Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Rolagem de arete/pequeno ritual

Mensagem por The Oracle em Sex Jun 07, 2019 8:05 pm

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 9, 3

--------------------------------

#2 'D10' : 5, 9
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Jun 11, 2019 6:36 pm

O quarteto se acomodou no carro. Oliver foi o primeiro a pular para a caçamba. Kate apenas pulou para o lado, deixando o lugar do motorista para West. O careca, apesar de ainda ter lugar para mais um no grande banco da picape, pulou para a caçamba também, ainda em tempo de responder ao comentário de Oliver:

- "O Destino de gente como nós é tecido sem linhas retas. Surpresa é o hábito"

Em seguida, aquele skinhead olhou Oliver mais a fundo, como se o medisse. Era magro, mas de músculos bem definidos. O sobretudo aberto mostrava algumas cicatrizes no tórax. Algumas delas pareciam ser propositais, já que tinham a forma de runas ou coisa assim. Depois, já com o carro em movimento, o careca pareceu terminar de fazer seu exame, sorriu (o que teve um resultado mais assustador que relaxante), e disse:

- "Você anseia pelo combate, não é? A tensão de estar em frente a um inimigo digno. Sua vida em ameaça. Superar seus limites ou morrer tentando. A glória e exultação da vitória... Eu te invejo. Creio que meu desafio será menor que o seu, mas, fazemos o que precisamos fazer, e não o que desejamos".

Uma janela de correr nos fundos da cabine permitia a comunicação entre todos.

- "Espíritos do mal" - respondeu o careca à pergunta de West - "você verá. Ou melhor, não verá, o que é uma sorte para você. De toda forma, eles nos levarão ao nosso alvo. Só espero que a área não esteja infestada deles por outras razões"

Depois disso, aquele jovem passou a observar Oliver com curiosidade, após lhe entregar os dentes. Kate não tinha tempo para isso, dadas suas atividades no computador, e também por estar respondendo a West, sem tirar os olhos da tela:

- "Uma coisa eu sei, doutor: ela quer a pele dele. Dele, ou de qualquer outro do meu... grupo. E estou sendo literal, ela quer mesmo esfolá-lo. A ideia é que ela quer nos separar porque não conseguiria vencer o grupo todo, então, descobrir um idiota facilmente manipulável como Canção-Rubra foi uma bênção pra ela. Ela poderia estar atrás do meu amigo ferido, e estar tentando nos afastar dele, mas o deixamos em local seguro. Ela também poderia estar nos distraindo para atacar algum outro da minha espécie, mas graças ao detetive, sabemos que ela veio pra essa região. Poderia ser algum outro plano mais elaborado que nós não conseguimos enxergar? Claro, mas eu apostaria minhas fichas no fato de que ela viu uma oportunidade rara e a agarrou. Mas as coisas não saíram como planejado. Ela certamente não contava que o detetive iria resistir como resistiu, o que nos deu tempo para localizá-la. Aquele italiano tem muito a agradecer à própria cabeça dura e coragem. As notícias que temos é que ele lutou muito até o fim. se não fosse isso, ela teria partido sem deixar pistas, e nem saberíamos pra onde ir, em primeiro lugar"

O careca ouvia a conversa na cabine, mas parecia genuinamente interessado no que Oliver estava fazendo. E ergueu as sobrancelhas raspadas quando Oliver falou sobre os dentes. Pareceu ensaiar alguma fala, mas Kate o interrompeu com um grito:

- "ACHEI! Última localização do celular... aqui mesmo! Cem metros adiante só! Não vamos ter outra pista mais fresca que essa! Pare o carro, doutor!"

O local onde estavam era uma rua mal-cuidada, e praticamente sem iluminação pública. Aliás, aquela parte de Portland parecia menos urbanizada, mais... primitiva, por assim dizer. O cheiro de maresia e som de bater das ondas denunciava que o mar não deveria estar a mais de 200 metros. Entre a rua e o oceano, o que se podia distinguir na escuridão eram várias casas. Algumas eram pequenas, mas outras pareciam grandes como mansões. Todavia, se viam poucas luzes, e praticamente nenhum som. A escuridão não permitia distinguir mais detalhes, mas o local cheirava a abandono, peixe podre e urina velha. Não havia uma viva alma na rua, além de um gato andando sobre um muro próximo.

Assim que West parou, Kate não perdeu tempo em descer. Já havia guardado o mini computador numa bolsa de tiracolo, e logo que saiu pela porta, estendeu a mão para detrás do banco da picape, e retirou alguma coisa comprida, enrolada em lona, que se revelou um rifle de caça com mira telescópica quando desembrulhada. A garota colocou a alça da arma longa sobre o ombro, sacou uma pistola da cintura magra, a engatilhou e devolveu à cintura.

- "Vocês dois, sigam adiante com o plano" - falava com West e com o careca, que agora se sentava no banco do carona - "a recepção de celular aqui é uma merda, então, não esperem que esse meio de comunicação funcione. Se algo der errado e precisarmos de um ponto de encontro, pode ser... ALI" - disse ela, após olhar em volta, apontando para um artefato alto e estreito, provavelmente uma velha caixa d'água, despontando contra o céu estrelado - "Vamos lá, bonitinho! Hora de saciar essa sua 'sede de batalha'"


E saiu correndo.

O careca, agora sentado ao lado de West, disse soturnamente: 

- "Esse local é podre. A busca pode ser dificultada. Se conhece algum truque como seu amigo, seria uma boa hora para usar"

E nisso, se virou para a janela, e pareceu começar a falar com algo numa língua estranha. Mas não havia nada ali. Seus olhos estavam baços, com uma cor leitosa.
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Mensagem por Oliver Gray em Qua Jun 12, 2019 1:21 pm

Oliver tenta perceber algo prontamente.
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Mensagem por The Oracle em Qua Jun 12, 2019 1:21 pm

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 5, 6, 5, 3, 6, 7
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Dr. Faust West em Seg Jun 17, 2019 12:15 pm

"Espíritos do mal". Dr. West deixou que a expressão entrasse em sua mente, que ecoasse pelas câmaras. Tudo aquilo lhe parecia muito animista, muito pouco correto... Mas os lobisomens eram, pelo que havia percebido até agora e ouvido de Dr. Max, bastante animistas num geral. Seriam os "malditos" sobre os quais Determinado-como-a-Mãe falava apenas alguma espécie diferente de espectro? Ou seriam alguma espécie diferente de criatura extra-corpórea que, para ele, ainda permanecia desconhecida? Dr. West achou aquilo interessante, mas - como era de praxe, infelizmente - não tinha tempo para analisar aquelas questões a fundo. Não enquanto dirigia uma caminhonete para resgatar Ezzio e discutia planos de ataque com um grupo de lobisomens e seu colega de cabala. 

"Esfolá-lo? Literalmente?" - questionou. "Parece uma quantidade excessiva de trabalho para uma vendetta comum. Algo que não está nos contando, Srta. Vida-Loka?" - perguntou, sem muita esperança de ser respondido. Não acrescentou mais nada ao que ela dizia, entretanto - se a situação era aquela, o plano que tinham, mesmo longe de ser ideal, era o melhor que podiam fazer com tão pouco tempo para se preparar. 

Quando Kate gritou que havia achado o que procurava, ele estacionou o carro - com mais paciência e calma do que ela provavelmente gostaria, manobrando com tranquilidade... mas parou, ao ver que a mulher saltava da caçamba com o carro ainda meio em movimento, começando a se arrumar. "Tentem voltar inteiros, por favor." - ele pediu para Vida Loka e para o Sr. Gray. "Eu gostaria de poder dormir ao menos trinta minutos esta noite. Eliza tem dito que eu não durmo tanto quanto deveria."

Após Oliver e Vida Loka se afastarem, ele voltou sua atenção para o careca de olhos baços. Aquilo era interessantíssimo. 

"Se puder me falar um pouco mais sobre os malditos," - disse Dr. West, enquanto retirava do bolso da camisa seu pequeno óclinhos dobrável, com lentes coloridas e hastes de cobre, e começava a ajustar o posicionamento das lentes. "Eu posso ajudar." - afinal de contas, se soubesse mais sobre os malditos, alguma coisa mais concreta além de "são espíritos do mal", poderia tentar traduzir as crenças primitivas do lobisomem para algo com o que de fato pudesse trabalhar. Seria quase como descobrir uma nova espécie... Enquanto pensava naquilo, seus olhos passaram pelo ambiente ao redor deles, procurando pelos mortos que vagavam, por aqueles que ele via mesmo quando não queria. Talvez pudesse conseguir ajuda de um deles.

Mas precisava focar-se em Ezzio. Dr. West tinha um plano para encontrá-lo - bastava organizer as lentes da forma certa e as vibrações quânticas do ambiente - suas ressonâncias - saltariam aos seus olhos. A partir daí, encontrar a de Ezzio seria relativamente mais simples. 

Não era muito, mas, para começar...
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Seg Jun 17, 2019 6:23 pm

Conforme o Dr. West havia previsto, Vida-Loka não respondeu a sua pergunta sobre o esfolamento, seja por estar muito concentrada em seu computadorzinho, seja por sumariamente ignorá-lo. E logo depois, ela e Oliver partiram para seu possível combate, deixando-o sozinho com aquele estranho homem careca.

Determinado-como-a-Mãe parecia estar numa espécie de transe. Não obstante, quando West lhe falou, ele virou seu rosto na direção do médico e respondeu:

- "Avatares da corrução, da depravação, do medo. Coisas cujo propósito de existência é distorcer e destruir tudo o que Gaia preza. Para seus olhos, seriam coisas saídas de um pesadelo. Mas você tem a sorte de não poder vê-los. Ainda assim, talvez os sinta. Ouça minhas palavras, Faust West, pois elas podem salvar sua vida nas horas à frente. Policie seus pensamentos. Se sentir impulsos estranhos, vontades reprimidas vindo à tona, pensamentos que parecem não ser seus, isso pode ser a influência dos Malditos. Eles podem expô-lo a seus medos e tentações. Resista a eles!"

Virou-se repentinamente para a janela, e pareceu ouvir algo por uns dois segundos. Deu de ombros, e continuou. Os olhos ainda estavam branco-leitosos.

- "A não ser que encontremos algo realmente grande e poderoso por aqui, o simples fato de saber que eles podem sussurrar nos pontos mais obscuros de sua mente deve ser o bastante para resistir e mantê-lo fora da influência das pestes. A maioria dos humanos não faz a menor ideia, e sequer sabe que deve tentar resistir a algo, o que os torna presa fáceis. Além disso, a maioria dos humanos é simplesmente fraca e indigna. Mas Vida-Loka diz que vocês não são humanos comuns, e eu acredito nela. Mas os desafios que podemos encontrar também não são comuns. Tenha sua vontade preparada"

- "Não direi mais nada. Saber demais sobre os Malditos pode ajudar a abrir seu espírito para eles, e nenhum de nós quer isso. Meu conselho é que não tente entendê-los, apenas os evite. Ou os destrua, se isso estiver em seu poder. Eles não são nem nunca foram humanos, e tentar entender suas motivações é flertar perigosamente com loucura e depravação"


- "Um companheiro acabou de fazer uma breve varredura do local, e de fato, há Malditos aqui. Esse local conheceu desespero e degradação, isso atrai as criaturas. Creio que teremos de sair e procurar. Tem algo que tenha pertencido a seu amigo? Uma peça de roupa seria perfeita"

Enquanto isso, West já conseguia ver a paisagem espiritual do local, após ajustar seu aparato. As Terras da Sombra daquele local eram uma visão REALMENTE pavorosa. Não parecia haver uma única parede sem pedaços caindo, pichações depravadas ou uma cobertura de alguma espécie de gosma negra e oleosa. O céu estava nublado ao ponto de nenhuma luz ser visível, e uma garoa fina e gélida caía. Apesar disso, ele podia ver aqui e ali alguns focos de fogo, um fogo amarelo-esverdeado, cuja cor dava náuseas. Não havia uma extensa população de Inquietos por ali, o que era compreensível, dado que, ao longe na rua onde estava, ele viu passarem correndo um grupo de 3 Espectros. Mesmo daquela distância, os olhos vazios e faces sem expressão eram visíveis.

Mas havia algo que se destacava um pouco na paisagem: há não mais que 10 metros deles, havia uma Aparição sentada na calçada, sob um poste que não emanava luz no mundo físico. Era uma garotinha de não mais que 10 anos, de vestido rosa-claro, com sapatos pretos, uma meia calça branca, e os cabelos cacheados amarrados em uma fita azul. Ela era parte loira, e parte ruiva, sendo que a parte ruiva de seu cabelo obviamente não era natural. Uma marca acima do olho esquerdo explicava aquele rubro. Parecia ter havido a penetração de uma lâmina ali. Ela balançava para frente e para trás, olhando em volta incessantemente, como se procurasse algo. E quando viu que o West a olhava, fixou os olhos nele também.

___________________________________________________________________________________

Kate correu pelo local, aparentemente a esmo. Seus tênis Nike faziam pouco som de encontro ao chão. De vez em quando, ela parava, e olhava em volta, mas o lugar era um labirinto de casas abandonadas, tendo becos e pequenas ruas entre elas. A escuridão era quebrada apenas pelo luar, o que não lhes permitia enxergar mais do que 15 metros à frente. Não era possível ter uma visão mais ampla do local. E sem uma direção, qualquer direção que fosse, eles logo estariam andando em círculos. A garota pareceu se dar conta disso logo após ter andado uns trinta metros. Já não estavam mais na rua, mas em uma ruela estreita entre duas casas razoavelmente grandes. As cercas de madeira de ambas estavam em estado lamentável, quebradas e cobertas de mato e trepadeiras. Oliver podia ouvir uma tosse constante, masculina, que parecia vir de dentro da casa da direita. Aparentemente, alguém estava queimando algo ali também.

A garota parou, olhou em volta mais uma vez, e deu um longo suspiro, como se desse conta da situação difícil em que estavam. Ela então olhou para Oliver. Sua face estava um tanto curiosa: havia preocupação ali, mas também um certo divertimento. E ela disse:

- "Ok, precisamos de uma pista, um rastro, qualquer coisa. A maresia não ajuda, mas o cheiro de uísque daquele ali deve ser forte o bastante para superar isso. Hora de ver o quão 'normal' você é, gatinho. Melhor agora do que quando encontrarmos ela, de qualquer forma"

E então, sem retirar os olhos dele, algo de bizarro aconteceu. Foi extremamente rápido, e se Oliver não estivesse a menos de dois metros da garota, certamente pensaria que a escuridão estava lhe causando ilusões de ótica. A garota, que era talvez 10 centímetros mais baixa que ele, começou a crescer. Seus olhos rapidamente estavam à altura dos seus, e logo depois acima deles... e já não eram os olhos azuis escuros de antes, mas sim amarelos, intensos. Mas, bem, a própria Kate não era mais a mesma de antes: seu corpo cresceu para os lados também, tomando proporções imensas. Bizarramente, as roupas não rasgaram, mas pareceram "sumir". E ela agora estava coberta de pêlos, malhados de marrom e cinza. Aquelas mãos delicadas agora eram patas guarnecidas por garras imensas, e a face da adolescente era agora a cabeça de um lobo, o observando de dois metros e meio de altura. A boca cheia de dentes parecia ter uma espécie de sorriso cínico. Ela apoiou uma das mãos no chão como um gorila, e fixou aqueles olhos amarelos bem nos de Oliver. E ela disse "BOM!", numa voz grossa.

Logo em seguida, deixou o Akasha de lado, e passou a inspirar profundamente, próxima do chão. Perdeu alguns segundos nisso, andando, e inspirando, até que, em dado momento, levantou novamente a cabeça, olhando para uma direção naquela ruela. Murmurou, quase rosnou, um "AQUI", e seguiu correndo, usando as quatro patas.

Após andar 10 metros naquela direção, Oliver sentiu o dente em sua mão se mexer. Parecia apontar para o que parecia ter sido planejado para ser uma praça, mas que agora não passava de uma área de uns 20 metros quadrados, coberta de mato alto, e com um coreto caindo aos pedaços no meio.

Oliver teve a impressão de ver algo grande se movendo no meio daquele mato alto. E ouviu claramente um gemido abafado. Kate pareceu não ter ouvido, pois movia sua cabeçorra de lobo de um lado para o outro, como se procurasse algo.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Oliver Gray em Seg Jun 17, 2019 6:47 pm

Grande parte do que Oliver fez até aquele momento da busca fora seguir Kate, que podia ou não estar se orientando por alguma coisa plausível. O dente não havia reagido, e Oliver tinha certeza absoluta de que seu efeito havia dado certo, o que quer dizer que, até o momento, não havia alcance. Oliver não esperava a transformação de Kate e também não esperava que se desse tão rápido, então a resposta dele ao comentário do cara bêbado foi algo tipo:

   -"Nem me fala, acho que já bebi o suficiente essa noite para uma vi... WOW!!! Isso foi muito mais maneiro do que nos filmes! Se lobisomens existissem, eu teria ficado super impressionado agora, mas eu sei que é só coisa da minha cabeça".

   Algum tempo de busca depois, ele comentou como se estivesse pensando em voz alta:

  -"Mas que lugar triste e... incômodo. Não me sinto mal assim desde a visita ao orfanato..." 

   Daí em diante, o jovem Akasha continuou seguindo Kate, atento ao dente, que permanecia estático, pelo menos até chegar à tal praça. Foi aí que ele finalmente se mexeu, uns bons minutos depois de Oliver ter quase se convencido de que não havia canalizado energia suficiente para um efeito que ele já havia tentado dezenas de vezes no ninho de dragão. Seus pensamentos foram dispersos pelo barulho que parecia um gemido e pelo fato de que Kate parecia não tê-lo ouvido. Estava tão perto! E não era a primeira vez naquela noite que ele ouvira coisas que mais ninguém pareciam ter ouvido...
   Oliver fez um "psiu" para chamar a atenção de Kate sem gerar muita comoção, apontando em seguida para o dente e na direção do mato alto, pronunciando um "ali" sem som para a loba.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Dr. Faust West em Seg Jun 17, 2019 9:46 pm

Dr. West ouviu com atenção o que dizia Determinado-Como-A-Mãe - ele gostava de aprender, e não era sempre que encontrava alguém capaz de lhe ensinar sobre as coisas que lhe interessavam. Dr. West gostava de espíritos e, principalmente, gostava de coisas proibidas - nos seus poucos anos de experiência no mundo mágiko, havia descoberto que tudo que era descrito como "perigoso", "proibido" ou "arriscado" tendia a ser não só extremamente interessante, como muito mais recompensador do seu tempo e dos seus esforços do que o conhecimento 'comum', por assim dizer. 

A idéia de que existiam avatares de coisas negativas, que não eram e nem nunca haviam sido humanos, não era perturbadora, apesar de curiosa - implicava em algumas linhas de consequências lógicas interessantes mas, antes de permitir-se mergulhar a fundo nelas, Dr. West precisava de algumas garantias sobre sua existência real... e isso só teria depois daquela noite, depois de realmente ver Determinado-como-a-Mãe em ação e sentir na pele os efeitos sobre os quais ele lhe advertia, além de coletar os dados necessários da experiências para conseguir reconhecer um Maldito por sua assinatura energética particular - ou talvez não fosse tão particular assim, visto que cada emoção negativa talvez possuísse uma espécie particular de Maldito... enfim. Era um mundo novo de informações no qual, naquele momento, Faust precisaria permanecer na superfície. 

" - Obrigado pelas instruções, Sr. Determinado-como-A-Mãe." - respondeu Faust, em sua típica impassividade frente ao mundo, ainda que, talvez, fosse o garou em sua frente particularmente atento, pudesse notar um brilho discreto de curiosidade nos olhos cinzentos do médico sujo de sangue. "Por acaso, questionou, "o senhor possui um nome humano? Sinto-me terrivelmente tolo usando honoríficos com estes nomes compostos." - não esperava receber muitos detalhes, mas Faust pescava por informações a todo instante. Não era por mal - colocá-lo frente a qualquer coisa que não entendia completamente era como colocar uma criança numa sala com muitos botões. 
Meneou a cabeça negativamente, quanto a possuir algo de Ezzio. "Malditos?" - questionou, apontando na direçao nos fogos nauseantes que via aqui e ali na paisagem da penumbra. Era algo que não se lembrava de ter visto antes. 

A paisagem terrível da penumbra não lhe era fonte de incômodo. Não realmente, pelo menos. Causava-lhe uma espécie estranha de mal estar - por um lado, o doutor era humano, e aquele ambiente devastado, carregado de tristeza e dor, lhe criava um nó desagradável na boca do estômago, como se um dos espectros que via estivesse com um punho bastante sólido enfiado em sua garganta. Fazia-o pensar em Eliza... se ela estava presa em um lugar como aquele.. por quanto tempo ela estava... Começava até mesmo a culpar-se, a pensar se ela já teria começado a ceder a loucura, e que, se sim, a culpa sem dúvida era dele por demorar tanto, por não ser rápido o suficiente... mas Dr. West sabia que aqueles pensamentos eram culpa do ambiente, e lutava contra eles - e aí vinha a parte estranha da coisa: postas de lado essas sensações, o ambiente destruído da Penumbra lhe era, provavelmente por algum distúrbio ainda não manifesto, mais agradável que o ambiente do mundo imediatamente sensível para as outras pessoas, mais ou menos da mesma forma que os mortos lhe eram companhias muito mais agradáveis que os vivos. Faust as vezes tinha a impressão de que a Penumbra era mais honesta - sua sujeira e suas trevas estavam na superfície, e não escondidas sob camadas e camadas de convenções sociais.

"Volto logo." - disse, simplesmente, antes de sair do carro e começar a caminhar em direção a garotinha. Talvez achasse que Determinado-como-a-Mãe também podia vê-la, talvez não se importasse, talvez os dois. 

Faust traçou uma linha reta em direção a menina e, quando estava perto o suficiente, abaixou-se, ficando de cócoras, os olhos na mesma altura dos dela. Alto e magro como ela, vê-lo encurvar-se daquela forma, naquela paisagem decrépita, era como ver um gárgula estranho que ganhara vida contra a vontade de seu criador, ou como ver algum urubu disforme encurvando-se sobre um cadáver invisível. 

Faust sorriu para a menina com carinho, como havia sorrido, alguns dias atrás, para as gêmeas no porão. Ele tinha uma empatia por aqueles fantasmas que era incapaz de ter pelos vivos - compartilhava com eles alguma coisa, alguma parte de si, que já não compartilhava com os vivos. Ele não saberia explicar se fosse perguntado, e nem tinha tanta consciência deste fenômeno interno. Era um sentimento, uma sensação genérica, e Dr. West não tinha tempo para gastar analisando sentimentos. 

" - É um lugar engraçado para encontrar uma mocinha como você." - ela provavelmente havia sido estuprada, e Faust sabia disso. Mas não havia malícia em sua voz, em seus gestos - tratava-a como uma criança perdida, pois era exatamente isto o que era. " - Onde estão seus pais?"
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Dr. Faust West em Seg Jun 17, 2019 11:14 pm

Faust rola Manipulação + Lábia para convencer a adorável Violeta a ajudá-los.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Seg Jun 17, 2019 11:14 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 7, 3, 7, 8, 3, 7, 1

_________________
"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Jun 25, 2019 10:28 pm

Quando perguntado sobre seu nome, Determinado-como-a-Mãe disse:

- "Pode me chamar de Ragnar. Realmente, meu nome verdadeiro, quando traduzido para seu idioma, se torna muito longo" - mas não respondeu a mais nada. Parecia concentrado em algo que Faust não via, e eventualmente falava com essa "coisa" num idioma incompreensível.

Quando se aproximou da garotinha, ela o olhou diretamente, e parou de balançar para frente e para trás. Não parecia receosa. Antes, curiosa, com aquele Breve que, além de conseguir vê-la, parecia querer falar com ela, fato confirmado pela primeira fala de Faust, iniciando o diálogo. A garotinha era pálida, tinha olhos fundos, e o rosto tinha poeira grudada em rastos abaixo dos olhos, como se o molhado de lágrimas tivesse capturado as partículas de sujeira. Mas aqueles olhos não tinham a loucura ou o vazio do Oblívio que os olhos dos Espectros exibiam. Ela apontou para uma direção (onde haviam apenas mais daquelas casas desmazeladas), e disse:

- "Papai e mamãe estão ali. Quer dizer, mamãe estava, antes de papai dar 23 facadas nela. Isso foi depois dele enfiar a faca aqui" - apontou para a ferida na testa - "Mamãe não está mais lá, mas papai está. Mas ele não é mais meu pai. Não depois que os vizinhos entraram e mataram ele. Mas ele continua por aqui. Eu ficaria longe dele, se fosse você" - ela não parecia triste ao falar sobre aqueles fatos terríveis. Parecia apenas resignada.

Faust ouviu com atenção, como sempre ouvia - mas havia um interesse genuíno em seus olhos, reservado para segredos obscuros, informações perdidas e qualquer amenidade dita por um fantasma.


"Uau. Vinte e três." - respondeu - "Você deve ser uma menina muito corajosa, para ter ficado por aqui depois de ver tudo isso. Agradeço pelo aviso. Meu nome é Doutor Faust West, mas você pode me chamar de Faust. Como você chama?"
- "Sou Violeta. Encantada, Doutor" - e nisso, a menina se levantou, pegou as barras de seu vestido com as duas mãos, e fez uma mesura - "o senhor é doutor de quê?"

Faust soltou um risinho muito breve, ao vê-la fazer a mesura. Os modos e maneira como a menina se vestia pareciam típicos da década de 50 ou 60. Fez uma de volta, tentando lembrar ao máximo de como seria uma mesura masculina antiga, mas sem se levantar - não queria obrigar a menina a ficar olhando para cima para olhá-lo nos olhos. 

- "Eu cuido dos corpos dos que já se foram, geralmente. Mas cuido também dos vivos, principalmente dos que estão muito perto de ir embora. Você está aqui há muito tempo?"

A menina fez uma expressão perplexa, que a fez parecer estranhamente adulta.

- "Eu... não sei, de fato... às vezes me pego pensando nisso. É confuso. Já estive aqui. Já estive na Grande Cidade, voltei pra cá... às vezes, as coisas aí do seu lado parecem como eu lembro, aí, olho de novo, e tudo está diferente, maior, mais... feio" - ela deu de ombros - "tento não pensar muito nisso. Não posso me distrair"
- "É verdade" - ele concordou - "As coisas por aqui ficam cada vez mais feias. Mas por quê precisa ficar atenta? Uma menininha tão pequena como você tem algum trabalho importante a fazer?"
- "Eu tenho que esperar meu irmão!" - disse ela, com ares de importância - "ele estava em casa quando papai chegou bêbado. Robert é pequeno, ele não pode ficar sozinho, e eu sou a irmã mais velha, tenho que cuidar dele! Mas depois daquele... dia... quando voltei para casa, ele não estava mais lá. Aí, papai apareceu, eu tive que ir embora, e só pude voltar depois que aprendi a mantê-lo longe. Mas Robert não estava lá. Ele tem 3 anos, às vezes sai andando por aí. Mamãe me ensinou que, quando a gente se perde de alguém, não devemos ficar procurando, devemos esperar em um lugar, e essa pessoa vai acabar passando. Estou esperando Robert. Preciso cuidar dele. Ele é pequeno!"

Faust ouviu o que ela dizia, e meneou a cabeça algumas vezes, concordando. Havia um sorriso muito leve em seus lábios - uma mistura de pesar e orgulho, como quem vê uma tarefa muito importante sendo posta sobre os ombros de alguém muito pequeno. Pensou em Eliza. Pensou se ela estava esperando por ele também. 

- "E você faz muito bem, Violeta. Que menina responsável você é!" - afirmou. Sabia que não tinha sentido tentar tirá-la de lá - "Se Robert aparecer, e ele estiver machucado, me avise se eu puder ajudar, ok?" - Dr. West moveu os ombros, arrumando-se sobre as próprias pernas. "Violeta, você por acaso viu uma moça má passando por aqui, com um homem machucado? Ele se veste engraçado, como se estivesse num filme de máfia. Ele é meu amigo, e eu preciso muito encontrá-lo para poder cuidar dos machucados dele. Atenta como você é, sem dúvida deve ter visto alguma coisa!"
- "Uma moça grande e forte?"
- "Muito grande, muito forte, muito malvada"
- "Eu vi. É difícil não ver. Sabe, as pessoas que passam por aqui, elas vêm e vão, mas são sempre do mesmo tipo. São como meu pai. Mas ela é diferente. Ela é forte, diferente, ela chama atenção. Ela não pode me ver como você, mas eu a vejo. Aprendi a ver quando tive que aprender a manter meu pai longe. Ela é muito triste, mas também faz coisas ruins. No lugar onde ela está, tem dor. Ela atrai Espectros para perto, mas não só isso. Tem sombras lá, também. Eu vou lá ás vezes para ver, mas não gosto de ficar muito tempo. Os Espectros não mexem com ela, mas tentam mexer com o marido dela. Acho que já conseguiram um pouco. Ela não percebe. Não vi o seu amigo, mas vi ela passando, dentro de um carro. Não tem muito tempo"
- "Sombras? Como assim, Violeta?"

- "Coisas... Escuras... elas sibilam como cobras. A maioria não liga pra mim, pra nós. Mas algumas sim. Elas me vêem, e isso faz meu sangue gelar. Quer dizer, meu... ah, você entendeu! Não são Espectros, são coisas diferentes. Não gosto deles..."
- "Entendi sim" - ele disso, com uma risadinha - "Acho que sei do que você está falando. O moço me esperando no carro chama elas de 'Malditos'. Disse que são muito perigosas mesmo. Violeta, você acha que poderia nos levar lá? Eu não quero que você se arrisque, mas estou preocupado que não vou encontrar meu amigo sozinho" - e ele estava sendo honesto. Aquilo provavelmente significava alguma coisa, que Faust preocupava-se mais com o bem estar de um fantasma do que com o bem estar das pessoas.

A garotinha olhou para Faust por alguns momentos, depois olhou para os próprios sapatos por algum tempo.

- "Mas e se Robert aparecer enquanto eu estou fora...? Bom, ele não aparece há um tempão, mas... Bem..." - nisso, os olhos dela se fixaram novamente nos de Faust. Havia um brilho ali, algo que não havia antes - "Mas e se você me ajudar a encontrá-lo? Você é um doutor, meu pai dizia que médicos são muito inteligentes. E você veio falar comigo... a maioria de vocês, Breves, não me vê, e os que vêem, costumam fugir. Se você me ajudar a encontrar Robert, não vou precisar ficar aqui esperando por ele, e posso te mostrar onde fica a moça forte..."

E a garotinha pálida, com o cabelo manchado de sangue seco, ficou olhando para Faust, com grandes olhos fundos, cheios de... esperança?

Aquilo era perigoso. Faust sabia que aquilo era perigoso. Combinar uma coisa daquelas com um dos Inquietos, uma coisa que ele não tinha certeza de que poderia entregar, era muito arriscado - os mortos reagiam de formas estranhas quando eram frustrados. 

Mas que escolha ele tinha? Nem tanto por Ezzio, mas pela própria Violeta - quem seria ele se, em frente aquela menina, se recusasse a ajudar? Ele teria aceito mesmo se não precisasse de ajuda. 

- "Mas é claro, Vio. É claro que te ajudo" - disse, com carinho - "Imagina se descobrimos que ele está com a sua mamãe, que legal?" - comentou, num tom despretensioso. Sabia que a reação dela poderia ser negativa, mas poderia ser boa também - e ele precisava deixar claro, de alguma forma, que talvez não pudessem encontrá-lo. 

Faust se levantou devagar, sua longa silhueta se estendendo na escuridão, destacando-se contra as luzes pálidas. "Eu gostaria de poder te dar a mão, Vio." - admitiu.

A garotinha se levantou também. E fez como se estendesse a mão para Faust segurar, embora elas não pudessem se tocar. E Faust realmente teve a impressão de sentir uma leve pressão em sua palma.

- "Bem, temos que ver seu amigo. Ele é forte também, como a moça, e também é triste. Ele está fazendo alguma coisa. Acho que tem a ver com o vento. E talvez ele não devesse perder tanto sangue. Gente que perde muito sangue, ás vezes vem para cá"


Faust meneou a cabeça para ela, e quando começou a caminhar em direção a caminhonete, tinha a mão levemente estendida ao lado do corpo, como se estivesse de mãos dadas com ela. "Os Breves são esquisitos, Vio. Eles nunca sabem onde querem estar" - respondeu, quando ela disse que alguns iam parar lá, sangrando daquele jeito. 

Ao se virar para o carro, Faust viu que devia ter ficado alguns minutos distraído. Talvez vários minutos. Determinado-como-a-Mãe estava com um dos braços para o alto, e falava algo para o nada, em um tom reverente, mas ao mesmo tempo, desafiador. Havia retirado seu sobretudo, e exibia o torso magro nu. Aquele homem, notou Faust, havia passado por sua cota de dor. As costas tinham um belo conjunto de cicatrizes, algumas parecendo frutos de ferimentos, outras com um aspecto mais ritualístico. Escarificações, com formas de runas, algumas nórdicas, outras que ele nunca havia visto.

Um vento frio estava soprando agora. Um vento MUITO frio.

Havia cortes em seus braços. E sangue escorria fartamente para o chão. Mas isso não durou muito
Faust viu aqueles cortes pararem de sangrar. E ele tinha quase certeza que a artéria radial havia sido seccionada, o que implicaria que aquele sujeito careca estaria morto em minutos sem ajuda médica. Mas os ferimentos estavam, simplesmente, fechando.

Quando seus olhos pousaram sobre o lobisomem, ele engasgou por um segundo - não fisicamente, mas a surpresa o fez parar de andar por um instante, sem saber muito bem o que estava acontecendo... Até que lembrou-se um pouco dos rituais que já havia estudado, dos pagãos primitivos que convenciam seus deuses com sangue. Era tudo terrivelmente barbárico, ele achava... mas precisava admitir que sangue realmente era um reagente bastante poderoso. Não era a toa que os Verbena gostavam tanto daquele tipo de ritual, ou que ele mesmo utilizava sangue as vezes em seus elixires. 

"Sr. Determinado como a Mãe." - ele chamou, erguendo a voz por cima do vento. Por reflexo, olhou para Violeta, perguntando-se se ela estaria com frio - mas imediatamente voltou os olhos para o lobisomem - "A srta. Violeta irá nos levar até a casa onde eles estão. Mas há muitos Malditos por lá, e Espectros também" - avisou.

Ragnar demorou alguns segundos para se virar responder. Antes disso, falou algumas coisas mais para o nada, e em seguida, baixou a cabeça, como numa reverência, e bateu três vezes, vigorosamente, no próprio peito. Após se virar, olhou em volta, como se estivesse procurando a tal 'srta. Violeta'. Pareceu perplexo por algum tempo, até que seu olhar se fixou em Faust, e na postura de suas mãos. O sujeito deixou então a boca abrir de perplexidade. Ele era bastante transparente.

- "Não estou vendo ninguém, não ouço ninguém, nem deste lado, nem do outro. Você fala com... mortos? Ouvi algumas coisas, rituais dos Peregrinos, mas nunca pensei que fosse realmente possível. Você carrega surpresas, Faust West. Fiz um pedido agora ao Vento do Norte, que ele graciosamente decidiu atender. Seu sopro poderoso varrerá os Malditos mais fracos deste lugar, o que deve tornar nossa busca mais simples e menos perigosa. Meu companheiro terá MUITO a pagar depois que isso terminar... Ainda assim, o lugar é grande e o tempo é curto. Se você disser que podemos confiar nesta morta, eu acreditarei. Gaia sabe que precisamos de toda a ajuda possível"

Após este evento, Violeta pôs-se a andar rapidamente pelos estreitos corredores e ruelas que compunham o lugar. A única vivalma que encontraram foi um mendigo com aspecto completamente embriagado, que balbuciava alguma coisa enquanto os encarava com olhar febril. Mas nas casas ao redor, eventualmente ouviam conversas, discussões (algumas aos gritos), tosse, gemidos (alguns lascivos, como animais no cio. Outros, de dor e desespero), choro. Em uma delas, tiveram a impressão de ouvir um espancamento. Mas não ouviram risos. Apenas a lua lhes iluminava o caminho. O cheiro de maresia e esgotos a céu aberto eventualmente era ofuscado pelo aroma de madeira queimando e tabaco, tudo isso misericordiosamente reduzido pelo vento gélido, pelo menos enquanto este durou.

A pequena morta os levou para um local quase na beira da praia, e parou a 50 metros de uma casa. Ali passava uma rua também, havia alguns postes ainda iluminando, e as casas eram mais esparsas. Aquelas pareciam casas feitas para classe média alta, a não mais de 100 metros do mar. Tinham jardins em volta, que agora estavam tomados pelo mato alto. Esta casa específica, para a qual ela apontou, tinha dois andares e uma garagem. Parte do telhado havia cedido, a pintura estava em estado lastimável, e as janelas estavam cobertas por tábuas de madeira. Entretanto, era possível ver, pelas frestas, que havia luzes acessas em pelo menos um cômodo do primeiro andar. A garagem não tinha portão, e dentro dela, West pôde ver um carro do mesmo modelo do de Ezio.

Na Umbra, West notou, havia uma fila de 2 Espectros, parados ordenadamente à porta da residência. Pareciam pessoas que tocaram a campainha e pacientemente esperavam que alguém viesse atendê-las. O que seria desnecessário, já que, na Terra das Sombras, a casa era ainda mais decrépita, feita de madeira podre e enegrecida, com várias tábuas faltando, o que permitiria a entrada de uma pessoa. E por aquelas frestas, ele pôde ver algo se movendo lá dentro, uma figura humanoide, e sombria.

Algumas risadas silibantes podiam ser ouvidas ao longe, sem uma fonte definida. E o parecia haver uma névoa opressora, especialmente na área depois da casa, na direção do mar.

Violeta pareceu apertar a mão de Faust, apesar dos dois não estarem realmente se tocando (a Mortalha os separava), mas Faust teve a impressão se sentir um leve aperto em seus dedos magros.

- "Papai está ali dentro. O que quer dizer que o marido da moça provavelmente está também. Papai só chega quando o serviço tem que ser completado. Em primeiro lugar, ele manda os lacaios. Mas parece que essa fase já passou. Eu não gostaria de estar no lugar deste moço..."
_________________________________________________________________________________________

Ezio acordou lentamente. O queixo doía pelo soco bem dado que a mulher havia lhe aplicado, e o pescoço doía por ter ficado desacordado com a cabeça pendendo. O abdômen doía também, mas bem menos do que deveria doer após ter meio metro de metal enfiado nele. Ezio sentia que ainda estava ferido ali, mas certamente não estava mais à beira da morte como antes.

Quando seus olhos ganharam foco, notou que estava em uma sala praticamente vazia. O estado de conservação do local era deplorável, com mais da metade das paredes tomada por mofo, o que trazia também o desagradável e característico cheiro. Havia um carpete no chão, rasgado em diversos pontos e mofado ao ponto de ter desenvolvido limo. O ambiente era fracamente iluminado por um bulbo incandescente e amarelo, pendente do teto, com insetos o sobrevoando, e balançando preguiçosamente com alguma corrente de ar. De onde estava, conseguia ver à sua frente um portal (de onde a porta havia sido arrancada), levando a um hal de entrada e uma escada que subia. À sua direita, havia uma janela, bloqueada por tábuas e por um pano roto.

Ele estava amordaçado e amarrado a uma cadeira, pés e mãos, com lacres. E sua cadeira parecia estar amarrada, encosto a encosto, com outra. Atrás de si, provavelmente sentada nesta outra cadeira, estava a moça. Sua respiração pesada denunciava isso.

O único outro móvel do cômodo era um velho sofá de dois lugares, à sua esquerda. Sentado nele, estava o comparsa da mulher, o mesmo sujeito que havia tentado lhe roubar na boate. Estava sentado relaxadamente, largado, por assim dizer, no sofá. Ao seu lado, repousava uma pistola, e um celular que parecia o seu. Ele tinha olhos semi-fechados, mas fixados em um ponto atrás de Ezio. E parecia haver lascívia naqueles olhos. Não pareceu se dar conta de que o Eutanathoi havia recobrado os sentidos

O silêncio era quebrado apenas por um gotejar incessante, e pelo uivo do vento entrando em alguma fresta. Uma barata imensa passeava tranquilamente, perto de seus pés.
_________________________________________________________________________________________

Quando Oliver, chamou a atenção de Kate, notou suas orelhas lupinas se virando na direção em que ele havia apontado. Mas o Akasha também notou que a coisa que estava no meio do mato também pareceu ter notado, já que estacou onde estava.

Pela visão periférica, notou Kate reduzindo de tamanho, voltando à sua forma de garota bombada. Ela parecia estar tentando se mover sem som, e se abaixou atrás de um banco de praça descascado pelas intempéries. O rifle estava em suas mãos, e ela olhava para todos os lados. Parecia estar medindo o ambiente. As possíveis rotas de fuga. Mas enquanto a ação transcorresse dentro do matagal que agora era a praça, ela sem dúvida tinha uma linha de tiro prejudicada.

Oliver ouviu um gemido masculino do meio daquele mato alto. E teve a impressão de ver um brilho metálico também. Um vento gélido começou a soprar repentinamente. Repentinamente demais para ser normal.

As soqueiras em suas mãos pareciam vibrar de antecipação. Pareciam gritar: "ALIMENTE-NOS!!!". E Oliver percebeu que, se ele não tivesse uma mente treinada, aquelas coisas o incitariam a partir para o ataque.

Sua visão do futuro indicava que, seja lá o que estivesse ali, não parecia estar vindo atacá-los nos próximos momentos. Porque perderia sua cobertura. Oliver percebeu que estava diante de um adversário que usava a mente, além dos músculos.

Ouviu outro arfar. Alguém parecia ferido, mas ainda vivo, embora ele não pudesse ver quem era.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Dr. Faust West em Qua Jun 26, 2019 1:53 am

Qualquer outra pessoa com o perfil de Dr. West provavelmente tiraria algum prazer daquela expressão no rosto de Ragnar, na boca aberta, na surpresa que expressava em suas palavras. Mas não ele - talvez fosse uma consequência de sua singular obsessão, mas o médico não tirava nenhum prazer de seu ego, não buscava alento em sua vaidade: seu único consolo era o conhecimento que, ele tinha certeza, estava em algum lugar, esperando ser alcançado. Seu único alento era a promessa de Eliza, e enquanto não a alcançasse, ele não tinha ego - só a realidade fria, e dura, de sua impotência frente ao último silêncio que vem de além da mortalha. 

"Um dia, Sr. Ragnar, marcaremos um café. Eu te falarei sobre os Inquietos, e você me falará sobre Ventos do Norte e Malditos. Acredito que seria um encontro mutualmente benéfico." - sugeriu, antes de começar a seguir Violeta. Como tentava não "soltar-lhe" a mão, ele era obrigado a inclinar-se um pouco para frente e andar a passos rápidos, mas um bocado desengonçados. 

Quando finalmente pararam, ele olhou para a casa, depois para Violeta e então para Ragnar, afim de confirmar que todos estavam ali. " - É aqui." - disse Dr. West. " - A Srta. Violeta diz que o marido da mulher que a Srta. Kate foi encontrar está lá dentro. Mas não é só..." - e voltou os olhos para a porta, com calma e atenção. Os Espectros estavam esperando alguma coisa. Tinha alguma coisa acontecendo, e eles iam chegar no meio de tudo. 

" - Pelo menos dois Espectros na entrada." - e pausou, lembrando-se que Ragnar não sabia o que aquilo signicava. " - Dois Inquietos que alimentam-se dos vivos, vulgarmente dizendo. Mas eles estão esperando alguma coisa. O que me diz que provavelmente tem outros do lado de dentro. Srta. Violeta diz que eles estão afetando o homem que procuramos, o que é bom e ruim para nós. Bom, por que ele pode estar semi-incapacitado, e por quê enquanto suas atenções estiverem focadas nele, não estarão em nós, se não chamarmos muita atenção. Tente ter pensamentos felizes, Sr. Ragnar." - pequena pausa, e prosseguiu.

" - Mas é ruim, por quê... Não posso dizer com certeza, mas há a chance de.. Bem, temos dois cenários: ou eles estão se alimentando dele, e se o matarmos eles não terão mais no que se focar e se focarão em nós; ou estão esperando ele morrer, o que significa que há grande chance de que tirar qualquer informação dele seja impossível." - e olhou para ele, antes de falar com Violeta de novo.

" - Espere por nós aqui, sim? Eu tenho uma missão muito importante para você: eu preciso que alguém fique aqui cuidando disso aqui"   - e mostrou-lhe a bengala, que colocava no chão em frente a ela. " - até eu voltar. Posso contar com a senhorita?"

" - A dianteira é sua, meu caro Sr. Ragnar." - avisou, enquanto tirava a pistola do cós da calça.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Oliver Gray em Qua Jun 26, 2019 2:22 pm

Oliver ficou surpreso quando Kate retomou sua forma humana (mais do que quando ela virou lobisomem, vai entender) Ele ergueu os braços para ela em um sinal de "o que você está fazendo? A gente não ia pegar o cara?", imaginando que ela provavelmente seria mais útil com o dobro do tamanho.
   
   "Ele sabe que a gente está aqui", disse ele para Kate, sussurrando,"mas não vai abandonar a cobertura se puder evitar. Que diabo de vento é esse?".
   
   O Akasha observou a tensão de Kate pelo canto dos olhos. Aquilo não era atitude de alguém que já se envolveu em muitas lutas na vida, o que o fez novamente pensar sobre qual era a dela. Quer dizer, quem escolhe um rifle quando tem a oportunidade de ser uma fera gigante? Ele tentava pensar no próximo passo, o que seria mais fácil se não estivesse o tempo todo tentando calar aquelas malditas soqueiras. "que merda, quanto tempo será que levou até as armas começarem a empunhar aquele cara e não o contrário? Isso aqui não é para qualquer um".


   Diante do atual impasse, no qual Oliver não queria entrar e o oponente não queria sair, ele suspirou e disse em voz alta para o que quer que estivesse lá dentro:

   -"EI! QUE TAL A GENTE ACABAR COM ISSO? OU VOCÊ ESTÁ ESPERANDO EU CAIR DE SONO PARA ME MATAR DORMINDO?!?!"

   "Tomara que isso seja suficiente para fazer o bonitão perder a cabeça e sair da cobertura, porque eu não tenho um plano B", sussurou Oliver para Kate.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Rolando iniciativa

Mensagem por Oliver Gray em Qua Jun 26, 2019 2:34 pm

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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Rolando iniciativa

Mensagem por The Oracle em Qua Jun 26, 2019 2:34 pm

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Ezio Stracci em Qua Jun 26, 2019 7:37 pm

Ai, Ezio, saindo da frigideira direto para o fogo.

Na verdade o detetive não tinha a esperança de estar em outro lugar, tampouco em outra situação, contudo agora acordado preferia ter continuado dormindo, ao menos dormindo ele não sentia todas aquelas dores.

"close your eyes and I`ll kiss u..."

"Música numa hora dessas? Se bem que eu adoraria"

Um lugar podre e mal iluminado com uma breve brisa gelada guardava o detetive e sua infeliz companhia daquela noite.
"Pobre moça" pensava Ezio, entretanto o autruismo não era muito bem vindo naquele momento. 

Ainda fingia estar dormindo apesar de observar a cena, e aquele homem no sofá lhe dava uma sensação de alívio e frustração.

"AH! Claro, Sr. Stracci! Ela certamente o deixaria aqui sozinho"
Pensava em tom de ironia.

O alívio era que pelo menos ele sabia onde o vigia estava. Porém, aquele olhar não lhe era agradável de maneira alguma.

"Eu devo fazer algo?"
"É, eu acho que devo"
"Por quê? Poderia simplesmente fingir que ainda estou apagado" 
"Qual seria a melhor forma de reagir...?"

Ezio viu a barata.

"Uma barata... Se bem que num lugar como esse isso não é mais do que o esperado"
"Nunca pensei que eu teria inveja do Joe de Joe E As Baratas."

Ezio curtia suas dores em silencio e levantava sua situação.

"Vejamos, ainda que eu pudesse sair daqui agora não seria a decisão mais inteligente, eu estou desarmado e debilitado, fugir seria inviável também. Contudo alguma distração pode ser útil."

Aquele comodo cujo silêncio era quebrado apenas pela goteira recebia um estímulo sonoro diferente agora. A cadeira na qual os aprisionados estavam começava a trepidar no chão, um barulho, havia um barulho estranho, parecia vir do detetive, claramente vinha dele. Seu corpo tremia e ele gemia, parecia ter espasmos. Seja o que fosse, aquilo parecia ser uma convulsão, ou talvez um ataque epiléptico.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Sab Jul 06, 2019 9:57 pm

Vida-Loka rola iniciativa
Canção-Rubra rola iniciativa
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Sab Jul 06, 2019 9:57 pm

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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Jul 09, 2019 2:58 pm

Um silêncio tenso se seguiu à bravata de Oliver. Kate pareceu fazer alguma expressão inescrutável, já que seu olho direito estava colado na mira do rifle, enquanto ela se agachava atrás de um banco.

Houve alguns poucos segundos de hesitação, até que, finalmente, a ação irrompeu.

O vento gelado que estava soprando se intensificou de repente. Se intensificou repentinamente, de uma forma que não parecia natural, e pareceu mais gelado que nunca, trazendo um arrepio involuntário à pele do Akasha. O mato alto que ocultava a figura enorme foi abaixado pela ventania, revelando uma figura imensa, agachada. Era basicamente a mesma coisa que Oliver vira Kate se metamorfoseando há alguns minutos atrás, com algumas diferenças básicas: o monstro tinha uma cauda lupina (Kate não tinha cauda), parecia ainda maior e mais feroz que a garota loira, tinha o pelo cinza bem claro, quase branco, e sua "pata" dianteira estava fechada sobre um facão de dois gumes, que parecia uma mera adaga naquela mão imensa.

Quando o mato baixou, aquele facão estava erguido, ponta para baixo, e desceu com violência sobre uma outra figura enorme que estava caída no chão. Um rugido alto se seguiu, que foi afinando, até parar.

Kate gritou também, acompanhando o rugido enquanto se desvanecia.

O monstro de pelos claros não parou. Seus olhos amarelos se puseram em Oliver. Eram os olhos de um predador que acabou de localizar sua próxima presa. E aquela coisa já estava começando a se mover novamente.

Como algo tão grande pode ser tão rápido?!
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Oliver Gray em Ter Jul 09, 2019 5:23 pm

Oliver mal podia acreditar que tinha despertado alguma reação da inimiga com aquilo, mas ele preferia não ter despertado. O que ele queria era que a besta viesse louca em direção a ele, mas o que conseguiu foi muito diferente. Calmamente, ela executou seu refém na frente dos dois antes de fazer qualquer menção a lutar. Dessa vez não foram as soqueiras, mas por si próprio ele deu um passo para frente antes do impacto do ataque, usando toda a sua determinação para se refrear.

"Não vai dar tempo", pensou. "Droga, está longe demais".

   O Akasha não sabia o quanto estava sendo influenciado por aquelas armas demoníacas, mas não se lembrava da última vez que achou tão difícil se conter. Se fosse imprudente, Kate perderia linha de tiro e ele acabaria tropeçando em todo aquele mato, talvez caindo de frente para lâmina do monstro. Não era hora de deixar a raiva tomar conta, era hora de se concentrar e fluir em unissono com a natureza. A natureza não se vinga, ataca ou se defente. Ela apenas existe e é inexorável. Haveria tempo para lamentar mais tarde.

   Ele plantou seus pés firmemente no chão na postura do punho suave (jou chuam), para evitar ser desequilibrado por aquele vento maligno. Quando o mesmo vento revelou a figura enorme a sua frente, ele soube que não poderia enfrentá-la caso tivesse qualquer dificuldade relacionada a terreno e, francamente, caso fizesse tudo perfeitamente. "Um golpe dessa coisa e acabou", ele pensou. Porém, o jovem akasha manteve-se firme em sua postura, aguardando cuidadosamente o oponente. Por um lado, aquele era seu tipo preferencial de oponente, o que batia forte. Ele se espantou com a velocidade da fera, mas, por mais rápida que fosse, ela sempre estaria presa ao presente. Ele não.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Jul 09, 2019 5:45 pm

Kate dispara (com um ponto de FV)
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Mensagem por The Oracle em Ter Jul 09, 2019 5:45 pm

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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Jul 09, 2019 5:46 pm

Kate rola dano (8+4 de precisão)
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Jul 09, 2019 5:46 pm

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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Jul 09, 2019 5:47 pm

Muralha-de-Pedra absorve
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Mensagem por The Oracle em Ter Jul 09, 2019 5:47 pm

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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Jul 09, 2019 6:00 pm

Pelo canto do olho, Oliver sabia a posição em que Kate estava. Ela não se mexeu, não tirou os olhos da mira, mas soltou um grito quando apertou o gatilho. Foi um grito gutural, carregado de ódio e de tristeza, com uma voz mais grossa do que a que ele havia antes ouvido. 

- "ENGOLE ESSA, DESGRAÇADAAAAAA!"

E em seguida, ouviu o estrondo do disparo. A monstruosidade cinza-clara já estava avançando na direção de Oliver, com uma velocidade enorme, quando a bala a atingiu no flanco. Como todo bom americano, o Akasha já havia assistido suficientes filmes com armas para imaginar que aquele rifle não ia ser letal para um monstro daquele tamanho. Raios, eles provavelmente precisariam de uma bazuca! Mas a coisa foi muito melhor do que ele imaginara.

A criatura levou o tiro e foi um metro para o lado, como se tivesse sido atingida por um carro em movimento. O sangue espirrou a metros de distância, e o rugido de dor que a coisa soltou foi um dos sons mais inumanos que Oliver já havia ouvido. A fera perdeu uma fração de segundo para para colocar a pata peluda sobre a ferida (que sangrava abundantemente), mas foi apenas esse o tempo que perdeu.

A coisa grande e peluda mudou de direção, saltando para cima de Kate agora.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Oliver Gray em Ter Jul 09, 2019 6:30 pm

Oliver ficou perplexo por um segundo; era coisa demais para processar. O tiro que ele nem sonhava que poderia arranhar aquela coisa a pegou para valer, mas essa era a boa notícia. A má é que o monstro queria vingança e Oliver já não era o alvo dela! Tudo que ele conseguiu pensar antes de se mexer é que não estava perto o suficiente para evitar a morte do refém. "De novo não, agora eu consigo".
 
   O jovem akasha sabia que a besta atacaria com a adaga e sabia o que precisa fazer. O que ele não sabia era se conseguiria, mas isso era preocupação para depois.

   Ele se pôs em movimento bem antes de propriamente "pensar". O corpo de um guerreiro não precisa de tempo para pensar. São anos de treinos repetitivos e dores marcando o movimento que cada músculo fez milhões de vezes. Antes de se posicionar na frente de Kate, ele viu a sombra de uma mulher pequena, mas graciosa, na posição que ele devia estar, executando o movimento que ele faria em seguida.
   Interpondo-se entre Kate e a sua inimiga, Oliver deixou que ela atacasse com a faca sem parar o movimento dela, mas acelerando-o em vez disso com um golpe e saindo do camiinho. Se bem executado, o punho suave faria o monstro acertar o próprio peito com aquela arma e Oliver e Kate voltariam para casa. Do contrário... bom, isso era preocupação para outra hora.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Rolagem da manobra Jou Chuan

Mensagem por Oliver Gray em Ter Jul 09, 2019 6:32 pm

2 dados da previsão, 2 de dô e 5 de destreza (mais um sucesso automático de força de vontade)

Dificuldade 8
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Rolagem da manobra Jou Chuan

Mensagem por The Oracle em Ter Jul 09, 2019 6:32 pm

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 10, 6, 6, 6, 5, 8, 6, 8, 5
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Qua Jul 10, 2019 2:18 pm

Muralha-de-Pedra ataca com glaive.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Qua Jul 10, 2019 2:18 pm

O membro 'The Oracle' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 4, 6, 3, 4, 5, 10
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Qua Jul 10, 2019 2:19 pm

Dano e absorção
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Qua Jul 10, 2019 2:19 pm

O membro 'The Oracle' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 9, 10, 3, 1, 6, 7, 8, 5, 2

--------------------------------

#2 'D10' : 5, 1
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Qua Jul 10, 2019 2:39 pm

Canção-Rubra rola Fúria
Muralha-de-Pedra rola Fúria
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Qua Jul 10, 2019 2:39 pm

O membro 'The Oracle' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 5, 4, 4, 2, 8

--------------------------------

#2 'D10' : 6, 1, 9, 1, 10
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Qua Jul 10, 2019 4:14 pm

O vento gélido agora estava mais inclemente ainda. Uma parte distante da mente de Oliver registrou o som do mato alto sendo chicoteado pelas rajadas, portas e janelas batendo, e madeira de casas velhas rangendo. O Vento do Norte também estava trazendo algumas nuvens e uma tempestade já se anunciava, encobrindo ocasionalmente a pouca luz que vinha da meia-lua brilhando no céu. Mas apenas uma pequena parte de sua mente percebeu isso. Seu foco eram os olhos amarelos da fera que vinha ao seu encontro, e esse foco não se desviou nem mesmo quando a monstruosidade foi atingida pelo disparo de Kate. Aquela garota devia estar usando munição especial, ou era uma atiradora digna de filmes de Velho Oeste.

A coisa branco-prateada à sua frente pareceu compartilhar da mesma opinião. Oliver sentiu primeiro com o olho da mente, mas logo em seguida seus olhos físicos também captaram: o monstro havia escolhido outro alvo. Parece que agora considerava a garota com rifle uma ameaça maior do que ele.

Um rugido aterrador se fez ouvir, ao mesmo tempo em que um raio cruzou o céu, iluminando a imensa coisa lupina saltando sobre Kate. Aquele lobisomem deveria ter três vezes o tamanho da garota, e era tão rápida quanto o vento. A lâmina que segurava em sua "mão" direita brilhou intensamente ante a luz do relâmpago, apontada para o peito da garota. E então a descarga elétrica se foi, e restou a escuridão.

Instantes depois, um novo raio iluminou o campo de batalha. Oliver já não estava mais lá, pelo menos não no local onde estivera há frações de segundo. Ali, restavam somente as soqueiras de Mão-de-Presunto, caídas no chão. O Akasha agora estava a três metros de distância, embaixo da fera peluda. O corpo massivo de quase 3 metros de altura fazia o monge parecer uma criança.

Não havia rugidos, não havia movimento. A cena parecia uma pintura.

O monstro baixou lentamente sua cabeça lupina para encarar Oliver. Era a face como a de um lobo, mas de um lobo senciente, que conseguia expressar emoções muito melhor que qualquer animal. E aquela face agora apresentava uma boca aberta de pura perplexidade. Uma dolorosa, insólita perplexidade.

Os olhos amarelos do monstro continuaram baixando lentamente, até encararem o próprio peito. Oliver tinha uma das mãos no cotovelo da coisa, e outra em seu pulso. E a lâmina da criatura estava profundamente cravada em seu próprio coração, guiada pelo Punho Suave do mago.

E aqueles olhos ferais ainda carregavam o sentimento de descrença, quando a vida os abandonou. O corpo gigantesco se tornou mole e pesado, e Oliver teve que se desviar para o lado, enquanto 300 quilos de garras, pêlos e músculos iam ao chão.

Kate tinha em sua face humana a mesma expressão incrédula que a outra carregara em seus momentos finais. Oliver a ouviu soltar um assovio de admiração.

O monstro à sua frente começou a encolher de maneira impossível, os pêlos e garras se recolhendo para dentro da pele, e rapidamente restou apenas uma mulher. Ou melhor, o cadáver de uma mulher.

Nesse instante, uma parte já não tão distante de sua mente registrou um outro som perturbador. Um rosnado gutural. Próximo.

Tanto ele quanto Kate se voltaram para a origem do som. Naquele matagal soprado pelo vento inclemente, uma outra fera peluda estava se levantando. Outro relâmpago revelou ser um lobisomem ainda maior que a outra, de pêlos castanho-avermelhados. Um largo ferimento em seu peito esguichava sangue em pulsações. Aquele ferimento parecia absolutamente letal, ainda assim, a coisa se colocou de pé nas patas traseiras, elevando a cabeça a quase três metros de altura, e soltou um rugido que colocaria o do T-Rex em Jurassic Park no chinelo. Seus olhos não eram amarelos com o da outra, mas vermelhos. Oliver não viu qualquer traço de pensamento ali, apenas uma ira animalesca, brutal, primitiva.

Kate primeira sorriu, com um legítima alegria. Um segundo depois, arregalou os olhos e a boca, e disse:

- "FUDEU! Aquele é meu companheiro, mas ele vai tentar nos matar! Precisamos derrubar ele!"


Última edição por The Oracle em Qua Jul 10, 2019 4:20 pm, editado 1 vez(es)
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Qua Jul 10, 2019 4:16 pm

Iniciativa de Kate
Iniciativa de Canção-Rubra
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Qua Jul 10, 2019 4:16 pm

O membro 'The Oracle' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 4

--------------------------------

#2 'D10' : 5
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Mensagem por Oliver Gray em Qua Jul 10, 2019 7:16 pm

Oliver tenta se antecipar ao segundo garou da noite.
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Mensagem por The Oracle em Qua Jul 10, 2019 7:16 pm

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 7, 6, 9, 8, 4, 4
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Mensagem por Oliver Gray em Qua Jul 10, 2019 7:17 pm

Oliver tenta se antecipar ao segundo garou da noite (dessa vez com a rolagem adequada)

Dado + 6
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Mensagem por The Oracle em Qua Jul 10, 2019 7:17 pm

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 9
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Mensagem por Oliver Gray em Qui Jul 11, 2019 12:30 am

Oliver tenta se esquivar da morte 

11 dados (2 deles do efeito de previsão)
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Mensagem por The Oracle em Qui Jul 11, 2019 12:30 am

O membro 'Oliver Gray' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'D10' : 3, 1, 2, 2, 5, 5, 4, 8, 5, 9, 1
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Qui Jul 11, 2019 6:40 pm

Quando Ezio começou a simular seus espasmos, o sujeito no sofá se levantou de sobressalto, pegando a arma. Tinha a barba por fazer e olheiras, e um aspecto que só poderia ser descrito como "desprezível", embora não fosse nenhum detalhe específico, mas sim um quadro geral, que gritasse isso.

Observou por alguns segundos. Em seguida, deu alguns passos, mas se dirigindo para trás de Ezio, ou seja, de frente para a moça. Foi quando o detetive ouviu sua voz sussurrada.

- "Ih, esse aí não dura muito tempo não. Deve ter coisas na cabeça. Hahaha, aposto que está se mijando agora! Eu sei como é, tenho coisas na cabeça também. Os médicos dizem que é um tumor, mas esses médicos não sabem de nada. É coisa da Wyrm. Incurável, alguns dos anciãos disseram, mas, na boa, claro que não é incurável. Deve ter alguma porra de ritual, fetiche, qualquer coisa assim, só não querem gastar tempo e recursos com um Parente. Talvez se eu tivesse sangue puro... Mas, ora, claro que você não faz a menor idéia do que eu estou falando, né? E nem precisa. Você só precisa fazer o que uma mulher deve fazer, ficar aí, caladinha, e sendo bonita"

Ezio ouviu a garota começar a gemer baixinho, por trás da mordaça.

- "E você é bem bonitinha, né? O que viu nesse paspalho aí? Tipo, o que ele tem demais? NADA! Mas aposto que você dá pra qualquer um, né? Aposto que é uma putinha, e esse deve ter sido o terceiro ou quarto cara da noite..."

Ezio não conseguia ver o homem, mas a voz dele ia se tornando mais arrastada, silibante, carregada de uma lascívia repulsiva.

- "Ah, tá chorando por quê? Porque eu descobri seu segredinho? Não é segredo, querida. Eu sabia que você era uma puta na hora em que te vi na boate. Esta estampado por toda essa sua cara cheia de maquiagem, e por esse vestido minúsculo de vadia que só putas como você usam!"

Ezio ouviu o som de sapatos se arrastando no chão, e o piso rangendo. O homem parecia estar se agachando.

- "Ou você tá chorando porque está há algumas horas sem rôla? Deve ser isso, né? Tipo um drogado quando fica sem erva por muito tempo... Mas, sabe, eu não tenho preconceitos. Putas como você servem pra uma coisa: ter filhos. É pra isso que eu sirvo também. Viu, temos algo em comum! É só pra isso que a porra dos Parentes servem!" - agora, o sujeito estava gritando - "nós fazemos filhos, e fazemos comida, e limpamos, e tornamos a vida deles melhor, mas na hora que precisamos, só tocam o foda-se pra gente! Não valemos nada, a não ser como malditas máquinas de fazer filho! E você pode sequer reclamar? NÃO! Deveria ficar feliz, porque Gaia te escolheu pra servir! Deveria ficar feliz por ser dispensável!"

A garota agora chorava abafado.


- "E sabe, eu como bom servo de Gaia, deveria fazer o que Gaia espera de mim: fazer filhos! Acho que temos tempo até ela voltar... É isso, vou te meter um filho! Não é isso que Gaia quer?! Então eu faço! E pra você vai ser uma honra, o melhor momento da sua vida de puta inútil! Aposto que você já está toda molhada só de ouvir isso. Vamos ver!"

Agora, a garota gritava e se agitava, mas a mordaça e os lacres que a seguravam na cadeira dificultavam o processo. O Eutanathoi ouviu o som de um ziper se abrindo.

- "Tá se fazendo de difícil, putinha?! Vou ter que te disciplinar?! MULHER MINHA ANDA NA LINHA!!! SÓ O QUE EU PEÇO É UMA CASA ARRUMADA E CRIANÇAS COMPORTADAS, MAS EU GANHO ISSO?! NÃO!!! VOU TE DAR UMA LIÇÃO!!!"

Agora, Ezio notou, havia mais uma bizarrice para acrescentar à lista daquela noite: as últimas frases... ainda era a voz do sujeito, mas a entonação era completamente diferente. Como se outra pessoa estivesse falando com aquelas cordas vocais.
___________________________________________________________________________________

Violeta apenas balançou a cabeça afirmativamente, com vigor. A parte dos cabelos que estava empapada de sangue não se moveu, mas o resto sim.

Ragnar olhava para a casa, e sem tirar os olhos de lá, disse:

- "Não posso ver essas coisas, mas acredito em você quando diz que elas estão lá, Faust West. Gostaria de ter a certeza de que, mesmo não as vendo, minhas garras poderiam destroçá-las, mas não há tempo para ter essa certeza agora. Para piorar, sinto que há por perto algum Maldito poderoso. O Vento do Norte varreu os menores, mas meu companheiro espiritual se recusa a se aproximar mais, então, algo deve estar espreitando. Permaneçamos deste lado da Película, e o poder dele será limitado. Ainda assim, devemos nos apressar.


- "Se for possível, o humano que está aí dentro deve ser mantido vivo para julgamento, mas, se não for possível... Bem, ninguém chorará por ele"


- "Ah, e antes de entrarmos, há uma última coisa: se encontrar peles humanas ou de lobo ali dentro, Faust West, elas nos pertencem. Todo o espólio restante é seu, se assim desejar. Minha Alfa não está aqui para ter reinvindicação sobre ele"


Ragnar olhou demoradamente ao redor. O vento gelado havia se intensificado, e trazia algumas nuvens pesadas. Faust não tardou a sentir um primeiro pingo de chuva, frio como gelo, mas ainda leve. Após rastrear as redondezas, o careca deu um passo à frente, em direção à casa. Conforme ia andando, seu corpo nitidamente crescia e mudava de forma.

Pelas leis conhecidas da física e biologia, aquilo deveria ser completamente impossível. O corpo do homem foi se alongando e ganhando massa. Sua pele mudou para um tom cinza. Suas mãos e pés criaram garras na ponta dos dedos, e uma cauda fina se esticou do fim de sua espinha. O crânio se alongou para frente, e assumiu a silhueta do crânio de um animal predatório. Ele agora era uma forma bípede de 2,5 m de altura. A pele sem pêlos deixava bem marcados músculos massivos. Parecia uma espécie de animal bípede pelado, mas essas palavras não fazem justiça à figura que agora se apresentava a Faust. O ser à sua frente era absolutamente horrendo, passava uma ideia de doença, de mutação, de degradação, de algo completa e absolutamente errado.

Mas aqueles músculos massivos e garras também diziam que devia ser perigoso.

Violeta sussurrou um "uaaaaaaauuu..."

A coisa que Ragnar se tornara avançou, apoiado nas quatro patas. Quando se aproximou da casa, primeira um Espectro se virou e o olhou. Segundos depois, o outro também se virou e olhou. Os Espectros eram bem diferentes: um era alto e gordo, com três marcas de tiro no peito, e o outro era baixo e magro, com uma farta marca roxa em volta do pescoço. Mas quando ambos olharam para o monstro, suas expressões se tornaram iguais. Eles não se mexeram, não falaram, apenas olharam fixamente aquela aberração se aproximando sobre quatro patas.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Sex Jul 12, 2019 1:58 pm

Canção-Rubra ataca
Canção-Rubra rola Dano

Kate ataca 1º vez
Kate rola Dano 1º vez
Canção-Rubra absorve 1º vez

Kate ataca 2º vez
Kate rola Dano 2º vez
Canção-Rubra absorve 2º vez
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Sex Jul 12, 2019 1:58 pm

O membro 'The Oracle' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 10, 7, 5, 10, 5, 4

--------------------------------

#2 'D10' : 3, 8, 6, 3, 1, 1, 10, 5, 10, 5, 8, 10, 6, 1

--------------------------------

#3 'D10' : 1, 7, 9, 9, 9

--------------------------------

#4 'D10' : 5, 10, 9, 4, 3

--------------------------------

#5 'D10' : 6, 2, 4, 5, 4, 6

--------------------------------

#6 'D10' : 6, 8, 5, 8, 5

--------------------------------

#7 'D10' : 3, 9, 5, 2, 3

--------------------------------

#8 'D10' : 1, 1, 6, 6, 10, 4
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Ezio Stracci em Sab Jul 13, 2019 7:08 pm

Ezio mantinha-se com alguns espasmos esperando a reação do rapaz, foi nada colaborativa. 

"O que você esperava, seu carcamano de merda? Que ele viesse tentar medicar você?"

     De fato, era exatamente isso que ele esperava, claro que não era a maior das probabilidades, o que ele não esperava era o que estava acontecendo agora. 

     As habilidades de investigação do detetive eram de fato admiráveis, mas definitivamente não era preciso ser um gênio para entendera a intenção daquele sujeito. Então, parou de estremecer e ficou parado, como desacordado.

     Os Stracci estavam longe de serem pessoas exemplares, metidos até os dentes nas mais suspeitas atividades do submundo social e Ezio não era diferente. Entretanto, tudo tem limites, e para eles aquilo era o limite do lixo humano. 

"Vamos, Ezio, algo precisa ser feito. Seria melhor a morte..." 

     Levou um tempo percebendo a cena, ouvindo todo aquele discurso. 

"Parentes, uma família? Eles estão longe de entender o que é isso. Mas, essa história parece se encaixar com outras informações. O que em tudo isso pode-lhe ser útil agora, senhor Stracci?"

     Uma ideia pairava em sua mente, essa palavra inclusive parecia ser a chave agora, seu corpo poderia estar destruído, porém sua mente estava boa ainda.

"Espera... Esse cara está diferente. Não sei dizer ao certo o que é, é algo como uma espécie de possessão. Conheço casos de exorcismo pela Igreja Católica, mas se for esse o caso, estamos perdidos. Só me resta tentar uma coisa." 

     Uma lembrança levava o Euthanatoi a uma sala, como um escritório, ele estava sentado em uma pequena cadeira frente à uma mesa grande, do outro lado estava um Tio avô sentado em uma grande poltrona. O senhor parecia não dar muita atenção a Ezio, estava preenchendo alguns documentos, analisando umas papeladas, havia um barulho de relógio ao fundo. Não dava pra lembrar muitos detalhes da sala, exceto pelo fato de por algum motivo aquilo tudo lhe causar um certo incômodo. Após algum tempo, seu tio avô muito bem trajado com terno de oito botões acendia um charuto, dava uma longa tragada olhando para o horizonte e sem responder a qualquer coisa que o sobrinho dissera começa a falar.

- Eu gosto dessa sala

Pausa para fumar.

- Imagino que você não muito.

Puxa e solta fumaça.

- Não é feita para que goste mesmo.

Balança o charuto no cinzeiro.

- É minha sala de negócios

Outra tragada

- Sabe, Ezio. Seu pai acha que deve-se fazer negócio com as coisas
- Pensa que vence uma negociação com o que oferece

O jovem parecia perplexo e pequeno diante do velho agora.

- Está errado, você ganha com os sentimentos que desperta na pessoa
- Negocia-se com a pessoa

Longa tragada, uma paudsa desconfortável. 

- Quando algué entra nesta sala, ela tem que sentir que sou eu quem mando aqui

- Provoque os sentimentos, Ezio. Jogue com a pessoa.

     Agora a cena voltava a si, aquilo era tudo o que ele precisava, mesmo tendo sido uma lembrança rápida.

"Eu posso não ter todo o aparato necessário para provocar sentimentos como meu Tio Avô fazia, no entanto tenho uma coisa. No fim, somos tão emotivos."

     O detetive parecia entrar em uma outra dimensão agora, focando sua conexão mental como se estivesse orando, procurava sentir vibrações, identificar a que ele procurava. Depois, focava na garota ao seu lado, captava seus sentimentos, o horror, o repúdio, a impotência, a incompreensão de tanta maldade diante de seu algoz. Ezio captava esse sentimento, focalizava e procurava transferir o mesmo ao rapaz, fazendo-o sentir repúdio e medo de si mesmo, ou de alguma situação adversa, sentir-se menor do que de fato é, nojo do que estava fazendo.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 5 Empty Ezio Rola

Mensagem por Ezio Stracci em Sab Jul 13, 2019 8:17 pm

Ritual

Arete: 2

Efeito de Mente: 2

Investindo 1 Ponto Quintessência
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