Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos

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Mensagem por Dr. Faust West em Qui Fev 01, 2018 4:17 pm

Fosse qualquer outro grupo de pessoas a lhe fazer aquela colocação - "não sei bem porque ficou intrigado", West teria respondido com falsidade calculada. Teria dito que a família importava para ele, afim de ganhar mais confiança e mais espaço na organização, investindo num futuro cargo de mais confiança, ou algo assim. Mas o bom doutor conhecia o suficiente dos Falcone para saber que, primeiro, eles não acreditariam, e a expressão seria o efeito contrário - e, segundo, ele não queria um cargo de maior confiança: seu cargo atual lhe cobrava exatamente o nível de comprometimento e esforço que ele estava disposto a dar, excetuando algo relacionado a limpeza de cadáveres. Então, ao ser questionado, respondeu com honestidade fria: - Curiosidade científica. - e esperou que o relato começasse. 

Dr. West ouviu tudo com muita atenção, como sempre ouvia tudo. Os detalhes podiam ser inúteis naquele instante, mas seriam importantes em outro - e, é claro, aquele era um tema que lhe interessava. Um tema que lhe interessava sobremaneira. Zumbis? Pessoas sendo re-erguidas dos mortos, usadas como bucha de canhão por um grupo de mafiosos? Aquilo era... interessante. Intrigante. Promissor. 

Quando a história terminou, o médico guardou o silêncio, seus olhos passando por todos por um momento, vendo seus estados de espírito. Considerando as superstições religiosas que dominavam o imaginário daquela trupe, ele precisava ter muito, muito cuidado com o que ia falar. 

- Bem, antes de tudo, é meu dever informar que vocês não são os únicos inimigos dos Giovanni na cidade. Recentemente descobri que um associado meu, um detetive na delegacia, é membro de outra famiglia, e eles parecem ter uma richa antiga com os Giovanni. - afirmou, comprando confiança com informações e boas notícias. - Não saberia dizer até que ponto são confiáveis, mas de ferramentas cobra-se apenas efetividade, imagino. Qual a relação dos Falcone com os Stracci? - questionou.

Fez uma pausa então, dando alguns passos calculados. Coçou o queixo, os olhos para baixo, demonstrando alguma inquietação, demonstrando pensamento. - Desculpe-me se fujo do assunto, mas é que esta história... me inquieta um pouco. - ele disse. - E não pelos motivos que possam imaginar. - e então parou, erguendo os olhos para todos, pousando-os prmeiro no padre, depois em Matheo, e então em Toni. Respirou fundo, como quem estava prestes a soltar uma bomba.

- O senhor me diz do demônio, e creio que esteja certo... Mas sabemos que o demônio não cria. Ele se utiliza, perverte e distorce as obras de Deus, manipulando suas leis. - falou. - Em minhas viagens, eu vi coisas.. parecidas. Mortos vivos. Principalmente no Haiti, nos cultos primitivos e demoniacos dos nativos, no fundo das selvas, as vezes usados como bucha de canhão por drug-lords. Em uma dessas viagens, conheci um médico latino, que apresentava-se como Herbert. Sem dúvida um nome falso. - e fez uma pausa, esfregando os olhos, como quem lembra-se de algo perturbador. Respirou fundo e deu alguns passos inquietos, antes de voltar a olhá-los.

- Movido pela curiosidade e por influência de Herbert, nós invadimos um destes rituais. Expulsamos os selvagens com tiros e fogo, e aprisionamos um destes mortos. Erguemos acampamento ali, no fundo da mata úmida e escura, e fui assistente de Herbert enquanto ele desmontava a criatura, tentando fazer uma espécie de engenharia reversa profana da criatura, entender como ela funcionava. Herbert não foi bem sucedido... mas algo me diz... Algo me diz que ele estava perto. - disse West, inclinando-se sobre uma mesa. Bateu no tampo de madeira de leve com os nós dos dedos, simulando uma leve frustração. - Mas ele sumiu. Sumiu, e levou embora nossas anotações. Uma madrugada eu acordei com os selvagens invadindo nosso acampamento, e Herbert havia desaparecido, e levado sua pesquisa. - e olhou para eles de novo.

- O demônio sem dúvida ergue esses corpos. Mas o demônio obedece leis. Se o que vocês me contam é verdade... Eu não tenho dúvida de que Herbert conseguiu fazer o que queria: quebrar a fórmula, e vendê-la como arma de guerra para o maior comprador. Os Giovanni, ao que parece. - pequena pausa. - Se vocês conseguirem capturar um desses cadáveres para mim... inteiro... Eu tenho certeza absoluta, e Deus me ajude, de que poderia compreender a fórmula de Herbert e, assim, não só descobrir como proteger nossos soldados de sofrer o mesmo destino,  mas também descobrir como matar os filhos da puta.  

E esperou. A isca estava na corda. Era só esperar.
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Mensagem por Dr. Faust West em Qui Fev 01, 2018 4:34 pm

Manip + Subterfuge
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Mensagem por The Oracle em Qui Fev 01, 2018 4:34 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 6, 8, 8, 7, 3, 4, 4

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Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos - Página 2 Empty Ezio rola:

Mensagem por Ezio Stracci em Qui Fev 01, 2018 5:47 pm

Aparência + Lábia
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Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos - Página 2 Empty Ezio rola:

Mensagem por The Oracle em Qui Fev 01, 2018 5:47 pm

O membro 'Ezio Stracci' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 4, 9, 10, 7, 9, 3
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Mensagem por The Oracle em Sex Fev 02, 2018 7:14 am

A pasta que a garota olhava era a típica pasta de um caso qualquer. Essas coisas estão todas digitalizadas hoje em dia, mas talvez fosse coisa mais velha. Ou talvez ela simplesmente gostasse das coisas em papel. Isso era comum entre o pessoal da velha guarda, o que não era o caso dela, mas alguns jovens podiam ter esse gosto também. A página em que a pasta estava aberta parecia um relatório de perícia, mas era impossível saber mais sem chegar perto. A oficial o olhou de cara feia, quando viu o olho comprido de Ezio para os documentos.

O capitão da unidade lhe retribuiu o aperto de mão, não de forma calorosa, mas também não fria. E ouviu o que o detetive tinha a dizer, sem mudar a expressão do rosto. Olhou a foto, mas não deteve os olhos ali por muito tempo. Quando Ezio terminou de falar, ele deu um meio sorriso, juntou as mãos, se reclinou na cadeira, e disse, com uma voz calma, porém, bastante firme.

- Rapaz novo querendo mostrar serviço. Fazer nome. Não entenda como crítica, detetive: isso é bom. Essa ambição pode te tornar um policial melhor. Mas certamente nós não vamos "desenterrar" nada. Não sei que tipo de boato você ouviu, e nem desejo saber, mas também não vou fingir que não sei de que caso você está falando. Eu sei do que se trata, quem não sabe no que está querendo mexer é você, e não ser que eu receba um ofício do Ministério Público levantando o segredo de justiça, é assim que vai continuar. Por sinal, tenho certeza absoluta que você não tem nada ligando os dois casos. Se tivesse, não seria essa a sua abordagem.
- Investigações envolvendo os nativos sempre são mais complicadas, concordo. Um fator a mais de encheção de saco. Como você é da Homicídios, suspeito que tenham encontrado a garota morta, ou suspeitem que ela esteja. Até aí, nada da alçada da minha unidade. Suspeita que haja crime sexual envolvido? Estupro, pedofilia, tráfico humano? Se for o caso, comunique pelos canais apropriados, e as unidades podem trabalhar juntas. Fora disso, detetive, lhe desejo boa sorte. Ninguém quer garotinhas sofrendo nenhum mal. Porém, mais do que isso, desejo que você se concentre no caso em questão, e não em fantasmas de anos atrás que você sequer viu.

Os olhos do homem, agora que Ezio os via mais demoradamente, eram gelados. Dizem que tiras veteranos de certas áreas vão morrendo emocionalmente ao longo dos anos. O pessoal de vítimas especiais (diziam os boatos), eram alguns deles. Estupros e pedofilia eram o dia-a-dia daquele pessoal. Todavia, ele não teve um tom agressivo em nenhum momento. E também não parecia dar qualquer abertura a Ezio.

- Algo mais em que possa ajudá-lo, detetive?
_________________________________________________________________________

- Stracci, eh? - disse Boca-de-Cabêlo, levantando uma sobrancelha - homens de honra (ele disse mafiosi, que quer dizer exatamente 'homens de honra'), até onde sei. Nunca pisaram nos nossos calos, nem nós nos deles. Trabalham com tráfico de influência, uma coisa que Don Rafael quer distância. Ele diz que é andar sobre a navalha: se pegam um, esse um logo leva ao resto da famiglia. Mas eles devem ser bons nisso, já que puseram um sujeito na polícia logo de cara. Sabe, talvez um acordo esteja despontando no horizonte. Nós poderíamos usar alguma influência junto às autoridades portuárias, e mais do que tudo, o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Se tem malditos Giovannis por aqui, e os Stracci não vão com a deles, então os Stracci viraram meus amigos de infância.


Matheo e Tony ficaram claramente abalados ao ouvir a história de West. Durante o conto, eles fizeram o sinal-da-cruz pelo menos duas vezes, e sussurraram algumas imprecações católicas quaisquer. Já o Padre Calahan ouviu com atenção, o rosto contraído, concentrado. Ao final, Boca-de-Cabêlo gaguejou:

- Proteger os rapazes... bem, isso poderia ser bom... ninguém quer ver os seus tendo o descanso eterno negado. E matar as coias que já estão mortas, melhor ainda... mas... mas...

Falava com a pouca convicção de um homem que fala de um assunto que, além de não dominar, o incomoda. No fim, ele dirigiu seu olhar ao padre. Este, ao perceber os pares de olhos sobre si, retirou o queixo da mão e relaxou um pouco a postura contraída. Colocou as mãos sobre os joelhos magros, suspirou alta e longamente, e depois soltou estas palavras:

- Marie Curie.

Limpou o pigarro, numa pausa um pouco dramática. Sua voz era áspera, talvez pelo uso habitual de tabaco, talvez por outra coisa, e soava cansada. Aliás, a figura inteira do padre, magro e enrrugado, passava isso: cansaço. Não o cansaço físico, mas emocional, espiritual, talvez. Prosseguiu:

- Marie Curie foi uma mulher admirável. Uma cientista brilhante numa época em que todos pensavam que ciência era algo para os homens apenas. Ela estudou por muitos anos as propriedades dos elementos radioativos, e muito do que sabemos hoje sobre isso, devemos a ela. Não vou fingir que entendo a pesquisa dessa senhora, mas a pesquisa é irrelevante. O que é relevante é como ela morreu: envenenamento radioativo. Ela trabalhou com materiais radioativos por anos, mas na época, ninguém sabia que radiação era algo perigoso.
- Talvez o senhor esteja certo, Dr. West. Talvez o demônio e seus asceclas estejam de fato presos a regras. As Escrituras não afirmam isso, mas também não negam. Entretanto, me parece ser de uma perigosa impáfia pensar que nós conhecemos tais regras, ou mesmo que possamos vir a conhecê-las algum dia. Como dizem alguns, o orgulho é o pecado preferido de Satanás.
- Há coisas que Deus não legou à humanidade, e combater os espíritos do mal é uma delas. Para isso, temos os anjos do Senhor, e a força do Espírito Santo, manifesta por nossa fé. Tentar tomar tal matéria em nossas mãos provavelmente nos levaria ao mesmo destino de Marie Curie. Ela foi morta pelas 'regras e leis' daquilo que ela estudava, pois a radiação é apenas mais um processo dentro das leis naturais. Mas ela só veio a saber destas regras quando era tarde demais, e pagou o preço por isso. Só que a Sra. Curie pagou apenas o preço de sua vida carnal. Lidar com o mal pode nos custar algo muito mais valioso que isso.
- 'Orai e vigiai', nos diz a Escritura, e sugiro que esse seja nosso arsenal. E fogo, imagino. Pelos relatos, fogo funciona, não?
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Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos - Página 2 Empty Re: Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos

Mensagem por Ezio Stracci em Dom Fev 04, 2018 4:07 am

Retribui a cara feia da mulher com um sorriso e manda um beijinho.

Ezio se senta junto à mesa logo após Julius e ouve o que o tal tem a dizer.

"É incrível a quantidade de baboseira que um único homem consegue falar em tão pouco tempo"

Durante a conversa o Stracci mantinha um sorriso no rosto e olhar fixo nos olhos do rapaz.
Então começa a dizer pausadamente:

- Muito obrigado
- Senhor Julius
- Eu já conheci algumas pessoas ao longo da vida, mas poucas delas eram tão covardes ou inúteis
- Me parece que os veteranos se esquecem às vezes o que estão fazendo aqui

Ajeita a gravata, se levanta, deixa um chocolatinho à mesa.

- Contudo, alguns aqui ainda tentam ser policiais

"Que irônico Sr. Stracci"

- Se quiser fazer algo útil da vida sabe onde me procurar
- Contudo vou entender se preferir continuar fingindo que sabe o que está fazendo
- Muito obrigado, até mais ver

"Fica melhor em italiano"

Segue agora o caminho até onde ele souber que pode encontrar o Simon.

"Pois bem. Uma técnica de venda comum é fingir não mais se interessar pelo cliente, pelo produto, pela garota... uma das formas de fazer isso é se mostrar mais valioso do que o eles têm a oferecer. Espero que dê certo com o Sr. Julius, senão eu vou ter que buscar informações ao modo Stracci. Não que eu já não esteja fazendo isso."

Passa no Arquivo, preenche a papelada para acesso ao caso de 10 anos, mas deixa isso para depois. 

Vai até seu carro. Passa à Banca e troca o cartão de memória do gravador da escuta. coloca a gravação pra tocar em seu carro, mas acelerando. 

Após isso se dirige até o local do convite de West e fica aguardando a hora ouvindo a gravação dentro do carro.
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Mensagem por Dr. Faust West em Sab Out 13, 2018 6:47 pm

Aura of Power
 Prime 2


The mage channels quintessence into himself and his
surroundings. He cannot control where it goes or how it
manifests, and it will spread. The result will be that the
mage will be quite noticeable, and appear more "real" than
the background. It gives a definite impression of power.
The negative side is that the quintessence attracts lots
of "little nasties" and can suddenly ground into patterns,
turning them more real too.


Dif: 5
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Mensagem por The Oracle em Sab Out 13, 2018 6:47 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 2, 4

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Mensagem por Dr. Faust West em Sab Out 13, 2018 6:56 pm

Dr. West meneou a cabeça sutilmente. "Eles certamente não são amigos dos Giovanni. " - reafirmou para Boca-de-Cabêlo. Ou isso, ou Ezio sabia mentir muito bem - bem o suficiente para conseguir enganar ele, o que, numa análise fria, parecia possível, mas não imediatamente provavél. 

Era interessante saber da posição dos Falcone em relação ao Stracci. Não estar no fogo cruzado entre duas famílias mafiosas era algo sábio, ainda que o doutor ainda não houvesse decidido se ser a ponte entre as duas era esperto - qualquer ego ferido de qualquer lado, o que era comum entre mafiosos, e ele seria tido como culpado. 

[...]

Quando terminou sua breve história - que não era mentirosa, veja bem: era quase tudo verdade, tirando alguns detalhes mais floridos que o narrador havia achado interessante acrescentar para efeitos dramáticos. 

A resposta de Boca-de-Cabêlo era boa. Demonstrava uma porta a ser aberta. A do Padre... nem tanto. Principalmente por que Dr. West conhecia Marie Curie, e assim que seu nome saiu da boca de Callahan, o bom doutor precisou conter um impulso de revirar os olhos: ele sabia exatamente onde aquela história ia terminar.

Ele apertou os lábios, e ouviu com calma o pequeno discurso de Calahan. A covardia lhe inquietava. A covardia frente ao desconhecido, frente as possibilidades. Eles estavam de pé em frente as portas da Verdade, e Callahan era fraco demais para abrí-las. Fraco demais sequer para guiar e proteger os homens que nele depositavam sua confiança. 

Mas não importava. Faust sabia ser muitas coisas - mas não era fraco. Não por ser excepcional - mas por que Eliza merecia que ele o fosse. A imagem de Eliza... ela o preenchia. O movia a diante. 

"Ótimo" - disse Faust, os olhos fixos nos do Padre. Ele não estava tentando ser amigável. Não que ele geralmente tentasse, mas uma fina parede de gelo parecia ter se imposto entre os dois. Ele não tinha tempo para amadores. 

"Não combatamos espíritos do mal, então. Mas eles seguem ao nosso redor. Seguem trazendo nossos homens de volta do túmulo. Seguem nos obrigando a escolher entre a vida dos homens e a dignidade dos corpos de seus companheiros." - seu cenho se apertou.

"Se você não quer arriscar morrer pelo seu rebanho, Padre, não se acanhe. Mas não use de meias palavras." - e ele quebrou o contato visual, voltando-se para Boca-de-Cabêlo.

"Que nossa amizade perdoe meus excessos, mas eu não tenho tempo para isso. Quando vocês quiserem resolver o problema, e não tratar cancer com novalgina, me liguem." - e começou a mover-se em direção a saída. 

Sairia, se não fosse impedido. Achava que seu arroubo havia sido necessário, e que havia conseguido demonstrar sua indignação de forma assertiva, mas razoavelmente respeitosa - com aquela pitada de desrespeito mínima para que soubessem o quão sério estava falando.
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Mensagem por The Oracle em Seg Out 15, 2018 6:39 pm

Descrição do porto de Portland:
O porto de Portland parecia inteiramente feito de madeira velha e escura, meio apodrecida pela maresia, e que rangia lamuriosamente ao menor vento ou impacto das ondas. Os velhos armazéns eram assim, os atracadouros eram isso, os postes de luz e cercas eram assim. Até o armazém do Dr. Max, por fora, tinha aquela aparência. Apenas os guindastes ao longe, num ponto mais ao norte do porto (onde atracavam os navios maiores, como porta-contâineres) pareciam trazer algum metal à paisagem. Fora das vias mais movimentadas e asfaltadas, havia montes disformes de imundície, como se lixo e dejetos estivessem há séculos sem serem recolhidos, apenas sendo empurrados para os cantos, se decompondo em massas indistintas e fétidas de uma composição tão abjeta que nem mesmo abutres se aproximavam. Eventualmente, o som de passos denunciava a presença de ratos, e alguns até mesmo se tornavam visíveis: gordos, negros, lustrosos e destemidos, como se há muito ninguém se incomodasse em perturbá-los ou afastá-los. O oceano era escuro, e ali nas proximidades do porto, coberto por algum fluido de aspecto oleoso, espumando em alguns lugares. Ah, e havia o cheiro: um onipresente aroma de peixe podre, que permeava tudo e todos, como se estivessem em algum planeta alienígena, expostos à sua atmosfera sufocante.

Havia poucos barcos atracados. Alguns pesqueiros velhos, alguns barcos pessoais, algumas traineiras. Algumas daquelas embarcações passavam a nítida impressão de que seriam reclamadas pelo grande oceano em sua próxima viagem. Ao menos, é o que diziam seus cascos velhos, rotos e manchados, com os nomes de registro praticamente apagados, alguns com remendos visíveis, e outros com buracos que o dono nem mesmo se deu ao trabalho de tentar remendar. Alguns estivadores descarregavam peixe de um desses barcos: homens que traziam na pele curtida pelo sol, quase coriácea, marcas e cicatrizes de anos e anos de uma vida dura. E seus rostos traziam marcas similares, na completa falta de esperança em seu olhar distante, como se apenas seus corpos estivessem ali naquele momento, tendo suas almas há muito abandonado aqueles invólucros mortais, levando consigo qualquer traço de alegria ou desejo de viver. Circulavam, curvados sob suas cargas, como formigas operárias, trabalhando sem sequer fazer idéia do por quê.


Ezio dirigiu sem problemas até o local indicado. Como havia chegado muito cedo, teve tempo para ouvir a gravação da escuta na capela hermética. A gravação que capturou exigia alguma paciência. Por sorte, o policial tinha experiência nessas escutas, e sabia selecionar rapidamente as partes de interesse.

Havia longos períodos de silêncio, com apenas alguns ruídos de fundo, como páginas de livros sendo viradas. Houve algumas ligações também, e nelas se podia ouvir Willian von Heinekkein cuidando dos negócios que seriam esperados de uma lapidação (encomendando gemas brutas, avisando clientes sobre encomendas, etc). Aparentemente, o negócio sob o qual a capela se disfarçava não era apenas fachada.

De realmente relevante, ele pegou apenas alguns poucos diálogos. No primeiro, ele parecia falar com a Srta. Granger, logo após o som da porta abrindo:

- "Mandou me chamar, magister?"
- "Sim, Srta. Granger. Por favor, encaminhe esta mensagem à capela Novo Mundo. Use os meios seguros, e as senhas de nível 2. Aqui está o Sôrvo necessário".
- "Eles voltaram mesmo, magister?" - perguntou a garota, após alguns segundos.
- "Tudo indica que sim. Saberemos mais quando nosso aliado Eterita terminar sua análise. Parecem estar apenas observando, mas, cautela é uma boa medida no momento".
- "Entendo. Passarei a mensagem agora mesmo".

Um segundo diálogo se deu com Cortéz:

- "Sr. Cortéz, quero que os códigos mundanos de acesso à capela sejam trocados a cada 3 dias. Se Oliver em algum momento ficar trancado do lado de fora, se desculpa pelo imprevisto, e lhe passe os novos códigos, mas quero manter uma vigilância mais estrita. Nossos inimigos podem estar lá fora".
- "Desconfia do Akasha, Señor William"?
- "Não, mas também não confio. E principalmente, não confio na capela do Japão que o enviou para cá, nem nos cabeças que fizeram o acordo que permitiu isso. As práticas daquele pessoal são um tanto... estranhas, e suas motivações também. E se algo der errado, somos nós que estamos aqui para encarar as consequências, então, vamos nos precaver. O garoto parece suficientemente inocente, mas a história nos mostra que tal aparência, muitas vezes, é apenas uma fachada. Ah, e se o tal Elliot aparecer, me contate imediatamente".

Por fim, havia um último diálogo, entre William e uma voz feminina, aparentemente idosa, que Ezio não reconheceu:

- "Creio que vou indeferir essa saída deles de amanhã" - dizia von Heinekkein - "A Tecnocracia pode estar de volta à cidade".
- "E a Tecnocracia era justamente a desculpa que você precisava, não é, Willian?"
- "Ora, eu..."
- "Oh, por favor. Nós dois sabemos que não é a União que te assusta, que eles dificilmente tomariam ação contra meia dúzia de Despertos em um local público. Cortéz e Granger são jovens, não podem e nem devem ficar presos numa capela o tempo todo. São bons pupilos, você sabe disso, e se quiser que continuem assim, não pode predê-los numa gaiola. E mais do que isso, você tem que aceitar de uma vez que elas não são mais crianças".
- "Bem, de um ponto de vista cronológico..."
- "Ora, não venha com 'cronológico' pra cima de mim. Já faz uma boa quantidade de anos que troquei as fraldas delas pela última vez. E já faz pelo menos 2 ou 3 que ensinei a elas como se usa um absorvente. Olha para elas, Willian! São mulheres! Ainda têm muito o que aprender, mas não vão fazer isso se você tentar manter asas sobre elas como uma mãe galinha, o tempo todo!"
- "Ahhhh... Não sei, Thelma... Granger é uma boa influência, mas Cortéz..."
- "Cortéz é um falastrão, mas jamais tocaria nelas, jamais permitiria que algo as ferisse, e você sabe disso. E antes que você fale, Oliver parece um bom rapaz".
- "Bem... não posso prometer nada, mas vou pensar".
- "Pense mesmo. Com elas, sempre estamos pisando em terreno inexplorado, mas é melhor avançar pelo terreno inexplorado, do que ficar parado no lugar, tremendo de medo. Colocá-las numa coleira apenas as faria ter raiva de você, e lembre-se: elas podem te amar, mas ainda não tem a maturidade para perceber que tudo o que você faz é para o bem delas. Deixe-as... viver"
___________________________________________________________________________________

Quando Oliver finalmente chegou ao local, de longe já viu o carro de Ezio. Ao se aproximar, notou pelo parabrisa a figura do Eutanathoi, aparentemente absorto em algo. Poucos minutos depois. West veio caminhando sob o sol, contrariando a idéia de que os raios do astro-rei o fariam entrar em combustão espontânea. Segundos após a chegada dos dois, uma moto da "Pizzaria Litorânea" chegou, com o almoço (três pizzas grandes e dois refrigerantes).

Quando foram ter à porta do Armazém, os dois notaram que as portas de madeira velha deslizavam para abrir passagem, mas revelavam por detrás delas outro par de portas, essas de metal polido, e aparentemente capazes de segurar o ataque de um lança-foguetes. Para recebê-los, havia um indivíduo sorridente de terno, queixo quadrado, forte, e medindo aproximadamente 2,20 de altura.
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Mensagem por Oliver Gray em Seg Out 15, 2018 7:57 pm

Oliver chegou de Bom humor até o local marcado, simplesmente porque sempre ficava de bom humor após se exercitar. A sessão corrida/meditação fez muito bem para os seus nervos e ali estava ele, chegando por último em um convite para almoçar do qual ele não sabia muito. No entanto, a entrega de pizza era o tipo de informação privilegiada que o convenceria sem muita dificuldades a participar do evento. Cumprimentando os colegas de cabala, o jovem akasha os seguiu até as portas do lugar. Quando passou pela porta verdadeira, ele soltou um assovio de admiração, imaginando o que seria necessário para atravessar algo como aquilo. Não demorou muito até estar olhando para o peito do seu anfitrião, demorando algum tempo inclusive para inclinar a cabeça o suficiente para chegar até o rosto. Oliver tentou puxar pela memória se havia algum jogador de basquete que poderia ser filho ou neto do cara, mas não chegou a nenhuma conclusão. Até o momento, ainda bem relaxado, ele esperou que alguém dissesse algo enquanto olhava tudo em volta com curiosidade.
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Mensagem por Dr. Faust West em Seg Out 15, 2018 8:37 pm

Dr. West deixou o armazém onde encontrara-se com os Falconi com a consciência tranquila. Não estava no seu perfil remoer problemas, e apesar de ter demonstrado irritação, seus gestos haviam sido calculados. Tudo estava bem - ou, ao menos, era o que acreditava. Mesmo que Boca-de-Cabêlo não tomasse as atitudes que deveria, ele ao menos sabia agora sobre a veia necromântica dos Giovanni - o que era muito, muito interessante. Talvez valesse a pena questionar Dr. Max sobre eles - já era nítido que não tratavam-se apenas de mafiosos, pelo que descobrira na Hollow Net, mas as coisas agora estavam mais... concretas.

Deliciosamente concretas. Perigosamente concretas. 

O médico - vestido, como sempre, com um terno de três peças ligeiramente amarrotado e um pouco largo demais para ele - meneou a cabeça para Ezio e Oliver. 

" - É um prazer recebê-los." - disse, com a cortesia fria que lhe era habitual, antes de apertar suas mãos. 

Quando a pizza chegou, ele pagou ao motoboy e pediu que Oliver as carregasse. Colocou as senhas apropriadas nas portas, o reconhecimento de retina se fosse necessário, e olhou para os colegas quando Frank os recebeu.

" - Ezzio. Oliver. Este é Frank. Frank, estes são Ezzio e Oliver."
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Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos - Página 2 Empty Re: Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos

Mensagem por Ezio Stracci em Ter Out 16, 2018 10:12 pm

Ezio acabava de chegar ao local combinado e ainda verificava se era lá mesmo dentro do carro. Pode-se dizer que a viagem apesar de tranquila foi trabalhosa e um tanto cansativa, talvez, visto as várias informações e poucas conclusões. Pegou as gravações, saiu, trancou o carro. Não viu o Akasha nem o entregador até chegar à casa.

Ezio trajava um terno preto, clássico, apenas um corte italiano comum, camisa branca, gravata, sapatos e meias pretas. Ao chegar desfez a cara de perdido e abriu jm largo sorriso a todos que o cumprimentaram. Apesar de ainda estar se considerando um grandíssimo idiota pela forma como agiu com o senhor da polícia.

- Ah, Doutor West, eu pagaria a pizza se soubesse!

Faz um firme aperto de mão com Frank olhando em seus olhos e sorrindo.

- Ezio Stracci, Sr, Frank
- Muito prazer!

Aguarda se juntarem a mesa para se assentar também. E se possível observa o comportamento do Frank disfarçadamente para saber o que pode deduzir em primeira análise.
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Mensagem por The Oracle em Qua Out 17, 2018 4:24 pm

Quando os três estavam lado a lado, frente ao gigante, e West fez as apresentações. Frank abriu um largo sorriso, e se abaixou um pouco para falar com eles.

- "Olá, sejam bem vindos! Dr. Max os estava aguardando, e à pizza também. Não sei quem ele estava aguardando mais, vocês ou a pizza!" - nisso, sua voz reduziu-se a um sussurro - "ele gosta muito de pizza" - em seguida, voltou ao tom normal - "Sugiro não apertarem nenhum botão. Botões aqui fazem coisas estranhas. Exceto os da televisão, o que é bom, porque eu adoro televisão! Enfim, se coisas estranhas acontecerem, a boa notícia é que temos metralhadoras. E a má notícia é que temos metralhadoras, pois as metralhadoras podem ficar estranhas, entendem?"

Frank fechou sua fala com uma poderosa gargalhada, apertou as mãos de Ezio e Oliver, deu espaço para que entrassem, e assim que estavam dentro, fechou as portas.

Ezio, que observava o gigante mais atentamente, não conseguiu realmente chegar a nenhuma conclusão sobre ele. O sujeito não era fisicamente anormal, tirando seu tamanho colossal e um andar um pouco duro, mas o modo como falava, seu sorriso... era simplesmente estranho. Não como um psicopata ou nada assim, apenas, estranho. E quanto mais observava, mais estranho lhe parecia. Talvez fosse louco... já tinha ouvido falar de magos que enlouqueciam. Tivera até mesmo um ancestral que sofreu disso: Marius Antônius, o Sábio Louco, 11º de sua linhagem.

Há uma descrição do interior do armazém aqui, com a diferença que o aparelho no centro não está ativo.

Logo que depositaram as pizzas sobre uma mesa, uma figura de jaleco branco saiu das sombras, como um cão perdigueiro que fareja comida. Era o Dr. Max, que Ezio e Oliver já haviam conhecido na capela hermética. O velho cumprimentou a todos entusiasticamente.

- "Bem vindos, bem vindos à nossa humilde casa! É sempre bom receber jovens magos! Sangue novo e companheirismo, é o que as Tradições precisam! Venham por aqui, por favor. Quero que vejam algo rapidamente, antes que o almoço esfrie. E então, poderemos conversar durante a refeição"

Conduziu-os até uma mesa, onde havia algo coberto por um pano. Quando Max puxou o pano, um leve aroma de combustão tomou o ar, e uma forma horrenda e retorcida foi revelada. A coisa parecia coberta por uma carapaça cinzenta, onde se viam grandes marcas de queimadura. Possuía dedos atrozes, disformes, finos como lâminas, que brotavam radialmente de quatro pequenas mãos repulsivas, viradas para cima, dispostas nos "cantos" de seu corpo. O corpo, por sinal, era como que formado por estruturas alongadas, retorcidas, ligadas entre si, mas com buracos entre elas, algo que certamente não encontraria paralelo no mundo animal. E havia uma pequena cabeça, pendente do centro de seu corpo, pendurada ma parte inferior. Um único olho, brilhante, reflexivo, os observava. Aquele olho, ele brilhava, refletindo a luz mortiça do armazém. Brilhava como... vidro. Sim, era vidro. O vidro de uma objetiva. A "cabeça" da coisa era uma câmera. Uma vez que isso era percebido, ficava fácil verificar que as "mãos" era hélices. Aquilo era um drone. Um drone com severas marcas de queimadura, tendo sido atingido por calor suficiente para retorcer sua estrutura de polímero plástico.


- Diga-me, Oliver, isso se parece com o "monstro voador" que viu naquela casa? Depois disso, vamos comer, pois meu estômago clama por peperoni! E minha mente anseia por saber o que andaram descobrindo pela cidade! Os olhos jovens costumam ver tão mais que os de velhos como eu..."
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Mensagem por Oliver Gray em Qui Out 18, 2018 9:42 am

Oliver esperava alguém menos... hospitaleiro morando com West, simplesmente por que a pessoa... morava com o West? Seja como for, era bom saber que nem todo mundo naquela cidade parecia morto por dentro. Ao ser saudado, o jovem akasha respondeu com um aperto de mãos entusiasmado, meio por estar em um lugar no qual ele gostaria de apertar todos os botões, menos os da tv, e meio porque havia pizza na mesa, Oliver percebeu rapidamente depois de sair do mosteiro o quanto gostava de comer coisas que não saíam das plantações no ninho de dragão.

   Na hora que o Dr. Max removeu o pano, o instinto de Oliver foi dar um golpe final na criatura, que parecia agonizante, mas não demorou para saber que a coisa não só não era uma criatura quanto nunca esteve viva. "Vendo monstros no calor do momento, cara, sério?", ele se repreendeu internamente, soltando um "tsc" e depois uma risada:

- "Ah, fala sério que essa porcaria era uma máquina! Eu devia estar morrendo de medo do lugar pra ter visto um monstro ou coisas do tipo, haha. Pois é, Dr. Max, foi essa porcaria mesmo que eu vi, mas o que é exatamente e o que estava fazendo lá?", eu não esperava ver uma máquina voadora em um ambiente daqueles".
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Mensagem por Dr. Faust West em Qui Out 18, 2018 12:06 pm

West não respondeu a Ezio. Ele pensou em fazê-lo, mas o esforço de abrir a boca e formular uma frase lhe pareceu demais - cada vez que ele era obrigado a realizar alguma delicadeza social irrelevante, ele estava sacrificando alguns instantes de atenção às coisas que realmente importavam.

Eles eram sua cabala, afinal de contas. Ele até podia atuar o tempo inteiro, mas seria desgastante demais - então optava por fazê-lo apenas no que era estritamente necessário. 

Dr. West deixou que os convidados de seu mentor entrassem na sua frente, e depois que Frank fechasse a porta atrás de si. Não pareceu achar graça dos comentários do gigante, mas, também, nunca parecia achar graça de nada. 

Quando Dr. Max apareceu, Dr. West lhe comprimentou com um aceno breve de cabeça, quase imperceptível. "Sim. Companheirismo." - ele respondeu, em sua voz morta de sempre. Talvez aquilo fosse uma tentativa de humor? Ou ele estava realmente concordando? Mistérios do desconhecido, inexpugnáveis se não para os oráculos da cadeira da mente. 

Seguiu atrás dos outros, em silêncio. Sua mente estava ali, um pouco - mas a maior parte dela estava em seu laboratório, junto de Elisa. A notícia sobre os Giovanni era empolgante, e ele mal esperava para dividi-la com a esposa. Como chegar até eles, era a questão?

Perguntava-se sobre o diário do profeta, se já estava seco o suficiente para uma nova tentativa. Perguntava-se sobre Maria, se havia tido novas notícias do profeta. Onde poderia conseguir sorvo na cidade, por um preço justo? Será que sua rede de informações conheceria algum Giovanni? Seria sensato abordá-los tão diretamente? 

Tantas questões. Tão pouco tempo. E eles estavam comendo pizza.
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Mensagem por Ezio Stracci em Qui Out 18, 2018 2:54 pm

Ezio parecia não ter se importado que o Dr se.recusasse a respondê-lo, com o tempo de convivência a vontade de lhe partir a cara cedia espaço à compreensão. 

Havia uma certa tensão visível em seu rosto pouco antes de tirar o que cobria o drone, e seja o que pudesse aparecer de lá deixou o Stracci em alerta e ele involuntariamente levava a mão para perto do coldre, ainda que disfarçado. Quando viu que não de passava de um drone quebrado começou a rir.

~Que besteira, Sr. Stracci, quanta besteira~

A sensação de alívio o deixara de bom humor e o comentário da pizza o fez perceber que estava com fome e não recusaria uma pizza. E não economizou no sotaque na hora de falar.

- Oras! Vamos por favor!
- Eu comi pizzas deliciosas em Nova York, mas ainda não pude provar as daqui!

Juntou-se à mesa e agora começava a pensar

Então esse provavelmente é o demônio do Oliver. Como explodiu? Eu vou dar uma olhada mais atenta logo mais, mas por enquanto, vamos comer. E quem diabo é esse cara? Dr. West realmente conhece muita gente. Mas quero muito saber o que ou quem estava aparentemente nos espionando, ou apenas estava procurando o mesmo que nós.

Estava lá sentado amistosamente com os outros.
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Mensagem por The Oracle em Qua Out 24, 2018 5:58 pm

O Dr. Max pareceu ouvir com grande atenção o comentário de Oliver. Seu queixo repousava numa das mãos e seu cenho estava franzido. Ao final da fala do Akasha, ele disse:

- "Ter medo naquele local, meu jovem, é algo que eu chamaria simplesmente de sabedoria... Nossa própria exploração do local nos deixou mais perguntas que respostas. O ambiente era perturbador, e nossa colega Oradora parece ter ficado especialmente chocada. E o pior é que a coisa, ou coisas, que estavam ali, ainda estão por aí, espreitando.
- "Quanto ao aparelho, é um drone, uma máquina voadora controlada remotamente, equipada com câmeras e microfones. Este é um modelo bastante avançado, e aparentemente foi bastante modificado. Saberei mais quando desmontá-lo, o que só queria fazer depois que vocês vissem. A pobre coisa está táo destruída que, uma vez desmontada, provavelmente não poderá ser montada novamente".
- "Mas, o que estava fazendo lá? Essa é a questão de um milhão de dólares, não é mesmo? Não detectei armas, então, o mais provável é que estivesse fazendo reconhecimento. Espionando, se preferir. O que levanta outra questão: estaria espionando o local, ou a nós? O que leva a pelo menos uma conclusão imediata: algo ou alguém sabe que nós, e/ou aquela casa, somos 'fora do comum'. E tem interesse em nos vigiar. O que pode levar a outros interesses, piores. Me parece conveniente manter os olhos abertos para mais dessas coisas voando por aí".

Após uma breve pausa, o velho desfez sua expressão preocupada, substituindo-a por um sorriso jovial, e disse:

- "Bem, não vamos deixar a pizza esfriando, não é mesmo? É sempre adorável ter companhia para o almoço, e o Sr. Stracci, como especialista, pode me dizer se devo ou não trocar de fornecedor, hahaha! E se não se importarem, gostaria que me atualizassem sobre a questão do Profeta. Soube hoje pela manha que Willian tentou abrir o baú que vocês encontraram, mas havia alguma espécie de armadilha ou coisa assim. Confesso que não entendi a totalidade da conversa, dado o excesso de termos 'arcanos' que ele usa, mas pelo que consegui captar, ao tentar abrir o cadeado, ele foi atacado em nível subatômico. Quem trancou aquilo não estava brincando..."

A mesa fora posta, enquanto eles observavam o drone, talvez por Frank, talvez por forças mágicas inescrutáveis.
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Mensagem por Oliver Gray em Sex Out 26, 2018 9:24 am

Oliver não era do tipo que sentia vergonha de ter medo. Quando você é criado como ele foi, é ensinado a reconhecer sua condição humana em todos os seus aspectos, não a negá-la. Ainda assim, era legal ver um mago melhor reafirmando isso. Sentou-se com os outros para comer a pizza, mas se pôs a falar:

   - Não sou o maior dos entendidos de tecnologia, mas essa coisa pode se camuflar? Eu não costumo andar desatento pela cidade, e olha que eu ando por ela mais do que qualquer um aqui, mas nunca tinha visto um igual. Por sinal, Faust, você não conseguiria criar alguma coisa que detectasse a aproximação de um troço desses?


   Interrompeu o que estava fazendo para morder um pedaço de pizza alegremente. Foi aí que se lembrou de outra coisa importante, tão importante que só terminou de engolir no meio da frase:

   - Doutor Max, vou deixar o Faust ou o Ezio responderem por mim, porque eles falam bem melhor do que eu (engole). Mas eu precisava muito tentar conversar com a maga que chamam de Dança-Com-Lobos. Alguma chance de você me ajudar com isso?
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Mensagem por Dr. Faust West em Sex Out 26, 2018 9:58 am

Faust, como era de se esperar, não parecia estar realmente ali - ele estava por perto, estava observando, mas estava em silêncio. Já havia visto o drone, já havia ouvido os comentários de Dr. Max, e achava que o tempo gasto em ouvir novamente as colocações de seu mentor - traduzidas na linguagem comum dos não-adeptos do techno-blabber - seria melhor investido em suas próprias elocubrações, na busca mental de seus próprios raciocínios e hipóteses: no momento, questionava-se a respeito do Diário. Valeria a pena realizar uma nova tentativa? 

Mesmo longe, parte de si ainda estava atento ao que falava. A questão dos espíritos com que havia dialogado na casa ainda o marcava, e ele ainda se questionava sobre o que, de fato, eram aquelas coisas - e poucas coisas eram capazes de realmente atormentarem West. "Tenho minhas teorias sobre o que eram aquelas coisas, mas o que perceberam?" - quis saber. 

Ele seguiu-os em direção a mesa. Chegou a sentar, mas não disse nada - isto é, ao menos até o seu nome ser citado por Oliver. O doutor piscou duas ou três vezes, retornando ao mundo dos vivos, e observou o Akasha como quem observa um alienígena, como se houvesse esquecido do porque aquele homem estava parado na sua frente e o motivo pelo qual era chamado. Mas a confusão durou apenas o suspiro de um meio instante:

"Certamente." - respondeu. De fato, poderia. "Mas antes, precisamos saber uma coisa: o aparelho estava transmitindo as informações que coletou, ou apenas as armazenando? Se for o primeiro caso, me parece plausível que alguém mais versado do que nós em informática poderia rastrear o sinal. Certamente não atingiremos a fonte, mas os bloqueios e proxies que alcançarmos poderão dar pistas significativas sobre nosso misterioso observador." - Faust lembrava-se que Dr. Max havia dito ter um contato que mexia com aquelas coisas, mas não queria expor o mentor na frente dos colegas. Deixaria que ele se manifestasse, ou o abordaria em particular. 

"Se o aparelho transmitia as informações, basta reconhecer o tipo de frequência que utilizava e eu certamente poderia desenvolver, com tempo e recursos o suficiente, algo que detecte sua aproximação. Talvez até mesmo adquirir algo pronto, ou um embaralhador de sinais." - acrescentou, e fez uma pequena pausa, antes de continuar. Ainda não havia tocado na comida. "Não seria um aparato magiko, dado que minhas pesquisas estão focadas em tipos energéticos específicos e longe da esfera mais geral das Forças, mas, tecnologicamente falando, parece plausível."

"Agora, se ele estivesse apenas gravando, talvez seja possível recuperar as imagens, não? O pequeno monstro metálico pode ter visto coisas que nós deixamos escapar." - e fez uma pausa, enquanto seu raciocínio seguia, e seus lábios seguiam, no automático.

"É claro, se ele não estivesse transmitindo, teríamos um problema. As frequências utilizadas para controlar a distância um objeto não são específicas o suficiente para um detector, e estaríamos constantemente detectando celulares, rádios, microfones de lapela, enfim. Seria o mesmo que não detectar nada, e seríamos aprisionados num estado de paranóia que, certamente, seria mais útil aos nossos inimigos do que a nossos propósitos. Mas, também, não é necessariamente útil saber que o drone está ali - agir de qualquer outra forma que não seja estritamente normal diria mais ao nossos vigias do que nosso dia a dia diz, presumindo que todos, como eu, sejam minimamente discretos em seus afazeres. Mais do que detectar a presença do drone, o ideal seria sermos capazes de sequestrar seu sinal e, mantendo a idéia de que estamos sendo vigiados, vigiar quem nos observa. Mas esta, definitivamente, não é minha linha de atuação..." - e ele fez uma pausa, franzindo muito sutilmente o cenho. 

"Mas é por essas e outras que temos amigos, suponho. Talvez Oliver possa utilizar de seus contatos na Capela Hermética. Os herméticos são práticos no uso de forças, ainda que pouco tecnológicos. Mas isto nos obrigaria a divulgar informações e detalhes que, pessoalmente, prefiro manter longe de nosso Victor Van Doom..." - e então West parou, como se tomasse consciência de que estava falando em voz alta, e não pensando. As vezes - com mais frequência do que gostaria - aquilo acontecia. Ele não considerava necessariamente uma falha, mas uma consequência de ter passado tantos anos vivendo e estudando sozinho. 

"O profeta." - repetiu, como se proferisse um comando à própria mente, para que ela voltasse a tratar de um assunto que havia deixado para trás. 

"Me parece que o profeta Samuel estava realizando experimentos quanto às possibilidades mágiko-espirituais de irmãos. Aparentemente, o que quer que tenham se tornado as meninas com que conversei na casa, elas o tornaram por consequência de seus experimentos. Ou apesar deles. " - havia uma nota muito, muito, muito sútil de afeição em sua voz, ao falar das meninas. Era quase imperceptível - quase. "A solução lógica seria considerar que Samuel se corrompeu, mas a ressonância de seus últimos efeitos não possuía nenhum traço qliphotico, o que derruba a solução lógica. Se estamos abertos ao absurdo - que tantas vezes torna-se a norma, em nosso estilo de vida, e considerarmos tudo o que descobrimos sobre o profeta até agora, eu apostaria que ou estamos falando de duas pessoas diferentes que de alguma forma estavam no corpo do Profeta - um raríssimo caso de fetus in fetu, onde ambos são despertos?, ou, mais provável, Samuel havia, na verdade, descoberto um problema mágiko sério, talvez de origem Nephandi, e buscava uma solução. Otimismo não é de meu feitio, mas a integridade da pessoa individual de Samuel não me parece algo lógico de se por em dúvida, no momento. Mas saberemos mais apenas quando conseguirmos ou abrir o diário, ou quando eu conseguir cloná-lo da forma apropriada, o que, espero, aconteça esta noite."

Engraçado como as coisas são - havia subitamente decidido que valia a pena, sim, continuar insistindo no Diário.
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Mensagem por Ezio Stracci em Sab Out 27, 2018 12:28 pm

Ezio estava ocupado demais comendo enquanto a conversa atingia níveis muito profundos, mas as falas do Dr iam ao encontro de suas ideias, claro que era o que todos queriam saber, e claro que o comentário da pizza veio como uma descontração em boa hora.

- Ah! A propósito! Estamos bem servidos de fornecedores!

E acompanhou o comentário com uma espécie de risada.
Continua com os outros entre goles e mordidas.

- Bem, acredito que possa fazer uso de minhas humildes habilidades de investigação e tentar conseguir algumas informações sobre o Drone
- Claro que após estarmos todos satisfeitos 


"Vamos colocar os pensamentos em ordem, rapaz. Temos o caso do assassinato, a moça nativa, algo sobre o orfanato, as companhias interessantes da minha assistente que foi acidentalmente baleada por mim, os Giovanni, aquele rapaz que capturamos, esses lances do capeta... Acho que vou é tirar um cochilo."

Apesar de confuso com tudo, Ezio se mantinha sorrindo e ouvindo a todos.
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Mensagem por The Oracle em Seg Nov 05, 2018 9:29 pm

Enquanto o assunto foi o drone, o Dr. Max se demonstrava bastante interessado, enquanto comia sua pizza sem muita higiene. O jaleco branco rapidamente tinha vários pontos vermelhos, como se ao invés de respingado de molho pomodoro, ele tivesse sido baleado seguidas vezes, mas nem estivesse sentindo. Respondeu a Oliver:

"A uma primeira vista, não diria que a coisa tem dispositivos de camuflagem. Geralmente, isso implica um revestimento multi-refletor, o que não parece ser o caso. Sua aerodinâmica, todavia, sugere que foi projetada para voar silenciosamente. Mas, vai saber? Se a 'coisa' tivesse sido 'capturada' inteira, a análise seria bem mais rica, mas no estado que está, qualquer nova descoberta será um golpe de sorte. De toda sorte, estão todos convidados a me acompanharem na desmontagem da coisa, que pretendo fazer logo após o almoço"

Quando Oliver falou sobre Dança-com-Lobos, o Dr, franziu a testa, e sinalizou que logo voltariam a isso, pois West já começava a falar. Quando este tocou no assunto das "entidades" descobertas no porão, o velho fez o mesmo gesto. Como boa mente científica, ele provavelmente gostava de abordar os assuntos por etapas bem definidas. E naquele momento, ainda que sutilmente, ele usava seu posto de mago sênior para obter essa prevalência, ante aqueles neófitos.

Quando Faust terminou de elocubrar sobre o drone, e após dar uma risadinha ante a óbvia referência ao chefe da capela Hermética, Max respondeu.

- "A coisa tem dois apêndices que, apostaria, são antenas. Logo, devia estar transmitindo em tempo real. Talvez encontramos um HD no interior, mas seria um golpe muito grande de sorte se ele ainda tivesse algum dado passível de ser lido. Na verdade, acharmos o HD já seria um grande golpe de sorte: a arquitetura externa dessa coisa não leva a crer que o armazenamento seja interno: discos rígidos são pesados e sensíveis a movimento brusco. Seria mais eficiente gravar as transmissões, e é provável que seja essa a tecnologia empregada. Supondo que os transmissores da coisa estejam em algum estado minimamente funcional, possivelmente seria capaz de extrair a frequência de operação, e seria capaz de rastreá-la, se não for uma das mais comumente usadas por objetos do cotidiano. Só não creio que isso será de grande valia: se nossos adversários tem mais dessas máquinas, bastaria alterar as frequências de operação, e estaríamos cegos. Se eu estivesse presente quando a coisa era operada, aí poderia verificar as amplitudes e códigos de transmissão, e então, tudo seria mais fácil" - suspirou - "mas não se pode ter tudo. O inimigo SABE que sua máquina foi abatida. Talvez passe até a se refrear no uso de novas, e recorra a outros métodos de espionagem..."

Após uma breve pausa para retomar o fôlego, tomou os outros assuntos. Olhando para Oliver, disse:

- "Sei onde Dança-com-Lobos vive, meu jovem, e posso lhe passar as coordenadas. É fora da cidade, a coisa de uma hora de carro. É uma moça fascinante, corteza, mas também muito reservada, ao que parece. O que é uma pena: sempre gostei de conversar com Oradores. É renovador trocar idéias com alguém de perspectivas tão... diversas das suas. Como ia dizendo, ela é muito reservada, então, pede que sempre a avisemos previamente, se necessitarmos dela. Infelizmente... veja, não é como se ela tivesse um celular, entende? Aliás, onde ela mora, sequer deve ter sinal... Quando precisamos nos reunir ou coisa assim, é Jeanette quem a avisa, e acho que faz isso mediante o favor de umbróides. Creio que têm o contato da Verbena, não? Se não tiver, também posso providenciar. Eu mesmo pensei em trocar algumas idéias com ela. Como maga residente mais antiga da cidade, ela pode ter acesso a informações que nem suspeitamos. Ela deve ter conhecido o Profeta Sammuel, por exemplo."

- "O que nos leva ao assunto do mesmo. Vejam, o simples fato de Sammuel ser... digo, ter sido, um dos poucos Mestres ainda restantes, torna qualquer assunto de interesse dele relevante de ser investigado. Um assunto então, no qual ele investiu tanto tempo e dedicação, como essa história dos gêmeos, o orfanato, e seus segredos... certamente é algo a se pensar... O diário trancado por Efeitos poderosos, o baú com uma armadilha mágika letal... O homem investiu muito de seu tempo e recursos nisso tudo. e não me parece ser o caso de curiosidade científica. De toda forma, com as informações que temos, eu não apostaria na hipótese de ele ter se corrompido. Vejam, não é que a esteja descartando a hipótese: muitos Nephandis são conhecidos por serem mestres manipuladores, ao ponto de permanecerem no seio das Tradições ou da Tecnocracia por anos, sem serem pegos. Não sei, isso pode ser apenas 'intuição' de minha parte, mas o Profeta me parece muito mais um homem com um propósito a cumprir. E muitas vezes, um propósito grandioso nos obriga a sujar as mãos, e fazer o que precisa ser feito, não o que queremos fazer" - o velho parecia um tanto triste ao proferir aquela última frase.

"O 'espectro' dele, ou seja lá o que fora aquela aparição que viram... já pensaram em fazer um apanhado de onde e quando foi visto, e o que disse nessas ocasiões: talvez hajam mais aparições, e vocês possam se antecipar. Ao menos, não faltam cursos de investigação, como Ezio bem apontou. O que nos leva a uma outra preocupação: será que nossos inimigos também não estão no encalço dessas respostas, nesse exato momento? Talvez tenham nos espionado o suficiente para saberem alguns de nossos cursos de ação"

E então, deixou o silêncio pairar sobre a mesa.
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Mensagem por Oliver Gray em Qua Nov 07, 2018 11:03 pm

Oliver seguiu ouvindo o Dr. Max atentamente. Seja pela amabilidade do mago ou por seu contraste com seu associado, parecia gostar dele. Além de tudo, ele estava falando sobre umas coisas hi-teck que podiam muito bem ter saído de um filme de ação, então... De qualquer maneira, queria assistir a desmontagem do drone, ver se eles descobriam alguma coisa, mas se sentia meio inútil nesse contexto específico. Talvez por isso tivesse falado sobre Dança-com-lobos. O jovem mago acreditava que, por algum motivo, ela tinha mais respostas sobre a irmã do que qualquer outra pessoa na cidade, o que podia ser bem pouco e ainda ser verdade:

  -Eu queria ir até ela e me apresentar. Tem tanto que eu gostaria de perguntar para ela... Desde que eu soube da existência da maga chamada Dança-com-lobos eu senti que meu destino passava por ela de alguma forma, como se eu não tivesse como alcançá-lo sem o conselho dela. Dr. Max, se eu for pessoalmente encontrá-la em seu endereço ela me mataria ou só me machucaria bastante? Ezio, rola uma carona até lá?


   Oliver repetiu, comendo mais um pedaço de pizza e ouvindo sobre o Profeta, até que participou também desse assunto:

   -Minha irmã e eu estivemos no orfanato, Dr Max. E mais várias outras crianças com seus irmãos. Eu estou procurando Brenda, vim até a cidade para isso, mas ninguém aqui parece já ter ouvido falar dela ou ter qualquer pista do seu paradeiro. 


   -Eu não sei o que o profeta queria descobrir, mas ele queria que ninguém mais descobrisse. Faust não consegue abrir o diário. O baú então, nem se fala. Existe algum teste científico que vocês possam fazer em mim que tenha como descobrir alguma coisa? No fim das contas, eu era uma das crianças do orfanato. Será que eu não tenho o que o Profeta estava procurando?


   Oliver ouvia a si mesmo de um ponto distante, como se não fosse ele a falar. Por mais que sentisse o desejo forte de encontrar Brenda, nunca havia se sentido compelido a falar dessa forma desesperada sobre o assunto. É como se alguma força estivesse tentando fazer com que ele superasse um medo, como se essa força quisesse fazê-lo pular de uma beira de um penhasco até a outra, como quisesse que ele superasse algo. Ele já se sentira assim em seus sonhos. Em momentos de dificuldade, ele sonhava com guerreiros de outras épocas que o impeliam a agir. Toda vez era um homem ou mulher diferentes, mas todos tinham um dragão tatuado por toda superfície do braço. Oliver não sabia porque os sonhos vinham até ele, mas não demorou muito para ele ser mandado até essa cidade depois que falou sobre isso com os sábios do ninho de dragão.
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Mensagem por Ezio Stracci em Dom Nov 11, 2018 4:47 pm

Ezio terminava sua pizza enquanto ouvia os outros conversando e achava que aparentemente todo mundo sabia mais sobre tudo que ele, um sentimento nada confortável para um homem de sua posição, contudo sentia que suas habilidades, investigativas ou mágicas poderiam ser úteis no momento da desmontagem do drone.

Poderia ter comido mais, porém estava um pouco ansioso para se sentir situado naquela conversa, além disso não podia esquecer que suas tentativas acerca do orfanato até o momento pareciam ter sido falhas, ou no mínimo sem muita perspectiva de sucesso no futuro.

O que ele estava fazendo visivelmente era olhar de um lado para os falantes com uma expressão de atenção, isso claro, após comer a pizza, pois a comida o deixara animado.

- Ficarei muito animado em ajudar após o almoço, senhores

E sorria

- AH! Interessante notação, senhor West

Agora realmente parecia animado.
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Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos - Página 2 Empty Re: Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Nov 13, 2018 11:44 am

"Mas se pudermos rastrear a frequência sem chamar a atenção... " - disse Dr. West. Talvez pudessem ao menos descobrir a partir de onde o drone havia sido controlado.

Mas assentiu, concordando com Dr. Max sobre sua conclusão - o inimigo, muito provavelmente um tecnocrata, sabia que o drone não estava mais funcionando. Faust nunca havia precisado combater a tecnocracia, mas nas vezes que esbarrara com ela, não pareciam ser operativos burros o suficiente para deixarem-se ser rastreados com facilidade. 

Atentou-se ao que era dito sobre Dança-Com-Lobos. Ele não achava sensato ir visitar a mulher, mas acreditava que o Akasha faria bem em visitá-la - considerando o comportamento inocente do rapaz, seu passado hermitão... era o mais próximo do "bom selvagem" que tinham em mãos. 

Enquanto Dr. Max falava sobre Samuel, Faust mexeu a cabeça alguma svezes, concordando. Ele próprio não achava que Samuel tinha se corrompido. "Ele havia descoberto alguma coisa. Ou estava lutando contra alguma coisa." - e então olhou para Oliver, quando este falou sobre algum teste científico, alguma coisa que pudesse ser analisada nele.


"Mas... pelo que procuraríamos?" - questionou. "Ainda não sabemos o que ele estava fazendo. Depois, talvez. Mas agora... Me parece um desperdício de recursos." , respondeu. Havia ignorado por completo a notação de que "não conseguia abrir o diário" - de fato não havia conseguido. Com sorte, aquilo mudaria naquela noite, quando tentasse de novo.


Ele fez um silêncio um pouco mais prolongado, diante do último comentário de Dr. Max. Estivera fazendo algo semelhante, mas não tão específico.

"O que sugere, Dr. Max?" - quis saber. "Que as aparições de Samuel sejam fragmentos da mesma página, da mesma mensagem?"  - mais uma pausa. "Mas ele avisou a Mariah sobre nós. Ele, de alguma forma, tem consciência do que estamos fazendo, e parece disposto a nos ajudar... " - e seus olhos se estreitaram por um instante, quando teve uma idéia. "Samuel , por acaso, sabia manipular a Esfera do Tempo?"


"É possível" - concluiu, sobre estarem sendo observados. .. e então fez algo que nenhum dos outros magos presentes naquela mesa o havia visto fazer até então: Faust ergueu as mãos e tirou os óculos, apertando a base do nariz por um instante entre o polegar e o indicador da mão direita, antes de vesti-los novamente. Estava exausto. 

"Mas são incógnitas demais. Não podemos simplesmente partir do principio que o inimigo sabe nosso curso de ação se nem nós sabemos nosso curso de ação."
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Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos - Página 2 Empty Re: Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos

Mensagem por The Oracle em Sex Nov 16, 2018 11:20 pm

O velho Eterita colocou a mão no braço de Oliver. Ao contrário das de West, que era macias (embora um tanto ossudas), as do velho eram calejadas, porém calorosas.

- "Eu simpatizo com sua busca, meu jovem. A família é muito importante, e bem mais do que uma simples distração, como já ouvi muitos Despertos dizerem. A essa altura, já ficou bastante claro que algo ou alguém teve trabalho para encobrir o desaparecimento dela. Mesmo assim, uma coisa posso lhe dizer com propriedade: as pessoas que fazem este tipo de serviço cometem erros, embora queiram nos fazer acreditar que não. Mesmo o mais empedernido e raçudo agente da NOM consegue apagar todo e qualquer rastro, mas eles querem que você pense assim, pare de cavoucar, desista. Por isso se focam em apagar cuidadosamente os rastros mais óbvios: documentos, históricos de internet, escolas, cartórios, bancos... Mas você pode tentar fontes menos óbvias. Seus pais frequentavam alguma igreja? Seu parto e o de sua irmão foi em algum hospital ou em casa? Há registros médicos? Muitos locais e instituições usaram arquivos de papel por muito tempo. E você pode partir para fontes paralelas de informação, que não sejam diretamente ligadas à sua irmã? Quais as circunstâncias da morte de seus pais? Eles eram Despertos? Sendo ou não, tinham inimigos? Parentes próximos ou distantes? Você visitou sua antiga casa? Talvez os antigos pertences deles estejam esse tempo todo em algum depósito municipal, presos na burocracia... Não desista ainda, há muitos buracos ainda a serem investigados!"

Era visível a tentativa do velho doutor em animar o Akasha, mas ele não era realmente muito, muito bom naquilo (lidar com pessoas). E em dado momento, pareceu se dar conta disso, e voltou sua atenção ao que seu pupilo falava. Após a última declaração de West, fez uma expressão um tanto incrédula, como se alguém tivesse abduzido Faust enquanto não estavam olhando, e o tivesse substituído por um clone com vários pontos de QI a menos.

- "Bem, o homem tinha a alcunha de 'Profeta'... me parece um bom indicativo de que conhecia os meandros da Esfera do Tempo. Além disso, há o intrigante fato de que ele avisou a moça sobre vocês, dois meses antes de sua chegada à cidade. Quando o encontraram dois dias atrás, ele desapareceu dizendo que iria 'ajudar a moça', não foi? Bem, cronodinâmica é algo que desisti de estudar já em tenra idade, enlouquecedor demais para mim, mas certamente há algo aí... O que torna ainda mais assustadora a hipótese de que algo o estava perseguindo ou lutando contra ele. O que um homem com esse grau de poder temeria?"
- "De fato, incógnitas demais. Hipóteses demais. O pesquisador que estuda 20 hipóteses ao mesmo tempo não avança em nenhuma. Com novos dados, o leque de hipóteses diminui. É isso que acontecerá. Em breve, vocês, eu, Willian, qualquer um de nós conseguirá mais peças do quebra-cabeças. Eu mesmo estou curioso sobre essa fixação do Profeta por gêmeos. Esse tipo de coisa, sabe, esses tipos místicos e suas fixações em coisas estranhas, isso dificilmente acaba bem... É como os Verbena com as pobres virgens! Cáspite, o que um hímem tem de mágico?! E vão sacrificar a moça apenas porque ela ainda não descobriu os prazeres do sexo? Ora, é como eu sempre digo..." - nisso, pareceu se dar conta que haviam à mesa dois magos de Tradições nada científicas. engoliu seco, e disse - "Bem, acho que podemos iniciar a desmontagem da coisa, não?" - e se levantou da mesa, dirigindo-se ao balcão.


A desmontagem do drone não foi algo tão espetacular quanto se poderia imaginar. Munido de luvas e de uma máscara de solda, o velho Eterita aplicou um maçarico à partes selecionadas da estrutura da coisa, retirando cuidadosamente partes da "carapaça" de polímero da coisa. Dentro, as placas de circuitos e os cabos de energia estavam, em sua grande maioria, derretidos ao ponto de serem irreconhecíveis. As observações que foi fazendo ao longo do processo levavam às seguintes conclusões:

- A coisa não tinha armazenamento interno, logo, era controlada remotamente;
- As baterias, em especial, era avançadas demais. Certamente Ciência Iluminada, ou pelo menos, alguma tecnologia militar de ponta.
- A resolução da câmera era excelente, e o Dr. Max conseguiu extrair os últimos segundos de gravação do buffer de vídeo: apenas os magos sêniores no interior da casa, até que a Verbena deu um grito, seguido de um clarão;
- A coisa dispunha de dispersores de fumaça de silicone, algo bastante incomum. É o tipo de coisa usada em boates, ou por técnicos de efeitos especiais;
- As placas de transmissão estavam queimadas demais para se extrair frequência de operação, mas era na banda UHF, e logo, a coisa era controlada localmente, não por satélite ou coisa assim;

Ezio notou que nenhum dos componentes da coisa tinha marcas de fabricante, mas havia um detalhe interessante: o plugue de alimentação da coisa não usava padrão americano, e sim o da União Européia.
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Mensagem por Dr. Faust West em Ter Dez 04, 2018 11:36 am

Diante das perguntas e colocações que Dr. Max fazia para Oliver, West limitou-se a observar em silêncio, não apenas observar as perguntas e ver se o colega-mentor por acaso havia pensado em algo que lhe havia escapado - não havia - mas também em observar a forma como Dr. Max lidava com Oliver enquanto pessoa: o toque caloroso, o interesse genuíno. Para West, aquela complexa técnica social, que sempre lhe parecia tão distante e alienígena, era o mais interessante - de fato, o eterita quase, quase, não conseguia acreditar que aquele tipo de comportamento podia vir naturalmente para alguém como Dr. Max.

Quando Dr. Max lhe olhou daquela forma e lhe respondeu, West abaixou a cabeça muito sutilmente, fechando os olhos enquanto acenava afirmativamente com a cabeça - havia sido alguma espécie de peido mental, um lapso. Ele odiava aquelas limitações humanas - sono, fome, cansaço. Perguntava-se se Elisa sentia alguma daquelas coisas, do outro lado. Claro, ela não teria as necessidades físicas, mas talvez a necessidade psicológica, como um... um eco da vida corporal, talvez aquilo a levasse a sentir-se cansada. Conseguiria ela descansar? 

Por um momento, o Eterta pegou-se imaginando a esposa no limbo - eternamente cansada, eternamente faminta... sem nunca poder repousar ou conseguir seu sustento. Ele engoliu em seco. Como podia se preocupar em dormir, quando sua esposa podia estar passando por aquele tipo de suplício?

"O que quer que seja..." - ele começou a responder, "Está conectado a um lugar em específico. - fora uma das coisas que conseguira extrair das crianças-criaturas, no porão. 

"As informações foram confusas, acredito que pelo simples fato das meninas não compreenderem mais a realidade como nós a compreendemos e, é claro, por que um pouco sempre se perde quando falamos de comunicações interdimensionais..." - explicou, e fez uma pausa.

Uma longa, longa pausa, enquanto pensava, retomando as informações de dentro dos lagos negros de sua memória. Seus olhos pararam em Oliver por um momento, como quem estuda uma hípotese - e ele nem buscou disfarçar, mas logo retornaram ao resto da mesa.

"As meninas não estavam lá, realmente, no porão. Estavam se comunicando conosco de outro lugar. Elas o chamaram de "o lugar onde os mortos se levantam". É nossa pista mais quente, até agora - mas eu trabalhei sobre os mapas, fiz algumas projeções.. mas até agora o processo foi infrutífero. - e olhou para seu mentor, esperando sugestões.

[...]

Durante a desmontagem dos drones, West não anotou nada - como sempre, mas manteve-se em completo silêncio, sinal de que anotava mentalmente. 

"Sr. Stracci", ele disse, ao final. "Ezio. Até que ponto você pode ter acesso as câmeras da cidade? Principalmente numa cidade recentemente alvo de um ataque terrorista, a quantidade de câmeras deve ter subido, assim como a facilidade de se conseguir acesso a elas pelo Ato Patriótico." - falou. Achava que já havia dito o suficiente, mas reconhecia que sua audiência era menos do que brilhante - então explicou. 

"Se o drone era controlado localmente, seu operador pode ter sido pego por alguma câmera das redondezas. Dr. Max, o senhor tem alguma estimativa do raio máximo de controle?"
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Mensagem por Oliver Gray em Ter Dez 04, 2018 9:15 pm

Oliver aceitou com sinceridade o gesto do Dr. Max, ouvindo com atenção o que ele dizia. Suas palavras o ajudaram a se recompor, a pensar em um futuro que poderia ser menos sombrio, um futuro no qual pudesse encontrar Brenda. Havia opções, então, que ele não era exatamente capaz de explorar por si só, mas, ei, ele tinha uma cabala. Quando Faust começou a falar, Oliver sacou o bloco de anotações que tinha recebido do eterita e começou a anotar as sugestões do Dr. Max para não se esquecer no futuro, enquanto o assunto estava voltado para o drone e seus possíveis drones. Donos, por sinal, que intrigavam o jovem akasha. Ele nunca tinha ouvido falar antes dessas pessoas que poderiam estar fazendo a vigilância da casa. Sempre que pensava neles, o filme O Exterminador do Futuro, que assistira recentemente, vinha em sua mente.
   Sacudindo um pouco a cabeça para voltar sua atenção para onde ela deveria estar, ele terminou de anotar tudo que precisava, pegando carona na pergunta do Faust:
   - Falando em câmeras, Ezio, você consegue ajudar a chegar alguma dessas fontes que o Dr. Max sugeriu?.
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Mensagem por Ezio Stracci em Qua Dez 05, 2018 11:58 am

Durante bom período da conversa Ezio basicamente só aguardou, contudo observou bem o que se dizia sobre as fontes menos óbvias, o que para ele já era algo costumeiro.

"Acredito que eu devia ser mais participativo nessa questão"

Toma um gole.

Outro ponto que deixou o detetive de orelhas em pé foi o lance sobre os costumes da tradição. Mas achou que Dr. Max não devia ter se segurado agora que o assunto estava ficando interessante.

- Certamente nós não somos muito bem vistos também

Dá um leve sorrisinho torto.

- Contudo, também não corroboro da visão dos verbenas quanto às virgens

Faz o sinal da cruz no peito, mostrando seus costumes católicos e o respeito à Virgem Maria.

- Que Deus as tenha

Apesar de ter sido uma desmontagem simples Ezio acompanhou tudo de perto observando e cada etapa fazendo algumas anotações.

- Dr. West,algum dia já pensou tentar carreira na polícia?
- Era justamente o que estava pensando
- Vou conseguir acesso a tudo o que for possível para monitorar

Chega mais perto para examinar os componentes, passa o dedo tentando limpar as marcas de queimado, as sujeiras ou cinzas para melhor análise...

- Sabe? Parece ser algo de fabricação própria, produto caseiro, não é tão simples rastrear

...mostro alguns dos componentes para o pessoal da sala

- Vejam, não registro algum de fabricante

Observa agora o plug de alimentação e ainda olhando para ele diz:

- Eu não estou certo de como isso chegou até aqui
- Mas não foi por gente daqui, se foi, eles sabem se camuflar muito bem
- O padrão de alimentação é europeu
- Ele pode ter vindo pra cá pronto, ou peça por peça e ter sido montado aqui, mas...

Volto a atenção para eles

- Significa algo para vocês?

Procuro cheirar, passar o dedo em algo e lamber para ver se descubro mais alguma coisa.

- Ah! Claro,Sr. Gray!
- Posso inclusive pedir a sua companhia?

Sorri para Oliver.
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Mensagem por The Oracle em Ter Jan 15, 2019 7:35 pm

Após as últimas considerações, os quatro magos se despediram.

Oliver não teve maiores problemas até chegar à Capela Hermética. A loja de penhores estava vazia, como de hábito, e inclusive, sua audição aguçada conseguiu ouvir as duas gêmeas conversando e fazendo gracejos a respeito. As frase que conseguiu ouvir claramente foi:

- "Ainda bem que não necessitamos disso aqui para comer, hihihi. Na manhã toda só apareceu um cliente, e pra vender, e não comprar."
- "Bem que aqui poderia ser uma casa de penhor tipo a daquele programa na TV, né? Aqueles caras se divertem!"

As duas garotas pararam a conversa quando ele abriu a porta. Foi calorosamente cumprimentado por ambas, como de hábito. As duas ruivas pareciam bastante excitadas para o passeio noturno, e inclusive, logo interpelaram Oliver sobre se ele tinha mesmo conseguido convencer West a ir. No momento daquela pergunta, elas pareciam realmente bastante ansiosas...

Quando chegou a seu quarto, havia um papel dobrado na mesa de cabeceira. Era um bilhete escrito à mão, em uma caligrafia bonita e inclinada.


- "Não estou bem certa como você lida com isso, mas... bem, depois de amanhã é um dia especial, né? Você quer fazer alguma coisa, alguma homenagem, sei lá? Posso ajudar. Me avise, se tiver algo em mente.


Sua,


D.G."

___________________________________________________________________________________

Ezio teve uma tarde de policial, e não de mago. Quando voltou à delegacia, notou que o pessoal já tinha começado a se acostumar a ele. Vários perguntaram sobre O'Sulivan, e alguns até puxaram mais algumas linhas de conversa, mesmo ele estando ali há apenas poucos dias. Já estava acostumado àquilo.

Solicitar as imagens das câmeras de segurança exigiu alguma burocracia, alguns formulários, mas nada em excesso. Era provável que na tarde do dia seguinte os arquivos já estivessem à disposição.

O capitão Briggs não estava ali naquela tarde, então, não nada que ele precisasse reportar a ninguém. Poderia fazer sua campana sem problemas.

Chegando ao restaurante chinês, de dentro do carro mesmo conseguiu observar que Joe estava no local. Os últimos clientes do almoço estavam saindo, e o rapaz estava limpando o chão e arrumando mesas. Uma meia hora depois disso, teve uma breve conversa com chinesa baixinha que parecia dona do lugar, se arrumou e saiu.

Ele era fácil de ser seguido. Aparentemente, não tinha qualquer malícia criminosa. Pegou rapidamente um ônibus que o levou a apenas três paradas de distância. Entrou rapidamente numa agência do Wells Fargo, e após 10 minutos, saiu, se dirigindo à pé até um conjunto de apartamentos populares. Ezio pôde até mesmo ver qual apartamento era, já que ele apareceu na janela, para tirar algumas roupas de um varal improvisado. Meia hora mais tarde, Joe saiu novamente para a rua, e retornou ao restaurante. Ainda eram 16:30.

__________________________________________________________________________________

Quando West interpelou seu mentor sobre um scanner de áreas da Mortalha mais baixas, o velho eterita disse que já tinha alguns esquemas rabiscados sobre uma máquina como aquela. O problema é que ele não conseguira ainda acertar a bateria eterdinâmica exigida, e o projeto acabou caindo esquecimento. Após vascular uma pilha de grandes folhas esquematizadas, puxou uma, e mostrou um diagrama de algo que, aos olhos de West, parecia um celular de duas antenas: um aparelho daqueles repentinamente parecia estar se tornando mais útil, disse o velho doutor, e o projeto merecia uma revisitada. Sim, sim, ele se debruçaria novamente sobre aquilo. Já pediu algumas indicações a West sobre eventos externos de aparição de fantasmas, como as faladas quedas de temperatura, e o peso médio de objetos movimentados por efeitos poltergeist. Com alguma dificuldade, Faust conseguiu dar o que o velho queria, não porque não tivesse aquilo de cabeça, mas porque nunca tinha pensado naqueles efeitos de uma maneira tão matemática. Bem, parecia o começo de algo.

Após isso, dirigiu-se à Capela Hermética, para ver se Willian de fato vendia Sôrvo, como o Dr. Max havia dito. Quando adentrou a loja de fachada, as duas gêmeas ruivas estavam lá, alegres como de hábito. Só que quando entrou, elas pararam de rir. Poder-se-ia dizer que West estava um tanto habituado a isso (as pessoas geralmente paravam de rir quando ele chegava, e costumavam também logo inventar desculpas para não estar ali. "Preciso ir ao banheiro" era, estatisticamente a mais comum), mas o caso ali era um pouco mais complexo. Aquelas duas não pareciam estar desagradadas por sua presença, mas, talvez, ansiosas. Como alguém que encontra uma pessoa que admira, uma celebridade ou coisa assim, e não sabe muito bem o que vai dizer.

- "Hã... olá, Dr. West..." - disse uma delas. Não saberia dizer qual. Aliás, Faust se deu conta que sequer sabia os nomes delas.
- "Que bom... ver o senhor aqui. Espero que esteja tudo bem..." - disse a outra. Até mesmo o timbre da voz e o modo de falar, das duas, pareciam idênticos.
- "Podemos ajudar em algo?"

Elas estavam pisando em ovos, o que também era comum na experiência do médico. Mas havia outra coisa... Elas olhavam sutilmente para os lados, especialmente para a porta. Como se temessem estar sendo observadas (apesar de estarem em uma sala 4x4, com todos os acessos fechados), ou que alguém aparecesse.

A memória de West o alertou que era a primeira vez que estava na presença delas desacompanhado.
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Mensagem por Oliver Gray em Sex Jan 18, 2019 1:42 pm

Ao passar pela fachada da capela, Oliver estava distraído. Curiosamente, ele pensava no tal Rei do Pedaço. O pensamento era recorrente quando o akasha se exercitava, como se o seu corpo se recusasse a pensar no quão sobrenaturalmente bom o cara era. Oliver sentia um respeito inato por grandes lutadores e esperava enfrentar aquele novamente em uma situação menos hostil algum dia. Foi desperto de seus pensamento pelas gêmeas, sempre muito animadas e receptivas:

   -"Claro que sim, meninas, ele estará lá. Eu não disse? Podem contar com Oliver, o amigão da vizinhança, haha. Vejo as duas mais tarde"

   Caminhando pelos corredores vazios da capela, Oliver se perguntou onde estava todo mundo. O dia de cada um dos herméticos parecia sempre muito cheio, como os dias que ele mesmo passou no mosteiro, mas com tarefas muito mais sofisticadas. Onde Granger estaria naquele momento?
   Chegando ao seu quarto, sem literalmente nenhuma adição desde o primeiro dia, não foi difícil notar a carta. Oliver a leu, sabendo que vinha de Granger, arqueando uma sobrancelha. Sacando seu poderoso e indestrutível celular, presente de Granger, inclusive, ele lhe enviou um SMS:

   -"Ei, acabo de ver a sua carta. Dia especial...? Eu sou meio perdido com datas, mas tem mais a ver com o mosteiro do que comigo. Eu estou no meu quarto agora. Quer aparecer para falar pessoalmente? Sinto que estou perdendo alguma coisa que normalmente não devia ser discutida à distância".

   Feito isso, ele esperou deitado na cama a chegada de Granger. A melhor parte de não ter nada é que não é preciso arrumar nada. Oliver pensou em seu quarto de pré adolescente, antes de ir parar no orfanato. Que contraste enorme com a vida que ele levava hoje... que saudade da sua família.
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Mensagem por The Oracle em Seg Jan 21, 2019 2:08 pm

Após 20 minutos, duas batidas se fizeram ouvir na porta do quarto de Oliver. Sem esperar resposta, a porta se abriu e Granger entrou. Trajava uma calça Jeans e uma camiseta branca da Universidade do Maine, que parecia apertada para seus fartos seios (aquela moça devia ter alguns problemas em encontrar roupas que servissem bem. Estava com o cabelo preso num rabo-de-cavalo, e limpava os grandes óculos num lenço de papel. Antes de colocá-los, ela perguntou:

- "Fiquei super-curiosa agora... Vocês não usavam calendários no mosteiro? Algum dia você tem que me contar como era a vida num mosteiro Akasha. Acho que pouca gente já pensou nisso."
- "De toda forma, bem, depois de amanhã é aniversário da sua irmã. Eu fiquei, sei lá, incerta se há alguma tradição familiar que você gostaria de respeitar, algum rito budista, hã... sei lá, qualquer coisa... Ah, e vai ser um bom dia para tentar usar o pêndulo para descobrir algo!"

A garota parecia um pouco desconcertada. Aparentemente, esse assunto não a deixava completamente à vontade.
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Mensagem por Oliver Gray em Seg Jan 21, 2019 2:25 pm

Quando Granger chegou no quarto, Oliver, que estava deitado na cama, sentou-se e, como forma de cumprimento, apontou para que ela se sentasse ao seu lado, tentando evitar dar muito na pinta o quanto não podia tirar os olhos de Granger normalmente, porque o assunto parecia sério. Quando ela falou, suas suspeitas se confirmaram, mas ele não sabia exatamente como reagir.

- "Eu já te contei uma ou duas coisas, mas você poderia passar uns bons vinte anos por perto e ainda escutar histórias diferentes sobre o ninho de dragão de onde eu vim, haha. Não, nós não temos calendário, de modo que marcamos e celebramos apenas as mudanças das estações. É a tradição, sabe? Pensando bem, alguns mestres vivem tanto que perderiam a conta da própria idade mesmo com uma parede cheia de calendários. Um dia eu te conto como nós dormíamos por lá. Aposto que você não vai acreditar. Mas essa história eu só conto em troca de saber mais sobre você também.

  Oliver ficou pensativo, no entanto, com a questão do aniversário de Brenda. Ele até sabia a data de cor, mas nunca olhou um calendário desde que saiu do mosteiro, então sequer sabia em que mês eles estavam. Granger provavelmente notou sua expressão confusa. O motivo disso era estar pensando sobre os possíveis rituais que deveriam ser respeitados, já que a irmã supostamente está viva. Por uns 10 segundos, sua expressão se tornou um ponto de interrogação, mas depois ele disse:

- "Caramba, eu sei o aniversário dela de cor, só não sabia em que mês nós estávamos. Já é o aniversário dela de novo? Cara, o tempo passa rápido. As pessoas deviam aproveitar melhor a vida enquanto dá tempo. Mas não, sem rituais. Nós guardamos eles para honrar os mortos e eu acredito que a Brenda ainda esteja por aí em algum lugar. Mas a ideia do pêndulo é demais. Como eu posso ajudar?
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Mensagem por The Oracle em Seg Jan 21, 2019 2:38 pm

À primeira frase do Akasha, a jovem Hermética apenas deu um sorriso metade enigmático, metade malicioso. Não que Oliver fosse capaz de captar essas nuances com qualquer grau de facilidade. Depois, ela apenas esperou pacientemente enquanto ele pensava. E pareceu um tanto aliviada ante a perspectiva de não haverem rituais.

- "Bem, você pode me ajudar estando lá. Quanto mais ressonância simática pudermos reunir, melhor. Provavelmente o melhor seria fazer isso às 6 da manhã, hora de Vênus. Além disso, nesse horário não deve haver ninguém no quarto andar. Mas... Sabe, Oliver, não quero ter deixar com muitas expectativas... Não sei realmente se vamos conseguir algo. O Sr. Von Heinekein não queria que te dissesse ainda, mas me contou que o mapa astral de Brenda saiu inconclusivo, o que é bem raro. Tenho uma intuição que sua jornada não vai ser assim tão facilmente resolvida, mas, quem sabe não conseguimos alguma pistazinha que seja, né?"

Dito isso, ela completou: "bem, tenho que ir. Ainda estou cheia de tarefas que preciso concluir, se quiser sair hoje. Bye!"

Levantou-se e saiu rapidamente do quarto.
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Mensagem por Oliver Gray em Seg Jan 21, 2019 2:56 pm

Oliver balançou a cabeça positivamente durante a maioria da explicação de Granger e depois disse:

- "Bom, conte comigo. Eu não esperava dormir essa noite mesmo. Seis horas em ponto.

  Dito isso, Oliver, sentado ao lado de Granger, olhos nos olhos, disse:

- "Eu não sou grato pelos resultados. Eu sou grato por você tentar. Você não tem dívida comigo, não tem a menor obrigação de ajudar, mas vai estar comigo no quarto andar na manhã depois de uma noitada ritualizando. Eu só espero que eu valha apena o esforço".

  Após a saída dela, Oliver resolveu tentar um ritual de meditação que aprendeu no templo e, sinceramente, poderia vir a calhar nessa cidade em que as pessoas batem e depois perguntam. Sentando-se no chão em posição de lótus, o jovem Akasha começou a tomar consciência de cada membro do seu corpo, de cada molécula, da passagem do sangue e oxigênio pelo corpo. Depois, abandonou totalmente a sensação de estar em um corpo físico, unindo-se ao universo e buscando o fluxo de todas as suas emanações. Oliver começou a recitar um mantra rítmico e repetitivo enquanto canalizava energias pacíficas em seu corpo e se tornava um farol, irradiando essas energias ao seu redor.
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Mensagem por Dr. Faust West em Seg Jan 21, 2019 3:04 pm

Quando entrou a loja de William vin Heineken e ouviu o silêncio - mais do que isso, quando sentiu aquela coisa estranha no ar, aquele vácuo social que faz formigar atrás das orelhas, que sempre sentimos ao interromper alguma coisa, ele pausou por um instante, ainda de costas para as gêmeas. De fato, Dr. West estava acostumado a interromper conversas e a quebrar crinas - ele não achava bom nem ruim, mas causava-lhe alguma coisa semelhante a divertimento reconhecer aqueles momentos, como quem reconhece um dado específico sobre o ambiente.

Fechou a porta e voltou-se de frente para as meninas, esperando rostos desconfortados.... e de fato estavam, mas não pelo motivo que ele esperava. Elas não estavam incomodadas por sua presença, estavam empolgadas. Nervosas. Como ele havia ficado frente a todas as garotas do universo, até Eliza.

E então, o homem que nunca esquecia lembrou-se do que Oliver havia dito. As ruivas queriam alguma coisa com ele. O que seria?
A bengala de caveira acertou o chão três vezes durante os três passos que o levaram até o balcão, onde depositou, com um "thud" discreto e meio abafado, sua maleta de couro. Ele não tentou sorrir, mas, como sempre, foi de educação incomparável: "Boa noite, senhoritas. Como estão? Acho que não fomos devidamente apresentados." - seu tom era monótono e, apesar das palavras educadas, havia uma certa nota de frieza seca que permeava as sílabas. Não era intencional, nunca era, mas sempre estava lá.

Ele notou como elas estavam - como crianças fazendo algo proibido. Teria William advertido-nas sobre ele? Como? Por que motivo? Seria a proibição a fonte de seu interesse?

Dr. West acompanhou o olhar delas até a porta sem discrição, como se procurasse ver o que elas viam, e então voltou os olhos de mortalha para elas. Primeiro uma, depois outra. Contato visual. Deixou o silêncio pesar um segundo a mais do que seria confortável.

"... estão esperando alguém? "

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Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos - Página 2 Empty Rolagem da Aura de paz

Mensagem por Oliver Gray em Seg Jan 21, 2019 3:09 pm

O objetivo é deixar as pessoas em volta de oliver menos agressivos

Vou gastar um ponto de FV pra sucesso adicional
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Mensagem por The Oracle em Seg Jan 21, 2019 3:09 pm

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 2, 9

--------------------------------

#2 'D10' : 7, 7

--------------------------------

#3 'D10' : 5, 3
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Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos - Página 2 Empty Re: Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos

Mensagem por The Oracle em Seg Jan 21, 2019 5:57 pm

As duas garotas usavam vestidos iguais, verde escuros e de corte discreto, à altura dos joelhos. Parecia alguma espécie de uniforme da casa de penhores. Ambas estavam lado a lado no balcão, como uma fotografia que usou aquele efeito de "espelho" para replicar a mesma metade nos dois lados da foto. Apesar da libido morta de West não manifestar impulsos há muito tempo, ele intelectualmente poderia avaliar que as duas eram realmente muito bonitas. Os olhos profundamente verdes de ambas contrastavam com os cabelos vermelho-vivos, indicando uma possível ascendência do norte europeu (aliás, o cabelo vermelho combinado a olhos verdes era, conforme o folclore irlandês, a marca dos feiticeiros). Se o fundo fosse outro, e não uma estante repleta de jóias baratas, relógios velhos, badulaques inúteis e alianças de casamentos rompidos, talvez aquela imagem pudesse estar estampando alguma revista de moda. Ou uma revista masculina.

Enquanto West as cumprimentava, as duas pareciam um tanto paralisadas, como um cervo na estrada ante os faróis de um carro. Por duas vezes, ambas abriram as bocas, como se fossem falar algo, mas as fecharam em seguida. Apenas quando ele fez sua última pergunta, elas pareceram sair do transe:

- "NÃO! Claro que não!" - disse a primeira, de supetão, arregalando os olhos, mas logo em seguida se recompondo.
- "Não, não, quem estaríamos esperando, não é mesmo?" - disse a segunda, identicamente alarmada, mas também se recompondo em seguida.
- "Eu sou Inana. Mas me chamam de Nana" - disse a primeira.
- "Eu sou Ishtar. Mas me chamam de Tasha" - completou a segunda.

Ambas estenderam as mãos simultaneamente, e logo pareceram se dar conta que West não poderia apertar ambas ao mesmo tempo (supondo que sequer se dignasse a apertá-las). E as duas baixaram as mãos ao mesmo tempo, deixando o doutor sem nada para supostamente apertar. Elas pareciam pessoas atrapalhadas em uma situação que não sabem como agir. Nesse momento, Inana colocou sua mão sobre a de Ishtar, e as duas se seguraram firmemente. Isso pareceu acalmá-las, e então apenas Ishtar estendeu a mão, mas elas falaram em uníssono:

- "Prazer em conhecê-lo. Dr. West." - e logo após falarem, ambas balançaram levemente as cabeças, como se tivessem percebido que fizeram uma besteira.

A pele muito branca de ambas estava ligeiramente enrubescida, talvez pelo vexame social que haviam acabado de oferecer.


- "Podemos ajudá-lo em algo?" - disse apenas Inana, dessa vez, após também levantar a mão (supondo que West houvesse apertado a outra).

E mais uma vez olharam de solslaio a porta.
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Mensagem por Ezio Stracci em Seg Jan 21, 2019 8:15 pm

[size=36]Pois bem, um dia de policial, como outro qualquer, comendo uma rosquinha e tomando café. Um tira bom papo, tem a manha e se acha safo, vem querendo saber da minha parceira, "é de fuder". Tá tudo bem por hora, só não posso dar um fora, deixa acalmar só não posso me apegar, uma hora casa cai e eu tenho que zarpar. [/size]


[size=36]O detetive manteve-se amigável com os colegas de trabalho e mostrava-se atencioso ao perguntarem de sua parceira, mas não dava muitos detalhes senão que ela estava se recuperando bem e aparentemente ia ficar boa. O capitão Briggs gozava da admiração de Ezio, mas até que era um alívio para seus planos que o senhor não estivesse lá no momento. [/size]

[size=36] Durante a campana aparentemente tranquilo fez algumas anotações, a primeira é que o jovem parecia um bom rapaz que estava no lugar errado com a coisa errada. A outra é que era um tanto sedentário, por pegar um ônibus para uma distância aparentemente curta. "Aposto que o Akasha faria isso correndo sem nem suar".[/size]
[size=36]Anotou o endereço da agência do Wells Fargo. "Eu vou passar aqui depois..."[/size]

[size=36]E então, viu o garoto sair de seu apartamento.[/size]

[size=36]"Bem... Acho que podemos fazer uma surpresa, ou será que... Bem, vejamos o cenário, talvez eu possa ser mais sutil".[/size]

[size=36]Ezio vai até o apartamento, está bem vestido como de costume, e porta uma bíblia debaixo do braço. "Não podemos simplesmente sair metendo as caras nas coisas, não é? É sempre bom ter um escudo social, e se você vai à casa de alguém sem saber se está vazia, isso se torna ainda mais importante". Chegando próximo à porta é possível ouvir o som da TV, com um pouco mais de atenção distingui-se o programa da Oprah.[/size]
[size=36]"Droga, o muleque deve morar com a mãe, avó ou uma irmã mais velha, algum tipo de mulher buscando se sentir empoderada, nesse caso..." Três batidas à porta e um sorriso encantador, o volume abaixa e pouco tempo depois sou atendido por uma mulher, "grande".[/size]


[size=36]"Bem, é mais ou menos como eu esperava, mas aparentemente ou ela está de folga ou o turno dela encrrrou há pouco, quer dizer que em algum momento a casa fica livre."[/size]

[size=36]- Boa tarde, ...! A senhora está sabendo?! [/size]

[size=36]Aguardo o momento de possível estranheza pela pergunta.[/size]

[size=36]- Que Jesus Cristo morreu e foi crucificado para nos salvar!?[/size]

[size=36]Com a bíblia debaixo de um braço, ainda sorrindo. [/size]

[size=36]- Desculpe incomodar, mas a senhora teria um momento para ouvir um pouco da palavra do nosso Senhor?[/size]


Última edição por Ezio Stracci em Seg Jan 21, 2019 8:30 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Ezio Stracci em Seg Jan 21, 2019 8:16 pm

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Mensagem por Ezio Stracci em Seg Jan 21, 2019 8:17 pm

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Mensagem por Ezio Stracci em Seg Jan 21, 2019 8:18 pm

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Mensagem por The Oracle em Seg Jan 21, 2019 8:18 pm

O membro 'Ezio Stracci' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 9, 10, 10, 9, 5, 7, 7, 5
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Mensagem por Dr. Faust West em Seg Jan 21, 2019 10:31 pm

Dr. West era da opinião de que, muitas vezes, ficar em silêncio era melhor do que falar qualquer coisa - principalmente no seu caso, já que não era a melhor pessoa do mundo com palavras. Ele ficou em silêncio, observando as duas gêmeas apavoradas e ansiosas - ainda que não fosse do seu perfil deixar-se levar por coisas tão humanas quanto vaidade, havia alguma coisa qualquer de agradável em ver duas moças tão bonitas nervosas em sua presença. Talvez um resquício qualquer dos seus anos de nerd excluído? Provavelmente não - o bom doutor nunca havia tido tempo para desperdiçar com bobagens românticas, até Eliza; nunca havia tido libido, até Eliza - nunca havia tido nada, nem vida, até Eliza. Tudo que ele era, tudo que era bom, de Eliza havia vindo, a ela pertencia, e com ela estava congelado.

Enquanto as meninas se acalmavam e organizavam os próprios pensamentos, sua mente acelerada continuou a trabalhar - ver-se em frente aquelas gêmeas, aquelas duas moças que obviamente queriam algo dele e que estavam numa posição tão privilegiada... aquilo lhe fez pensar no que poderia aprender de tudo aquilo, do que poderia retirar, do que poderia conseguir. Informações. Poder. ... cobaias?


"É um prazer conhecê-las, senhoritas... " - e fez uma pausa, percebendo que não sabia seus sobrenomes. Havia inferido que fossem Von Heineken, mas não tinha certeza. "... Heineken? Dividem o sobrenome do Sr. William?" - questionou.

Seus olhos, entretanto, não pareciam capazes de realmente parar sobre seus olhos mais: eles dançavam sobre as gêmeas, olhando seus rostos, seus braços e pescoços. Não havia desejo em seu olhar - havia concentração.

Quando elas perguntaram no que podiam ajudar, ele emendou com a cabeça. "Sim. Claro. Mas me dêem um segundo, sim?" - e tirou o celular do bolso, como quem acaba de recebê uma mensagem, e começou a digitar na calculadora.

Da mesma forma que o folclore dizia que cabelos vermelhos e olhos verdes eram sinal de bruxaria, a ciência chamava as sardas de "ruído genético" - mesmo em gêmeos idênticos, elas nunca eram idênticas. Faust gostava de ruídos. Eram as coisas que escapavam ou antecediam frequências - e de freqüências ele entendia.

Os números que digitada na calculadora eram ângulos, proporções, dimensões. Quantas sardas? Onde? Em que posição em relação às outras mais próximas? Qual a variação de cor? Formavam padrões? Formas? Quais ? Uma vez ele havia conhecido um mago ruivo e mudo que tinha a inteira constelação de alfa centauro nos ombros, como sardas! Ruído genético era um ruído nos padrões - e aquilo, aliado a seus conhecimentos sobre numerologia, simbologias e matemática sagrada seria mais do que o suficiente para, ao menos, conseguir um apanhado geral de informações sobre as meninas de Von Heineken.
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Mensagem por Dr. Faust West em Seg Jan 21, 2019 10:36 pm

Are te.


Não avatar, um apanhadão geral de informações sobre as possíveis ligações espirituais e magikas delas

Coisas que elas compartilhem, idiossincrasias em comum, semelhanças abaixo da superfície e diferenças inesperadas. Um apanhadao de informações Gerais mas superficiais
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Mensagem por The Oracle em Seg Jan 21, 2019 10:36 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 2, 1

_________________
"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
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Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos - Página 2 Empty Re: Uma noite de pesquisas e seus duvidosos frutos

Mensagem por The Oracle em Ter Jan 22, 2019 6:30 pm

- "Hã... sim, von Heinekein, claro" - disse Ishtar
- "Embora soe tão pomposo, não é? Hihihi" - disse Inana, escondendo a boca enquanto ria. Havia uma nota de infantilidade naquele riso, algo que não combinava com aquela garota com corpo de sex-symbol - "Me sinto uma nobre inglesa. Ou uma princesa. Adoro princesas!" - o comentário foi seguido de uma cotovelada da outra.

Mas Faust não estava rindo. Quando introduziu os primeiros números na calculadora, algo não parecia 100% correto logo de cara. Mas todas as novas descobertas parecem algo fora do comum, à primeira vista. Quando efetuou o cálculo do diferencial do cubo da quantidade de sardas de Inana, o resultado foi um número irracional. Aquilo... aquilo não podia ser verdade. Aquilo implicaria que a garota não estava contida neste Universo, mas sim o contrário, e... e... as consequências daquilo eram grandiosas demais. Estávamos falando em revirar toda a metafísica conhecida, e lançar por terra o próprio conceito de "individualidade"! A simples tentativa de compreender aquilo lhe deu uma pontada dolorosa no cérebro, que o fez fechar os olhos apertados. Quando os abriu novamente, e fixou o olhar nos números, aqueles simples dígitos numa tela fizeram seus olhos arderem e se afastarem involuntariamente da tela, como se sua mente se recusasse a aceitar o resultado do cálculo. Ou simplesmente não fosse capaz de absorver aquele conhecimento. Como se não fosse forte o bastante para compreender sem se estilhaçar como um jarro de vidro lançado contra a parede.

As garotas simplesmente o olhavam, com interrogações em suas faces.

- "O... senhor... está bem... Dr. West?" - Perguntou Inana, pausadamente.
- "Notícias ruins?" - arrematou a outra.
___________________________________________________________________________________

A mulher realmente fez uma cara de estranheza ao ouvir as primeiras palavras de Ezio, mas após ouvir as últimas, ela gritou:

- "HALLELUJAH!!"
- "Poderoso é o nome do Senhor! Eu hoje tive dúvidas, tive a certeza que errei na criação de meu neto, aquele imprestável, eu duvidei, mas o Senhor me enviou uma mensagem, na sua forma, irmão. OH HAPPY DAY!" - e ergueu os braços para o céu ao gritar estas últimas palavras. As fartas e flácidas banhas na parte de baixo do braço balançaram como gelatina.
- Entre, irmão! Entre, e vamos falar do Senhor Jesus!"

A mulher abriu passagem para Ezio. Ela usava meias brancas, e um longo vestido florido, aparentemente feito com tecido suficiente para uma vela de barco. O apartamento era bem simples. Aparentemente apenas um quarto, sala pequena, cozinha e banheiro. Havia vários retratos na parede, a maioria de um homem negro de bigodinho, com cara de músico de jazz. Apesar de pobre, era uma casa limpa. Na sala, havia dois sofás, e uma TV pequena passando o programa da Oprah. A mulher desligou a TV, e indicou uma das poltronas para Ezio, se sentando na outra. O objeto gemeu, mas suportou o peso estoicamente.

- "Eu sou Mary-Beth. Qual o seu nome, irmão?"
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Mensagem por Ezio Stracci em Qua Jan 23, 2019 6:57 pm

Ainda parado encarando e aguardando a reação da mulher o detetive tem uma agradável surpresa.

"É Deus, parece que consegui mais uma para você"

Observa pacientemente, um pouco inexpressivo o que está havendo, apesar de o comentário sobre seu neto ter sido muito interessante. Entra à casa sem mais delongas agradecendo a hospitalidade.

Observou a casa e quis saber mais sobre quem era o senhor com pinta de artista e logo se sentou. Dizendo em tom amigável e sorridente

- Prazer, irmã Mary-Beth, sou o irmão Giovanni, que a paz do Senhor esteja convosco 

Toma um tom um pouco mais sério.

- O Senhor realmente age por meio de mistérios, e acredito que não tenha me enviado aqui atoa

A olhando nos olhos pacificamente, porém sério para passar confiança no olhar.

- A senhora gostaria de me falar um pouco mais sobre ele? Ele mora com a senhora, talvez possamos fazer uma oração pela vida dele, pela tua vida, por essa casa.

Começa a folhear a bíblia enquanto a aguarda falar.
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