), mas basicamente ignorou as lamúrias de West.

Enquanto os mais jovens se cumprimentavam e buscavam seus lugares, entretanto, ele fez algo. Não passou despercebido de Oliver ou Emma, e se alguém estivesse próximo a Elliot, também notaria que ele ergueu a cabeça um pouco, quando a "sensação" veio. Willian havia batido levemente na mesa, três vezes, cada vez com o indicador, médio, e anelar da mão esquerda. E a cada batida, murmurava uma palavra, que não pôde ser ouvida por ninguém, em meio aos cumprimentos. Apenas Faust pareceu alheio a isso, embora, não necessariamente, alheio à reação dos que o cercavam.

Spoiler:
Essa percepção foi baseada no valor de Percepção+Aweareness de vocês. Quem tem pelo menos um ponto em Mente sabe que ele usou um efeito dessa Esfera, embora não saiba exatamente o que ele fez

Depois disso, os magos mais antigos da sala permaneceram num estranho silêncio de 4 segundos, para em seguida abanarem as cabeças, num sinal de positivo. Willian e Max abanaram suas cabeças MUITO levemente, mas Ralf a abanou como um cavalo que quer se livrar de moscas.

Ao fim disso, uma senhora de uns 60 anos, com roupas de serviçal doméstica, entrou na sala, trazendo uma bandeja. O aroma de café era inconfundível. Café de verdade, não essa bosta que vendem no Starbucks. E também chá preto, provavelmente, além de alguns biscoitos. Willian e Max se serviram de café, e Ralf de chá. Eliot pareceu meio contrariado a principio, mas pediu chá. Sem esperar que a senhora se retirasse (e supondo que os jovens já estivessem acomodados), Willian começou a falar.

- "Obrigado, Thelma. Bem, esta não é uma reunião formal, é claro. Parece mais uma coincidência, supondo que tais eventos existam. Mas já que estamos aqui, e somos todos magistas, ou cientistas, dignos de confiança (seu olhar se alongou sobre Eliott nesse momento), podemos falar brevemente de alguns assuntos. Me parece que serão do interesse da maioria. Não nos demoraremos, imagino".

- "Primeiramente, um assunto que eu gostaria de discurtir também Jeanette e Dança-com-Lobos, mas que, igualmente, apreciaria ouvir a opinião dos mais jovens. Hoje completam-se 6 meses da Noite do Desespero. Não houve uma linha sequer menção a ela em qualquer jornal de maior circulação. Isso, obviamente, é uma tática de encobrimento, e nada sutil. Afinal, para a mídia, foi uma série de atentados terroristas sem autoria, em pleno território americano. Obviamente, nossos inimigos estão empregando recursos para abafar a história. O que eu gostaria de elocubrar é se isso é bom ou ruim para nós. Por um lado, parece óbvio que a Tecnocracia deseja muito encobrir isso, e se eles querem, isso já seria razão o bastante para tentarmos frustrar. Por outro lado, uma presença maior deste evento na mídia pode afetar a sociedade adormecida da cidade. Isso despertaria lembranças, medos e receios. Vários adormecidos perderam entes queridos naquela noite, e tudo isso ainda está muito fresco nas mentes deles. Estes medos e receios podem evoluir para paranóia, o que poderia facilitar uma posterior ação da União nesta cidade. As ações de "agentes da CIA", e "terroristas" têm mais força, mais plausibilidade, numa cidade que tem medo, numa cidade que as pessoas até mesmo esperam ser abordadas por agentes de ternos pretos e óculos escuros, como um estado policial. Uma cidade onde as pessoas esperam movimentações estranhas, e temem quando a próxima tragédia irá ocorrer. Gostaria de ouvir o posicionamento de qualquer um de vocês a respeito. Os jovens costumam ter mais facilidade em ler o comportamento dos Adomercidos, eu reconheço isto.


- "Em seguida, entraremos num assunto que, creio, terá mais valor pessoal para alguns de vocês".
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Oliver Gray em Seg Fev 20, 2017 9:23 am

Após se apresentar, Oliver apertou as mãos estendidas a ele enquanto os outros presentes tomavam seus lugares. Ao cumprimentar individualmente Emma, ele respondeu ao convite dela:

-  "Obrigado por extender sua hospitalidade a um estranho como eu. Muito gentil da sua parte. Conte comigo", disse ele com um sorriso.

   Foi aí que a atenção de Oliver foi roubada por um possível feitiço sendo lançado na sala. Seu corpo ficou instantaneamente tenso por um momento enquanto ele observava a reação dos presentes. Os que pareceram ter notado assentiram com a cabeça e pareciam despreocupados, então ele assumiu que fosse alguma magia de proteção de recinto, como uma bola de silêncio, por exemplo. Fosse como fosse, alguém provavelmente começaria a falar sobre coisas sérias muito em breve, então era melhor escutar.
   Pegando um café no caminho, Oliver se dirigiu ao sofá, gesticulando um convite para que Emma se sentasse primeiro. Feito isso, ele se sentou passou a ouvir atentamente, sem se pronunciar sobre esse primeiro assunto, a menos que questionado diretamente. Oliver sabia muito pouco do ocorrido e teve contato quase zero com adormecidos nos últimos anos, sendo a pessoa mais inapropriada da sala para emitir opinião sobre o assunto. Além disso, ele estava com o estômago revirado por conta do portal. Ao perceber que o café estava ajudando, não demorou até Oliver conseguir outra xícara.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Seg Fev 20, 2017 11:42 am

Emma apenas sorriu de leve, diante do modo como o Sr Cabeça-de-Batata movia a cabeça para ela: Era aquela coisa, ela tinha a ligeira impressão de que não ia gostar daquele lugar, quando Ralf falou sobre ele, e agora tinha a plena certeza de que não gostava daquele lugar. A começar pelo fato de aquilo parecer uma prisão - como sua própria casa lhe parecia, na infância - sentia-se como um prisioneiro e não um convidado. Mas ela sorria, Emma era muito boa em sorrir em algumas situações.

Quando Oliver falou com ela, Emma lhe direcionou a atenção devida, lhe sorriu em resposta, mas não completou em palavras: o convite estava feito, as demais coisas se desenrolavam, acreditava. Então sua atenção retornou ao que acontecia na sala, porém ela lhe recusou o convite para sentar-se, com um leve movimento da cabeça: preferia ficar de pé.

Sua atenção voltou-se para o que parecia considerar-se o 'orador' da situação, diferente de Oliver, Emma apenas arqueou uma das sobrancelhas, observando os movimentos da mão do sujeito e tentando, talvez, ouvir o que era dito. Quando ele terminou de bater, ela analisou o ambiente num geral, sempre com os olhos, sempre de maneira discreta.

Ela não aceitou nem café nem chá: não tinha segurança para saber de onde aqueles produtos vinham e como era preparado. Quando o Sr Cabeça-de-Batata olhou na direção de Elliot, Emma fez o mesmo, de novo, com as sobrancelhas arqueadas.

Então o Sr CdB começou a falar, como ela imaginava que ele ia começar. E ele falou, e falou e falou e enquanto ele falava, Emma andou pela sala, e era atraída para as cortinas pesadas como uma mariposa para a luz de uma lamparina, ela parou ali em frente, observando os detalhes dos tecidos: não entendia bem o por quê se incomodava tanto com aquilo, talvez fossem as lembranças de sua própria casa. Suspirou, e quando o homem terminou de falar, foi ela quem começou.

- Pessoas gostam de esquecer as coisas ruins. - Ela disse, num tom de voz bastante... Ausente, estava de costas para o restante da sala, ainda olhando a decoração do lugar. - Eles pegam as coisas ruins, põe num fundo de uma caixa e as trancam lá, e às vezes, quando essas coisas ruins são muito grandes ou afetam muitas pessoas, às vezes eles fazem... Memoriais, acho que é assim que os americanos chamam. Juntam flores num lugar, dão as mãos, cantam, achando que assim a coisa ruim vai continuar na caixa. Não querem nada nem ninguém lembrando a eles que coisas ruins acontecem e que podem acontecer de novo. Só querem viver suas vidas. - Ela deu de ombros, levemente, e voltou a respirar fundo.

- Não posso considerar-me especialista a respeito dos Tecs'.- Ela disse. - Mas já foi pensado que talvez esse evento tenha sido um... Recado? Uma mensagem? E que essa mensagem não foi passada como eles planejavam que fosse? E que talvez seja o motivo de tentarem abafar, pois não querem os olhos do mundo virados para cá, porque talvez pretendam tentar 'mandar' a mensagem de novo. - Ela gesticulou com uma das mãos. - Mas posso estar falando bobagens, não conheço Portland e tenho pouco conhecimento sobre o acontecido.

Voltou a sorrir de leve, enquanto sua atenção retornava aos livros ali.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Dr. Faust West em Seg Fev 20, 2017 8:02 pm

Após ter seus quase-protestos ignorados por completos, Faust West cedeu a situação. Estavam lá, ele precisava conhecer aquelas pessoas, precisava conversar com elas. Provavelmente seria do interesse dos magos mais experientes naquela sala – e dos outros da cidade – que ele, Emma, Oliver e Elliot formassem uma cabala – aquilo era possível inferir não só pelo tipo de assunto que Dr. Max havia inserido em suas conversas, como pela notável “coincidência” de estarem todos os recém chegados ali, ao mesmo tempo.

Ele estava no meio de um pensamento, não importa muito qual, quando veio o avassalador silêncio de quatro segundos. Era perceptível, quase como se subitamente alguém houvesse desligado um rádio que ninguém havia notado estar ali – o silêncio que se formou na ausência das vozes de Ralf, Max ou William foi o suficiente para que o doutor franzisse o cenho brevemente, os olhos passando por eles. Em seguida, sacudiram todos as cabeças.

Provavelmente alguma coisa da cabala que eles mesmo formavam, imaginou West. Não parecia particularmente importante, e ele moveu-se para a poltrona. Sentou-se calmamente, deixando a maleta no chão ao lado da poltrona, e a bengala deitada sobre ela. Havia desabotoado o botão do casaco do paletó, e cruzado as pernas.

Doutor Faust West era uma figura curiosa. Era muito alto, provavelmente ultrapassando os um e oitenta e cinco – mas sua magreza e palidez quase cadavéricas lhe roubavam de qualquer imponência física real, apesar de possuir alguma qualidade, uma espécie de intensidade intrinseca a seu próprio ser. Seus cabelos, negros, provavelmente eram cortados pelo próprio homem – e ele sem dúvida o fazia sem excesso de esmero. Seus traços eram delicados, e apesar de não barbear-se a quase uma semana, a sombra em seu rosto era quase imperceptível. Os óculos de armação delicada e lentes circulares não faziam muito para esconder as olheiras profundas. Ele apertou os óculos contra a base do próprio nariz, pousando os olhos sobre William, enquanto este falava. Ignorou a existência de Thelma.

Não sentiu-se particularmente surpreso pelo assunto, mas sentiu-se, sim, um pouco curioso por sua disposição para falar do assunto com os iniciados mais jovens e de menor experiência. Não iria julgá-lo de antemão, mas atentou-se a sua expressão, as palavras escolhidas e sua forma de falar – William realmente queria saber as opiniões deles, ou perguntava para fazer com que se sentissem mais estimados e respeitados? Ainda que o resultado prático fosse o mesmo, o funcionamento da mente do hermético sem dúvida daria informações sobre como lidar com ele no futuro.

Oliver não disse nada, mas a voz de Emma fez-se ouvir. Faust moveu os olhos calmamente para a direção onde ela estava, e escutou: era uma perspectiva interessante, mas faltavam tanto evidências que a sustentassem, quanto evidências que a negassem; mas num caso como aquele, a falta do primeiro era o fator mais digno de nota. Mas ainda assim, para uma hippie… Ela não falava de forma tão burra quanto se vestia, por assim dizer.

“ - Da forma como eu entendo, se estamos analisando uma sequência lógica, mais importante do que desvendar a lógica é lidar com o fator aberrante. A existência do fator aberrante compromete a compreensão do sistema.” – disse. Suas palavras tinham um ritmo constante, uma cadência ininterrupta, como uma máquina de escrever. “ - Fato 1: A União possuía uma atividade relativamente constante em Portland. Fato 2: Foi realizado um pogrom que mascarou-se como um atentado terrorista. Fato 3: Assumiu-se, por método empregado e outros indícios, que o atentado era de autoria tecnocrata. Fato 4: Houve uma queda em atividade Tecnocrata. Fato 5: A mídia adormecida está silenciosa.” – e Faust seguia, sem dar tempo para respirar ou para que os outros digerissem as informações.

“ - O fator aberrante é não o abafamento, mas ausência de atividade Tecnocrata. Isto não faz sentido, e é isto que é necessário resolver.” – argumentou. “ - Tendo solucionado esta questão, poderemos desvendar a lógica subjacente do problema e solucioná-lo também. A única forma possível de fazê-lo é por baixo dos panos. Portanto, acredito que a melhor linha de comportamento para a comunidade Tradicionalista local seja o embate direto com a narrativa silenciosa da NOM, que é exatamente como esperam que reajamos, e, mascarados por essa cortina de fumaça, teremos a liberdade para solucionar essa questão.” – concluiu, e então voltou os olhos a William.

“ - Sinto muito se minha resposta não referiu-se apropriadamente à sociedade Adormecida, mas creio que seja minha melhor contribuição para a questão, Sr. Von Heineken.”
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Dr. Faust West em Seg Fev 20, 2017 8:12 pm

Percep + Empatia dif7
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Seg Fev 20, 2017 8:12 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Ter Fev 21, 2017 4:08 am

Willian já estava virado na direção dos novatos quando estes falaram, e Max e Ralf giraram suas cadeiras de escritório para ouví-los. E os três pareceram ouvir com atenção. Ralf mantinha a postura relaxada (para não dizer largada) na cadeira: pernas abertas, bem inclinado, quase escorregando para o chão. Dr. Max parecia pensativo, segurando o queixo na mão direita. Willian estava debruçado na cadeira, com as mãos unidas pelas pontas dos dedos.

Quando ambos os novatos falaram, e ficou claro que os outros dois não pretendiam falar nada, Willian retomou:

- "Muito bom..." - falou, baixo, parecendo absorto, para em seguida continuar, com a voz mais alta - "Ambos tocaram no que parece ser nosso problema real, a incógnita principal: onde estão os Tecnocratas agora? Nós, Tradicionalistas, demoramos seis meses para voltar de fato a esta cidade, mas e eles? Apesar da União ter tido suas baixas naquela noite, é bastante claro que os derrotados fomos nós. Essa "ausência de presença", se me perdoam o trocadilho, é o que mais me preocupa. E porque não dizer, me assusta. Depois do incidente, nossas pesquisas, com o auxílio dos Adeptos da Virtualidade, indicaram um único Constructo na cidade, um prédio na zona portuária, que se incendiou na Noite do Desespero. Fora disso, a presença da União é muito forte em Boston, há relativamente pouca distância de Portland, e eles parecem não ter interesse, ou recursos, para ter mais presença nessa região. No fim das contas, Boston tem o MIT. Mas o que Portland teria para a Tecnocracia?"

- "A preocupação é legítima, Willian" - iniciou o Dr. Max - "Mas existe também a possibilidade da questão ser mais simples do que imaginamos. Aquela operação pode ter sido apenas um enorme erro da União. Nossos antagonistas não são tão organizados quanto querem nos fazer crer. A União faz muitas burradas, e muitas vezes agentes tentam esconder essas burradas, até mesmo de seus superiores. Toda essa situação pode se resumir a isso: alguém tentando salvar o rabo de alguém dentro da Tecnocracia, depois de um projeto catastróficamente errado."

- "É possível, doutor. E dentre nós, o senhor é o que conheceria essa possibilidade mais a fundo. Ainda assim, creio que ela traga uma armadilha. Pensar nessa hipótese pode nos fazer baixar a guarda.

- "Sim, sim. Eu não aplicaria a Navalha de Ockam aqui. Devemos buscar uma resposta. Apenas não devemos nos espantar se, depois de muito investigarmos, verificarmos que não há nenhum motivo maior" - agora, o velho doutor falava para os novatos, mas seus olhos desciam sobre seu novo "pupilo" - "Apesar da possibilidade de não ser nada, precisamos lembrar que pode ser TUDO. Como ressaltou a adorável srta. Woolf, talvez uma nova "mensagem" esteja por vir. Nossos antagonistas podem estar nesse momento arregimentando recursos para nos eliminar novamente. Por isso, urjo para que se revistam de toda a cautela, meus jovens! Cuidem-se ao andar nessa cidade, e mais ainda ao demonstrarem suas habilidades. No último ataque, alguns Mestres perderam suas vidas, e eu espero sinceramente que vocês vivam os bastante para serem, vocês mesmos, Mestres. Se seus negócios na cidade forem mais longos, pensem em formar uma cabala. Segurança nos números, é apenas uma das vantagens deste arranjo.

- "Um sábio conselho, sem dúvida" - retomou Willian, nisso se voltando para West - "sua sugestão é interessante, Dr. West. Desviar o foco da União, provocá-la, pode ser uma boa ideia nesse momento. Pode fazer com que eles se mostrem. E agir por trás, enquanto eles se iludem com uma cortina de fumaça, pode funcionar. Seu ajuda é apreciada, e levantaremos isso quando nos reunirmos com as demais.

Ralf, que estivera parado esse tempo todo, só ouvindo. nesse momento ajeitou os óculos, e perguntou.

- "Will, tu tem aí o número de mortos da noite, não tem?
- "106. Metade disso foram de magos, e acólitos, aprendizes, funcionários de capelas, e quaiquer outras pessoas que possam ser ligadas a comunidade mística. Os demais foram vítimas Adormecidas."
- "Mas eles pegaram uns Órfãos também, né?'
- "Hããããã, sim..." - respondeu Willian, parecendo agora um pouco incerto com o Cultista - "Poucos, é verdade, mas sim, alguns Órfãos contavam entre as baixas. Havia inclusive um trio de Vazios, de passagem pela cidade, que também perderam suas vidas, se bem me lembro. Mas aonde quer chegar, Ralf?
- "Mais de 50 Adormecidos, bicho. Isso é "dano colateral" pra caceta. Eles não escolheram seus alvos com muito cuidado, né? Não parecem ter é planejado porra nenhuma. Na boa, pra mim esses caras nem mesmo sabiam do que tavam atrás. Acho que eles encontraram algum motivo muito forte pra eliminar "algo", mas não sabiam exatamente o quê. Talvez nem soubessem se era um mago ou não. Então, saíram atirando pra tudo quanto é lado. Literalmente..."


O Cultista estremeceu levemente, ao dizer, com ênfase, aquela última palavra. Dentro daquela sala, ele havia sido o único que estivera presente na noite fatídica.

Um certo silêncio se instaurou entre os três magos seniôres naquele momento.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Ter Fev 21, 2017 7:38 pm

Emma continuava vagando pela sala, agora seu olhar estava nos livros do lugar enquanto às vezes ela se inclinava para ler os títulos ou nomes nas dobraduras, sinceramente parecia que ela não prestava muita atenção no que era dito nem por West e nem pelos demais, mas isso se provava errado quando ela participava da conversa.

"- Oh!" - Ela disse, em determinado momento, quando West e os demais se calaram, parecia subitamente contente e bateu as mãos em palminhas leves, feito criança. - Virginia Woolf! - Comentou, apontando para um dos livros e então se deu conta de que estava falando em voz alta, quando olhou na direção dos demais. - Oh. - Falou, uma vez mais. - Perdão, é um jogo particular, procurar livros da minha... Tá-tá-tá-tá-ra-tia? Não sei como chamá-la. - E deu de ombros, sujeitinha estranha.

- Por experiência própria, quem não quer ser visto ou encontrado, não é visto ou encontrado, ainda mais considerando recursos e contatos que os Tec's devem ter, talvez, e mais uma vez, me permito cair nos braços vastos do 'talvez', eles querem que achemos que estão ausentes, quando de repente, estão aqui, comprando comida ao nosso lado no mercado.

Respirou fundo, dando uma olhada em West e depois em Grey. Uma cabala? Com aqueles dois? West parecia um professor solteirão de universidade que provavelmente assistia achava prazer em ficar com a cara em um livro 90% da vida ou ele vestia muito bem uma máscara, para parecer assim... E Oliver... Oliver era um Akasha e parecia mais inexperiente do que ela mesma o era... Ainda sim, talvez fosse interessante ter ajuda para as coisas que ela viera buscar e de todo o mais, não podia julgá-los apenas pelas aparências externas, precisava conhecer suas auras, suas pessoas interiores.

- Podemos evoluir a conversa cobre a Cabala, em momento oportuno. - Respondeu a jovem. - Ralf falou-me a respeito dos... Metamorfos, certo? Eles tiveram alguma baixa neste evento? Os Tec's poderiam ter algum receio a respeito de reações vindas da parte deles? Nós poderíamos ter?
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Oliver Gray em Ter Fev 21, 2017 10:00 pm

Oliver estava impaciente e a ideia de formar uma cabala não ajudou. Ele queria sair correndo, afanar os documentos que ele precisava para transitar pelos Estados Unidos e seguir em sua missão. Mas não é assim que as coisas funcionam, não é? Mas toda essa impaciência não transcendia o mental. Pelo contrário, naquele momento, Oliver exercitava sua capacidade de controlar o próprio corpo para não ser traído por sua emoções. Nenhuma sobrancelha se erguia, dedos não tamborilavam o braço do sofá, pés não batiam impacientes no chão. Ele era uma presença sólida e neutra na sala.

   Seu interesse em especular sobre os problemas da cidade era quase nulo, mas ele ouvia respeitosamente os presentes. Não havia outra saída. A reunião precisava terminar para que ele pudesse conseguir o que precisava para continuar sua busca. Justo quando ele imaginou que não tardaria muito mais, a pauta mudou para uma possível formação de cabala que o incluía, junto com dois magos desconhecidos. Oliver não acreditava que precisaria de ajuda em uma missão simples como localizar sua irmã, especialmente de uma ajuda que envolvia se tornar membro da comunidade mágica local. No entanto, recusar a possibilidade não seria exatamente polido, ainda mais de sopetão, então ele aproveitou para reforçar a fala de Emma, que também não parecia tão animada com a ideia:

-  "Com certeza, podemos amadurecer essa ideia. Não pretendo ficar em Portland por muito tempo, mas posso ser de alguma ajuda enquanto estiver por aqui". 

   Ele olhou para Emma e West e acenou positivamente com a cabeça, reforçando suas palavras com uma expressão resoluta. O primeiro parecia bastante inteligente, enquanto a outra era... Era peculiar. Mas Oliver aprendeu que a visão mortal enxerga é apenas uma ilusão, informações imprecisas que não servem de alicerce para qualquer opinião sólida. 

   Após fazer esse breve pronunciamento, ele retomou seu lugar no sofá e sua posição como ouvinte até que lhe dirigissem a palavra novamente.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Qua Fev 22, 2017 4:23 am

Quando Emma quebrou o silêncio, foi até bem vindo. O clima ficara meio pesado. Curiosamente, depois que ela falou suas primeiras sentenças, Willian pareceu confuso. Perdido, até. Franziu o cenho, e disse, baixo: "Tem um livro de Virgínia Woolf aí?!", mas logo retomou seu semblante habitual. Quando os novatos terminaram de falar, ele recostou-se na cadeira, e deu um suspiro.

- "Ah, os metamorfos, claro. Nossos vizinhos, por assim dizer. Bem, sou levado a crer que eles tiveram sim algumas baixas, mas não sei dizer quantas, e nossa colega xamã não foi de grande ajuda nesse sentido..."
- "Ela tava de luto, bicho" - interrompeu Ralf - "deve ter perdido alguém importante."
- "Não sou insensível a isso, Ralf, mas, por mais que honrar e lamentar os mortos seja importante, preservar os que ainda vivem é mais. E as informações dela sobre seus Parentes seriam instrumentais nessa presenvação" - deu de ombros e ergueu as mãos, com as palmas para cima - "Bem, sabemos que houveram baixas, até aí, Dança-com-Lobos confirmou. Mas não sabemos quantas. E essa é uma informação notoriamente difícil de conseguir, pois estes metamorfos geram algum efeito estranho nas memórias das pessoas que os vêem. De toda forma, seus questionamentos são muito pertinentes, Srta. Woolf. Este é um tópico ainda a ser explorado com nossa "especialista" em metamorfos, uma Oradora dos Sonhos chamada Dança-com-Lobos. Se eu tivesse que fazer uma aposta, diria que tanto os tecnocratas quanto nós deveríamos, sim, temer reações deles. Não sei se conhecem o bastante da sociedade mágika para nos discernir de nossos antagonistas. Não duvidaria que nos colocassem todos num mesmo saco, um rotulado "aqueles humanos com poderes estranhos que causam problemas". E eles são monstros bastante irrascíveis e difíceis de matar, conforme os registros. Um grupo que eu não gostaria de ter como inimigo. Na melhor das hipóteses, eles podem ser aliados poderosos, ainda que instáveis, contra a Tecnocracia. Na pior, podemos ter que lutar contra eles E contra a União, ao mesmo tempo."

Parecia estar prestes a mudar de assunto, quando pareceu se lembrar de algo.

- "Ah, por favor, evitem os lobisomens. Mas se esbarrarem com algum deles por aí, e tiverem que interagir com eles, usem o nome "Garou" para se dirigirem aos mesmos. É o nome que dão à sua própria espécie, e parece que consideram ofensivos termos como "metamorfos" ou "lobisomens".


Após uma pausa para respirar, Willian continuou.

- "Bem, vamos então a um assunto que parece estar entrando em evidência, pelos desmandos do Destino. O Sr. Gray, pouco antes da chegadas dos demais, me contava que está em uma missão para localizar sua irmã. A única informação que ele dispõe é do nome do orfanato onde ela se encontrava, e o nome. Este orfanato, Lar de Magdalena...
- "Hey!" - Ralf interrompeu - Esse lugar... favo-de-mel, Phillips era voluntária ai! Tenho certeza disso!"
- "Hããããã, certo..." - Willian continuou, depois de fazer uma expressão de quem não tinha entendido nada do que o cultista falara - "Como dizia, o Lar de Magdalena não era uma instituição de todo mundana. Era mantido por um enclave do Coro Celestial presente na cidade. Não tenho razões para acreditar que seu funcionamento tivesse algo de diferente de qualquer outro orfanato, mas o cabeça da instituição era uma figura bastante notória: um Mestre do Coro Celestial, chamado de "Profeta Sammuel" pelos seus."

- "Infelizmente, Sr. Gray, tanto o orfanato quanto seu dirigente foram algumas das muitas vítimas da Noite do Desespero: o prédio queimou inteiramente, e o Profeta Sammuel foi encontrado morto."

- "Talvez estejam se perguntando porque tenho tanta informação a respeito" - continuou Willian, mexendo numa das gavetas em sua mesa, e dela tirando uma pasta de arquivo a qual depositou sobre a mesa, e abriu - "o fato é que alguns eventos recentes me fizeram pesquisar o assunto. Sendo bem direto, o Profeta Sammuel tem sido visto em alguns pontos da cidade. Ou, ao menos, uma "aparição", com sua mesma voz e aparência. Pretendia informar isso aos demais em nossa próxima reunião. Mais do que surgir, este Sammuel tem se dirigido a algumas pessoas, dado avisos, instruções, coisas assim. Claro, a maioria foge apavorada, sem dar muitos ouvidos, mas parece que um membro de sua antiga congregação lhe ouviu, achando que era um "enviado de Deus" ou algo assim."

Na pasta aberta, haviam vários documentos, algo como um pequeno dossiê. Logo na frente, preso clipe à capa, estava uma foto, que devia ser do tal Sammuel.


O Profeta Sammuel:


- "A coisa se tornou ainda mais estranha, quando fui consultar alguns registros deixados pelos ocupantes anteriores da capela hermética da cidade. Ela se localizava em outro prédio, e os membros todos morreram naquela noite, mas vários itens e registros estavam encaixotados no nosso porão. Pois bem, fui pesquisar qualquer registro que eles tivessem sobre Mortos Inquietos, que, a uma primeira vista, parece ser o que o Profeta se tornou. A coisa estranha com a qual me deparei foi a codificação destes registros. Vejam, qualquer registro feito pela Ordem segue uma codificação padrão, que pode ser decifrada por outro hermético com alguma graduação. Estes registros, entretanto, tinham uma codificação diferente, que desafiou minhas tentativas de decifrá-lo."

- "Não consigo imaginar o que possa estar contido ali. Mortos Inquietos não são um campo de estudo muito difundido na Ordem. Gostaria, inclusive, de verificar com os colegas que estão há mais tempo na cidade se houve algum evento de significância nessa área, num passado próximo ou não."
- "Bicho, sei de nada não..." - disse Ralf, pensativo - "Mas posso ver com Jeanette. E ela pode mandar uma mensagem pra moça índia".
- Obrigado, Ralf. De toda forma, requisitei os serviços de um membro da casa Shae... perdão, por vezes esqueço que não estou apenas entre herméticos. Digamos que se trata de uma especialista em idiomas e códigos. A Srta. Granger tem trabalhado nestes registros, e embora diga que está avançando, não foi ainda bem sucedida em decifrá-los."

- "E meu interesse no assunto aumentou, depois do último relato de aparição de Sammuel. Ele surgiu para a filha de uma de suas acólitas. E a salvou de um acidente de trânsito. Com um efeito de Primórdio. Eu mesmo estive no local, e pude averiguar os rastros de Ressonância. Aquilo foi Ars Magika real. E se temos um Inquieto que usa Mágika Verdadeira, então temos o primeiro caso registrado de alguém que cruzou o véu da morte, levando consigo seu Avatar."

E nisso, Willian quedou-se em silêncio. Talvez descansando. Havia falado bastante, afinal.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Oliver Gray em Qua Fev 22, 2017 8:50 am

Ok, aí estava uma notícia desanimadora:


-  "Droga, a coisa vai ser bem mais complicada do que eu imaginei a princípio. Meu único plano até o momento era começar perguntando no orfanato".

   Ainda estava um pouco difícil de engolir que o orfanato era dirigido por coristas, mas se fosse, ele nunca saberia. Na época, A única coisa que Oliver sabia sobre magia eram os sonhos estranhos e as alterações acidentais da realidade que geralmente o colocavam em encrenca. Por sinal, será que aqueles monges sabiam que ele estava prestes a despertar? Enquanto remoía esses pensamentos, ele perguntou:

-  "Essa aparição já foi hostil com alguém? Talvez eu pudesse encontrá-la e perguntar sobre a minha irmã... Há alguma outra maneira mais óbvia de encontrá-la usando apenas seu nome completo, Sr Willian?.

   Essa era nova. Oliver nunca ouviu falar sequer de uma lenda sobre aparições capazes de atravessar o véu com seu avatar. Sendo assim, ele resolveu ler o dossiê, só para garantir que nada sobre o assunto havia escapado:

-  "Esses documentos são confidenciais? Tudo bem para você se eu der uma olhada?".

   A chance era vaga, mas esses arquivos poderiam conter algo que lhe servisse de ponto de partida, já que agora seu próximo passo já não estava tão claro.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Dr. Faust West em Qua Fev 22, 2017 2:38 pm

Dr. Faust passou algum tempo em silêncio, limitando-se a ouvir. Não tinha muito a acrescentar e, se fosse ser completamente honesto, estava achando a conversa um pouco repetitiva, até supérflua em alguns aspectos. É claro, haviam dados que ele conseguia pescar, dados úteis que, gravados em sua memória, sem dúvida viriam a colaborar com a lógica da situação no futuro, mas, em sua maioria… é claro que a União Tecnocrata cometia erros, é claro que havia a chance da própria Noite ser um fato aberrante e nada daquilo possuir algum significado maior dentro de um contexto lógico, e é claro que Emma – que, aparentemente, havia incumbido para si mesma a tarefa de acrescentar “ou não” depois de tudo que alguém falava – podia ter razão.

Mas “podia”, “poderia”, “quem sabe” e “talvez”, assim como outras considerações que não acrescentavam absolutamente nada ao diálogo ou ao problema não o interessavam de forma nenhuma. Manteve-se atento, entretanto – primeiro para pescar as informações importantes, segundo por que, bem, ele não tinha escolha, tinha?

Aos conselhos de Dr. Max, Dr. West dedicou um breve menear de cabeça, mas não comentou, ao menos a princípio, sobre a cabala – aquilo não era nem uma possibilidade, ele acreditava: já era um fato consumado e qualquer um naquela sala que tivesse qualquer impressão de que a cabala ainda estava para ser em oposição a já estar era um tremendo idiota. William podia ser um pouco perdido na vida, principalmente em suas interpretações quanto a Noite do Desespero, mas Herméticos – assim Magos experientes de qualquer tradição – não davam ponto sem dó.

Quando William Von Heineken agradeceu sua sugestão, o Faust, que havia tirado os óculos e os limpava calmamente com um lenço branco que havia tirado do bolso, apenas meneou a cabeça num “não há de que” silencioso.

Entretanto, quando a conversa começou a se direcionar para a Noite do Desespero de forma um pouco mais aprofundada – sobre o número de mortos, proporção entre Despertos e Adormecidos, enfim – o doutor viu seu interesse ser renovado. Havia pedido aquelas mesmas informações a Dr. Max na noite anterior, mas ele não havia podido informá-las de imediato… Mas, lá estavam elas. Ótimo. Seriam importantes, para o que viria.

Ignorou completa e totalmente as manifestações de Emma sobre Virginia Woolf, e apenas deu um micro-aceno de cabeça para Oliver quando ele falou sobre a cabala, querendo evitar ser muito mal educado. Havia achado curioso o interesse de Emma sobre os metamorfos, mas nada muito além disso – talvez fosse interessante abordá-la sobre a questão depois, dado seu interesse pessoal em conversar com Dança-com-Lobos.

E então, a questão sobre a irmã de Oliver. Não houve nenhuma demonstração externa, mas aquele era um assunto – e um interesse – que Faust West não apenas podia respeitar, como o fazia de fato. A busca de alguém perdido era sempre, sempre, uma busca válida. Esperava em toda honestidade que o rapaz a encontrasse. Limitou-se, é claro, a ouvir. Seus olhos passaram pela sala por um momento, mas depois repousaram fixamente em um ponto único do carpete.

…. isto é, até surgir a questão sobre Samuel estar aparecendo. Os olhos de Dr. Faust ergueram-se em direção a Dr. Max de imediato, sua mente retornando as informações que havia visto na noite anterior. Moveu-se, inquieto, na própria cadeira, e seus olhos rapidamente foram para William, e deste para o dossiê, e quando Oliver o pediu, seus olhos correram para este.

“ - Ninguém morre e mantém o Avatar, não é assim que funciona. – decretou, com ares de especialista e uma certa impaciência, mas não expandiu. Respeitava o sigilo necessário de uma investigação intelectual, e tampouco ele gostaria de dar palpites: suas contribuições precisavam ser sólidas e factuais, e não, como eram as dos outros, palavras ao vento.
Dr. West pegou sua bengala e, batendo no topo do crânio com o dedão, observou as horas ali. Fechou-o mais uma vez, e se levantou em silêncio. Caminhou até Oliver e estendeu a mão a ele, nitidamente pedindo o dossiê. “ - Por obséquio.” – complementou, um segundo depois, como quem se lembra que as pessoas, no mundo real, usam palavras para se comunicar umas com as outras.

Recebendo-o, abriu a pasta de imediato, sem se sentar, os olhos esquadrinhando-a com velocidade – foto, todas as informações, todas as páginas. Mentalmente, começou a cruzar os dados com os casos da noite anterior, buscando semelhanças, buscando diferenças, buscando detalhes em geral sobre a personalidade e a pessoa do Profeta Samuel. Tudo.

CASO AS INFORMAÇÕES BATESSEM, de forma a indicar uma semelhança de caso, West acrescentaria:

“ - Se alguém for bondoso o suficiente para pedir que um lacaio visite o local onde o Profeta Samuel geralmente estaria, neste horário de uma segunda feira, tenho fortes motivos para crer que ele – ou o que dele tenha restado – estará lá também.” – e então estendeu a pasta de volta para Oliver. Não precisava mais.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Qua Fev 22, 2017 3:33 pm

Emma prestava atenção em toda informação que era exposta aos demais, ainda que o fizesse ao seu modo, ela solidarizou-se por Oliver; horas atrás estava ela na mesma busca, que tinha durado alguns bons anos, o que a fez olhar para onde Elliot estava e questionar-se como sentia-se naquele momento de reencontro. Talvez pudesse ajudar o rapaz em sua busca, depois.

Quando Ralf chamou sua atenção para o fato de que sua falecida amiga era voluntária naquele lugar, Emma o olhou com alguma curiosidade, antes de sorrir. - Oh, bem. Talvez ela tenha algo a respeito guardado em sua casa, você pode procurar lá depois, Oliver, se desejar. Eu estava indo para lá, a casa está fechada desde que ela se foi. - Avisou, ainda que não tivesse muita certeza de que se poderia achar algo relacionado a isso por lá, mas ao menos era um lugar para começar.

Então Emma se calou e tornou-se espectadora: muito do que era dito não era totalmente compreendido por ela, afinal a jovem tinha poucos fatos a respeito dos acontecimentos naquela cidade antes e depois.

O dossiê não lhe interessava muito exatamente pelo menos motivo, não ia servir de parâmetro algum naquele momento, então se manteve calada, observando. E apenas voltou os olhos na direção de West, arqueou uma das sobrancelhas, ao ouvir a conclusão do homem e atentou-se aos mais velhos, interessada em suas reações.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Ter Fev 28, 2017 10:58 pm

Os olhos da sala se voltaram pra West, quando ele falou sobre a morte a Avatares. Possivelmente nem havia se dado conta, mas falara um pouco alto demais. Talvez com paixão demais. Mas enfim, tudo pareceu bem, quando se levantou e pediu a pasta. Enquanto o médico a examinava, Willian ouviu a pergunta de Oliver e a respondeu.

- "Não temos registro de que tenha sido hostil com ninguém, Sr. Gray. A não ser que o Sr. inclua uma motocicleta na lista. O "Profeta", nesta ocasião que falei, simplesmente apagou um veículo destes da existência. Pelo que a atordoada testemunha relatou, entendo que ele usou uma habilidade que os Coristas chamam de "Chamas da Purificação". Não é um efeito simples, mas isso apenas referenda a reputação de Sammuel como um mago poderoso, quando em vida. Supondo que estejamos diante do mesmo homem" - nisto, Willian juntou os dedos, e inclinou-se para frente, olhando bem nos olhos do Akasha - "quanto a falar com a aparição, esse parece o meio mais simples, não é? O curso de ação mais imediato. E eu concordo que seja, mas é um curso de ação que exige imensa cautela. Veja, Sr. Gray, conversar com um fantasma não é como conversar com um ser humano. As motivação dele podem ser completamente diversas do que imaginaríamos como "normal". Se estamos diante de um fantasma com tamanho poder bruto... bem, pode ser deveras arriscado despertar sua ira, ainda que acidentalmente. Se for fazê-lo, acredito que seja uma boa ideia estar acompanhado de alguém com conhecimento amplo sobre o assunto. Me parece que o Dr. West tem os estudos necessários para lidar com o caso."
- "Fora disso, bem, podemos tentar a radiestesia. Costuma ser algo bem útil, nesse tipo de situação, e acredito que a Srta. Granger tem alguma experiência neste campo. O Sr. tem algum pertence dela?"

Ao terminar de falar, West havia acabado com a pasta, e fez sua pergunta, antes que Oliver pudesse responder.

Willian ergeu levemente uma sobrancelha, ante o questionamente. Já Ralf franziu bastante o cenho, e o Dr. Max fechou os olhos, parecendo ter abafado uma risada. Depois disso, ante o olhar inquisitivo de Willian, Ralf disse:

- "Cara, se fosse domingo, ele provavente estaria pregando na Primeira Presbiteriana. Mas numa segunda, pelo que sabia da vida do Profeta, ele provavelmente estaria no orfanato mesmo. Era um cara dedicado, pelo que ouvi. Phillips falava muito bem dele. E o trabalho que eles desenvolviam lá era maneiro. Bom pras crianças."
- "Mas, veja, Dr. West" - prosseguiu Willian - "estamos um pouco desservidos de "lacaios" neste momento. Esta capela mesmo, conta apenas comigo e mais dois Despertos. E eu realmente não enviaria alguém que não um Desperto para esta missão."
- "Nesse caso, Doc, posso te dar uma carona, se estiver interessado" - disse Elliot, calado até então. Estava se levantando e colocando o chapéu. Não tinha se dado ao trabalho de tirar o sobretudo - "finalmente surgiu algo de interessante no meio de todo esse tédio, e pretendo ir lá tirar a limpo. Gente que já morreu não me é estranha. E me interessa. Acho que os Caras das Tradições ainda tem muito o que falar. Sempre têm. E eu não gosto de esperar."

Sem mais palavras, o sujeito olhou para Emma, enquando depositava um cartão de visitas sobre uma mesinha, e saiu, sem se preocupar se West viria ou não com ele.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Oliver Gray em Qua Mar 01, 2017 9:59 am

Oliver prestou toda a atenção do mundo nas palavras do homem chamado Faust. Ele não desconhecia o assunto totalmente. Mais uma vez ele resolveu não se meter, ainda mais em vista das outras coisas acontecendo no momento, como magos desintegrando motos após terem morrido, por exemplo. Oliver já estava decidido a dar uma palavrinha com aquele cara.
   
   Era um caminho rápido para obter respostas, mas, fortuitamente, não o único. Emma havia lhe oferecido uma boa forma de começar também visitando a tal casa:

- "Eu ficaria agradecido se você pudesse me levar nessa casa em breve, Emma. Qualquer pista que possa me levar até a minha irmã, bem, seria inestimável".

   Depois disso, ele se virou para Willian e foi respondê-lo, com um ar sereno, mas sério, bem mais parecido com um mestre do que com um aprendiz:


- "Eu gostaria de tentar todos os métodos, inclusive o de conversar com o suposto fantasma. Além de achar que, como órfão que já esteve aos cuidados dele, eu seria uma das melhores pessoas possíveis para lidar com isso, não temo a morte, que é só um segundo de espera ante a infinda roda das encarnações.


   Oliver se espantou consigo mesmo. De onde viera aquilo? Em alguns momentos, parece que outro falava por ele, outro bem mais iluminado, com um chi muito mais controlado do que o dele. Internamente, quando isso acontecia, ele se assustava, só para se ser inundado por uma sensação de paz depois.


   Tocando o pulso como por instinto, como se estivesse protegendo algo quando Willian fez menção a um pertence de sua irmã, ele tirou uma pulseira de contas que usava na mão esquerda:

- "Minha irmã fez isso enquanto ainda estávamos no orfanato. Ela me deu antes de ser adotada, para que eu não a esquecesse. Se for de alguma ajuda, pode ficar com ele".


   Ainda meio atordoado, Oliver viu o tal Elliot decidir que iria até o local onde o fantasma teoricamente estaria:


- "Você tem espaço para mais um?", perguntou ele para as costas de Elliot enquanto ele deixava a sala.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Dr. Faust West em Qua Mar 01, 2017 11:34 am

Ele tinha escutado o que William dizia a Oliver – o que lhe explicava sobre os fantasmas, sobre os efeitos realizados pelo Profeta Samuel, enfim. Não o havia feito com toda a atenção que devia, por estar estudando o dossiê, mas, ainda assim, havia ouvido. Toda aquela dedicação de Oliver com a irmã era, no mínimo, comovente – afinal, Faust entendia perfeitamente o desejo de buscar algo perdido, naquele sentido… E também acreditava que Emma e Elliot o fizessem, dado serem gêmeos separados na infância, como a mesma havia dito.

Aquela história da irmã era bastante conveniente, da parte de Oliver, para criar empatia com todos os outros membros da recente cabala. Faust, por um momento, perguntou-se o quão espontânea era aquela história.

Foi pouco depois de terminar de falar que Dr. West percebeu que talvez não houvesse construído a frase da melhor forma possível. Implicar em “lacaios”, dado o estado atual da população magika na cidade, com tão poucos despertos, certamente os colocaria na posição de fazer a tarefa. Mas ele havia estado empolgado demais, levado demais pelo momento, para calcular todos os detalhes, e por isso, acabou limitando-se a ouvir o que era dito em resposta.

… E então Elliot se manifestou, e o bom doutor voltou seus olhos para ele, acompanhando-o em sua movimentação. Esperou que o rapaz saísse, antes de voltar-se para os “chefes” do local. “ - Caras das tradições?” – repetiu a fala de Elliot. Ele não era um tradicionalista, então. Aquele explicava.. muito. Malditos disparates.

Voltou-se a Oliver.

“ - Se não tiver, um taxi certamente o terá. Você pode me contar mais sobre sua irmã no caminho, sem dúvida vai ajudar nossos esforços.” – e meneou a cabeça, num gesto quase mecânico, enquanto olhava para Emma, esperando se ela viria ou não com eles.

Afinal de contas, um dos dois irmãos havia se envolvido com os fantasmas. E eles haviam atacado ela. Tudo aquilo seriam dados interessantes.

Enquanto isso, Faust apoiou sua maleta sobre a poltrona e abriu-a. Lá dentro, desatou algumas fivelas, e retirou uma pistola preta, bastante simples. Guardou a arma no cós da calça como quem estava guardando um documento, e fechou a mala novamente. Afinal de contas, era uma missão de campo – alguma coisa sempre dava errado.

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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Qua Mar 01, 2017 1:38 pm

Emma manteve-se em silêncio, quando a falação retornou ao suposto fantasma. Não que ela não tivesse interesse no assunto, tinha, porém parecia... Pouca informação, quer dizer: West deu a entender saber de algo, mas não compartilhou suas conclusões, os demais também nãos e manifestaram com qualquer conclusão mais concreta a respeito da situação e ela achava que havia mais a ser discutido.

Porém, repentinamente, ouviu-se a voz do irmão, Emma voltou-se para ele com um leve ar de surpresa e interesse, mas suspirou ao ouvi-lo terminar a frase. Observou o movimento, enquanto ele deixava um cartão na mesa e lhe encarava. Tantos anos longe, e tudo que deixava era um cartão? Emma sorriu de leve, deixando que ele se afastasse.

Os dois rapazes pareciam extremamente interessados em ir "caçar fantasmas", mas Emma apenas moveu a cabeça de leve. - Tenho que levar Vaýu para casa e alimentá-lo, não quero uma Coruja que pode comer outras Corujas zangada, ele não tem o melhor dos humores. - Afirmou, referindo-se ao seu familiar, antes de suspirar. - E acredito que teremos tempo para... Buscar este senhor ou fenômeno ou o que quer que seja, mas que dificilmente teremos outra oportunidade de ter os três senhores aqui, reunidos como agora, para que possam nos expandir a respeito desta cidade e de seus problemas e mistérios. Eu ficarei. - Finalizou, enquanto revirava sua bolsa e tirava uma caneta meio velha de lá.

Emma moveu-se na direção de Oliver, e segurou sua mão sem pedir muita permissão, rabiscou ali o endereço da casa onde estaria. - Vocês podem me achar ai, você e o Doutor, então podemos conversar a respeito da Cabala, dos fantasmas e da sua irmã.

Voltou-se então aos demais, aguardando a conclusão de tudo aquilo.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Qui Mar 02, 2017 8:55 am

aparência+Lábia, dificuldade 7.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Qui Mar 02, 2017 8:55 am

O membro 'Emma Woolf' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 2, 3, 9, 7, 6
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Dr. Faust West em Qui Mar 02, 2017 11:09 am

Faust olhou para Emma, enquanto ela agarrava a mão de Oliver, anotando seu nome alí. Aquilo era bom - já mostrava algum nível de entrosamento que começava a se formar no que seria aquela cabala, ou, ao menos, entre a Cultista e o Akasha. Quanto a ele mesmo, não precisava de entrosamentos, só de eficiência... E quanto a ELliot, bem, ele sempre podia continuar torcendo para que houvesse um desaurido explosivo na próxima esquina. 

Tudo arrumado, Faust virou-se de frente para os magos mais velhos, mala numa mão, bengala na outra. Passou o olhar por todos, mas terminou em seu mentor, Dr. Max. 

" - Algo mais antes de irmos a campo, senhores?"
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Oliver Gray em Qui Mar 02, 2017 11:24 am

Oliver ficou um pouco surpreso com a atitude de Emma, mas não desgostou. Assim como West, estava apenas no aguardo do final da reunião, pronto para sair a qualquer momento:

-  "Sr. Willian, se importa que eu volte aqui amanhã para terminarmos de resolver minhas pendências quanto aos documentos? Se for o caso, eu posso ficar pelo tempo necessário".
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Sex Mar 03, 2017 12:19 am

Os três magos mais antigos se entreolharam rapidamente, e em seguida, Ralf ergueu o indicador e o médio de uma das mãos, o Dr. Max acenou com a cabeça, e William disse:

- "Não há nada que não possa ser tratado em outra ocasião. E sem dúvida a proatividade de vocês é admirável, e também apreciada" - olhou para o relógio de pulso, e em seguida, olhou, de maneira um pouco estranha, para Emma. Um segundo, talvez dois, se passaram, até que ele balançou levemente a cabeça, e completou - "É, nada que não possa ser dito em outra ocasião. Todos, exceto o Sr. Gray, passaram pela loja ao entrarem. Podem retornar pelo mesmo caminho, e lá, podem pegar os telefones do local com uma de minhas... com uma das atendentes. Sr. Gray, neste horário, a Srta. Granger costuma estar na loja também. Verifique com ela como andam os procedimentos de sua documentação. Talvez ela até já tenha algo. É uma jovem muito eficiente".
- "Acredito que esta será uma pesquisa de campo bem rotineira"
- prosseguiu o Dr. Max - "Mas em caso de dificuldades, não hesitem em ligar. West tem meu telefone"
- "Boa sorte procês" - encerrou Ralf - "Eu pego uma carona, Emma, não esquenta comigo não. Faz o que cê tem que fazer. Sabe onde nos encontrar".

Quando o bando desceu a escada e acessou novamente a loja (supondo que seja o que eles irão fazer), as grades externas do local já estavam baixadas, exceto a que bloquearia a porta (esta tinha uma placa de CLOSED virada para fora). Pela vitrine, era possível ver que a noite caía, e também os três carros parados na calçada: o carro popular de Emma, a banheira retro-futurística do Dr. Max, e um táxi. Elliot estava encostado nesse táxi, e falava ao celular. Ao lado dele, um outro sujeito fumava.

Quando estavam chegando na loja, por aquela porta nos fundos, puderam ouvir risos e conversa animada vindo de lá. Quando abriram a porta, as gêmeas ruivas estavam fazendo algumas arrumações, enquanto conversavam e riam. Junto a elas, estavam um jovem branca e magra (embora de seios avantajados), com os cabelos castanhos presos num coque, e olhos profundamente azuis por detrás dos óculos de aro escuro; e também um homem moreno e atlético, de cabelos e cavanhaque negros como os olhos. Ambos estavam enconstados nos balcões, o homem de braços cruzados sobre o peito, a moça segurando um livro, e todos pareciam bem descontraídos. Por um instante, aquilo nem parecia uma capela, mas sim um encontro de jovens amigos. Como se o mundo fosse "normal".

Quando a porta se abriu, os olhares dos quatro se voltaram para o bando. Oliver reconheceu as duas figuras como os que o haviam recebido ao sair do portal, embora nunca tivesse visto as gêmeas ruivas. Emma reconheceu o homem do segundo andar da capela. Fora aquele que lhe lançara um olhar lascivo.

- "Holla, amigos!" - Disse o homem, com um sorriso no rosto - "meninas, esse é o Akasha que chegou hoje. E aí, Oliver? Espero que señor Willian não tenha te dado bronca"
- "Mas que injusto, Hernán!" - disse uma das ruivas, fazendo uma face teatralmente escandalizada, mas rindo - "Ele não é assim!"
- "Nem sempre, pelo menos" - completou a outra irmã, também rindo.
- "Ora, que ótimo!" - agora quem falava era a moça de olhos azuis, se desgrudando do balcão, e se aproximando do trio - "Imaginava se conseguiria ser apresentada a vocês. Odiaria perder a oportunidade. É um prazer. Sou Daenerys Granger, bani Ordem de Hermes. Trabalho na capela." - e estendeu a mão. Mas logo a recolheu, com uma cara alarmada de quem tinha acabado de lembrar de algo. Abriu o livro que estava debaixo do braço, e retirou um pequeno cartão de lá, o entregando a Oliver.

- "Hihi, desculpem o mau jeito, é que não quero esquecer isso. Sr. Gray, aqui está o seu cartão de Seguro Social. Molhei algumas mãos para isso sair logo, antes do resto. Pelo menos o Sr. terá uma identificação, no caso de alguma... eventualidade."


As pessoas da loja:



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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Oliver Gray em Sex Mar 03, 2017 2:00 pm

Realmente, os outros assuntos poderiam esperar. Estava na cara que Willian tinha ficado satisfeito com o desenrolar das coisas. Oliver também. Agradecendo pela atenção dispensada, ele deixou a sala, mas não antes de se curvar à moda oriental para os presentes, sem dizer mais nada.

   Oliver ainda não tinha a tal loja, e sequer sabia o que se vendia lá, mas seguiu com o grupo, vendo Elliot aparentemente esperar por eles. Antes de encontrá-lo, Ele foi até onde estava o grupo de magos. Cortéz não parecia ser um cara de formalidades, então Oliver o cumprimentou com um tapa amigável nos ombros:

- "Olá meninas, olá Cortéz. Até que deu tudo certo lá dentro", disse Oliver, sem saber como Willian encontraria um motivo para lhe dar uma bronca tão cedo. "Obrigado pela acolhida, haha".

   Oliver pegou o cartão da mão de Granger. Essa aí era eficiente, ele pensou. E com grandes... Recursos. Ele demorou alguns segundos para lembrar que sabia falar:

-  "Isso foi rápido, uau. Ei, eu não sou exatamente o cara das posses materiais, e nem ligo muito pra isso, na verdade, mas como eu posso agradecer você apropriadamente? Isso aqui deve ter dado trabalho", disse Oliver, com o cartão entre os dedos e um sorriso largo no rosto.
Sem saber exatamente o que dizer depois, ele completou, desajeitado:

- "Bem que você disse que nos esbarraríamos por aí. Espero que aconteça mais vezes".
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Sex Mar 03, 2017 2:41 pm

Emma suspirou, enquanto começava a remexer em sua bolsa atrás das chaves do carro, apenas para se dar conta que as tinha deixado na ignição; ela deixou que os rapazes saíssem, antes de começar a se mover para fora. Tinha sido a última deles a descer, e a notar que o dia tinha passado e ela tinha perdido suas horas de meditação e seu momento de oferendas e rituais.

Emma tinha o olhar do lado de fora, e só notou realmente a 'turma' quando Oliver começou a falar, sorriu e acenou para eles, observando-os muito brevemente. Voltou a olhar para fora, tentando saber se ao menos tinha deixado as janelas do carro abaixadas, parecia que sim. Pelo que ouvirá, o assunto era com Oliver, então ela não precisaria se preocupar em ficar. - Eu vim de carro até aqui, caso queiram uma carona, já que meu irmão Elliot não parece a melhor das companhias no momento. Só vou dar uma corrida até o carro para ver se Vaýu está bem. Espero vocês lá. - Emma se despediu com outro aceno e um 'namastê' sorridente, antes de sair pela porta em direção ao próprio carro.

Abriu a porta do motorista e enfiou metade do corpo para dentro do veiculo, enquanto observava os olhões amarelos da coruja no banco de trás lhe encararem. - Eu sinto muitíssimo por isso. - Afirmou para o pássaro. - Você pode andar no banco da frente, o que acha? Tenho que ir em um lugar antes de irmos para casa. - Disse, enquanto abria a janela do banco do passageiro. Também recolheu qualquer coisa que estivesse jogada por ali para dar lugar aos dois despertos, enquanto colocava Vaýu no banco da frente.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Dr. Faust West em Sex Mar 03, 2017 8:24 pm

“ - Obrigado.” – decretou Dr. Faust de forma mecânica, diante das palavras de William – e após ouvir as palavras de Dr. Max, ele simplesmente deu-lhes as costas e moveu-se em direção a porta, girando sobre o próprio eixo… Mas parou, girou novamente sobre o próprio eixo, e aproximou-se de Dr. Max, seu mentor: “ - Deixei meus óculos sobre a bancada de seu laboratório. Trocamos, por um pouco?” – sugeriu, estendendo a mão. Após recebê-lo, agora sim, girou-se e foi-se.

Havia notado – e achado bastante curioso – que ninguém parecia ter achado estranho ver um médico tirar uma arma de fogo de dentro de uma maleta e colocá-la no cós da calça, escondida sob o casaco do terno. Se aquilo havia se tornado corriqueiro, o clima da cidade, sem dúvida nenhuma, talvez estivesse um pouco pior do que ele pensava.

Desceu as escadas pensativo, a bengala batendo exatamente uma vez em cada degrau, enquanto o fazia, e sem dizer uma palavra – os risos vindo do outro lado da porta o incomodaram: pessoas risonhas geralmente estavam em clima de socializar, e ele não queria socializar. Queria investigar, coletar informações, e resolver o problema. Mas lá foram eles. Anotou mentalmente o comportamento das gêmeas – havia tido a impressão de que elas não eram exatamente humanas, mas, agora, comportavam-se de forma bem natural.

“ - Dr. Faust West. Bani Sociedade do Éter.” – informou a todos, com formalidade mecanizada. Até teria tirado o tempo para apertar a mão de todos, mas era muita gente – limitou-se a suspirar de leve, quando viu o flerte que começava entre Daenerys e Oliver. Ah, os jovens… Mas, certamente, eles teriam tempo para prosseguir com o ritual de acasalamento mais tarde. “ - Nós temos um cronograma. ” – decretou para Oliver, logo após a saída de Emma, e encaminhou-se também para o lado de fora.

“ - Foi um prazer conhecê-los.” – acrescentou.

Do lado de fora, Faust pausou brevemente, olhando em volta, como quem esperava encontrar algo que não estava ali – os fantasmas haviam se dissipado. Curioso. Olhou para Elliot, e depois para Emma…. Mas acabou decidindo-se pela garota. No fim, quem havia sido atacada pelos espectros havia sido ela, não o irmão: e ele queria ver se o irmão dela saberia como chegar ao lugar, visto que havia sido o único que não tinha olhado o dossiê.

Entraria rapidamente no carro, depois de um breve olhar desconfiado para a coruja. Ajeitado no banco de trás, abriu a própria maleta – Oliver, ao seu lado, caso olhasse, veria uma série de compartimentos no couro ocupados por caixinhas de madeira, e na parte da tampada, entradas também de couro onde coisas deviam estar enfiadas. Também era possível ver as fivelas de onde havia desatado sua arma De um desses “sleeves”, ele retirou uma caixinha de pequenas chaves coloridas, e pôs-se a ajustar o óculos de seu mentor.

Por cima do trabalho, comentou: “ - Se você puder ser gentil e nos deixar a duas quadras do orfanato, Emma. Mais exatamente, entre a rua tal e quetal.” – pediu, referindo-se ao lugar onde havia sido achado o corpo do homem. Começar dali parecia apropriado.

As vezes, Faust colocava os óculos em frente ao rosto e apertava os olhos.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Sex Mar 03, 2017 9:22 pm

- O que foi? - West ouviu, quando se aproximou do carro de Emma, mas com um pouco de atenção podia notar que ela falava com o pássaro, que lhe encrava com aqueles olhões amarelos e aparentemente nada bem humorados. - Você anda bem impaciência, Vaýu. - Completou, com um suspiro.

- Veja, esse é o Dr. West, esse é Vaýu. - A coruja - uma coruja grande - olhou-o brevemente, antes de voltar sua atenção à Emma.

- Eu acho que você vai gostar. Tinha um jardim da última vez que fui lá e uma árvore enorme, você gosta de árvores. - Continuou, seu monologo com a coruja. Quando West falou com ela, Emma voltou sua atenção ao Dr. - Oh, vocês terão de me guiar. Não faço a menor ideia de onde fica esse lugar. - Disse, com um mover de ombros.

- Sua esposa também é desperta, Dr. West? - Quis saber, enquanto olhava em volta, esperando o garoto Oliver.

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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Dr. Faust West em Sab Mar 04, 2017 1:31 pm

Sentado no carro, Dr. West olhou com alguma impaciência para a loja, mas suprimiu o suspiro. Tinha a sensação de que aquele Akasha seria um problema. As pessoas simplesmente não pareciam ter um bom senso de prioridades, infelizmente. 

Mas logo sua atenção voltou-se - temporariamente - para a coruja, e então para Emma, e então, novamente, para o Google Glass que tinha em mãos. Realmente precisava arrumar aquilo, ou sequer seria capaz de utilizá-lo na investigação. 

" - É um prazer conhecê-la, Vayu...." - disse, daquele jeito meio ausente, de quem está prestando atenção em outra coisa. Mas era, realmente, um prazer: West tinha uma grande apreciação por familiares em geral, supondo que fosse realmente isso que a coruja era. O pobre doutor só era meio autista, mesmo. " - Você fala, Vayu?" - acrescentou, por cima da própria voz de Emma, enquanto ela falava sobre ser guiada.

Depois, ele suspirou, acenando com a cabeça. Dariam um jeito de guiá-la. Achava que o aparelho de Dr. Max ainda tinha suas funções originais, então ele poderia puxar o mapa pelo google maps. 

Faust guardou a caixiinha de ferramentas e abriu, sobre o próprio colo, uma outra caixinha de madeira, cheia de pequenos cristais coloridos. Ele estava colocando os cristais em frente a lente, e então segurando a lente em frente aos olhos, e o cristal na frente da lente, como se quisesse enxergar alguma coisa. 

Quando a pergunta sobre a esposa veio, West fez uma pequena pausa, rompendo, por um instante, sua expressão impassível e inatingível - também conhecida como seu ato de "exterminador do futuro versão nerd". Seus olhos buscaram os de Emma. " - Tecnicamente, não. Ela está inconsciente a alguns meses." - respondeu, e então voltou-se ao óculos. 

" - Eu vi os Inquietos atacarem você, na entrada do prédio. O que aconteceu?" - quis saber.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Sab Mar 04, 2017 2:51 pm

- Ele fala. - Emma disse, naquele sotaque carregadíssimo; provavelmente era do interior da Inglaterra. - Só quando quer. - Completou, dando ela mesma uma olhada na coruja enorme sentada no banco do passageiro. A coruja abriu um pouco as asas - o máximo que o espaço permitia, antes de emitir um pequeno som.

- Eu não tenho ratos. Ninguém anda com ratos por aí, Vaýu. - Disse Emma, com um suspiro, enquanto olhava na direção da loja. Quando West falou, a jovem olhou-lhe por um momento. - Desejo-lhe melhoras. - Disse-lhe Emma, resumindo-se a isso: preferia não aprofundar o assunto.

Mas então veio a pergunta, e Emma lhe lançou um olhar meio curioso, enquanto pensava a respeito da situação. - Está é uma boa pergunta.- Afirmou a jovem. - Mas acredito que meu irmão terá respostas melhores que as minhas, para esse caso. - Disse, olhando brevemente na direção de onde estava Elliot.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por The Oracle em Seg Mar 06, 2017 7:33 pm

Emma foi a primeira a passar pela porta da loja. Assim que ela saiu, deixando sua enigmática frase final, Cortéz franziu o cenho e murmurou: "O que carajos é um Vaýu?", ao que as gêmeas responderam, ambas, com um levantar de ombros, perfeitamente sincronizado, e um murmúrio: "Cultistas...", também perfeitamente sincronizado. Granger não deu atenção, uma vez que estava se dirigindo a Oliver. Depois das últimas palavras dele, ela sorriu um sorriso... enigmático (ao menos para Oliver, que era bastante obtuso nestes jogos. Mas o Dr. West pôde claramente ler "flerte" escrito na testa da moça), e acrescentou:

- "Ora, tenho certeza que vamos encontrar um modo de você me recompensar, não? Dizem por aí que é uma péssima idéia dever a uma hermética. Porque não me dá seu número, e podemos debater os termos da restituição mais tarde?"


- "Hummmmmm" - murmurou a garota, depois da declaração de Oliver de que não tinha um número. De repente, ela ergueu as sobrancelhas, como se lembrasse de algo. Virou-se para as duas ruivas e perguntou - "Nana, aquele meu tijolinho ainda está aí?"

Em resposta, uma das moças abriu uma gaveta no balcão, e após vasculhar por dois segundos, sacou um celular Nokia daqueles antigos, que a sabedoria popular diz serem indestrutíveis. Passou-o a Granger, que imediatamente o ligou e começou a digitar freneticamente no pequeno teclado, enquanto falava.

- "Usava esse celular quando vivia da bolsa da faculdade. A Ordem paga um pouco melhor, então aposentei esse e arrumei um smartphone decente. Ele estava aí pra ver se as meninas vendiam, mas ninguém quer uma relíquia dessas. Então, digamos que é um presente de boas vindas meu" - nisso, parou de digitar, e estendeu o celular para Oliver - "anotei aí o número da capela, e o meu. Quem sabe quando a gente pode precisar se "esbarrar", não é mesmo?"


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Do lado de fora, quando Emma se aproximou do carro com as chaves na mão, o sujeito que estava encostado no carro, ao lado de Elliot, deu quase que um pulo na direção dela, falando com um pesado sotaque londrino. O homem parecia genuinamente alarmado:


- "Moça, cuidado! Tem um bicho no seu carro! E um dos grandes. Nem sei como entrou aí, mas é meio assustador. Tem uns olhões!
- "Não esquente, Chas" - agora quem falava era Elliot, sem se desencostar do carro - "Essa é minha irmã Emma, e essa coisa deve ser um bichinho de estimação dela.
- "Ah..." - disse o homem, embora ainda não parecesse muito convencido. Tirou a boina da cabeça, e continuou - "nesse caso, desculpe o mau jeito. Prazer em conhecê-la, madame. Francis Chandler, ao seu dispor. Mas pode me chamar de Chas. Soa bem melhor que Francis."
- "Chas vai nos levar ao tal orfanato, Emma. Afinal, ele conhece a cidade melhor que nós. Se você quiser muito ir com esse seu carro, basta nos seguir. E aí, depois que esses caras das Tradições resolverem seus joguinhos e te deixarem em paz, a gente pode sentar, tomar um chá, e conversar" - nisso, levantou a gola do sobretudo, abanou a cabeça, e disse, mais baixo - "pelo menos você não entrou pra Ordem. Acho que devemos agradecer pelas pequenas coisas, não é mesmo?"


Dentro do carro, Vaýu não pareceu se importar muito em ir no banco da frente, mas parecia estar entendiado, de fato. E parecia achar muito interessante olhar para Elliot. A coruja não despregava os grandes olhos amarelos dele, mudando desta postura apenas quando West lhe dirigiu a palavra (ocasião em que ela torceu o pescoço 180 graus para trás, naqueles movimentos bruscos típicos de aves, o olhou, e depois voltou à posição original), ou quando Emma falava com ela. Estava meio inquieta. Mas poderia ser fome.

E então, Oliver finalmente saiu. Quando viu o Akasha na calçada, Elliot entrou no taxi. Todos pareciam aguardar, para ver o que o garoto iria fazer, para poderem então ir ao se destino.


Última edição por The Oracle em Ter Mar 07, 2017 3:08 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Oliver Gray em Seg Mar 06, 2017 8:16 pm

Oliver estava nas nuvens, e, convenhamos, com motivo. Quantas vezes uma mulher dá para alguém seu telefone com um aparelho junto? Aquilo tinha que significar algo positivo! Para não estragar tudo, foi totalmente ele mesmo quando se despediu para encontrar os novos companheiros, sem embustes ou coisas do tipo:

-  "Acho que vou ficar te devendo mais essa então", disse ele, desajeitado. Eu te ligo quando o assunto do orfanato estiver resolvido. Bom, por falar nisso, preciso ir andando antes que eles liguem os motores e eu precise ir correndo!"

   Oliver se afastou com um sorriso e tanto no rosto, que provavelmente carregou até o lugar onde os carros aguardavam. Não estava pesado mesmo... Em suas calças, havia o volume incomum de alguém que podia estar feliz em ver outra pessoa ou simplesmente havia ganhado um Nokia antigo. Chegando próximo aos outros, cumprimentou Elliot e seus amigo e se sentou ao lado de West no carango de Emma, observando enquanto West mexia em sua bolsa. Não deu muita atenção para a coruja, nem se incomodou com ela, já que ainda estava pensando em Granger. Após um tempo, se lembrou de dizer algo:

-  "Ei, Emma, obrigado pela carona. E West, foi uma ótima ideia ir até o orfanato o mais rápido possível. Desculpem a demora".

   Durante o trajeto, Oliver se lembrou de passar as informações que Emma anotou em sua mão para seu novo e descolado aparelho de celular.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Emma Woolf em Ter Mar 07, 2017 9:10 am

Quando o homem falou com ela, Emma arqueou levemente uma das sobrancelhas, diante da citação de que 'havia um bicho' no seu carro, mas antes mesmo que pudesse responder, Elliot tomou a frente por si, descrevendo Vaýu como 'coisa'.

- É uma coruja, não uma 'coisa'. - Disse Emma, com um suspiro breve. - É um prazer, Chas, e Francis é um nome muito bonito.- Disse-lhe com o sorriso no rosto.

- Oh, Deuses, eu poderia tomar um chá. - Afirmou, diante do que dizia seu irmão, antes de voltar-se para o próprio carro e obsersar Vaýu e o Dr.

Quando o garoto finalmente chegou, Emma entrou no carro e deu a partida.- Eu tenho uns biscoitos se você quiser. - Ela falou, enquanto manobrava o carro.- Não, eles não são feitos de ratos. - Então se concentrou em seguir o táxi.

- Você chegou ao país recentemente, Oliver?- Perguntou Emma, olhando pelo retrovisor, antes de focar-se na estrada de novo. - Tem onde ficar? Você pode ficar comigo e com Vaýu por uns dias, se precisar. Acho que precisaremos na ajuda para por a antiga casa da Phillips nos trilhos de novo. - Dito isso, se calou, enquanto guiava o carro por aquelas ruas desconhecidas...

Mais à frente, voltou ao seu monologo com o pássaro.
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Re: Reencontros, e novos encontros.

Mensagem por Oliver Gray em Ter Mar 07, 2017 12:59 pm

Oliver passou grande parte da viagem olhando pela janela do carro de Emma, uma cidade que se tornou para ele uma ilustre desconhecida. Quando Emma falou, ele respondeu prontamente. Oliver nunca está realmente distraído, sempre consciente do que o cerca, embora seus pensamentos estivessem cada vez mais distantes.

-  "Olha, eu passei a maioria esmagadora do meu tempo na cidade com vocês dois. Eu estava há uns dez minutos na sala do Willian quando vocês chegaram e, antes disso, eu tinha acabado de chegar via portal. Claro que eu aceito o seu convite. Cara, eu não sei onde se compra um café nessa cidade, quanto mais onde eu poderia ficar! Se você achar justo, eu posso te pagar colocando a casa em ordem".
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