Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Ezio Rola

Mensagem por Ezio Stracci em Qui Abr 25, 2019 9:21 pm

iniciativa
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Mensagem por The Oracle em Qui Abr 25, 2019 9:21 pm

O membro 'Ezio Stracci' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 10
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Qui Abr 25, 2019 9:21 pm

Garou rola iniciativa.
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Mensagem por Ezio Stracci em Qui Abr 25, 2019 9:42 pm

Dano: Pistola
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Mensagem por The Oracle em Qui Abr 25, 2019 9:42 pm

O membro 'Ezio Stracci' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


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Mensagem por The Oracle em Qui Abr 25, 2019 9:55 pm

Garou absorve
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Mensagem por The Oracle em Qui Abr 25, 2019 9:55 pm

O membro 'The Oracle' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 6, 5, 2, 7, 5
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Mensagem por Dr. Faust West em Dom Abr 28, 2019 2:04 pm

Enquanto aquelas pessoas - aquelas coisas, aqueles monstros, aquelas criaturas, o que quer que elas fossem, independente das teorias que Dr. West já desenvolvia em algum lugar de sua mente - falavam, enquanto elas se chamavam por nomes diferentes, com sufixos diferentes, o enorme gravador-esponja que era o cérebro do eterita ia gravando e anotando. "Vida-Loka", "Determinado-como-a-Mãe", "Canção-Rubra"... "Glória", "-yuf"... - tudo apontava para um dialeto próprio. Os nomes eram tribais, como o que se escuta falar nas histórias de índios. Mas.. "yuf"? Qual era a origem daquele sufixo? Ele não conhecia linguística, mas considerou que uma rápida passada por um dicionário etimológico não ia lhe custar mais do que meia hora e, com sorte, poderia render informações. 

Em sua mente, os nomes já se assentavam abaixo dos retratos das pessoas: Srta. Kate, a loira com ares de patricinha, era "Vida-Loka". O rapaz moribundo, do qual não o deixavam se aproximar, era "Sangue-Ruim", mas ainda não tinha um nome civil exposto. O careca era "Determinado como a Mãe" - que mãe? Uma mãe espiritual de algum tipo, uma entidade, ou a mãe dele também era determinada, e ele havia de alguma forma herdado o título? - era o careca, e "Canção Rubra" era o ruivo - algo dizia para West que o "rubro" de seu nome não se referia à seus cabelos, mas à sangue. 

Mas logo todos estavam em seus devidos lugares, e Dr. West olhou para Oliver, indicando que se abaixasse ao seu lado, próximo ao homem ferido. 

"Ele está relativamente estável, mas é preciso tomar cuidado. A viagem pode fazer com que ele volte a sangrar, ou disparar alguma reação sistêmica." - afirmou. "Você precisa se sentar e apoiar o torso dele sobre as suas pernas. Tente evitar ao máximo que ele se mova durante a viagem. Eu preciso de cinco minutos para organizar o que vou precisar quando chegarmos lá - e, chegando lá, eu ainda vou precisar de sua ajuda, Sr. Gray. Aposto que não era o tipo de fim que planejava para a sua noite." - afirmou, antes de voltar-se para a sua maleta.

A maleta era grande e pesada, retangular, de couro endurecido. O marrom antigo e batido pelo tempo lhe dava um aspecto maltratado. A tampa aberta revelada várias, várias divisórias - abas de metal e madeira que abriam para os lados, dezenas de pequenos vidros tapados com rolhas e cheios de ervas, temperos, pílulas e liquídos estranhos, de cores diferentes. Um frasco em particular parecia conter um conteúdo denso e brilhante, negro, roxo e azul, que girava com raiva, como se fosse uma pequena nebulosa aprisionada e ressentida. 

Uma lata antiga de cigarrilhas, fechada hermeticamente com cera de vela e fita isolante, vibrava copiosamente - e estava presa na maleta com uma pequena tira de madeira que, posta sobre ela, havia sido parafusada diretamente na estrutura da mala. Vários tipos de bisturi, panos, estetoscópios e lentes também estavam por ali, pendurados, assim como dezenas de folhas soltas, coloridas com desenhos anatômicos de criaturas que não deveriam existir. 

Dr. West tirou o celular do casaco e, iluminando os conteúdos de sua maleta, começou a separar algumas coisas - fracos, os bisturis, alguns panos especiais, o estetoscópio, uns pedaços de algodão, alguns frascos vazios. As vezes pegava algo, não gostava e colocava de volta no lugar...


Rolagem:

Dr. West rola Arete duas vezes, dif 4, para realizar o efeito "Chemical Shortcut", de Matéria 1: The Sons of Ether employ adifferent version of the periodic table than do conventional scientists, whichcan only be expressed with a three dimensional model. This allows them topay attention to properties that most scientists overlook, thus enabling themto produce surprising results in laboratories.

 
[Each success reduces the difficulty on Science, Medicine, Pharmacology,Chemistry and similar rolls by 1, to a minimum difficulty of 3.]"
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Dom Abr 28, 2019 2:04 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 2, 9

--------------------------------

#2 'D10' : 9, 9

_________________
"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

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Mensagem por Dr. Faust West em Dom Abr 28, 2019 3:20 pm

Quando o carro aproximou-se do armazém e os faróis da picape iluminaram as pessoas paradas na frente, Dr. West sentiu uma leve - e breve - ponta de irritação: ele havia pedido à Boca-de-Cabêlo que os rapazes fossem discretos. Ele não queria que a notícia de seu envolvimento com os Falcone chegasse ao Sr. Stracci, tampouco queria que os adolescentes-selvagens se sentissem ameaçados de qualquer forma. 

Era a grande dificuldade, ele pensou, de precisar da ajuda dos Falcone com velocidade: eles simplesmente não eram muito inteligentes, pelo menos a maioria deles, e tentar explicar planos sutis via mensagens de texto com urgência não era a melhor forma de transmitir informações. Deixou, entretanto, aquilo de lado: era o tipo de sentimento inútil que ele desprezava, e que não faria nada de bom pela situação que tinha em mãos.

Observou o homem gigante aproximar-se da caçamba da caminhonete, e ouviu o que ele dizia. Acenou afirmativamente com a cabeça, e limitou-se a dizer um "Obrigado" educado, ao menos a princípio. 

Quando o grandão falou sobre o butcher Joe, ele meneou a cabeça negativamente. "Sua falta de fé é perturbadora, meu caro." - comentou, fazendo uma referência à Star Wars. "Pode ajudar meu colega, Sr. Gray, a levar ele até a sala preparada? Com cuidado, por favor." - pediu, enquanto fechava a mala e descia da caçamba. 

Quando Kate aproximou-se dele e pediu o estimulante, Dr. West a observou por um momento. Era uma boa oportunidade para pegar algo nas entrelinhas. 

"Um estimulante." - repetiu. "Se a senhorita precisa de um estimulante para o Sr. Sangue-Ruim, isso me diz que ele não tomou um ainda... E está praticamente acordado, apesar de estar muito além do que seria fatal para qualquer pessoa comum." - não era de seu perfil fazer aqueles raciocínios em voz alta. Só as fazia em situações como aquela: quando queria pescar reações, quando queria ver como as pessoas reagiam, ver o que elas entregavam, sem querer, ao ver os raciocínios do médico se formando. 

"Se ele está consciente, desta forma, e sem estimulantes, seu amigo é sem dúvida extremamente resistente. Precisam de algo mais forte do que o normal, então." - e esperou uma resposta, enquanto apoiava a mala no carro só para abri-la mais uma vez. Tirou um pequeno frasco de lá, com alguns comprimidos azul-escuro, pontilhados de verde. Era, sem dúvida, algo manipulado e caseiro. 

"É um composto de ervas concentrado e super-estimulado pela recombinação correta das móleculas. Bio-engenharia. Eu desenvolvi isso para passar as noites acordado, mas quando testei, quase tive um infarto. Acho que deve ser o que precisam." - e entregou o frasco em suas mãos. "Uma deve ser o suficiente, mas pode ficar com as outras. Sublingual, ou esmaguem até virar pó, dissolvam em água e injetem no tecido muscular. Não injetem na veia, ou coisas ruins podem acontecer." - e acenou brevemente com a cabeça, antes de fechar a mala. 

"Tenham todos uma boa noite." - concluiu, antes de voltar-se para o armazém.


__

Rolagem:

Percepção + Empatia (3 dados) (-1 dif: Coldly Logical)
(SE COUBER) Manipulação + Lábia (7 dados) (Espec. aplica)
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Mensagem por The Oracle em Dom Abr 28, 2019 3:20 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 4, 1, 7

--------------------------------

#2 'D10' : 9, 10, 1, 8, 10, 6, 2

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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Oliver Gray em Qua Maio 01, 2019 8:43 pm

Oliver seguiu calado e emburrado para o galpão. Estava intrigado pela gangue de sobrenaturais que ele ainda não havia descoberto o que eram e sua noite realmente não estava indo bem demais. Ele não queria ficar por aí segurando uma lanterna, mas esperaria com paciência, pois já tinha dado uma ou duas demonstrações de poder intencionais para tentar ganhar o respeito daquele pessoal. Além disso, ele esperava que ser solícito como foi não atrapalhasse nada esse objetivo.

   Chegando no galpão, o cenário parecia sim um filme de gangster, mas dessa vez não era ele assistindo filmes demais. Cara, aqueles brutamontes saíram direto de qualquer filme da máfia do mundo e, se alguém fosse atirar em alguém, seria com uma metralhadora que saiu de um case de violino. Se o seu humor não estivesse tão para baixo, ele teria apreciado mais a coisa, mas, no momento, ele só se perguntava em quantos golpes ele derrubaria um daqueles caras se a situação mudasse demais. O jovem akasha ajudou a levar os feridos para onde seriam tratados, respondendo faust com um "absolutamente não". Assim que teve chance, ele foi para um canto do armazém ligar para granger, já estranhando não ser atendido com uma torrente de palavras, mas com um simples "alô":

   -"Ei, vocês ainda estão no bar? Está tudo bem por aqui e ninguém está em perigo, mas a coisa ficou bem feia pra alguém ali perto. Como você está?"
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Mensagem por Ezio Stracci em Sex Maio 03, 2019 6:19 pm

Bem, sabemos que um tiro foi disparado, pode não ter tido efeito, mas foi disparado. 

- VOCÊ NÃO MORRE NUNCA?!
- AAAAAH!!!

Geralmente ele era um cara controlado, mas convenhamos que a situação como um todo já estava fora de controle. 

Ainda deitado no chão duro e frio sabia que seria bom levantar-se, por outro lado, pra quê? Correr? De uma criatura de três metros e dois mil quilos de puro músculo.

"Céus, homem! Em nome de todos os Stracci! Morra atirando!"

Se seu único recurso era atirar, que assim seja.

- Tem que dar certo, porque eu não sei o que fazer se não der.

Resolveu tirar uma zona diferente. Ezio apontou a pistola para onde imaginava ser o órgão reprodutor da coisa e disparou.
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Mensagem por Ezio Stracci em Sex Maio 03, 2019 6:20 pm

Destreza + Armas de Fogo
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Mensagem por The Oracle em Sex Maio 03, 2019 6:20 pm

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Mensagem por The Oracle em Ter Maio 07, 2019 4:45 pm

Garou rola Ataque
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Mensagem por The Oracle em Ter Maio 07, 2019 4:45 pm

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Mensagem por The Oracle em Ter Maio 07, 2019 4:46 pm

Garou rola dano.


Última edição por The Oracle em Ter Maio 07, 2019 4:49 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por The Oracle em Ter Maio 07, 2019 4:46 pm

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Mensagem por The Oracle em Ter Maio 07, 2019 5:52 pm

A criatura peluda caiu sobre sobre Ezio após escorregar no óleo. Aproveitando o momento, ele lhe desferiu um tiro à queima-roupa no estômago, mas quando a bala atingiu aquele abdômen, o monstro apenas franziu um pouco as sobrancelhas. Não havia nem mesmo uma gota de sangue... Qualquer animal, mesmo um urso ou touro, ficaria ferido com um tiro à queima-roupa. Poderia não cair, mas haveria um ferimento. Só que aquela besta do Inferno não tinha nada...

O monstro ajeitou sua postura, ficando novamente de pé. Parecia novamente bastante irritada. Com os pés (patas?) um de cada lado do detetive, a fera parecia ainda maior aos olhos daquele Ezio deitado no asfalto duro e frio, lutando por sua vida. Mas aquela postura... Era também uma oportunidade.

Ezio novamente apontou sua arma, diretamente para a virilha da coisa! O disparo ecoou pela noite, e dessa vez, a besta fez um som quase engraçado, um "ouf!", enquanto o ar escapava de seus pulmões. Só que rubro sangue não pingou sobre Ezio. Aquele monstro parecia ser feito de ferro! A única coisa rubra na cena eram os dois olhos da criatura, quando esta encarou Ezio.

Em alguns momentos, aquele cabeça lupina da coisa tinha expressões quase humanas, muito mais do que se poderia esperar de um animal. Mas não naquele momento. Agora, aquela face peluda refletia apenas uma ira primal que fez a espinha de Ezio gelar mais ainda (se é que isso era possível). A boca se abriu em um rosnar alto, e o braço direito da coisa de ergueu no ar. A grande faca que ela segurava brilhou, prateada, ante a luz da meia-lua, e em seguida desceu com violência.

Ezio já havia levado tiros antes. E se metido em brigas de bar. E se queimado. Dor não lhe era desconhecida, mas aquela dor, oh, aquela dor que ele sentiu quando a lâmina do coisa penetrou em sua barriga, aquilo era novo. Ezio sentiu como se algo incandescente penetrasse em sua carne, mas mais do que isso, sentiu como se cortassem sua alma! Como se aquela lâmina perfurasse a ele, e a todos os seus ancestrais ao mesmo tempo. Sentiu seu corpo desfalecer, seus ouvidos ficaram surdos para os sons da noite, e seus olhos só conseguiam focalizar a face da fera que havia acabado de ferí-lo mortalmente. Os olhos rubros se estreitaram, a boca cheia de dentes se abriu, e a coisa falou:

- "FIQUE... CAÍDO!"

Talvez, com bastante esforço, ele pudesse se arrastar. Talvez até conseguisse fazer alguma coisa, mas seria muito pouco. A grande mão cheia de garras do monstro o pegou pela camisa, e o levantou do chão como se fosse papel. Sua mão sem forças deixou escorregar a pistola. Seus olhos viam o céu com a lua brilhante, enquanto ela levado como uma bolsa de supermercado, e jogado no banco de trás do carro. Ouviu a porta se fechando, e alguém sentando do lado dele. Em seguida ouviu a voz da mendiga, agora retornada a seu timbre humano:

- "Vamos! Esse deu bem mais trabalho do que eu pensava... E ainda temos mais um pra hoje. Por Gaia, como eu gostaria que isso fosse mais fácil..."

(in-game: Ezio recebeu 5 pontos de dano agravado em um único ataque. Como é agravado, ele nem pode tentar absorver. Como isso é mais que o Vigor dele, ele passou um turno atordoado. Juntando esses 5 pontos de dano agravado com o 1 ponto de dano contusivo que ele tinha recebido antes pela queda no chão, ele está Aleijado, ou seja, só pode se arrastar, e tem -5 dados em todas as ações, mas ainda pode agir, se quiser)

___________________________________________________________________________________

Enquanto Oliver e os capangas levavam o pesado corpo do suposto amigo de Ezio para dentro, West fazia seu jogo com os jovens. Na verdade, com Kate, já que era bastante obvio que eles respondiam a ela.

Quando começou a falar, de seu modo pausado, notou que ela cruzou os braços e levantou uma das sobrancelhas, fingindo cinismo. Mas havia algo abaixo daquela fachada. Algumas micro-expressões, o bater acelerado do tênis dela nas tábuas do cais... Aquela garota estava lidando com algo que ela não tinha controle, e isso a estava deixando nervosa e incomodada. Aquela garotinha se achava esperta, mas West a estava acuando. Ela, obviamente, não deixaria a fachada cair, mas algo escaparia dali. É o que acontece quando pessoas são tomadas pela emoção. O que talvez envolvesse um pouco de perigo, pois dentre as micro-expressões da garota, estavam trincar os dentes e expandir as narinas. Sinais de raiva.

- "É, somos gente fora do comum mesmo, doutor" - Disse ela, olhando desafiadora para ele - "Duros de matar. E mexemos com coisas que fariam as pessoas 'normais' arrancarem seus próprios olhos e saírem correndo e gritando. E mexemos com isso porque é nossa missão mexer com isso, para que gente como você não tenha que fazê-lo. Então, porque mexer nesse vespeiro, né? Tenho certeza que não seria bom para ninguém. Sei que aquele cara com as marcas de garras provavelmente preferiria não ter mexido nisso... Obrigado pelas pílulas, doutor. Ponha uma pedra sobre os acontecimentos dessa noite, e vamos todos ser mais felizes dessa forma. Adeus"


Nisso, ela jogou o pote de pílulas para o careca, dizendo "uma debaixo da língua. Quando ele acordar, faça ir pra Glabro", mas falava isso já tomando seu posto de motorista. E enquanto dava ré, ainda gritou para Faust:


- "Ah, seu colega é gostosinho. Diga a ele que talvez eu mande um SMS, que é só o que aquela coisa da Idade da Pedra que ele usa recebe"

E pisou fundo no acelerador.
___________________________________________________________________________________

Carregando o corpo do homem moribundo, Oliver teve uma distinta sensação, que nunca tinha tido antes: ele carregava alguém que estava em seus últimos momentos. Ele havia vislumbrado a morte daquele homem com o olho de sua mente, ele havia visto outras mortes, como a do traficante no orfanato. Mas ali, o sangue pingando no chão imundo conforme carregavam o corpo, a respiração cada vez mais fraca, uma leve careta de dor quando os brutamontes davam um tranco mais forte... aquela vida estava se encerrando, ali, em suas mãos... De fato, ir para um canto ligar seria uma pausa bem vinda.

Ouviu a voz de Granger dizer "alô", e ouviu um burburinho em volta. Várias pessoas falando ao mesmo tempo. Em seguida ouviu um baque, como se o celular tivesse caído, e logo em seguida, ouviu a voz da uma das gêmeas, que parecia ter pego o telefone.

- "Oliver, você está bem?! Dani só falou com a gente agora, e..."

A voz dela ficou distante de repente, e ele ouviu as vozes das duas em uníssono, xingando nomes bastante baixos. Mas esse som durou pouco, pois logo ele ouviu a voz de Cortéz.

- "Oliver, hermano, você está bem? O Eterita também? Hombre, o que está acontecendo?"

As vozes das gêmeas, ao fundo, foram ficando mais baixas. Cortéz parecia estar carregando o celular para longe delas.

- "Dani está tendo meio um chilique, compadre... E não está nos contando caralho nenhum do que houve. Onde vocês se enfiaram, afinal?"


Última edição por The Oracle em Ter Maio 07, 2019 7:20 pm, editado 1 vez(es)
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Maio 07, 2019 6:03 pm

Kate rola Manipulação+Subterfúgio
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Mensagem por The Oracle em Ter Maio 07, 2019 6:03 pm

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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Oliver Gray em Ter Maio 07, 2019 8:31 pm

Era oficial: Oliver estava completamente tiltado. Para começar, já não estava preparado para a carga emocional de carregar o moribundo, tarefa na qual ele se esmerou com toda a sua habilidade, fazendo o possível para tornar o trajeto confortável e não piorar ainda mais uma situação que já parecia impossível. O jovem akasha conhecia um pouco sobre magia de vida, mas não tinha ideia do que o Faust teria que fazer para curar alguma coisa daquele tipo. Medicina tradicional não daria conta do recado. Muito mais confuso ele ficou com todas as reações que aconteceram depois que Granger atendeu o telefone. Ela definitivamente estava mais do que perturbada, mas mesmo fazendo o seu melhor para recolher as peças do quebra-cabeça, ele não conseguia entender o motivo:

   - "Oi, amigo. Como assim chilique? eu já mandei umas 3 mensagens avisando que está tudo bem. será que ela não está recebendo? Pela paz de Buda, façam alguma coisa para acalmar ela. O que aconteceu foi o seguinte: lembra daquele bando de sobrenaturais nos quais eu tinha esbarrado? O grupo daquele tal Rei do Pedaço? Eles apareceram na boate avisando que um amigo do Ezio estava detonado e precisava de ajuda médica. Eu e o faust fomos lá ajudar o cara. O estado dele ainda é incerto, mas em nenhum momento a gente correu perigo. Agora eu estou ajudando o Faust a cuidar dele e o tal bando já até foi embora. Dá uma olhada nas mensagens que eu mandei. A única coisa assustadora foi que eu pedi para vocês não saírem sozinhos da boate porque alguém tinha sido atacado por alguma coisa ali por perto, mas nós nem chegamos a ver o que aconteceu. Aconteceu alguma coisa de muito anormal por aí para ela ficar assim? PERA! PARA TUDO! Hermano, fale a verdade, se ela ficou tão nervosa é porque ela gosta de mim, não é?
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Ezio Stracci em Qua Maio 08, 2019 9:07 pm

"Droga! Nada funciona contra essa coisa?!"

Foi o pensamento após vários tiros falhos.

- Você não tem ponto fraco?!

Ezio até ameaçou uma risadinha abafada após o tiro na virilha, porém não durou muito. Houve um esforço muito grande para manter tudo dentro do corpo quando a fera rosnou.

"É um fim digno"
Pensou

"Que seja rápido"

Não seria.

O detetive daria tudo para ter segurado aquilo, ele tentou, mas não teve forças para conter o grito quando a lâmina entrou sua barriga, no entanto o fez da forma mais máscula que pôde.

"Fique caído, como se eu tivesse outra opção"

Sentia-se como nunca antes, o ferimento era grave, sabia disso, e sabia que a coisa não o queria morto ou já estaria. Sentiu-se muito envergonhado ao ser erguido do chão, impotente. 

"Me perdoem, eu fiz tudo o que pude e com certeza seremos vingados"

Dentro do carro ele ouvia a conversa.

- Vocês...
- Tiveram...
- Muita sorte

Respirava com pesada e as palavras doíam

- Em um embate justo, o resultado teria sido diferente, que desonroso

Deu uma risadinha, e se arrependeu disso sentindo o sangue na garganta. No momento não havia muito o que fazer se não seguir com eles e tentar entender o que era aquilo, Ezio sabia que a coisa o quisesse morto ele já estaria, porém precisava saber porque o queria vivo e isso podia ser muito pior.

- Afinal...
- O que são vocês?
- E o que querem comigo?

Agora pensava na garota que conheceu na boate, nunca um boquete havia sido tão caro, pra nenhum dos dois.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Maio 14, 2019 5:51 am

Dr. West ouviu o que Kate dizia - suas provocações, as informações que vinham com elas, o quase rosnado que vinha com aquele trincar de dentes - sem expressar reação. Não era coragem. Era outra coisa. Dr. West, muitas vezes, tinha mais curiosidade do que bom senso - sempre, na verdade. Enquanto deveria estar preocupado, estava pensando sobre o que ela falava, sobre a confirmação de sua suspeita - "marcas de garra"...

Chegou a piscar uma vez quando ela se afastou de vez, como se voltando ao mundo real. " - Boa noite, senhorita." - e não respondeu sobre o Sr. Gray. Adolescentes eram criaturas meio alienígenas que ele nunca havia realmente conseguido compreender em um nível pessoal - havia sido um, havia sido os seus complexos e seus dramas, mas aquela obsessão sexual lhe parecia muito primitiva. Era, de qualquer forma, uma variável fácil de manipular - e algo lhe dizia que Oliver Gray não teria muitos impedimentos morais sobre seduzir a garota. 


Quando ela se foi, ele acelerou o passo e, com a maleta nas mãos, entrou no armazém em direção à sala preparada.


[...]

" Não tenho dúvidas de que a Srta. Granger esteja completamente apaixonado pelo senhor, Oliver." - veio a voz morta de Faust, da porta. Há quanto tempo o infeliz estava lá?! Quanto havia ouvido? "Mas eu preciso da sua ajuda, se queremos ter alguma chance de salvar este policial. O senhor por acaso tem alguma experiência em primeiros socorros? Ajudou a cuidar de algum combatente ferido no mosteiro?" - perguntou, enquanto avançava pela sala. 

Em grande parte, ignorava por completo o fato do Sr. Gray estar no telefone - arrastou uma cadeira para perto da mesa, ao lado do homem rasgado, e sobre ela colocou sua maleta e destampou, de lá de dentro, cinco ou seis vidros. 

" - Primeiro, preciso que o senhor erga o cavalheiro por alguns instantes. Preciso esterelizar a mesa. Depois, vou precisar abrir ele - limpar os danos internos, suturar o que for necessário, etc." - falava com a mesma naturalidade de quem explicava os lugares nos quais daria uma passadinha antes de ir para casa. "Para isso, vou precisar que o senhor me passe as pinças e lâminas que eu pedir." - ele dizia, enquanto vestia as luvas. "Tudo isto implica, é claro, que o senhor precisa estar com as mãos livres. Se achar realmente necessário, pode deixar o celular no viva voz."

Ele até pediria ajuda aos capangas da máfia - mas, em primeiro lugar, não queria. No segundo, eles não lhe pareciam capazes de tarefas delicadas, enquanto que Oliver Gray sem duvida era capaz de fazê-las - Faust já o havia visto lutando, e sua arte marcial não era uma de força e violência desmedida, mas de precisão. 

Ergueu os olhos para Mão de Presunto, que havia ajudado Oliver a carregar o homem. "Provavelmente precisarei improvisar um transplante de sangue, ao menos para manter ele estável. O senhor pode, por favor, conferir se algum dos rapazes é O-?" - o que ele dizia era verdade, mas seu tom carregava uma informação a mais: estava pedindo para ser deixado sozinho. Não era estranho - Dr. West sempre trabalhara melhor com o minímo de pessoas possível por perto, e seus hábitos certamente lhe precediam...

... e estarem sozinhos, é claro, garantiria que se Oliver Gray tomasse a decisão errada e deixasse o celular no viva voz, informações mais sensíveis não seriam compartilhadas com toda a família Falcone.
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Mensagem por The Oracle em Qui Maio 16, 2019 12:41 pm

Cortéz ficou em silêncio enquanto Oliver falava, e quando o Akasha terminou, ele deu um breve suspiro, indecifrável pela linha telefônica. E depois disse:

- "Oliver, hermano, quando você está na guerra há algum tempo, desenvolve um sentido, sabe? Você olha para o soldado ao seu lado, e sabe se ele vai ficar sólido, ou se vai quebrar quando as balas começarem a voar, quando la muerte estiver ali do seu lado, só esperando um passo em falso pra te pegar. Porque algumas pessoas são assim, carnal. Elas simplesmente quebram na pressão. Nem todo mundo aguenta. Não tem explicação gloriosa ou romântica. Algumas pessoas só... quebram, entende?"
- "E mesmo você dizendo que está tudo bem, hermano, você está se metendo com uns vampiros ou sei lá o quê, tem algo que feriu gravemente um policial treinado, você ouviu uma coisa rugindo na noite, e só estão você e o doutor Estranho, que nem deve saber fechar a mão direito pra dar um soco em alguém. Estou me coçando pra ir praí, mas tenho um compromisso de honra com o Señor Heinekein, e não posso sair de perto das gêmeas. Pode deixar que eu cuido de Dani, mas não baixe a guarda você também! Esse pessoal pode não ter ido embora. Podem estar só te rodeando, vendo o melhor ângulo pra atacar"

___________________________________________________________________________________

O carro estava em movimento, embora Ezio, de sua posição deitada no banco de trás, não pudesse ver para onde iam. Seu sangue ia lentamente empapando o banco. A "mendiga" estava sentada ao seu lado, retirando o cachecol sujo e o suéter também sujo. Ela agora parecia sensivelmente menor do que quando fingiu ser atropelada. Na verdade, até suas feições estavam mais suaves, mais femininas. E ela não era feia. A pessoa que ele atropelou parecia outra, se comparada àquela que agora ali estava. Mas, bem, se ela podia mudar para aquele monstro enorme e peludo, sabe-se lá para o que mais poderia mudar...

Quem dirigia em silêncio era o comparsa da mendiga. No banco do carona, Ezio ouvia um choro abafado. Provavelmente a garota havia sido amordaçada.

A mulher ao seu lado ouviu suas bravatas com um leve sorriso no rosto, e depois deu dois tapinhas em sua perna, dizendo:

- "Você daria um bom companheiro de batalha, detetive. Lutou até o fim lá atrás, mesmo face à morte certa. Admirável, para um humano, ou seja lá o que você for. E não desistiu ainda, embora agora possa lutar apenas com suas palavras. Você tem meu respeito, e mais uma vez digo, adoraria que tivéssemos nos encontrado em outras circunstâncias. Você ganhou até o direito de me chamar por meu nome, Muralha-de-Pedra, embora esse nome signifique muito pouco agora"
-  Não se preocupe, amanhã você estará num bom hospital, e vai se lembrar dessa noite apenas como uma experiência estranha. Não queremos nada você você, mas com um outro. Você é apenas a forma de chegarmos nesse outro. Seu celular é essa forma. Seu celular, e o encontro que você teve mais cedo. Foi um golpe de sorte pra mim..."

E nisso, ela estendeu a mão até o rack do carro que ficava entre os dois bancos dianteiros, e pegou o celular de Ezio.

- "Por favor, detetive, não vamos prolongar isso mais do que o necessário. Tenho respeito por você, mas bem menos por essa garota, e não hesitaria em machucá-la para fazê-lo falar. Já sacrifiquei demais para me importar com isso. Qual a senha para desbloquear o aparelho?"

___________________________________________________________________________________

Mão-de-Presunto olhava fixamente para o moribundo quando West lhe dirigiu a palavra, Parecia fascinado por aquele sangue, o ferimento aberto, os leves espasmos ocasionais do homem. Havia quase um esgar de prazer sexual naquela face dura e marcada. Algo deveras perturbador de ser visto na face de um homem daquele tamanho. Mais perturbador ainda era notar a massiva ereção em suas calças jeans... Ainda sem desviar os olhos do ferido, ele disse:

- "Certo, certo, doutor... temos registro do tipo sanguíneo de todos os rapazes, vou olhar esses dois aí, e se não der certo, chamo outros. Mas, tudo bem, vou deixar o senhor a sós com seu paciente. Se ele cair e levantar, se é que me entende, é só gritar. Os rapazes estarão a postos com a gasolina"

E o gorilesco homem saiu da sala, virando de lado para que seus ombros passassem confortavelmente pelo vão da porta. Agora, os dois magos estavam a sós. Ou pelo menos, pareciam estar.


West pode rolar um teste de Inteligência+Medicina a cada hora. A dificuldade, dado o local inapropriado, falta de materiais, e o auxílio inapropriado, tornariam a dificuldade 8, mas com o efeito realizado anteriormente, isso vai para 6. 4 sucessos estabilizam colocam o sujeito fora de perigo. Depois disso, a cada novos 3 sucessos, 1 ponto de dano agravado é convertido em concussivo. É notável que os ferimentos são particularmente malignos (dano agravado).
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Mensagem por Dr. Faust West em Qui Maio 16, 2019 8:53 pm

Dr. Faust começa os trabalhos, auxiliado por Oliver. 

Inteligência + Medicina, dif6. Objetivo é juntar 11 sucessos.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Qui Maio 16, 2019 8:53 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 9, 7, 3, 8, 5, 2, 1, 7, 6

--------------------------------

#2 'D10' : 3, 5, 7, 7, 1, 7, 4, 5, 7

--------------------------------

#3 'D10' : 1, 8, 1, 5, 5, 10, 3, 10, 5

--------------------------------

#4 'D10' : 7, 2, 1, 8, 8, 7, 3, 1, 5

_________________
"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Dr. Faust West em Qui Maio 16, 2019 9:12 pm

Vendo que Oliver desligava o telefone e aproximava-se para ajudá-lo, Dr. West não pareceu satisfeito, tampouco insatisfeito - não pareceu nada, como era de costume, mas aprovou sua decisão, silenciosamente. 

"Estas coisas levam tempo. Espero que esteja bem descansado." - disse, antes de estender-lhe um par de luvas.

E então, os trabalhos começaram. Dr. West em seu habitat natural - por quê era nítido que, pela primeira vez, Oliver o estava vendo em seu habitat natural - era algo interessante de observar: ele parecia mais fluído, mais solto. Seus movimentos ainda eram precisos, como os de uma máquina, e ele sequer pareceu lembrar-se de que precisava anestesiar o homem até ouvir os primeiros gemidos de dor, mas havia uma fluidez ausente na maior parte do tempo. No dia a dia, Dr. West parecia um computador muito rápido tendo que lidar com variáveis novas - ele reagia, e reagia bem, e reagia rápido, mas gastava um instante para processar. Ali, com as mangas da camisa arregaçadas, ele parecia um programa executando exatamente aquilo para o que havia sido escrito...

... mas um programa não sentia empatia, e aquilo, talvez, também estivesse nítido para Oliver: havia um distanciamento absoluto de Dr. West para com o paciente que operava. Não havia preocupação em seus olhos, não havia doçura em seus gestos - o único brilho que, talvez, houvesse naqueles olhos de peixe, era o brilho distante de uma loucura contida, como uma fera que espreita pelos pequenos buracos de sua gaiola.

Enquanto trabalhava, Dr. West puxou conversa uma vez ou duas. Perguntou para o Sr. Gray sobre sua busca por sua irmã, se tinha novidades, se havia algo novo com o que ele pudesse ajudar; ofereceu-lhe ajuda com Granger, dizendo: "Não pude deixar de ouvir um pedaço de sua conversa. Se precisar de ajuda, Sr. Gray, eu não sou o mais indicado para seduções rasteiras, mas devo dizer que consegui construir um casamento de sucesso, com uma mulher que, como diriam os jovens, era muita areia para o meu pequeno caminhão. Não acredito que deva ser de todo inútil. Além do mais, estas coisas não passam de uma dança ritualística juvenil - seguem regras, movimentos, passos. Todo sistema pode ser estudado e reproduzido."

Mais tarde, perguntou o que havia achado dos "amigos do Sr. Stracci" e, depois, informou-lhe que "A Srta. Kate Vida-Loka parece interessada em ter relações sexuais com o senhor. Ela é... uma espécime única. Imagino que possa ser do seu agrado."

O resto do procedimento ocorreu com tranquilidade - Dr. West pedia que Oliver lhe passasse algumas lâminas específicas das várias que tinha enroladas num longo pedaço de couro, pedia que ele fizesse pressão numa área ou outra, que enxugasse o suor de seu rosto aqui e ali, e a dado momento - na primeira hora de cirurgia, enquanto estabilizava o sujeito - ele pediu que Oliver pegasse, "por favor, três dos frascos vazios que estão na parte inferior à direita da minha maleta, logo ao lado do cérebro desidratado". Nestes frascos colocou, separadamente, três pedacinhos de pelo que havia coletado dos ferimentos. 

Quando mais ou menos quatro horas haviam passado, Dr. West alongou as omoplatas e fazendo o mais perto que lhe era natural de uma respiração funda - soava mais como um suspiro - arrancou as luvas e jogou-as no chão. Havia acabado de suturar o último dos cortes. 

"Nosso amigo irá viver. Com algumas belas cicatrizes, mas irá viver. Estimo no máximo um mês de recuperação, e algumas sessões de fisioterapia para re-abilitar os músculos que foram dilacerados." - disse. "O senhor por acaso sabe o nome dele, Sr. Gray?"
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Mensagem por Ezio Stracci em Sex Maio 17, 2019 1:38 am

Deitado, tentando num esforço talvez inútil segurar as coisas dentro de seu corpo, sentia seu sangue encharcando o banco do carro enquanto repassava algumas ideias em sua mente ao ver a moça mudando a aparência.

"Eu li algumas coisas sobre a esfera da vida, não seria impossível para um mago mudar de forma, mas ela definitivamente não é um mago"

Ouvia atentamente todas as palavras dela mantinha um olhar firme, contudo vez ou outra buscando detalhes no cenário que poderia usar a seu favor. Sentia pena pela bela morena, no entanto não havia tempo para isso agora.

"Ela me chama de humano, o que supõe que ela não seja uma, em vista do que aconteceu há pouco, isso não é o que me surpreende, e seja lá o que for, certamente é forjada na guerra"

- Está mais para Muralha de Ferro
- Como aqueles tiros não fizeram um mínimo arranhão no teu corpo?
- E você fala coisas diferentes, como Gaia...
- O que é tudo isso? 

Ezio para um tempo focando na respiração.

"Eu odeio admitir, mas gostaria muito da presença do maldito West agora"

- Não adianta mais...
- "Um homem nunca passa duas vezes pelo mesmo rio"
- Entenda, se você está atrás de mim a serviço dos Giovanni, vai descobrir que é muito difícil arrancar coisas de um detetive morto.
- Porque me matar pode não ser o teu objetivo
...

Para, respira

- Aliás parece que no momento eu sou mais útil vivo que morto

Ezio agora usava seu sangue para desenhar símbolos no banco da frente.
"Valos só deixar algo preparado"

"Não, ela provavelmente não está a serviço deles, ela me procura pela ligação policial, mencionou o encontro de hoje mais cedo, deve ter algo a ver com a Sulivan. Ah! Sulivan! Se eu sobreviver você me deve explicações e se eu morrer..."

- Você não consegue conversar sem ameaçar a vida de alguém?
- Pessoas morrem todos os dias, não é a vida de uma estranha que me fará diferença
- Eu prefiro não envolver inocentes, mas que o Senhor tenha piedade de sua alma
- Acredito que ganharíamos mais se me dissesse o que está procurando

"E se eu conseguisse fazer essa bateria acabar agora?"
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Oliver Gray em Sex Maio 17, 2019 11:41 am

"Eu agradeço muito, hermano, tanto por tomar conta dela quanto pelo conselho. Eu já te disse que você é o cara, né? Assim que a gente acabar por aqui eu volto e vou dando notícias para não preocupar ninguém. Preciso desligar agora, faust está precisando de mais umas mãos livres, mas a gente se vê em breve".

    E assim Oliver desligou, pegou as luvas de Faust e se pôs a trabalhar, acenando positivamente para o comentário de não estar cansado:
    
   A realidade é que, em condições normais, Ollie já não era o cara mais falador do mundo, mas ficou ainda mais silencioso enquanto trabalhava com faust, tanto pela companhia quanto pelo trabalho em si. Ele nunca havia ficado tão perto de outro ser humano tão detonado quanto aquele na mesa, e, honestamente, não estava acostumado, então se esforçava para levar tudo tão na boa quanto possível. Também não dizia nada porque imaginava que interromper o fluxo de trabalho do doutor seria algo equivalente a tirar alguém de uma sessão de meditação com um gongo, o que ele sabia por experiência própria que não era a coisa mais legal do mundo, mas já estivera dos dois lados da situação no mosteiro.
   Qual foi sua surpresa quando o doutor foi quem rompeu o silêncio. Mais estarrecido ele ficou com as coisas que ele disse. É estranho imaginar como alguém tão impessoal poderia ter tempo para pensar na vida amorosa dele. A impressão que Oliver tinha é que a cabeça dele nunca desligava.

   -"Ainda sem novidades, mas eu e Granger íamos tentar uma magia de localização na manhã de hoje, ou amanhã (se lá, já passamos da meia-noite?) Além disso, eu pretendia falar com Dança-Com-Lobos. Acho que é o que eu posso fazer por enquanto".

   O próximo tópico deixou Oliver perplexo, mas tão perplexo que tudo que ele extraiu de uma frase super longa foi:

   -"VOCÊ É CASADO?!?!?"

   Demorou um tempo para ele continuar o raciocínio:

   -"E claro que eu quero ajuda. Eu gosto da granger, apesar de eu odiar esse lugar. Ela torna as coisas bem menos deprimentes por aqui. O problema é que eu não sei o que vai ser de mim quando eu resolver nossos assuntos por aqui. Eu não me vejo ficando nessa cidade, ou em qualquer cidade".

   Quando achou que a coisa já tinha descarilhado irrevogavelmente em matéria das interações que ele esperava do Faust, ele me vem com o lance daquela garota do bando. Oliver corou, mas respondeu:

   "É... obrigado por avisar, acho. O lance é que eu estou muito mais interessado no que esses caras são do que em dormir com uma deles. Não que ela não seja legal e tudo mais, mas se eu esperei até agora, não é como se o mundo fosse acabar amanhã, não é? Faust, falando sério, o que são esses caras? Já chegou a uma conclusão? Eu esperava que passar um tempo com eles fizesse você aparecer com uns palpites. 

   Oliver continuou trabalhando com faust, cumprindo tarefas com destreza ou habilidade quando isso fosse necessário, mas pensando o quanto poderia resolver aquilo em segundos se fosse um mago um pouquinho mais habilidoso.

   -"Ei, boa notícia. Não faço ideia, mas acho que já estava na hora do Ezio aparecer, porque eu já lliguei algumas vezes desde que ele saiu do bar e nada".
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Mensagem por The Oracle em Sex Maio 17, 2019 5:19 pm

Muralha-de-Pedra riu ao ouvir o gracejo do detetive com seu nome. Ela agora parecia bem mais relaxada:

- "Bem, digamos que seu tiro em minhas partes pudentas foi... desconfortável, mas apenas isso. Somos feitos para aguentar muito mais do que isso. Somos protetores da Mãe Terra, de Gaia, fomos por ela forjados para combater inimigos muito mais destrutivos que balas de baixo calibre, e somos bem duros de matar. Enfrentamos monstros que fariam seu cérebro derreter apenas de olhar para eles, detetive. Esse é nosso destino e nossa honra. E esta peça de conhecimento é um presente meu para você. Talvez uma retribuição por tudo o que lhe estou fazendo passar"

Ouviu mais um pouco, franziu as sobrancelhas, e continuou

- "O único Giovanni que conheço é um padeiro. Não estou entre seus inimigos, detetive, nem fui contratada por eles para lhe fazer nada. Ao bem da verdade, nem sei muito bem do que você está falando. É alguma espécie de feiticeiro ou coisa assim? Ouvi falar de humanos com esse tipo de poder, mas nunca levei a sério, até agora. Essas runas com sangue... tenho certeza que isso não é aleatório"

Nisto, ela se ajeitou no banco, mudou o celular para a mão esquerda, e pegou com a direita o facão prateado que estava em seu colo.

- "E sim, eu sei conversar sem ameaçar ninguém, mas a experiência com você demonstra que papo amigável não irá funcionar, não é?"

E então, ela introduziu lentamente a ponta do facão nas costas do banco do carona. Aquela lâmina perfurou molas e espuma, e um grito abafado denunciou quando encontrou carne. A carne da garota. Era um grito diferente. Quando um soldado, um gangster, qualquer um acostumado com a vida pelas armas, sente dor, ele grita, mas é um grito que carrega apenas dor. O grito da garota tinha mais do que isso. Era um grito de dor, e também de desespero, misturados com soluços de choro, tudo abafado pela mordaça. Aquela Adormecida provavelmente estava vivendo o pior pesadelo de sua vida, e seu grito deixava escapar todo aquele desalento, aquela loucura, aquele desespero, a falta de esperança de que qualquer coisa pudesse terminar bem.

A face de Muralha-de-Pedra estava franzida. Ela não parecia ter qualquer prazer com aquilo. Mas ainda assim, ia empurrando a lâmina lentamente. Ezio viu Sangue começando a escorrer pela lâmina prateada.

- "A senha, detetive, por favor" - ela disse com uma voz grave - "você não tem nada a perder me dando isso, mas ela tem bastante"
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Ezio Stracci em Sex Maio 17, 2019 6:21 pm

Ezio dava bastante atenção, aquilo era importante, apesar de parecer-lhe alguma baboseira pagã ele não poderia desconsiderar o que havia presenciado, alguma verdade em tudo aquilo tinha. 

- Uhn, então gaia a mandou atrás de mim? 
- Por quê? O que há nesse celular que possa ser do seu interesse?
- Você é tipo um lobisomem, não é? Eu vi a coisa na qual se transformou

O detetive ficou surpreso com o que a mulher fez, a morena não era importante para ele, mas mortes desnecessárias não eram do seu agrado e ele agora conhecia a dor que ela sentia.

- Você não precisava fazer isso?
- Então é assim que protegem a terra? 

Ezio fez uma cara de dor

- Matando inocentes?
- Pois bem, vejamos, que garantia eu tenho que te dando a senha você não vai nos deixar sangrando até a morte?
- Eu preciso de cuidados e agora ela também
- E não se engane, não é ameaçando uma estranha que vai conseguir o que quer

Para um pouco, respira.

- Acredite, eu tenho mais valor vivo que morto, mas morrer pelo que acredito  é uma boa forma de morrer
- Então por que não me diz o que quer e chegamos num acordo antes que eu simplesmente tire as coisas pelo buraco que você abriu e nos amaldiçoe atrapalhando o seu objetivo
- Sinceramente, não precisávamos ser inimigos, ainda mais agora que você até que você não se parece, bem... 
- Você entende

Dá uma pausa
"Aquele cara, ele pode ser útil agora, se eu ao menos conseguir falar com ele"

- Eu posso até liberar o celular
- Você só tem que entender uma coisa
- Eu preciso falar com meu médico


Última edição por Ezio Stracci em Sex Maio 17, 2019 10:59 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Dr. Faust West em Sex Maio 17, 2019 10:12 pm

Dr. West estava com as duas mãos dentro das costelas do detetive inconsciente. Um dos capangas - um cara médio em todos os sentidos, e tão completamente mediano em seus aspectos que, provavelmente, deveria ser um mestre nephandus com arcanum altíssimo - havia acabado de sair - os últimos vinte minutos haviam sido gastos com uma transfusão generosa de sangue. 

Com as mãos lá dentro, West agora estava costurando algumas lacerações no baço do sujeito. A agulha que usava era curva, bonita, feita de um osso muito fino - parecia uma garra antiga, de um grifo em miniatura. Como fio, usava alguma coisa que havia retirado da maleta. 

Não meneou a cabeça nem deu qualquer sinal de que estava ouvindo, mas, alguns segundos depois, respondeu. "Acredito que ainda tenhamos alguns minutos para a meia noite. Pelo menos trinta." - foi sua primeira resposta. "Quanto a sua irmã, Sr. Gray, eu tive uma idéia alguns minutos atrás. Se o senhor conseguir me fornecer alguma coisa com traços quintessenciais dela - uma roupa, tecido orgânico, ou qualquer coisa que ela tenha amado... Eu talvez - reforço o talvez, pois a magia é uma ciência mas, contra meu gosto, está longe de me parecer exata - possa destilar uma padrão individual e, utilizando das frequências corretas, aclopá-lo há alguma coisa... Se funcionar não será um rastreio, porém pode se mostrar útil. Mais útil do que feitiços de rastreamento. Ninguém desaparece, Sr. Gray, no mundo em que vivemos, se encontrá-los é tão fácil quanto balançar um pingente." - e disse tudo sem deixar de trabalhar.

"Ele está sangrando. Por favor, se puder..." - e deu um passo para o lado, encolhendo um pouco os braços, de forma que Oliver pudesse colocar as mãos no mesmo buraco - uma boca grotesca que se abria abaixo do mamilo direito do homem, e ia até pouco acima do começo do seu quadril. "Faça pressão neste ponto. Vai estancar o sangramento até eu terminar a sutura." - pediu, antes de voltar a costurar.


[...]

Cerca de vinte minutos mais tarde - ainda tinham aproximadamente dez para a meia noite - veio o próximo assunto. À primeira exclamação, Dr. West limitou-se a acenar a cabeça, silenciosamente. Sim. Ele era casado.

"Acredito que a vida no mosteiro seja diferente, Sr. Gray, mas existe uma coisa que o senhor precisa aprender, e que precisa aprender com urgência, se pretende viver do lado de fora" - disse. Chegou a parar o que estava fazendo, e fixar seus olhos cinzentos nos do eterita.

"Nada neste mundo acontece naturalmente. 'Deixar as coisas rolarem', como diziam os jovens de minha época, é uma ilusão. Se o senhor deseja algo, é seu dever, para consigo mesmo, dizer: 'É isto o que eu quero' e tomar passos diretos e efetivos para alcançar o que deseja." - afirmou, e fez uma pausa. Houve um breve suspiro - uma manifestação intermitente, quase invisível, de uma humanidade latente - e Faust completou: "A morte é uma amiga íntima demais, Sr. Gray, para desperdiçar as horas com problemas que não se pode resolver. Deixe isto para os que ela já visitou." - e então voltou a trabalhar.

Mas logo acrescentou: "Mas a Srta. Granger parece terrívelmente instável, se me permite a ousadia, e Herméticos sempre estarão tentando te controlar, sem que você perceba. Talvez suas energias sejam melhor direcionadas para mulheres menos problemáticas."
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Mensagem por Ezio Stracci em Dom Maio 19, 2019 2:26 pm

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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Ezio Rola

Mensagem por The Oracle em Dom Maio 19, 2019 2:26 pm

O membro 'Ezio Stracci' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 4, 1, 9, 2, 1, 1, 10, 10
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Seg Maio 20, 2019 4:14 pm

A mulher continuou enfiando a faca lentamente enquanto ouvia Ezio. E a morena continuou a gritar e chorar abafado. E enquanto o Eutanathoi falava, se esforçando para ignorar a dor de suas entranhas perfuradas, a face da "mendiga" ia se fechando, franzindo, mais e mais. Mas ela ouviu tudo, até o final, em silêncio, o carro sem parar de rodar. E por fim, quando Ezio terminou, ela deu uma risada sem humor, uma risada que mais parecia um latido. Uma risada que Ezio teve a nítida impressão de terminar com um rosnado. E quando falou, sua voz era carregada de uma irritação que não estava ali antes.

- "Garantias, detetive?! Não existem garantias, nem pra você, nem pra essa garota, nem pra mim! Bem vindo ao mundo real! Aqui, coisas horríveis acontecem! Aqui, nem sempre recebemos o que é justo! E aqui, nem sempre nós ganhamos! Aliás, ás vezes, todo mundo perde!"

Nisso, ela arrancou de supetão a lâmina do banco do carona. O sangue da garota jateou pelo buraco, molhando a face de Ezio e arrancando dela um último grito alto abafado. A mulher colocou a lâmina sobre o colo, e estendeu a mão com violência, agarrando o mago pela gola. Em um tranco, ela o puxou para cima (o que causou uma pontada aguda de dor), colocando seu rosto cara a cara com o dela. O mundo escureceu por um ou dois segundos para Ezio, e quando seus olhos focaram novamente, a face da mulher estava a 5 centímetros da dele. Novamente era aquela face mais dura, masculinizada, mas ainda humana. Havia uma raiva ardente nos olhos da mulher. Ela falou com voz grossa, e pausadamente. Parecia estar exercitando todo seu auto-controle para simplesmente não arremessar Ezio pela janela.

- "Ouça com atenção, detetive, pois o tempo de palavras já passou. Eu sou quem lhe raptou, junto com sua inocente putinha. Eu sou quem enfiou meio metro de prata afiada no seu abdômen. E eu sou quem está lhe levando, ferido, para um local desconhecido de onde você pode não sair vivo. Todavia, eu também sou aquela que primeiro tentou simplesmente roubar seu celular na boate, para que nem precisasse te causar algum mal. Sou aquela que pretendia levá-lo sem ferimentos e soltá-lo pela manhã, até que você reagiu. Sou aquela que poderia ter arrancado sua cabeça com minha lâmina, e espalhado suas entranhas por toda a rua com minhas garras, mas não o fiz. E sou aquela que poderia te matar agora mesmo, à sua amiguinha também, jogar o corpo de vocês dois no mar, e depois ver na internet se há um jeito de desbloquear seu telefone sem precisar da senha. Você quer garantias? A única que vai encontrar é o fato de ainda estar vivo. Ferido, raptado, mas vivo, como eu disse que estaria. Pela última vez: eu não sou enviada por seus inimigos, nem por Gaia. Você simplesmente era o cara errado no lugar errado. Lide com isso"

- "Encontrar você e seu celular foi um golpe de sorte, mas eu posso continuar vivendo sem ele. Se não tiver seu celular, minha missão continuará. Uma oportunidade perdida, um tempo valioso perdido, meus perseguidores alguns passos mais próximos de mim, mas eu ainda estarei viva. Ainda poderei fugir e continuar em outro lugar. E você vai estar sendo comido pelos peixes"

- "No seu lugar, eu estaria tentando achar uma saída, ou talvez ganhar tempo para que algo aconteça. Para que minha matilha me encontrasse, qualquer coisa. E eu estou bem ciente que, quanto mais tempo perco com você, maiores são as chances de algo dar errado, maiores as chances de me encontrarem. Deixamos uma rua cheia de sangue e sua arma para trás, algo que não teria acontecido se a Fúria não tivesse embotado meus pensamentos, mas aconteceu. Ou seja, cada minuto que perco com você, com sua tentativa de enrolação, eu estou me pondo em risco, e à minha família. Pois bem, minha paciência se esgotou, e é hora das cartas na mesa. Meu plano é levar você a um local, imobilizá-lo, tratar seus ferimentos muito melhor do que qualquer médico trataria, usar seu celular, sair para conquistar meu prêmio, voltar com ele, e sair dessa cidade. E então, amanhã, quando estiver longe, ligar para seus amigos ou para a polícia, avisando onde você está, para que te resgatem. E é claro, você não tem nenhuma garantia disso, além da minha palavra. Mas também não tem mais nada. Você está gravemente ferido em um carro que vai para algum lugar que você desconhece. Não está em posição de barganhar, detetive. Não está em posição de fazer acordos, e creio que sua vida depende de sua capacidade de compreender isso"

- "Se esse plano não der certo, terei que permanecer na cidade, e obviamente, nesse cenário, não poderei te deixar vivo. Você ganhou meu respeito, mas não pense por um segundo sequer que esse respeito vale mais do que a minha vida, ou a vida dos que amo. Você não parece idiota, mas acho que te faltou perceber que eu também não sou. Eu não vou lhe dizer o que pretendo com esse telefone, e certamente não vou lhe deixar fazer uma ligação. Eu não aprecio usar a violência, não aprecio causar dor a inocentes, não aprecio tirar vidas sem necessidade, mas fiz e farei isso e pior, pois minha família está em jogo"

- "Se acha que sua vida e a da garota valem menos que essa senha, eu respeitarei sua decisão. Mas essa decisão será dada AGORA, detetive, sem mais enrolação. Então, perguntarei uma última vez: qual a senha?"


E nisso, o carro parou. Até mesmo a garota havia parado de soluçar (provavelmente havia desmaiado). Só havia os sons da respiração pesada da mulher, e do mar quebrando.
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Mensagem por Ezio Stracci em Seg Maio 20, 2019 6:41 pm

Talvez Ezio tivesse exagerado demais, na verdade ele teve certeza disso, o que era uma pena. A vida da moça podia não valer mais para ele que aquele belo terno ainda assim, a sensação era desagradável. 

E mais uma vez estava impotente diante da situação, mentalmente jurava para si mesmo que se sobrevivesse àquilo não deixaria acontecer novamente, seja como fosse, de alguma forma estaria preparado. 

"Droga... Ezio... Acho que é o fim da linha para essa estratégia, então o que faremos? Entregamos o que ela quer ou morremos para dar uma leve atrasada. Ela está certa, ela consegue na internet e morto eu não vou poder ajudar as pessoas que ela vai atrás, além disso, ela não vai atrás de nós, acho que é a melhor escolha no momento"

Olhou para ela, deu um meio sorriso fazendo descer sangue pela boca.

- Você fala como a minha mãe

Aponta um pouco trêmulo para o celular.

"Droga, o carro parou, perto do mar, mais um pouquinho e eu poderia ao menos saber onde estou"

- Eu faço o desenho, não precisa me entregar

Limpou o dedo sujo de sangue e aguardou que ela posicionasse o celular para que ele desenhasse, e então liberou o acesso ao aparelho.

- Agora dá pra voltar pra aquela forma bonitinha? 
- E eu não me responsabilizo pelos nudes
- Está vendo por conta própria

E deu uma piscadinha com um sorriso.
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Mensagem por The Oracle em Ter Maio 21, 2019 10:39 am

Alguém testa Fúria
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Maio 21, 2019 10:39 am

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Mensagem por The Oracle em Seg Maio 27, 2019 1:47 pm

Pouco tempo a pausa que West fez na cirurgia, após quase duas horas de procedimentos, e a conversa entre ele e o Akasha, o ultrapassado celular de Oliver começou a tocar. No display LDC em preto e branco, não há o número da chamada, apenas uma série de asteriscos.

Quando Oliver atende, ouve uma voz feminina falando: 

- "Oi, gatinho"

Imediatamente ele reconhece a voz de Kate. Apesar do flerte, ela parece bem séria.

- “Vou chutar que seja a Kate, certo?" - responde o mago, colocando o equipamento em viva-voz de modo a que seu colega de cabala também pudesse ouvir - "Quanto tempo!”

- "Em que podemos lhe ser úteis, Srta. Vida Loka?" - pergunta West, organizando as ferramentas para a próxima fase da cirurgia

- "Você é sempre bem humorado assim?" - pergunta a garota - "Geralmente isso é marca ou de pessoas de bem com a vida, ou de completos idiotas. Bem, depois a gente descobre"
- "Ei, no meu caso, são as duas coisas" - respondeu Oliver, ao que Kate respondeu com uma espécie de bufo
- "O mais importante agora é: aquele seu amigo de sotaque italiano, o detetive. Vocês estariam dispostos a se arriscar para salvá-lo? Ah, olá doutor. Não sabia que esses Nokia da Idade da Pedra tinham viva-voz..."
- "Sim, estamos" - respondeu rapidamente Oliver.

Seu colega, entretanto, não partilhou do mesmo entusiasmo. West fez uma pausa, as mãos pararam de se mexer. Oliver pôde ver as engrenagens se mexendo por trás de seus olhos, mas é tudo muito rápido. Ele olha para Oliver, num silencioso "depois eu explico".

- "A princípio, sim. O quão ferido e onde ele está?"
- "Ele foi capturado por uma... pessoa. Uma inimiga minha e de meus amigos, por assim dizer. E ele está gravemente ferido, não sei precisar o quanto, mas certamente o bastante para estar incapaz de reagir. Ele não foi capturado sem luta. O onde é mais complexo. Sei que é ao norte da cidade, na região costeira, mas não sei a localização exata"

West já havia estudado o mapa da cidade. Sabia que aquela região tinha umas colônias de pescadores, que foram sendo desabitadas pouco a pouco Ainda há alguns imbróglios judiciais com os nativos sobre a posse das terras. O que existe ali no momento são alguns armazéns do tempo da pesca, e algumas casas caindo aos pedaços. Uma área favelizada da cidade que a maioria dos cidadãos de bem evita.

- "Vocês vão também pra pegar a tal inimiga?" - inquiriu o Akasha.

- "A jogada é mais profunda do que pode parecer a princípio, coisa fofa. Veja, essa nossa inimiga tem um comparsa. E ela está indo em direção a outro local. A lógica dita que, ou ela está levando esse comparsa, e mais o detetive e a vadia que estava ele... tinha uma vadia também, uma pessoa... normal, junto com ele. Enfim, ou ele está levando um sujeito ferido que precisa ser carregado, e uma garota que precisa ser arrastada, e mais o comparsa, ou ela os deixou em um outro local, um cativeiro"
- "Eu ficaria com a segunda hipótese" - ponderou West - "a depender do quanto de infraestrutura vocês imaginem que seus inimigos tenham, precária ou inexistente, eles podem estar em dois lugares. Qual o tamanho do bando?"
- "Até onde sabemos, só ela e um comparsa, doutor"

- "Essa sua inimiga, ela pretende entrar em combate" - perguntou Oliver - "Porque isso eu também posso fazer. E até gostaria, por sinal. Foi uma noite frustrante"

- "Certo. Eles são burros? - perguntou West, ignorando a belicosidade de seu colega - "Você precisa me responder isto com clareza intelectual, Srta. Vida Loka, e sem subestimar seus inimigos." - respondeu, ainda na fase de coletar informações.
- "Não, doutor, eles provavelmente não são burros. Já estiveram em outras duas cidades, caçados, e conseguiram sair sem ser pegos. Mas também diria que estão desesperados, e cansados."
"Então, mesmo que tenham deixado o Sr. Stracci e sua companheira em cativeiro, ela não os deixou sozinhos."
- "SIM! Eu também acho! E é por isso que estou ligando pra vocês. Porque minha equipe está desfalcada em dois, e não podemos estar nos dois lugares ao mesmo tempo"
- "Apesar de admirar a coragem do Sr. Gray, nenhum de nós está equipado para enfrentar lobisomens às mãos nuas. Então a senhorita precisa nos enviar reforço. Pelo menos um dos seus. Em quanto tempo consegue que ele esteja lá?" - disse West casualmente, lançando a isca.

- "Péra, lobisomens? Ok, obviamente eu ia ser o ultimo a perceber..." - falou Oliver, espantado. E em seguida perguntou a West, sussurrando - "O que é bom contra lobisomem?" - Como quem pede recomendação de xarope contra tosse.

- "A princípio, se for necessário, posso garantir que seus punhos sejam efetivos" - sussurrou Faust, em resposta - "Mas isto não vai garantir que o senhor não termine como o sujeito na mesa."
- "Funciona para mim" - sussurrou o Akasha em resposta.

- "Hahahaha, ´lobisomens´ é uma palavra ofensiva, doutor. Ou melhor, seria, se existissem lobisomens" - mesmo pelo telefone, era notável o sarcasmo dela - "De toda forma, vocês também não são gente comum, isso eu sei. O gostosinho aí disse que previu o futuro, e eu sei que seu amigo detetive viu um monstro face a face sem que seu cérebro virasse geléia. Além disso, o karateka segurou bem no mano a mano contra o Rei do Pedaço. Adoraria ficar com o joguinho de adivinhar, e enrolar, mas, bem, o tempo é curto, e eu e meu bando já perdemos tempo demais discutindo se deveríamos pedir ajuda a vocês ou não. Se a situação fosse outra, se eu tivesse todo meu... bando comigo, essa ligação não estaria acontecendo. Mas eu sei que vocês não são tocados pela Wyrm, e que não são gente normal. São minha melhor aposta. Preparem-se, pois vou desembuchar tudo"

West faz um sinal com os dedos sobre os lábios pro Oliver, tentando dizer para ele não sair falando que são magos. Oliver assente com a cabeça.

- "Minha aposta é de que há um cativeiro, onde estão o detetive e sua puta. E apostaria também que o comparsa de minha inimiga está lá. Veja, ela é muito forte, uma guerreira experiente, e vai enfrentar o guerreiro mais forte do meu grupo. Temos razões para acreditar que esse comparsa dela é um sujeito normal, e gente normal via de regra MORRE em confrontos como esse. Ela não iria querer levá-lo, para segurança do comparsa. Então, temos dois locais: o cativeiro com os reféns e um comparsa armado, e um local não muito distante, onde vai haver uma luta mortal de duas pessoas muito fortes e muito agressivas."
- "Alguém precisa ir ao cativeiro, cuidar do comparsa, e libertar os reféns. Se esse comparsa se sentir acuado, ou que algo deu errado, provavelmente vai fugir, mas não sem antes matar os reféns. E um outro grupo precisa ir à cena de combate. Garantir que meu amigo idiota saia vivo, e que a outra não"

Dr. West olhou brevemente para Oliver, e depois para o homem sobre a mesa.

- "E essa inimiga... Ela tem muitos recursos à sua disposição?" - inquiriu Oliver. Conhecer o adversário é metade da vitória, era o que diziam seus mestres no mosteiro.
- "Que tipo de recursos?" - completou West - "Fale em termos claros, Srta. Vida Loka, por favor. Não temos tempo para jogos de palavras."

- "Não vou mentir: a chance de algum de vocês se machucar num combate com ela é alta. Sabe o sujeito que vocês levaram ao armazém? Minha inimiga fez aquilo. E ela estava lutando com dois ao mesmo tempo"

- "Estou olhando para ele agora. Está praticamente novo. Me parece que sou melhor em remendar as coisas do que ela é em quebra-las." - disse o Eterita, e prosseguiu - "Eu e o Sr. Gray vamos cuidar dos reféns e do comparsa. Vamos tentar entregá-lo vivo a vocês, no que espero que seja a consolidação de uma boa amizade"

Após um breve silêncio, ela prosseguiu

- "Na boa, eu não me importo muito com o detetive, menos ainda com a vadia. Mas ele é amigo de uma amiga nossa, e amigo de vocês que nos ajudaram mais cedo. Prefiro que ele saia vivo"

- "Posso ir para o local do combate?" - perguntou o Akasha - "Eu me sentiria desperdiçado do contrário"

- "Não tenho certeza que apenas eu e meu grupo podemos acabar com a mulher. E se ela perceber que foi emboscada, pode correr pro cativeiro, e aí, vai ser um Deus nos acuda. Então, sim, lindinho, você é bem vindo para combater ao nosso lado. Mas não posso garantir sua segurança"

- "Eu preciso da sua destreza e velocidade, se vamos salvar os reféns. Pode ficar tranquilo - haverá combate"

- "Eu poderia mandar um dos meus com você, Doutor. Ele é mais sutil, e menos versado em combate... Não adianta me olhar com cara feia! Vai ter Glória pra todo mundo!" - parecia estar falando com alguém próximo a ela, e não com os dois ao telefone - "Mas ele é bom no que faz"

Oliver olhou para Faust, como que indagando o quão confortável ele se sentiria em entrar na missão com um daqueles adolescentes.

West assentiu, mas levou um segundo para lembrar-se de que precisava falar.
- "E o que exatamente ele faz?"
- "Ele conversa com espíritos"

West parecia impassível, mas curioso.

- "E se a situação esquentar, ele se vira na porrada" - completou Kate

- "Está decidido então!" - bradou Oliver - "Eu e Kate resolvemos com a inimiga, e você e o amigo dela liberam o Ezio?"

- "Me parece que encontrei um companheiro mais versátil que o senhor, Sr. Gray." - West estava curioso para entender por quê Kate trocava um dos seus por Oliver, mas não iria perguntar naquele momento.

- "Onde será o meeting point?"
- "Aí mesmo naquele galpão fedorento onde deixamos vocês. Chego em 10 minutos, ok?"

- "Perfeito." - disse Dr. West - "Nos vemos em breve"

A garota desligou o telefone, e ato contínuo, Faust pôs em operação os passos que já vinha desenhando em sua mente enquanto a conversa com ela se desenvolvia. Enquanto mexia em sua bolsa, chamou por Mão-de-Presunto, um chamado que foi rapidamente atendido pelo capanga. Quando o colossal homem adentrou a sala (carregando um dos tambores de gasolina), a primeira coisa que fez foi olhar para o corpo sobre a mesa, e dar um longo assovio. O agudo som foi seguido de sua voz grossa e áspera:

- "É, doutor, tiro meu chapéu... o carcamano aí parece bem melhor! Parece até que vai viver. Quem diria! Espero que, se eu tomar chumbo nessa cidade, Boca-de-Cabêlo me mande para suas competentes mãos"

De certa forma, parecia levemente frustrado também. Parecia bastante ansioso para usar o combustível, mas a situação não havia se apresentado. Essa frustração foi substituída por perplexidade quando West lhe perguntou se carregava soqueiras. O homenzarrão olhou para West incrédulo, depois para Oliver, e então para West novamente, depois para o corpo sobre a mesa, depois novamente para Oliver, e um entendimento pareceu se formar em seu semblante. O homem deu um sorriso cheio de dentes, que lhe transformou em algo como uma caricatura do bicho-papão.

- "Ah, a vingança! Boa quando ainda está quente" - disse enquanto se aproximava de Oliver - "o bom doutor ali não parece ter força nem pra segurar isso, então imagino que sejam pra você, garoto. Quero de volta, mas faça bom proveito delas. Faça-os ter o que merecem!"

Enquanto caminhava, o gigante colocava a mão num bolso interno do paletó. De lá, retirou um par de soqueiras de metal obviamente feitas sob medida para suas mãos deformadamente imensas. As peças não eram novas, mas brilhavam, como se tivessem sido vigorosamente polidas. A primeira coisa que Oliver pensou foi que aquilas coisas jamais caberiam em suas mãos. Todavia, quando as tocou, essa preocupação se afastou, simplesmente porque sua mente foi tomada por outra coisa: um som abafado, ritmado, como o bater de um coração. Mas havia mais ali... o som não era a batida de um coração. Era como o ritmado som de um punho contra um crânio, o som de metal contra carne. BAM! BAM! BAM! O punho calçado com as soqueiras descendo e descendo novamente, e novamente, e novamente! E a cada vez que descia, Oliver quase podia ver um novo alvo. Homens, mulheres, até crianças. BAM! Ossos quebrando, BAM! Sangue espirrando, BAM! Gemidos, gritos, choro, pessoas implorando piedade, BAM! Faces deformadas, costelas quebradas, dentes arrancados, BAM! BAM! BAM! E o som não parava. BAM! BAM! BAM! Como um bate-estacas! BAM! BAM! BAM! E as paredes do recinto pareciam vibrar naquele som ritmado, e o par de soqueiras que ele agora segurava pareciam quentes, úmidas, molhadas por um líquido escarlate. Pareciam famintas, pedindo mais. "Os estrondos não podem parar!", pareciam dizer! "Alimente-nos!", pareciam dizer!

Mas isso foi apenas um segundo. Uma fração de segundo, talvez. Em suas mãos, havia apenas um par de soqueiras de metal, que com um posicionamento correto dos polegares, poderiam ser eficientemente (ainda que desconfortavelmente) usadas pelas mãos normais de Oliver. Mas a sensação permanecia, e os impactos ainda podiam ser ouvidos pelo Akasha, à distância.

BAM! BAM! BAM!
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Oliver Gray em Seg Maio 27, 2019 5:00 pm

-"Lobisomens, agora nós sabemos com o que estamos lidando. Tem de tudo aqui em portland, pelo jeito. E, não sei se você reparou, mas tem uma chance alta dessa líder deles estar no cio".

   Esse comentário foi destinado a Faust, após ele desligar o celular.

  -"Dez minutos, preciso me concentrar e tentar me preparar o melhor possível dentro desse tempo. Fazer minhas orações, apesar disso parecer um pouco pessimista, haha. Fica de olho nessa pessoa que ela vai mandar para ficar com você. Tem certeza que está tudo bem ficar sozinho com um deles?".

  E aí entrou aquele grandalhão, por chamado do Faust. Oliver não gostava de tipos feito aquele. Não entenda mal, ele mesmo não era o maior pacifista do mundo, mas violência injustificada era algo que ele considerava totalmente fora dos limites. Provavelmente, a mente daquela pessoa já tinha se desviado e muito de um caminho são, talvez nem tivesse trilhado esse caminho em qualquer momento da vida dele. Recebeu as tais soqueiras da mão dele, imaginando que tipo de adaptações práticas ele precisaria fazer para enfrentar alguém tão resistente quanto esses seres, mas tudo ficou branco na sua frente quando ele de fato tocou o objeto. Imagens passaram pela sua cabeça, como se tivesse captado por um momento a consciência transmitida àquele objeto pelo uso de alguém que só queria causar danos indiscriminadamente. Ele se sentiu tão sobrecarregado pela visão que deu um passo para trás e tapou os olhos com a cabeça, ficando tonto por um momento. Essas coisas aconteciam. Oliver era muito sensível às consciências que o circundavam.
   Por um momento, tudo que ele pode pensar era transformar a cara daquele capanga em uma massa disforme com as tais soqueiras, provavelmente influenciado pelo objeto, mas Oliver, que era muito mais dono de si do que qualquer outra pessoa que ele conhecia fora do monastério, só trincou os dentes e se esforçou para emitir um obrigado e recuperar a compostura. Após o capanga sair, Oliver entregou as soqueiras para Faust e disse:

   -"Essas coisas... elas viram muito a serviço daquele cara. Preciso de uns minutos".

   Assim, o Jovem akasha foi até o canto do armazém e começou a canalizar a energia do metal, tocando em seu rosário de mareira. É do elemento da madeira que vêm a previsão e a fúria, duas coisas que ele precisaria em breve. Oliver repetia em voz baixa um mantra muito rápido e muito curto.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Efeito de previsão de ataques com tempo 2

Mensagem por Oliver Gray em Seg Maio 27, 2019 5:01 pm

Rolando arete duas vezes em um pequeno ritual (com gasto de força de vontade)
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Mensagem por The Oracle em Seg Maio 27, 2019 5:01 pm

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 4, 4, 10, 9
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Maio 28, 2019 7:07 pm

" - Não posso dizer com certeza se uma lobisomem do sexo feminino entraria no cio." - respondeu, com sua precisão científica de costume, e com o mesmo tato para humor de sempre. " - Entretanto, seria valioso descobrir. Poderia nos ajudar a saber o quão animais são, e o quão humanos. Tudo são interrogações, quanto a eles. Conto com a sua ajuda."


Quanto a ficar de olho, Faust assentiu. "O senhor não me deixou muita escolha, Sr. Gray. Mas tudo correrá bem. No pior dos casos, me tornarei um espectro e passarei o resto da eternidade ao seu lado. Ou, talvez, ao lado do Dr. Max - espectros são criaturas complicadas, e ainda não sei ao certo como funcionam. Mas, certamente, um dos dois."

[...]

Passada a pequena situação, Dr. West prosseguiu com seus métodos científicos - certificou-se de que o parceiro de Ezzio estava realmente estável, antes de começar a preparar as balas de sua pistola e as soqueiras para o banho iônico especial, que alinharia suas frequências graças aos extratos que misturara na substância oleosa. 

Tudo feito, o mago enfiou dois fios de cobre na tomada - e tomando cuidado para estar o mais longe que seus braços longos permitiriam, derrubou-os dentro do óleo. 

Se tudo corresse bem, a substância iria pelo menos borbulhar violentamente - o choque elétrico tornaria os padrões instáveis por uma fração de segundo, o suficiente para que o composto liquído penetrasse em suas estruturas físicas e, por consequência, aprimorasse suas frequências internas pelo tempo necessário. 

Olhou, atento, para o pote improvisado - era um tipo de ciência bastante eterita, o que significava que Dr. West a achava terrivelmente amadora, mas... funcionava. E o bom de ser amadora era que era fácil de ser reproduzida. 

Esperou. 


_____

1: Esoterica + Inteligência (a dificuldade é a mesma da rolagem de arete. 5 ou 6?) - cada sucesso reduz em 1 a dificuldade dos testes de Arete.

2: Pequeno ritual. Duas rolagens de arete. 1 ponto de FdV gasto. 1 sucesso para efeito, 1 para duração extra (24h), 1 para alvo extra (balas e soqueiras).
Dr. Faust West
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Maio 28, 2019 7:07 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 8, 7, 8, 10, 7, 8, 1, 5

--------------------------------

#2 'D10' : 10, 1

--------------------------------

#3 'D10' : 6, 2

_________________
"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Qui Maio 30, 2019 6:26 pm

Após Ezio liberar o aparelho, a mulher o pegou, e começou a mexer na tela. Ainda estava com uma face bastante irritava, enquanto digitava. Parecia estar escrevendo algum texto. De vez em quando, consultava seu próprio celular. Outras vezes, parava em pensava por alguns segundos.

Nesse meio tempo, seu comparsa já havia saído do carro, e levado a garota. Esta saiu gemendo e chorando.

Após aproximadamente 5 minutos, a "mendiga" pareceu se dar por satisfeita, e guardou o celular de Ezio no bolso.

- "Bem detetive, ora de conhecer suas acomodações"

Ela saiu do carro, deu a volta, e pegou Ezio como se fosse um saco de batatas. O ferimento deu uma pontada de dor quando ela colocou seu corpo flácido sobre o ombro. Agora que podia ver o ambiente fora do carro, notou que estavam em uma garagem de alguma casa em péssimo estado de conservação. A mulher o levou por uma porta, que levou a um cômodo sem móveis, e depois por um corredor, para um outro cômodo. Realmente, o local parecia uma casa simples, em mau estado de conservação. Praticamente não viu móveis, apenas algumas cadeiras velhas e um sofá caindo aos pedaços. Finalmente, uma nova pontada de dor que fez o mundo escurecer por alguns segundos, e seu corpo foi jogado em uma cadeira de madeira. Seus braços e tornozelos foram amarrados aos braços e pés da cadeira com lacres plásticos. Quem fazia o serviço era sua própria captora.

Depois que a tontura passou, Ezio notou que estava em um quarto vazio, com piso de madeira lascada e suja, e paredes descascando. As janelas haviam sido pintadas com tinta spray preta, e não havia porta no batente. Parecia haver um único bulbo de luz sobre suas cabeças, e ele estava amarrado naquela cadeira. Mais que isso, o contato dos cabelos e o choramingar dela denunciavam que a moça estava de costas para ele, provavelmente amarrada em uma outra cadeira. O local cheirava a mofo e maresia, mas não era só isso. Cheirava também a degradação, a sonhos perdidos. Ao longe, Ezio podia ouvir o som do mar. E podia também ouvir, muito, muito baixo, sussurros lamuriosos, e um choro de criança. Coisas ruins haviam acontecido naquele lugar.

Depois de toda a amarração, a mulher se levantou rapidamente. Parecia ter pressa. Sumiu de sua visão, mas seus passos no chão de madeira revelavam que parecia ter ido até a garota, amarrada atrás dele. O que se seguiu foi estranho: a garota primeiramente choramingou mais alto, como se tivesse medo, mas em seguida, soltou um longo gemido, quase como de prazer...

Rapidamente, a mulher voltou para a frente de Ezio. Ainda ostentava aquela face dura e masculinizada, bem como os braços musculosos.

- "Agora, conforme eu havia prometido"

Ela colocou sua mão aberta sobre o ferimento de Ezio, o ferimento que ela mesma havia causado. Uma sensação de calor percorreu o corpo do detetive, algo estranho, parecido com aquele calor na garganta quando tomamos uma bebida forte. Mais que isso, Ezio sentiu quase uma onda de força e energia percorrendo seu corpo, a partir daquela mão grande e grosseira. E a dor em sua barriga diminuiu sensivelmente. Se sentia mais lúcido e focado.

- "Ok, serviço feito. E isso é por ter me enrolado dentro do carro"

A mão da mulher se fechou em um punho, e sem aviso, golpeou o queixo de Ezio. Seu golpe tinha a força de uma marreta, e tudo ficou escuro para o Eutanathoi.

"Hello, darkness, my old friend"

_______________________________________________________________________________________________

Oliver recebeu as soqueiras de Faust, e por incrível que pudesse parecer, aqueles objetos agora pareciam ainda piores que antes. Reflexos de um ki corrompido permaneciam, mas haviam sido distorcidos, postos em movimento. A sensação era nova e estranha para Oliver. A energia naqueles pedaços de metal não parecia fluir, mas sim turbilhonar, como um selvagem tornado, ávido por consumir o que estivesse ao seu redor, devorando como uma besta faminta e enfurecida. Um golpe daquelas coisas poderia certamente ferir corpo e alma, o que era ao mesmo tempo profano, e talvez exatamente o que ele precisaria.

Pontualmente 10 minutos após ter desligado o telefone, a picape de Kate parou em frente ao armazém, freando brusco. Mão-de-Presunto estava casualmente fumando encostado na porta quando Oliver e West saíram, e disse "Boa caçada. Eu e os rapazes cuidamos do quase presunto lá em cima até vocês voltarem".

Só havia dentro do carro ela e o careca. Rapidamente, este saiu pela porta do carona e subiu na caçamba, agora sem traços de sangue. A própria Kate havia trocado de roupa, para uma jaqueta de couro, e trazia o cabelo loiro preso num rabo-de-cavalo. Ela se afastou para o lado, para o meio do grande banco da picape, e gritou:

- "Um de vocês dirige! O idiota está num local de baixa recepção de sinal, mas se conseguir estabelecer contato por tempo suficiente, posso localizar o aparelho. Isso vai ser útil, pois só sei que ele está na área costeira ao norte da cidade"

Ela tinha em seu colo uma espécie de computador portátil, e digitava ferozmente, em meio a xingamentos quando algo dava errado. Enquanto dirigiam, ela ia falando.

- "Entrei remotamente no celular de meu companheiro, e vi que seu amigo detetive mandou uma mensagem para ele. Estava recheada de frases como 'a puta da sua irmã', e 'um fedelho babaca como você'. Insinuava também uma prática de sexo anal entre o detetive e a citada irmã. E no fim, dizia que se 'o moleque quisesse resolver as coisas de homem pra homem, era só aparecer no litoral norte'. Só que sabemos que o detetive foi capturado, e logo, a mensagem provavelmente não foi mandada por ele. Ou seja, era uma isca. Primária, boba, mas meu amigo idiota caiu como um pato"

Ela falava sem tirar os olhos da tela, sem perder a concentração.

- "Essa área norte da cidade tem fraca cobertura, então, só consigo conexões momentâneas. Não estou conseguindo pegar mais dados ou completar uma ligação, mas otimizei o trojan para pegar pedaços das coordenadas do GPS a cada nova conexão. Se Gaia ajudar, devo conseguir um conjunto completo de coordenadas até o momento em que chegarmos ao local. Caso contrário, vamos ter que localizá-lo de outra forma. E rápido"
- "Nossa inimiga certamente vai estar emboscando, ou já emboscou... Canção-Rubra" -
Ela deixou escapar um certo tom de medo e tristeza, ao dizer esta frase - "De qualquer forma, eu e o gatinho vamos atrás dela. Se Canção-Rubra ainda estiver de pé, ele vai nos ajudar no combate. Se não estiver, bem, bem, nós temos que impedir que ela fuja, volte para o cativeiro. Porque precisamos ganhar tempo para que você, doutor, e Determinado-como-a-Mãe, encontrem o cativeiro. O celular do detetive está desligado, não consigo nem tentar acessar o GPS dele, então, vocês vão ter que arrumar alguma forma de encontrar o lugar. Meu amigo tem uma sugestão"
- "Malditos" - disse o careca, pela janela traseira do veículo. Estava ouvindo atentamente a conversa - "estou certo que o local onde a traidora está fazendo suas profanações está cercado de Malditos"
- "Espero que você esteja certo. De toda forma, doutor, se conhecer algum truque, não se acanhe em usar. Quando localizarem o local, deve haver apenas o capanga lá. Cuidem dele, libertem o detetive e a putinha dele, e os tirem dali o mais rápido possível"
- "Acho que temos um plano. Algum comentário? Sou toda ouvidos"
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Mensagem por Dr. Faust West em Seg Jun 03, 2019 8:54 am

Dr. West parecia uma figura saída de algum filme de terror antigo sobre um médico que reanimativa os mortos - apesar de seus esforços, toda a confusão da noite havia bagunçado um pouco seus cabelos; as mangas arregaçadas da camisa iam até acima do cotovelo, com sangue sujando o tecido aqui e ali. Sangue manchava também seus antebraços - era nítido que ele havia limpado, mas a sombra vermelha, o resquício do fluído que começara a coagular, perdurava. 

Dr. West estava sem o seu paletó, mas estava com o colete por cima da camisa, com todos os botões, de ambos, fechados de acordo com a etiqueta. Carregava, como sempre, a maleta na mão esquerda e bengala na mão direita - mas, ausente o paletó, os lobisomens poderiam ver a arma ajeitada no cós da calça, discretamente. 

Quando todos apareceram, Dr. West aceitou dirigir e subiu na cabine. 

Dr. West dirigiu em silêncio - ele não era uma especialista militar, ele não não entendia de táticas, de estratégias, de nenhuma daquelas coisas. Seus talentos eram outrs, e Faust era inteligente o suficiente para saber quando estava fora de seu território. 

" - Malditos?" - questionou, com ares de interesse, quando o homem sentado ao seu lado falou aquilo. Nunca havia ouvido a expressão, mas imaginava ser algum tipo de espírito - espectros, talvez? 

" - Parece um bom plano, Srta. Kate." - respondeu o autor, sempre excessivamente educado e calmo. - Mas, quando estou lidando com um inimigo, geralmente gosto de me perguntar qual seria o pior motivo pelo qual ele poderia estar fazendo algo. Não há nenhum outro motivo pelo qual essa inimiga inominável possa desejar separá-los do Sr. Canção Rubra? Não há nenhuma chance de que estejamos fazendo exatamente o que ela deseja? De que forma nosso plano atual poderia ser útil para ela?" - perguntou. 

Era engraçado. O mundo estava em chamas, mas Faust parecia estar completamente relaxado - um intelectual manageando idéias e cenários hipotéticos, como se tivessem todo o tempo do mundo. Por mais que seus pontos fossem certamente válidos, talvez fosse... irritante, vê-lo aparentemente tão desconectado da gravidade da situação.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Oliver Gray em Ter Jun 04, 2019 11:03 pm

Oliver, uma vez tendo recuperado a compostura e agora preparado para o combate, estava satisfeito. Mais do que isso, esperava que a noite desse em mais alguma coisa interessante além de uma luta. A tal da garota loba já estava afim dele e ele já discobrira com o que estava lidando. Quem sabe o que ele não poderia ganhar em matéria de informações se provasse o seu valor. Estava na cara que isso era bem importante para aqueles sobrenaturais. Quando a caminhonete chegou e a lobisomen falou, Oliver ergueu os ombros e anunciou categoricamente que não sabia dirigir, saltando sobre a carroceria da caminhonete.

   -"Cara, se alguém me dissesse que o rumo que essa noite tomaria seria esse, eu teria rido", disse ele, para ninguém em especial.

   Ao contrário de Faust, que pareciai apático o tempo todo, Oliver, parecia... empolgado? Todos ao redor podiam ver sua expressão animada no trajeto, enquanto ele se sentava na parte de trás da caminhonete com os braços apoiados nas laterais, como um lutador de boxe aguardando o próximo round em um corner. A expressão, que podia não ser muito o que os outros presentes esperavam, tinha por trás um motivo: lhe pediram para fazer algo que ele sabia fazer, para variar.

  Não demorou muito para Oliver perceber que Kate estava com alguma espécie de problema técnico. Ela insistia, digitava freneticamente e xingava (tudo mais ou menos na mesma medida, do ponto de vista do akasha) ninguém em especial, de modo que não precisou de muito esforço mental para concluir que a busca não estava indo muito bem, foi aí que ele decidiu que era hora de arregaçar as mangas e perguntou:

  -"Vocês têm alguma coisa que pertencia à essa pessoa, ou um fio de cabelo, essas coisas?".

  O que ele não esperava era a reação incrédula de Kate à pergunta. O amigo dela também parecia meio surpreso, e Oliver já estava esperando suspeitas tipo "você tá lendo a minha mente?!?!" ou coisa do tipo quando Kate pediu ao companheiro para entregar a Oliver um pano enrolado contendo dois dentes humanos. Ok, esse era o motivo da surpresa. O jovem akasha sentou-se em posição de lótus, de uma forma bem menos relaxada do que anteriormente, enrolou seu rosário e uma das mãos e segurou um dos dentes com a palma da outra mão. Um momento depois, o mundo cessou de existir para Oliver por um tempo bem curto para quem estava ao seu redor, mas o akasha talvez não concordasse com essa afirmação. Ele canalizou o sentimento de indecisão provocado pela madeira e o transformou em energia para a visão interior, atuando como um condutor para a energia que atravessaria seu corpo de uma das mãos para a outra. Sussurrando brevemente um mantra voltado para aguçar a intuição, ele abriu os olhos novamente, ainda com a palma da mão estendida e com o dente no lugar, imóvel:

  -"Se tudo der certo, a raiz do dente deve se mover na direção da dona caso a gente passe perto o suficiente dela", Anunciou Oliver categoricamente.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 4 Empty Rolagem de arete/pequeno ritual

Mensagem por Oliver Gray em Sex Jun 07, 2019 8:05 pm

Oliver tenta localizar o oponente através de um efeito de rastreio genético (vida 1)
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