Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

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Mensagem por The Oracle em Sab Jul 13, 2019 8:17 pm

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Mensagem por Ezio Stracci em Sab Jul 13, 2019 8:18 pm

Ritual Parte 2

Arete: 2

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Mensagem por The Oracle em Sab Jul 13, 2019 8:18 pm

O membro 'Ezio Stracci' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


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Mensagem por Dr. Faust West em Seg Jul 22, 2019 11:58 pm

" - Parece improvavél, Sr. Ragnar."" - limitou-se a dizer, quando ouviu Determinado-como-a-Mãe dizer que gostaria de ter certeza de que suas garras poderiam destroçar os Espectros. Parecia improvavél: se os espíritos que ele via não eram os espíritos que Faust via, aquilo indicava a existência quiçá sobreposta de pelo menos dois planos espirituais distintos - o que, por si só, já era incrível, mas se as garras do homem estavam alinhadas à uma determinada frequência espiritual, parecia bastante improvavél que pudessem afetar um outro plano espiritual, alinhado à uma outra frequência. 

Passou os próximos segundos apenas ouvindo o que Ragnar dizia - sobre a preferência por manter o humano vivo, e então sobre as peles. Tudo aquilo era interessante, muito interessante - Dr. West sentia-se como um personagem de algum quadrinho que lera na infância, que, conhecendo todo tipo de fenômeno curioso, subitamente via-se frente a algo completamente diferente. Peles? Alfa?.. Espíritos diferentes? Tudo aquilo era interessante, estimulante, mas também o deixava um pouco zonzo: cada palavra que o seu companheiro dizia lhe expunha um mundo inteiro de informações, de linhas de raciocínio, de possibilidades, e o eterita precisava manter-se atento para impedir-se de divagar em ilimitadas possibilidades. 

" - Por qual motivo eles teriam peles, e por qual elas lhe pertencem?" - questionou. Não esperava ouvir resposta, mas Ragnar parecia uma pessoa mais razoável - quiçá mais civilizada - que Srta. Vida Loka. Tinham espíritos semelhantes, talvez, aqueles dois. " - Bem, presumo que, dada sua condição particular, e a equivalência que faz entre os dois tipos de peles... Elas sejam de, ahn.. "colegas" seus?" - sugeriu. Dr. West havia descoberto, algum tempo atrás, que fazer raciocínios em voz alta as vezes obrigava as pessoas a darem-lhe as respostas. Muitas vezs elas reagiam frente ao errado e ao certo, ou não se continham e lhe corrigiam antes que pudessem perceber o que estavam fazendo. " - O que me parece questionável é a motivação. Dinheiro? Prazer? Vingança? Eles são caçadores de lob.. da sua espécie? Se sim, por que raptar meu companheiro?" - e Faust estava indo, perdido em suas questões, quando percebeu que algo acontecia com o corpo de Ragnar, ao mesmo tempo que a chuva despertava o eterita para os seus arredores. 

Quando a transformação mudou, Dr. West deu alguns passos para trás e para o lado, posicionando-se de forma a poder asistir melhor o que se passava - era um espetáculo, afinal de contas. Enquanto o fazia, tentou, discretamente, puxar o celular do bolso da calça apenas o suficiente para a câmera ser exposta e iniciar a gravação por um botão de atalho. Era uma idéia estúpida, mas Faust, motivado pela mais absoluta curiosidade científica, não fora capaz - na verdade, sequer tentara - se conter. 

Conseguindo ou não, assim que aquilo parou, ele derrubou o celular no bolso mais uma vez. Parecia completamente imperturbável. Como se houvesse visto um cachorro derrubar uma lata de lixo. " - Dói?" - foi sua única questão, com ares de questionamento acadêmico, antes de seguí-lo para dentro.

Não olhou para os Espectros, mas conferiu Violeta brevemente, por cima dos ombros, antes de entrar.
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Mensagem por The Oracle em Qua Jul 24, 2019 5:05 pm

A fera castanha correu para cima dos dois, mas como Oliver era o mais próximo, se tornou o alvo mais óbvio. O que não era um problema: o Akasha estava preparado. Havia acabado de subjugar uma daquelas feras, e esta outra estava mortalmente ferida. Não poderia ser assim tão difícil.

Mas havia algo de diferente ali... O modo como se movia, nas quatro patas... Mas não era só isso. A outra lobisomem, ela também era uma fera colossal, com corpo e face mais animais que humanos. Mas ainda assim, ela se movia com propósito, com estratégia. Era uma guerreira se movendo no campo de batalha. Já aquela coisa que vinha em sua direção, não se movia com outro propósito que não saciar sua sede de sangue. Não era propósito ou pensamento que o guiavam, mas sim, puro instinto. Não era um guerreiro se posicionando, era um animal feroz caindo sobre sua presa. E Oliver NUNCA havia enfrentado um animal.

No momento em que se deu conta do que estava enfrentando, uma faísca de insegurança caiu sobre ele. Todo o seu treinamento não o havia preparado para aquilo. E sua Vontade fraquejou. Naquele momento, o olho de sua mente revelou o monstro se lançando sobre ele, e incapaz de prever adequadamente os movimentos de um animal, revelou que as garras da criatura iriam atingí-lo na altura da clavícula, rasgando carne e costela após costela, como se fossem de manteiga. Ao retirar a pata de seu abdômem rasgado, as garras da criatura levariam com elas seus intestinos, desenrolados como uma serpente carmesim, enquanto seu corpo sem vida caía para trás.

Era o Destino, era inevitável.

Mas uma voz se fez ouvir, uma voz que soava como Ling Kan Shao, herói da 2º Dinastia Ming, que deteve sozinho o avanço das hordas mongóis no Himalaia por três dias e três noites. E ela disse:

- "Ainda não"

E então Oliver sentiu uma pequena pressão na face de trás de um dos joelhos, que fez seu corpo se curvar alguns centímetros para trás. As garras do monstro passaram a poucos centímetros de sua pele, enquanto ele sentia o bafo quente da criatura em seu rosto.

Ato contínuo, uma outra forma imensa surgiu em sua visão periférica. Ele reconheceu a forma animalesca malhada de Kate. Ela trazia fechados os imensos punhos, e desferiu um soco na boca do estômago do lobisomem castanho. Sua técnica não era boa, Oliver pôde observar, mas naquela forma, ela devia ter uma força fora do comum. E isso bastou.

Canção-Rubra caiu de quatro no chão, com um misto de rosnado e gemido. Vomitou sangue, e em seguida seu corpo começou a diminuir. Em pouco tempo, havia ali um adolescente grande e massudo, com barba e cabelos ruivos, e uma ferida preocupante no peito. Se apoiava de quatro no chão, respirando funda e dolorosamente, e gemendo como alguém que tivera uma espada enfiada no peito. Bem, havia sido exatamente isso que tinha acontecido, não?

Kate, ficou ainda alguns segundos em guarda, até ter certeza que o outro não ia mais levantar. Então, ela abaixou os grandes braços peludos, e seu corpo começou a diminuir, voltando a ser o de uma adolescente magra. Seu rosto tinha uma cômica expressão de perplexidade. Ela olhou para o cadáver da mulher com a espada atravessada no peito, olhou para seu companheiro ofegando no chão, de novo para a mulher, de novo para seu companheiro, e então falou, como se fosse um fato assombroso:

- "Deu certo... Puta merda, DEU CERTO!"

E pulou de alegria, como uma garotinha. Ato contínuo, agarrou Oliver pelos lados da cabeça, e beijou sua boca com sofreguidão. Kate deveria ter tido um dia duro, então, não cheirava a rosas e lavanda, mas sim como algum cheiro natural, e mais que isso, um cheiro que trazia uma libido primal, que Oliver nunca tinha experimentado. Mas a coisa toa foi rápida. Ela logo soltou o mago e disse: "com licença rapidinho, tenho que resolver uma coisa aqui"

Ela então se aproximou do companheiro caído, e lhe aplicou um belo chute nas costelas. A garota não parecia especialmente forte, mas considerando que chutou exatamente a ferida do outro, isso foi o bastante para que ele caísse de costas. E então ela colocou um joelho sobre o peito dele, e começou a gritar:

- "SEU FILHO DE UMA PUTA ESCOCESA! VOCÊ RECEBE A PORRA DE UMA LIGAÇÃO E RESOLVE ABANDONAR O CARALHO DA SUA MATILHA NUM MOMENTO DE GUERRA, PRA VIR LAVAR SEU ORGULHO DE MERDA?! VOCÊ SE JOGA NA PORRA DE UMA EMBOSCADA SEM NEM SE DAR AO TRABALHO DE AVISAR SEUS IRMÃOS?! ESQUECEU DE COLOCAR A MERDA DO CÉREBRO DENTRO DO CRÂNIO HOJE DE MANHÃ?!" - E enquanto falava, estapeava a cara barbada do outro, que deveria ter o dobro do tamanho dela.
- "Vida-Loka... Eu..." - tentava dizer o outro, tentando em vão se defender dos tapas da garota.
- "CALA A BOCA, SEU MERDA! AINDA NÃO TERMINEI! EU DEVERIA AGORA MESMO ARRANCAR SEU CORAÇÃO COM MINHAS PRÓPRIAS GARRAS, E QUERIA VER QUAL CARALHO DE MEIA-LUA IA DIZER QUE EU TAVA ERRADA! IA SER UM IMBECIL COMPLETO A MENOS NA FACE DE GAIA! TIVEMOS QUE DEIXAR JIMMY SOZINHO PRA VIR SALVAR SEU RABO, E EU ACHO BOM VOCÊ ESTAR MUITO FODIDAMENTE AGRADECIDO POR ISSO! E ACHO BOM VOCÊ ESTAR MUITO AGRADECIDO AO AMIGO DO DETETIVE AQUI, PORQUE SEM A AJUDA DELE, VOCÊ IA SER AGORA UMA PELE PENDURADA NUMA PAREDE!" - O grandalhão, em meio à torrente de tapas, pareceu apenas agora notar a presença de Oliver, o que fez um grau de perplexidade se misturar à dor já presente naquela face.
- "Vida-Loka... eu... peço perdão! Eu imploro seu perdão... e o de Gaia... por meu orgulho... e estupidez..." - falava arfando, como alguém que... bem, como alguém que teve um facão enfiado no peito. Enquanto falava, ele abriu os braços e as pernas, expondo francamente o ventre. Aquele gesto fez Kate parar de espancá-lo, e sair de cima dele.
- "E ESPERO QUE ESTEJA AGRADECIDO TAMBÉM AO VENTO DO NORTE! NÃO SEI O QUE DETERMINADO-COMO-A-MÃE PROMETEU A ELE, MAS VOCÊ VAI CUMPRIR TINTIN POR TINTIN SEM DAR UM PIO!"

- "Sim... eu farei qualquer... penitência que seja necessária... eu mereço. E eu lhe agradeço, grande Vento do Norte... por vir em auxílio de seu filho desgarrado" - falou esta última parte olhando para cima.
- "E eu também agradeço" - sussurrou Kate, mas Oliver conseguiu ouvir mesmo assim, dada a pouca distância entre eles.
- "E eu... agradeço a você, guerreiro..." - dessa vez, Canção-Rubra se dirigia a Oliver. Essas palavras pareciam, para ele, as mais difíceis de sair - "Você se expôs a um perigo... que sequer é capaz de entender... quando não era sua obrigação"

Kate fechou os olhos e deu um longo suspiro. Ela então olhou para Oliver, e disse:

- "Eu tenho esses dois pesos-mortos pra levar pro carro. Por sorte, com essas nuvens tapando a lua, e os sons de tiros mantendo as pessoas entocadas dentro de casa, a chance de alguém me ver é minima. Nossos companheiros podem ou não precisar de ajuda, é impossível saber. Aliás, nem sabemos exatamente onde eles estão. O que você quer fazer?"

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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 6 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Oliver Gray em Qua Jul 24, 2019 10:17 pm

Oliver ficou completamente embasbacado por um segundo, um segundo que quase o matou. Ele devia ter percebido que aquela segunda fera não estava em si antes, mas a realidade o atingiu milésimos de segundo antes daquele movimento desajeitado e impensado chegar. Sabe aquela coisa de ver a sua morte passando diante dos seus olhos? Pois é.
   Ele literalmente viu um ataque que aconteceria com certeza, que ele não seria capaz de repelir. Um ataque ao qual ninguém poderia ter sobrevivido, mago ou não. Sua consciência foi transportada por uma fração de segundo para o ancião do ninho de dragão e o anúncio de sua profecia. Morrer naquele lugar definitivamente não parecia com o destino grandioso, que alteraria a ordem das coisas, previsto pelo sacerdote. E além do mais, não havia uma escolha ali. O jovem akasha, ao que parecia, não era capaz nem de escolher a vida ou a morte em uma situação como aquela, pois já vira o que ia acontecer. Droga, aquele seria seu último pensamento na terra?
  Foi aí que ele escutou a voz, ou uma das vozes, geralmente acompanhadas por imagens e até por conselhos em seus sonhos, como se houvesse uma legião de grandes mestres prontos a socorrê-lo, a resguardá-lo para algum grande desfecho que ele desconhecia. "Ainda não".
  Oliver sequer sabia o que moveu seu joelho. Ele tinha absoluta certeza que de não havia sido ele, que ele não teria condições de reagir naquele milésimo de segundo que restava com tamanha precisão, só o suficiente para não ser atingido pelo golpe que certamente o mataria. Saindo do caminho, ainda perplexo, apenas observou a forma enorme de Kate atingir em cheio o amigo, o que o nocauteou e o devolveu à forma humana, aparentemente. Ele precisava contar sobre as vozes para alguém, mas para quem? E mais, para qual destino ele estava sendo resguardado? Tantas perguntas e nenhuma resposta, refletia Oliver enquanto olhava para o céu da noite escura, agradecido pelo auxílio do universo naquele momento.
  No mais, para o ainda atordoado akasha, o resto foram comemorações e gritarias das quais ele só ouviu metade e um beijo que ele nem viu de onde veio, mas só pode supor que foi de kate, pois a sensação primitiva e desproporcionalmente sensual que sentira estava lá no fundo dos olhos da garota quando ele os observou no início da noite.
   Oliver realmente queria ter prestado mais atenção na conversa. Queria saber mais sobre gaia, sobre o aparente código de honra daquele grupo, sobre muitas coisas. Mas ele só voltou totalmente para a realidade quando o cara que atendia por Canção Rubra se referiu a ele:

   -"Tudo bem, não foi tão ruim assim. Quando for a minha vez de cair em uma enrascada dessas, você me salva se estiver por perto", disse Oliver em tom brincalhão. Ele não estava acostumado a receber agradecimentos por ajudar quem quer que seja e, honestamente, ficava um pouco encabulado com isso. Para Kate, ele respondeu:

  -"Eu? Vou ajudar você a colocar esses dois no carro, é claro", disse ele, ajudando a erguer Canção Rubra do chão com a maior delicadeza possível, apresar de acreditar que o cara simplesmente não ia morrer mais aquela noite. "Depois disso, é melhor a gente dar um jeito de achar a nossa turma o quanto antes e levar todo mundo para casa. Vamos lá, grandão, jajá você está inteiro de novo. E kate, o que você vai fazer com o outro corpo? Faust é legista. Se quiser, posso pedir para ele fazer ela desaparecer".
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Mensagem por The Oracle em Seg Ago 05, 2019 6:00 pm

Ezio sentiu que sua oração estava funcionando. Sentiu que lhe auxiliava Isabela Stracci, conhecida como "Língua-de-Cobra", a mulher que derrubou dois monarcas apenas com sua língua afiada fazendo chegar a informação certa aos ouvidos certos.

A mente da garota, conforme ele previra, era um miserável amontoado de dor, medo, desespero, e falta de esperança. Aquela mulher já estava entrando em um estado ensandecimento, e certamente precisaria de anos de terapia para se recuperar, e mesmo assim, provavelmente nunca mais seria a mesma. E, embora trágico, ali estava todo o material que Ezio precisava. Língua-de-Cobra começou a sussurrar no ouvido do bandidinho.

Primeiramente, o Eutanathoi ouviu o sujeito grunhir, de um jeito quase engraçado. Em seguida, o ouviu gritar, em partes com sua voz normal, e em partes com aquela nova voz, mais sinistra, mais inumana. E era um grito carregado do mais puro e límpido ódio.

Do modo como estava amarrado, Ezio apenas podia ouvir, já que sua cabeça apontava para a direção oposta da cena. Primeiro ouviu um som que ele conhecia bem: o golpe de uma coronha contra carne, seguido de um gritinho da garota. O modo como sua cadeira (amarrada à dela) balançou para o lado indicou que o atacante não poupou força naquela coronhada, e que a mesma foi dirigida à cabeça da moça. Não mais do que um segundo após isso, o som que ele ouviu foi outro, também familiar: um estrondo de disparo.

Agora o detetive tinha uma multitude de sensações para processar. A proximidade do tiro fez com que seus ouvidos zunissem, ao mesmo tempo em que uma dor quente lhe acometeu o lado direito do pescoço. Mas tem termos de calor, ele também sentia a quentura de uma boa quantidade de líquido espalhado por sua nuca e cabelos, descendo pela gola. E o cheiro metálico do sangue...
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Ragnar não se preocupou em responder as questões de Faust, embora o movimento de suas orelhas lupinas parecessem dar como certo que as tinha ouvido. Parecia bastante concentrado em captar seu ambiente, e se aproximar da casa fazendo o mínimo de barulho possível. Parecia um animal caçando.

Conseguiram se aproximar da casa sem problemas, de uma das janelas tapadas com tábuas. Uma chuva fina e gelada já caía de maneira insistente, molhando os óculos do Eterita e fazendo seu corpo magro tremer involuntariamente. Violeta ficou para trás, mas olhava apreensiva a aproximação dos dois, mago e lobisomem.

Os dois espectros à porta não se moveram, mas também não tiraram seus olhos fundos e escuros dos dois encarnados. Moviam-se de forma sincronizada, enquanto viravam lentamente as cabeças para acompanhar as duas figuras.

Do outro lado da janela bloqueada, Faust podia ver luz acesa, e alguém falando bem alto. Todavia, a chuva impedia uma compreensão adequada das palavras, mas ele ouviu "parente" no meio do falatório. Isso foi rápido, pois, logo após uma breve pausa, aquela voz começou a gritar. Na verdade, Faust ouviu dois gritos: um que era percebido por seus tímpanos, um grito humano. E outro, inumano, grave, rouco. que era percebido por algum outro sentido que ele não saberia precisar. O primeiro era de dor e confusão, mas o segundo era carregado de um imenso, desvairado, puro e cristalino ódio. Era algo que faria um homem menor correr, sem nem mesmo precisar enviar tal comando às suas pernas. O grito parecia esfriar ainda mais o ambiente gelado, e Faust sentiu uma fisgada, como se aquele grito se transformasse em milhares de agulhas negras, que se cravava, exatamente nos seus nervos mais sensíveis, trazendo entorpecimento, desistência. Trazendo fim.

Os dois Espectros do lado de fora colocaram as mãos em suas têmporas e abriram as bocas, como se também gritassem silenciosamente.

A lua pareceu ser ainda mais encoberta, aumentando ainda mais a escuridão, embora isso não parecesse ser possível.

E então veio o tiro. BAM!

Ragnar, à sua frente, se moveu como uma bala, precipitando seu corpo imenso pela janela, destruindo as tábuas, e permitindo que o vento gélido adrentasse o aposento, esvoaçando cortinas velhas, e revelando a West a figura de Ezio amarrado a uma cadeira, com uma figura feminina amarrada a outra cadeira, costas a costas com a de Ezio. O detetive parecia vivo, mas estava coberto de um mistura viscosa de sangue e massa encefálica da garota, que havia acabado de levar um tiro exatamente no meio da face, deixando um buraco de saída do tamanho de um pires, e deixando exposta a cavidade craniana e seu conteúdo, de onde o sangue espirrava em jatos curtos.

O atirador, ainda apontando a arma para o que um dia fora o belo rosto de uma garota de não mais de 25 anos, virou-se assustado para o som de madeira quebrando. E seus olhos se arregalaram como pratos ao ver a forma monstruosa de Ragnar.

Ao lado e atrás dele, muito próximo (quase que ligado a ele, foi a impressão que West teve), havia um outro Espectro. Estava nu, e tinha o corpo deformado, como se tivesse sido atropelado, ou espancado por uma turba até a morte. Todos os membros e a coluna pareciam ter sido quebrados em múltiplos locais e calcificado de maneira errada, o que lhe dava uma aparência deformada, retorcida e miserável. A pele era pálida, mas contava com dezenas de hematomas. O pescoço era torto para o lado esquerdo, a mandíbula parecia deslocada ao ponto de não poder ser aberta, e o espancamento parecia ter quebrado os ossos da face, colocado suas órbitas oculares em alturas diferentes, mas tudo isso empalidecia ante os olhos. Eram olhos fundos, e negros. Completamente negros. Mas não a escuridão de uma noite sem lua ou de um quarto fechado. Não, aquela era uma escuridão tão profunda que provavelmente só poderia existir nos vastos espaços entre as galáxias, a centenas de milhares de anos-luz de qualquer fonte de luminosidade. Uma escuridão que quase parecia física, palpável, pastosa. Uma escuridão que parecia ser capaz de tragar qualquer coisa que se aproximasse demais, como um buraco negro profano.

E aqueles olhos agora encaravam West, apesar da forma muito mais formidável do lobisomem à sua frente.


Última edição por The Oracle em Seg Ago 05, 2019 6:30 pm, editado 2 vez(es)
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 6 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Dr. Faust West em Seg Ago 05, 2019 6:17 pm

Dr. West rola Força de Vontade para não ceder ao medo.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 6 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Seg Ago 05, 2019 6:17 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


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"Eu sou aquele que arrancou suas próprias vendas, e viu o Universo pelo que ele é. As forças da natureza curvam-se ao meu comando, e o Infinito e a Eternidade obedecem à minha Vontade. Venha comigo, e partilhe das maravilhas que vi, neste e em inúmeráveis mundos.

Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 6 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Ago 06, 2019 12:02 pm

Dr. Faust West seguiu a passos lentos e cautelosos, ajustando o ritmo de suas passadas ao ritmo que Ragnar ditava ao avanço da dupla. O eterita havia deixado sua bengala com Violeta, mas retirou do cós da calça sua arma - uma glock 9mm com silenciador - e a manteve pronta ao seu lado, o dedo próximo ao gatilho. Não haviam observadores para achar estranho, mas se houvessem, achariam: Faust havia tido um módico treinamento em armas de fogo, e, tão metódico como era, segurava sua pistola seguindo absolutamente todos os procedimentos adequados de postura e empunhadura, ao ponto de ser quase caricato.

Esforçou-se para não erguer os olhos para os Espectros: não queria incentivar seu interesse, sabendo o quão perigosas eram aquelas criaturas. Violeta podia saber como afastar alguns deles, mas Dr. West não queria precisar envolver a garota naquela situação, naquele instante. Enquanto aproximavam-se, ele apertou um pouco os olhos, tentando concentrar os ouvidos para melhor entender o que se passava. A presença de Ragnar, naquela forma, lhe fazia alguma segurança... mas um incômodo também: o lobisomem sem dúvida escutava melhor do que ele, era mais rápido do que ele, mais forte do que ele. O incômodo durou pouco, entretanto, quando veio o grito.



O que lhe causou impacto não foi o grito humano, mas o que o acompanhou - que o precedeu e o causou, provavelmente. Sentiu a espinha gelar de forma muito mais literal do que o frio que sentia em seus membros, e um zumbido pungente, ainda que breve, penetrou sua mente: era como ouvir algum animal ferido urrando dentro de sua própria cabeça, mas não urrava com som... não eram ondas físicas que propagavam aquele urro: era o próprio medo, o próprio ódio, a própria loucura que consolidava-se numa onda emocional disfarçada de som. Era impossível não sentir nada.

Quando Ragnar saltou, irrompendo pela janela, Dr. West fez menção de acompanhá-lo, aproximando-se ao máximo da janela... mas não chegou a pulá-la. O que ele viu - não Ezio, não a garota assassinada, mas a figura que apenas ele via - o fez parar.

Dr. West pousou os olhos sobre o Espectro com um misto de curiosidade e pavor, como um vagalume que era atraído pela chama. O corpo deformado, as feridas expostas... tudo aquilo era particularmente interessante, sim, mas não eram... não eram o motivo principal. Aqueles olhos eram o motivo principal.

O homem-máquina que era Dr. Faust West olhou fundo naqueles abismos negros, esperando algo olhar de volta. Ele sentia o próprio coração disparado, lembrando ao mago de que, de fato, ele ainda era feito de carne, ele ainda era vivo; sentia um peso profundo, como uma mão gélida torcendo suas próprias vísceras... mas, ainda assim, apesar disto, talvez por isto, Dr. West sentia-se terrivelmente atraído pela criatura. Profundamente atraído pela perdição, pelo fim. Não como um suicida, mas como um explorador - ele queria mergulhar naqueles olhos, perder-se neles... e encontrar o caminho de volta. Ele queria desbravar o abismo, e ouvia, no fundo da sua mente, o abismo sussurrando, chamando-o, convidando-o a mergulhar e a se perder.

Era a voz de Eliza que ouvia? Era ela que, tão próxima e tão distante, convidava-o para entrar? Era ela, que escondia-se sempre tão perto, que ele encontraria por trás da escuridão daquelas órbitas insanas? Era o abismo realmente tão escuro ou, lá dentro, haveria luz? Poderia trazê-la de volta? Ou, como um buraco negro, até mesmo a luz lá dentro seria retorcida, profanada, destruída...? Teria sido Eliza... Seria ela, como.....?


O lobisomem avançou sobre o parente, desarmando-o e mutilando seu braço. Os olhos de Dr. West foram naquela direção, quebrando o contato visual com o Espectro. Seus dedos relaxaram ao redor da pistola, o indicador deixando o lugar que havia assumido no gatilho. Sentia-se... estranho. A presença do Espectro o enamorava, o seduzia, o convidava, mas ao mesmo tempo... ao mesmo tempo, levava sua mente para lugares estranhos, lugares que ele não só não queria estar como, sabia também, não eram seus lugares: eram sombras deformadas e agigantadas de lugares que conhecia e que, na presença do Espectro, pareciam muito mais terríveis do que realmente eram. 

Bastava ser racional. Bastava lembrar-se que, diferente de Violeta, aquela criatura a sua frente não era mais humana. Ele era Johan Crawford - era uma máquina de carne, e aquelas dúvidas, aqueles sentimentos... nada daquilo lhe caia bem, e nem lhe era natural: se estavam lá, sua origem não se encontrava nele, mas no monstro a sua frente, que deveria ser encarado como o espécime curioso que era, e não como um representante místico do desconhecido. 

Ele notou o interesse curioso no rosto da criatura quando o parente foi ferido, e comentou em voz alta: "Acha que ainda vai ter alguma utilidade para ele agora? Vai segui-lo para fora daqui, ou vai esperar outro aparecer?" - questionou-o, ainda que, para os espectadores, talvez parecesse que West falasse com Ragnar.

Com muita calma, o médico atravessou a janela, tomando cuidado para não prender-se nas madeiras quebradas. Ainda tinha a arma em punho mas, a passos largos, aproximou-se de Ezzio. No caminho, seus olhos pausaram sobre a menina recentemente assassinada, mas por poucos instantes. 

" - Vamos lá, detetive. Eu não tenho tempo de remendar mais um policial essa noite." - disse, enquanto abaixava-se perto dele e buscava ver seu estado geral. 

BAM! BAMBAM!


O médico havia disparado. Três tiros. Através do silenciador, o som não era tão alto quanto seria, mas ainda era audível, ainda eram disparados. Ele não permitiria que aquelas perguntas entrassem em sua mente. Ele perscrutava o abismo, ele perscrutava a perdição - o contrário não era verdade, não seria verdade, não poderia nunca ser a verdade. Dr. West não aceitaria, jamais, que o abismo o olhasse de volta. E a única forma que seu corpo havia encontrado de protegê-lo havia sido disparar contra o humano que servia de veículo físico para o Espectro.


Queria ver a reação do pai de Violeta, e por isso, seus olhos perduraram por um instante sobre o Espectro - mas já não em seus olhos, antes que o mago se movesse em direção a janela, procurando atravessá-la com cuidado para não cair, e mover-se em direção a Ezio para analisar seus sinais vitais.


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Rolagem 1: Three Round Burst (+3 dados, +1 dif) --- 8 dados
Rolagem 2: Percepção + Medicina no Ezio para diagnóstico rápido --- 7 dados (Spec: Physical Deconstruction --- entra?)


Última edição por Dr. Faust West em Qua Ago 07, 2019 1:15 pm, editado 2 vez(es)
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 6 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Ago 06, 2019 12:02 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 8, 9, 4, 3, 9, 7, 6, 4

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#2 'D10' : 5, 9, 5, 1, 1, 2, 2

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Me dê sua mão, abra seus olhos, e Desperte..."
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Mensagem por Dr. Faust West em Ter Ago 06, 2019 8:09 pm

1: Dano
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 6 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Ago 06, 2019 8:09 pm

O membro 'Dr. Faust West' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 5, 7, 8, 3, 6, 6, 1

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#2 'D10' : 7, 7, 7, 10, 5, 3, 1

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Mensagem por The Oracle em Ter Ago 06, 2019 8:11 pm

Parente rola iniciativa

Determinado-como-a-Mãe rola iniciativa
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Mensagem por The Oracle em Ter Ago 06, 2019 8:11 pm

O membro 'The Oracle' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 4

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#2 'D10' : 9
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Mensagem por The Oracle em Ter Ago 06, 2019 8:17 pm

Determinado-como-a-Mãe ataca

Determinado-como-a-Mãe rola dano

Parente absorve
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 6 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Ter Ago 06, 2019 8:17 pm

O membro 'The Oracle' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


#1 'D10' : 3, 4, 4, 1, 7, 9

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#3 'D10' : 6, 5
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 6 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Dr. Faust West em Ter Ago 06, 2019 8:54 pm

08.06.2019

Percepção + Prontidão
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Mensagem por The Oracle em Ter Ago 06, 2019 8:54 pm

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'D10' : 3, 8, 5

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Mensagem por Ezio Stracci em Ter Ago 06, 2019 9:18 pm

As coisas pareciam ter dado certo, miraculosamente, aliás um milagre era exatamente o que Ezio estava aguardando. No entanto, não era bem assim que as coisas pareciam estar funcionando. 

Os gritos do rapaz até o assustariam em outro momento, mas aquela noite já estava deveras complicada. Contudo, outros sons o chamaram atenção. Primeiramente o som da coronhada e o gritinho da garota.

"Espera, o que exatamente essa peste está planejando fazer?"

Em seguida o som do tiro.

Atordoado o detetive pensava na possibilidade de o sujeito ter se matado, infelizmente isso não durou muito tempo, o sangue que escorria e molhava seu rosto agora denunciava o que havia acontecido.

O Straci não sentia muito por mortes que não fossem da família, entretanto não gostava de envolver inocentes no seu tipo de vida, e aquela garota definitivamente não merecia isso. Embora pareça hipocrisia, havia um lado cristão naquele homem e se era alguma espécie de culpa por moral cristã ou não, ele sentia um pequeno remorso e resolveu fazer uma breve oração mentalmente pela alma daquela garota. 

"Omnipotens et misericors Dominus. Innocens manibus accipe quaeso animum amore. Sit mihi pœnas dabunt in justitia. Verum liceat mihi vindictam huic saeculo est"

(Poderoso Deus e misericordioso. Peço que receba essa inocente alma em teus braços com amor. Que eu seja castigado com a justiça. Mas, que me permita a vingança no meu tempo terreno.)

Seja como fosse, uma parte da oração parecia ter sido respondida, ou então ele morreria ali mesmo. Um certo estrondo anunciava o que entrou em cena. Não havia como reagir, talvez por instinto o detetive olhando procurando e não era difícil de ver.

"Ótimo, ela voltou e está furiosa."

Uma pequena e rápida observação mostrava outra coisa.

"Espera... esse é diferente... e... Creio em Deus Pai! Que coisa horrível!!!"

Se era amigo ou não, o Eutanathos sentia ao menos algum mínimo conforto ao ver um rosto conhecido, mesmo que o Doutor parecesse não ter notado sua presença até então. 

"Espero que essa coisa feia esteja do nosso lado." 

No fundo, Ezio estava surpreso que West ainda não tivesse saído correndo.
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Mensagem por The Oracle em Seg Ago 12, 2019 6:22 pm

Determinado-como-a-Mãe testa Percepção e Prontidão
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Mensagem por The Oracle em Seg Ago 12, 2019 6:22 pm

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'D10' : 10, 6, 9, 1, 9, 10
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Mensagem por The Oracle em Seg Ago 12, 2019 6:35 pm

Garota testa Vontade
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 6 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por The Oracle em Seg Ago 12, 2019 6:35 pm

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'D10' : 2, 7
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Mensagem por The Oracle em Seg Ago 12, 2019 6:48 pm

Kate respondeu a Oliver enquanto arrumava as coisas com rapidez. Colocou seu rifle a tiracolo, e em seguida arrancou devagar o facão do peito do cadáver da mulher que ali jazia. A manobra fez um som úmido e desconfortável. Ela estava tomando tanto cuidado com aquela coisa que parecia estar mexendo em algo radioativo ou tóxico. Enquanto fazia isso, constantemente olhava para os lados. Parecia preocupada se alguém estava vendo (o que era compreensível, dado que haviam, de um ponto de vista legal, acabado de cometer homicídio), mas os tiros e a chuva pareciam ter mantido todos escondidos. Pessoas que moram em lugares como aquele rapidamente aprendem que, se ouvir tiros, melhor se esconder e esperar passar.

- "O corpo? Vou levá-lo. Meio primitivo e barbárico, eu sei. E não gosto também de ficar carregando corpos por aí, mas temos que provar que a criminosa foi eliminada. Além disso, não duvido que vão fazer alguma coisa bem tribal e horrível com esse cadáver. Essa mulher matou gente boa, e as pessoas querem justiça. Nem que essa justiça venha na forma de vingança"

Oliver, Kate e o moribundo Canção-Rubra seguiram, debaixo da chuva gelada, pelos becos e ruelas daquele bairro decadente ao norte de Portland. Oliver ajudava o ruivo enorme a caminhar, o que era uma tarefa e tanto, dado que o sujeito certamente pesava mais de 100 kg, e deveria, para qualquer padrão humano, estar morto. O sujeito fazia todo o esforço para aparentar alguma dignidade, mas seu corpo simplesmente não parecia ter muita força restante. Kate havia assumido uma forma musculosa e alta, mas ainda assim humana, e carregava seu rifle a tiracolo, o cadáver da inimiga num ombro, e o facão dela numa das mãos. Em alguns momentos, ela parecia não saber exatamente para onde ia, mas após uns 20 minutos, conseguiram chegar à pista de onde haviam inicialmente descido do carro. Ela parou em um canto escuro e com mato alto, e lá largou o cadáver, enfiando a faca no chão também. Canção-Rubra bufou aliviado pela pausa na marcha, e sentou-se (desabou, mais exatamente) no chão.

Kate agora tinha manchas de sangue no suéter e nos cabelos loiros, mas parecia até bem relaxada. Sacou seu celular do bolso da calça, e começou digitar algo, comentando:

- "O sinal daqui é uma bosta, e a chuva não ajuda, mas pelo menos HÁ sinal. Tenho um localizador GPS no carro. Logo que conseguir sinal com força o suficiente, vamos descobrir onde os outros o pararam"

Aparentemente respondendo ao retorno de sinal, o celular de Oliver também deu alguns bipes de aviso. Haviam chegado um SMS e alguns correios de voz, bem como notificações de chamadas não atendidas. O SMS chamava bastante atenção: na verdade, era uma mensagem longa dividida em vários SMS. O remetente não era um número de telefone, mas uma grande sequencia numérica, de pelo menos 12 dígitos. Lembrava o número de remetente da mensagem que ele recebeu quando estava sozinho na casa da tutora de Emma. A mensagem dizia:

- "Caraca, foi ÉPICO! Confesso que tinha um pouco de esperança de que você morresse de uma vez, mas agora, na boa, estou batendo palmas lentamente e não pretendo parar. Você tem colhões, Karatê Kid! Ou tem um cérebro de gelatina. De um modo ou de outro, isso vai te levar a uma morte horrenda algum dia. Mas não hoje. Hoje, você matou a porra de um lobisomem com sua própria arma! Nunca tinha visto um desses: eles são fudidamente grandes e assustadores, me borrei aqui. E você teve o privilégio de matar uma, e vai ter o privilégio de fuder outra. Ou você não notou que só não come essa loirinha aí se não quiser? Cara, nesse caso, eu queria estar no seu lugar! Deve ser FODA!"

Na lista de chamadas perdidas, haviam duas ligações perdidas de Cortéz (há coisa de 45 e 25 minutos atrás), uma de Ishtar (coisa de 40 minutos atrás), e quatro de Granger (há coisa de meia hora atrás). A lista de ligações perdidas já tinha um atalho para o correio de voz. Em ordem de antiguidade, havia uma mensagem de Cortéz, uma de Inana, e mais uma de Cortéz. O Akasha as ouviu. A primeira dizia:

- "Chegamos na capela, hermano. Com as meninas em segurança, estou me coçando pra ir te dar apoio, mas não sei donde estás, e o telefone não atende. Vou ver se Dani te localiza com aquela parada de pêndulo. Fique atento e fique vivo!"

A segunda mensagem parecer ter sido gravada em viva-voz, pois as duas gêmeas falavam alternadamente nela:

- "Oliver, que porra está acontecendo?! Você não atende, Dani está PIRANDO, e Cortéz não fala nada!"
- "Caralho, como eu odeio quando nos deixam de fora!"
- "Cortéz disse pra não falarmos nada, mas pa... o Sr. Willian sempre fica nos esperando acordado quando saímos. E ele veio aqui. Dissemos só que você saiu com West, e provavelmente ia dormir no galpão dele"
- "Espero que ele não ligue pro Dr. Max pra confirmar. É bem capaz..."
- "De qualquer forma, a história é essa. Confirme"
- "Porra, Oliver, o que você foi ver naquela loira?! Não sei como é no mosteiro, mas na boa, não é bem assim que as coisas funcionam aqui..."
- "Nunca vi umazinha com tamanha cara de puta. Acho que você pode conseguir melhor que isso"
- "No fundo, nós esperamos que seja só isso. Dani tá MUITO pirada, e Cortéz também tá com cara de túmulo. Espero que seja só uma saída com uma vadia qualquer"
- "Nos ligue!"
- "Beijos!"

A terceira mensagem, também de Cortéz, dizia.


- "Puta que o la mierda, Oliver! Donde estás?! Dani estava usando a porra do pêndulo pra te achar, e em dado momento começou a chorar e tremer, e não consegui arrancar nada dela. Madre de Dios, não sei lidar com mulher histérica! Seja lá o que ela viu, a fez desabar. Não aguento esperar, vou pegar o carro e ir pra área das docas. Talvez eu ouça algo, sei lá. Deixei Dani com as gêmeas. Não falei nada com señor Willian porque, bem, você não é da Ordem, eu não preciso falar, mas depois a gente pensa numa história. Assim que ouvir isso, me ligue!"
__________________________________________________________________

Após irromper pela janela, Ragnar se aproveitou da estupefação do homem armado para avançar sobre ele. A enorme "mão" do lobisomem se fechou sobre o antebraço direito do homem, e após um movimento de torção, West e Ezio ouviram os dois ossos se quebrando sonoramente, seguidos do grito do sujeito, e do som da arma caindo ao chão. O lobisomem completou a ação jogando o homem na parede com tanta força que poeira caiu do teto da casa, deixando-o inconsciente.

West notou que o Espectro teve um leve reação quando o braço do sujeito foi esfacelado. Pareceu um leve espasmo, nada mais. Os olhos da criatura acompanharam o corpo em sua trajetória até a parede, e em seguida, se fixaram novamente em West, enquanto o médico se dirigia a ele. Impossível saber se aquela imagem de pesadelo não o ouviu o ignorou, mas a criatura apenas flutuou lentamente até o Eterita, seus pés flácidos caídos arranhando lentamente unhas longas e enegrecidas no chão de madeira. Quando chegou bem próximo, a não mais que trinta centímetros da face de West, a criatura abriu a boca. Sua mandíbula deslocada estalou, como se estivesse calcificada e o movimento a fraturasse novamente. E então disse, numa voz silibante:

- "FFFFFFooooorte... Boooommm!"

Nesse momento, o Espectro olhou por cima dos ombros de West, e pareceu ver a outra morta, parada há coisa de uns 10 metros dale. Soltou um silvo agudo e perturbador, carregado de raiva, e deu meia volta. Flutuou pela sala, passando por dentro de Ezio (o que causou um calafrio no Eutanathoi), e atravessou a parede do outro lado da sala.

Ragnar estava apoiado nas quatro patas, com suas orelhas lupinas se movendo. Parecia ter ouvido algo. E saiu em disparada pela sala, em direção ao corredor, onde Ezio o viu entrando no devia ser a cozinha.

O detetive estava coberto de sangue, mas não era dele. A bala que matou a garota lhe pegou de raspão no pescoço na saída, mas era um ferimento muito superficial. Ele ainda estava amarrado a uma cadeira, e coberto de sangue e miolos, mas o pior parecia ter passado.


Última edição por The Oracle em Seg Ago 19, 2019 6:17 pm, editado 1 vez(es)
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 6 Empty Ezio Rola

Mensagem por Ezio Stracci em Seg Ago 12, 2019 7:04 pm

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Mensagem por The Oracle em Seg Ago 12, 2019 7:04 pm

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Mensagem por Oliver Gray em Ter Ago 13, 2019 11:09 pm

Oliver seguia ajudando Kate, ou o mais perto possível disso. Enquanto ela seguia naquela forma musculosa, carregando o corpo que ele abatera agora pouco, ele tentava fazer o melhor cosplay de muleta possível para o grandalhão de mais de 100 quilos. Ele fazia mais o tipo esguio e força bruta nunca fora o seu forte. Ao observar o cuidado com o qual Kate manuseava o facão, era a segundao vez que ele se via intrigado com a arma em poucos minutos:
   -"Kriptonita?", perguntou o akasha, apontando para a arma, mas sua pergunta veio quase junto com a fala de Kate.
   -"O que eu posso dizer? Seu povo, suas regras. Por sinal, se a história ficar melhor para vocês sem mim nela, não me importo de desaparecer subitamente da narrativa, como se eu nunca tivesse vindo aqui, se é que você me entende?" - Era verdade, mas não era inteiramente bondade. Oliver não queria glória e nem reputação. Quanto menos futuros desafiantes soubessem sobre ele, melhor - "quero dizer, não é como se eu fosse ficar por aqui de qualquer maneira. Volto para o meu lugar assim que conseguir encontrar a minha irmã, se é que ela ainda está por aí...".

  Pensar em brenda daquela forma apertou seu coração de uma forma que a noite fria e o inimigo terrível não conseguiram. Kate certamente percebeu a tristeza do akasha. A informação sobre o sinal precário do local e o barulho do seu celular ofereceu uma distração bem-vinda, mas só até ele ler e ouvir as mensagens. "Cara, se a Granger não morrer, ela me mata". Ele se esforçou para responder a todos via SMS enquanto esperava que kate os orientasse, virando-se estrategicamente de costas para o estabacado Canção-Rubra. Guerreiros não gostam de ser vistos em seus piores momentos.

  A primeira mensagem foi a mais alarmante, fazendo Oliver arregalar os olhos. "Faust vai gostar disso, meu stalker está de volta", ele registrou mentalmente, enquanto escrevia para os amigos.

   Primeiro, ele respondeu ao Cortez: "Hermano, que bom que vocês estão bem. Eu estou inteiro. Me meti em um vespeiro, mas saí ileso. Conto tudo amanhã, só preciso levar minha cabala para casa e apareço. Estou pedindo que buda guie essa mensagem, porque o sinal está de matar".


   Depois, foi a vez das gêmeas: "Ei meninas. Que mané loira! Passei por problemas literalmente mais cabeludos essa noite, mas já está tudo bem. Vocês sabem bem que eu só tenho Olhos para a amiga de vocês, afinal. Enfim, fiquem calmas. Eu já sou crescidinho e assim que levar minha cabala para casa a gente se fala. Fui!"

  Após a outra mensagem de Cortez, Oliver até tentou telefonar rapidinho, mas não conseguiu por conta do sinal. Escreveu uma outra mensagem: "Cara, não venha para as docas, nós vamos nos desencontrar. Tentei ligar, mas não dá. A gente se fala amanhã".

  Finalmente, ele enviou outra mensagem para Granger:"Ei. Por favor, tente se acalmar. Eu passei por alguns perrengues essa noite, mas saí sem um arranhão, igualzinho eu prometi. Jajá eu volto para você, mas antes preciso ajudar minha cabala. Amo você".

  Após responder rapidamente as mensagens, ele mostrou para Kate a mensagem do número estranho e disse:

  -"Meu admirador secreto acabou de mandar isso. Alguém parece estar me vigiando desde que eu cheguei nessa cidade, mas eu nunca o vi. Você é a moça dos hackeamentos; alguma chance da gente descobrir de quem se trata um dia desses?".
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 6 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Dr. Faust West em Qua Ago 14, 2019 8:52 pm

Quando o Espectro avançou em sua direção, Dr. West precisou de toda sua compostura, de toda sua frieza científica, de toda a sua insensibilidade analítica, para não sair correndo. 

Era diferente de simplesmente olhá-lo de longe, de contemplar a morte - a cena era horrenda, a criatura era dantesca, e apesar de todo o charme intelectual que sua presença evocava, Dr. West sentiu-se... mal. Mas era um "mal" interessante, um mal que lhe aguçava a curiosidade, que lhe fazia rodar as engragens do cérebro. 

Talvez aquela sensação - aquela mesma que o havia permitido ficar parado, imóvel como se congelado, como se morto, como se inanimado - fosse seu maior trunfo na vida magika. Talvez fosse sua maior habilidade, seu grande dom - e talvez fosse ela mesma que, na pior hora, fosse levá-lo para o abismo. 

Quando a criatura gritou, Dr. West acompanhou-o com seus olhos, vendo-o atravessar Ezio - e depois olhou para trás, por cima de seus ombros, onde viu Violeta parada. Observou-a com interesse. Com curiosidade. Não havia espanto em seus olhos cinzentos - ela havia dito que sabia afastar seu pai, mas vê-la fazendo-o era outra coisa. Dava uma dimensão interessante e real ao poder de sua nova amiga. 

Ele avançou em direção a Ezio, ajoelhando-se em frente ao companheiro.

" - Vamos lá, detetive. Eu não tenho tempo de remendar mais um policial essa noite." - disse, enquanto abaixava-se perto dele e buscava ver seu estado geral. 

Após alguns segundos, concluiu com ar professoral: "Parece que o senhor vai viver." - avisou, enquanto guardava a arma e usava um pequeno canivete que trazia no chaveiro para cortar as suas amarras.

O doutor parecia - apesar de molhado, descabelado, e vestir uma camisa branca suja de sangue, e de ter sangue seco nos braços - inabalável. Se Ezzio Stracci fosse visitá-lo no fim de um dia de trabalho no hospital, o doutor provavelmente teria a mesma expressão séria, distante e tranquila.

" - Há mais alguém na casa?" - quis saber, indicando a direção por onde Ragnar havia ido.
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Diversão e descanso para os Despertos. Ou não... - Página 6 Empty Re: Diversão e descanso para os Despertos. Ou não...

Mensagem por Ezio Stracci em Qua Ago 14, 2019 10:08 pm

Após toda a confusão daquela noite, a sorte do detetive parecia começar a mudar para o seu lado, afinal a criatura horrenda que destruíra a parede parecia estar do lado deles e seu companheiro de cabala vinha resgatá-lo.

- Mais um?
- Teve de remendar outro policial hoje?

A citação da polícia fazia Ezio pensar em como apresentar toda aquela história, incrivelmente ele não havia feito algo errado dessa vez, no entanto havia muita coisa estranha para colocar na história. 

O Doutor parecia estar como sempre, frio, calmo, intransponível e com aquele costumeiro ar de desprezo que o Stracci considerava desprezível. No entanto, no 
momento aquela era uma visão de um dos melhores cenários possíveis de desfecho. 

- Parece que alguém quer que eu viva

Após liberto, levantou-se, bateu um pouco a roupa na tentativa de parecer minimamente apresentável, passou a mão pela ferida de raspão, ardia, mas perto da dor que havia sentido há pouco tempo aquilo não seria uma coceirinha. Forçou a cabeça contra as mãos para trás para controlar um pouco a tonteira, muita coisa havia acontecido e ainda que tivesse domínio sobre suas faculdades mentais, não passou os últimos minutos descansando para se recuperar. E então respondeu o Dr.West.

- Uma mulher nos trouxe aqui no meu carro
- Ela era de uma espécie similar ao nosso amigo que entrou aqui 

Dissera a última frase apontando à parede quebrada recentemente quebrada. 

- Mas, ela já não estava mais aqui quando acordei

Agora apontava ao Parente caído.

- Aquele ali estava com ela, disse ser um parente
- Não sei ao certo o que significa, mas pelo que entendi, os Garou, foi assim que a mulher quem nos trouxe disse sua raça se chamar, usam os parentes para fins reprodutivos.

Ezio aproximava-se do parente, queria verificar se estava vivo ou morto, mas ao chegar perto percebeu que pedir a ajuda de um profissional poderia ser mais útil.

- Pode ver se está vivo?

Puxava um par de algemas do bolso interno.

- É importante o senhor saber...
- antes de fazer aquilo

Dizia agora mostrando a mulher assassinada.

- Esse cara começou a falar de uma forma estranha
- Eu não sei no que você acredita, mas parecia estar possuído.

Ezio prenderia o cara com as algemas assim que constatado que estava vivo.
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Mensagem por The Oracle em Seg Ago 19, 2019 7:36 pm

- "Só muito afiada. Um movimento em falso, e me corto. Ser cortada dói, até pra nós, e eu evito a dor" - respondeu Kate à pergunta de Oliver sobre a faca - "além disso, sei lá que tipo de coisa essa mulher tinha no sangue dela. Não pretendo colocar nada dele no meu corpinho, se puder evitar"

Ela falava isso sem parar o que estava fazendo. Causava até um contraste interessante, aquela garota vestindo roupas de patricinha, mas mexendo em um cadáver no meio da lama. A segunda pergunta de Oliver, ao contrário da primeira, a fez parar e pensar em silêncio por algum tempo. E ela respondeu apenas depois de colocar o corpo sem vida da mulher sobre o ombro.

- "Na boa, gatinho, eu ainda não sei o que fazer. Tipo, meu povo provavelmente não veria com bons olhos o envolvimento de vocês. Eu não os culpo: temos inimigos, montes deles. Mas eu não sou daqui, sabe? Não tenho muita certeza como andam as políticas locais. Por outro lado, sem o SEU envolvimento, pelo menos, meu companheiro cabeção estaria morto, e eu provavelmente estaria morta também. E talvez essa aqui tivesse conseguido o que queria e ido embora. Se vocês ajudaram, meu instinto diz que deveriam ser reconhecidos por isso, nem que seja pra quebrar um pouco dessa xenofobia do meu pessoal. Por outro lado, eu nem sei direito O QUÊ vocês são... Tipo, sei que não são humanos normais, isso é bem óbvio, mas e aí? E não sei porque vocês não fizeram qualquer questão de falar. Como vou te descrever ante os meus? Mais do que isso, como posso saber até que ponto posso confiar em vocês? Vocês nos ajudaram, claro, mas tinha um de vocês em perigo. Como saber se não vão usar o que aprenderam hoje contra nós? Se eu me faço essas perguntas, os anciões também farão. Aquele seu amigo médico, ele me gela a espinha, e você, sem ofensa, não parece a faca mais afiada na gaveta. Eu poderia estar me metendo em algo mais complicado e perigoso do que espero. Por outro lado, vocês ajudaram, foram aliados valorosos, e Gaia sabe que meu grupo e meu povo precisam de todos os aliados que puderem. Mas vocês podem ser isso, aliados? Tipo, tem mais de vocês na cidade? Tem gente mais velha que manda em vocês? Vocês tem algum objetivo em comum? Vocês três falam pelo seu grupo, ou só por si mesmos? É tudo uma caralhada de incógnitas, que vão me deixar com dor de cabeça se eu pensar nisso agora. Vou parar pra matutar isso só depois de um banho e de uma noite de sono"

Ela parecia estar falando com Oliver, mas ao mesmo tempo, com ela mesma também. Falava baixo, enquanto ambos seguiam pelas vielas escuras.

- "De toda forma, Oliver, eu não esqueço o que fazem por mim. Eu te devo uma, e enquanto eu for A CHEFE (essa parte parecia dirigida a Canção-Rubra), minha matilha te deve. E eu pago minhas dívidas. Só espero não estar engolindo mais do que posso abocanhar. Não seria a primeira vez que eu me fodo, mas prefiro evitar ser fodida conta minha vontade"
- "Mas, vamos mudar pra um assunto mais leve. Afinal, vencemos essa noite! Qual a treta com a sua irmã? Não sabe onde ela está? Vejo que o assunto te afeta. Eu sei bem o que é SEUS IRMÃOS TE DAREM PREOCUPAÇÕES (essa parte também pareceu dirigida a Canção-Rubra, que bufou)"

Oliver passou algum tempo enviando mensagens, enquanto Kate também mexia em seu próprio celular incessantemente, entre um xingamento e outro por causa do sinal. Quando ele mostrou seu Nokia para ela, a garota estava coçando os olhos, mas virou-se e leu. murmurou baixinho, como se lesse em voz alta, o trecho "ou você não notou que só não come essa loirinha aí se não quiser?", e Oliver poderia jurar que ela rosnou baixo no final.


- "Sabe, vou socar a cara deste seu amigo quando tiver o desprazer de conhecê-lo, e... HEI!"


Tomou o celular da mão de Oliver e o aproximou do rosto. Seus olhos estavam arregalados.


- "Esse cara VIU A GENTE?! Mas como? Não havia ninguém lá!" - olhou pra cima - "com esse tempo, não foi imagem de satélite! Você disse pra alguém onde íamos?! Quem é esse cara?!"


Nisso, o Nokia soltou um bip de SMS recebido, os olhos de Kate se arregalaram mais ainda. Ela leu por alguns segundos, e depois mostrou o celular a Oliver, com uma face estupefata. Havia um novo SMS:


- "Eu retiro o que disse e peço perdão pelo desrespeito, moça-lobo. Não achei que o manézão fosse mostrar pra você. De toda forma, acho que o rapaz nem ia saber o que fazer se visse um corpo feminino sem roupa, hehehe. Ele não é mesmo a faca mais afiada na gaveta. E não se preocupe, não gravei a luta nem nada, só assisti. Temos uma política sobre não deixar vazar esse tipo de coisa... esquisita, se é que me entende. E na boa, acho que você e os seus estariam melhor longe de tipos como Oliver. Confusão vai atrás de gente assim. Boa noite e passe bem"


Kate começou a andar em círculos, enquanto falava rápido.


- "Aposto que esse monte de números é um código hexadecimal. Precisaria somar todos pra ter certeza. Coisa de hacker raiz, não esses muleques babacas que vão na Deep Web procurar pornografia e se acham os fodões. Mas COMO?! Esse tijolo não tem acesso nem wi-fi, quanto mais por rede móvel! E ele obviamente estava ouvindo nossa conversa, mesmo nos pontos onde não tem rede! Um celular da idade da pedra como esse não deveria ser capaz de nada disso. Arrumou onde essa coisa? Na boa, isso só seria possível se o hardware foi brutalmente modificado, o que só daria pra saber abrindo os componentes. Mas quem faria isso num celular que nenhuma pessoa em sã consciência usaria?! Olha, se você não quer ser espiado, a primeira coisa que eu faria seria desligar essa coisa!"


O celular de Kate soltou um bipe. Ela o tirou do bolso, ainda andando em círculos, olhou, e disse:


- "O GPS pegou o sinal do carro finalmente. Vamos. Não dá nem um quilômetro daqui"


Pegou novamente o cadáver e a adaga do chão, e parecia disposta a caminhar.
_________________________________________________________________________________


Ezio não precisou de West para averiguar que o homem estava vivo. Talvez com uma concussão, mas vivo, e não parecia que recobraria os sentidos tão cedo. O algemou sem dificuldades ao aquecedor velho na sala.


Com o silêncio reinante, puderam ouvir uma voz humana, que West reconheceu com a de Ragnar. Parecia vir de um cômoda mais distante.


Quando os dois magos se aproximaram, viram que vinha de um porão, após um curto lance de escadas. Conseguiram ouvir o que parecia ser o fim de uma conversa. O lobisomem dizia:


"... um filho de Fenris. O perigo passou, eliminamos os criminosos, e vocês estão livres. E eu juro por Gaia que os manterei em segurança, até que possam ser entregues a seus respectivos Parentes. Venham"


E estendeu as mãos. Pouco tempo depois, os dois magos viram sair do porão um casal de crianças. Um garoto de talvez 12 anos, maltrapilho como um morador de rua. E uma menina indígena, de talvez 10 anos, com os longos cabelos pretos e lisos presos em duas tranças. Ambos pareciam ter escoriações leves, e cheiravam como quem não toma banho há um bom tempo, mas nada além disso.


A garota era a menina da foto que Ezio vira na delegacia, a dada como desaparecida, provavelmente morta.


A garota deu timidamente a mão a Ragnar, enquanto que o garoto apenas se pôs ao lado dele. E olhou desafiadoramente para cima, para os dois magos parados acima do lance de escadas na casa semi-destruída.
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Mensagem por Oliver Gray em Seg Ago 19, 2019 9:10 pm

Oliver observou Kate por um tempo enquanto ela respondia suas perguntas. Não deixava de ser surpreendente e desconexa a imagem da garota com tudo que ela se mostrou capaz de fazer. Imaginou por um momento se ela estava igualmente surpresa. Quanto tudo que ela disse sobre dar ou não mérito para ele na hora de falar com os dela, ele disse:

   "Ei, quem sou eu pra dizer o que você deve ou não fazer, mas eu não vou ficar muito tempo por aqui. Não faz diferença para mim fazer fama ou não com quem quer que seja. Na verdade, não faria nem se eu não estivesse de passagem...".

   A reação dela à mensagem misteriosa era compreensível. Fosse quem fosse o espião, provavelmente era um mago muito melhor do que ele, e se Oliver mal sabia com quem estava lidando se tratando de Kate e sua matilha, tinha certeza  de que o oposto era verdadeiro. Fora que o cara ofendeu a menina de graça, então... Bom, o fato é que o Akasha ouviu com atenção tudo que ela disse, chegando a anotar as possibilidades que ela mencionou para falar com faust mais tarde. Sobre desligar o celular, isso teria que esperar até amanhã de qualquer maneira. Quando ela encontrou a caminhonete e os dois finalmente se puseram a caminhar, Oliver disse:
   -"Olha, kate, já que ninguém aqui é só um humano e eu não vejo você como inimiga, eu te falaria com prazer o que eu sou, mas não é assim que a coisa funciona entre o meu povo. Sim, nós respondemos a outros, mas meus mestres estão muito, muito longe daqui. Eu só estou nessa cidade para encontrar minha irmã, Brenda, que desapareceu sem deixar rastros, pistas ou documentos para trás. Meu próximo passo era tentar falar com alguém chamada Dança-com-lobos. Meio que estou vivendo um dia de cada vez por aqui...

   Nesse ponto, Oliver tomou fôlegou, fez o possível para ajeitar Canção-rubra em seu ombro da forma mais confortável possível, acenando positivamente para ele. Não estava fácil carregar o grandalhão.

   -..."Quanto a mim, como pessoa, você pode saber mais um pouco. Me chamo Oliver Gray, nem de longe sou a faca mais afiada da gaveta e sim, talvez eu não soubesse o que fazer se visse uma mulher sem roupa (essa parte ele disse olhando para cima, como se tentasse encarar seu espião), embora eu não entenda bem porque isso parece mais importante para os outros do que para mim. Eu ajudei você porque você estava precisando e só por isso. Faust é legal, mas talvez não fizesse o mesmo. Se você precisar de novo, vou ajudar outra vez e não quero nada de você por isso. Eu sou só um Gaijin, um forasteiro, muito longe de casa e tentando achar o único parente que me resta nesse mundo. Não quero fazer mais inimigos do que precisar e gostaria de fazer todos os amigos que eu pudesse. Tudo sobre o meu mundo é complicado. Tudo sobre mim é simples. Eu sou exatamente essa pessoa que você conheceu, simplesmente porque não me importa ser mais ou menos do que isso. Raramente minto, sou um dos guerreiros mais capazes que você vai conhecer e um dos amigos mais leais. E com isso, vocês dois já estão entre as 10 pessoas que mais me conhecem nessa cidade".

   Oliver terminou sua fala com um sorriso sincero. Quardou a dor de estar longe de casa para si. Guardou também a frustração da busca infrutífera pela sua irmã, o mau agouro que sentida em quase tudo em Portland, a sensação de estar completamente deslocado do mundo, o amor recém confesso por uma garota que está tendo um ataque de nervos em algum lugar nesse momento, o carinho pelos novos amigos. Isso ninguém além dele precisava saber. Não se incomodou em pedir que Kate e Canção-rubra acreditassem nele. Isso nunca dava certo. Apenas continuou caminhando ao lado deles, tentando entender porque raios Kate achou que a busca por sua irmã seria um assunto "mais leve".
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Mensagem por Ezio Stracci em Qua Ago 21, 2019 7:00 pm

Enquanto ainda não podia precisar o que estava acontecendo à outra sala, toda e qualquer atitude poderia ser suspeita e baseado nisso, Ezio seguiu com cautela junto de seu companheiro de cabala, o Doutor. 

"Filho de Fenris?" 

Era certo que havia algo a ver com as coisas de Garou que ele ainda não dominava muito bem, mas agora tinha ao menos uma noção de sua existência. 

Tudo sumia de sua mente em um breve momento, assim que viu aquelas crianças, a menininha acima de tudo. O detetive respirou profundamente e demonstrou certa amabilidade em seus olhos, colocou-se sobre um de seus joelhos procurando estabelecer contato visual com as crianças, sua postura corporal composta dos braços abertos, sorriso e de estar na mesma altura das crianças revelava receptividade e passava confiança. Ezio buscava transmitir a sensação de que estavam protegidas agora. 

- Vocês não sabem o quanto deixaram algumas pessoas preocupadas
- Eu sou o detetive Ezio Stracci, é um grande prazer conhecê-los
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Mensagem por Dr. Faust West em Qua Ago 28, 2019 12:08 am

O médico acenou afirmativamente com a cabeça. "A mesma coisa que levou você retalhou o seu parceiro. Mas ele vai ficar bem." - respondeu, indicando com a própria cabeça as manchas de sangue seco que cobriam-lhe todo o peito da camisa branca e sujavam, com respingos, boa parte das mangas. Não fosse o feitio obviamente doctoral, Dr. West pareceria facilmente com um açougueiro interrompido no meio do expediente. 

Quando o detetive disse que "alguém" queria que ele vivesse, Faust preferiu não se manifestar - sim, alguém queria que ele vivesse: exatamente a pessoa que havia decidido não matá-lo. Mas não era do perfil do doutor censurar as superstições alheias, principalmente por saber, empiricamente, que muitas daquelas superstições tinham algum fundo de verdade - ainda que, na maior parte do tempo, bastante distintas do que imaginavam seus promulgadores. 

"Sim. Já estamos lidando com ela." - respondeu, quando informado sobre a mulher. Estava um pouco impaciente: até agora, Ezio não havia respondido se haviam outras pessoas na casa. |Faust compreendia que a situação podia ser traumática, mas um pouco de objetividade era o mínimo que esperava de um policial treinado. 

Quando ouviu o que Ezio dizia sobre o homem estar possuído, Faust meneou a cabeça com interesse genuíno - que, pela própria natureza de seu comportamento, não manifestou-se em sua voz. "Lembra-se exatamente do que ele disse?

Dr. Faust West tirou os óculos do rosto devagar, fechou os olhos e massageou os olhos um pouco e devagar, enquanto Ezio Stracci algemava o sujeito e respondia suas questões. O homem não era de interesse para o doutor - bem, provavelmente West conseguiria pensar em algumas perguntas para fazer, em alguns experimentos para realizar afim de averiguar os efeitos biológicos - especialmente neurológicos - concretos de uma obssessão espectral de longo prazo, mas ele havia decidido tentar minimizar suas liinhas de pesquisa ao essencial: já tinha muitas, muitas coisas em mente para dar-se ao luxo de perseguir conhecimentos aparentemente supérfluos. 

Abriu os olhos e vestiu os óculos de novo, lembrando-se de uma coisa. Pousou os olhos sobre a garota que assistira sair da boate com Ezio e, agora, jazia ali morta. Retornou os olhos para o detetive. "Imagino que tenha os meios legais de sumir com este problema, Sr. Stracci, mas posso fazer-lhe um favor e tirá-lo das suas mãos. Acredito que já vá ter coisas o suficiente para explicar na delegacia sobre a noite de hoje." - argumentou, antes de ver Ragnar sair do porão com as crianças.

Atentou-se ao que ouvia. "Filho de Fenris"... Um lobo mitológico nórdico.. O nome do sujeito era Ragnar... E ele era um lobisomem. No mínimo, eram dados interessantes. Anotou-os em sua mente e prestou atenção no resto:

Quanto ao "criminosos", ele já havia entendido que a mulher que sequestrara Ezio e o homem que estava influenciado pelo pai de Violeta haviam cometido alguma espécie de crime. 
Quanto à "Gaia", acreditava ser uma espécie de deusa-mãe dos lobisomens, o que era bastante curioso, visto que "Gaia" era uma divindade grega, enquanto que Fenris, uma criatura nórdica. Haveria alguma espécie de sincretismo xamânico entre os lobisomens? 

Ele passou os olhos pelos pequenos humanos - ou, talvez, pequenos filhotes de lobisomem? ele não sabia - e identificou que pareciam ao menos majoritariamente bem. "Correndo o risco de informar o óbvio, Sr. Ragnar, elas parecem bem - somente um pouco desnutridas. O senhor salvou algumas vidas hoje." - não sorriu, pois sabia que seu sorriso raramente parecia amigável, e achou melhor simplesmente usar seu tom de voz morto para dar um encorajamento que, em sua voz, parecia vazio - mas talvez pudesse render-lhe alguma boa vontade no futuro. 


Vendo como Sr. Stracci aproximava-se das crianças, Faust compreendeu que teria alguns minutos para si. " Vou investigar o local, se me dão licença. Quaisquer peles, garanto que serão suas, Sr. Ragnar. Me chamem se houver algum problema." - pediu, antes de retirar os próprios óculos e substituí-los pelos objetos com as lentes anexas de cristais. Calibrou-os por alguns segundos, ajustando-os ao local, antes de começar a olhar em volta. 

O que via perto de Ragnar lhe causava incômodo - não incômodo físico, mas íncomodo mental: era como se os óculos não estivessem funcionando, como se estivessem captando alguma espécie de interferência espiritual de algo que não estava lá de fato, mas que havia estado... Talvez... Bem, Ragnar havia, de fato, contato alguma coisa enquanto ele falava com Violeta, e havia, de fato, oferecido seu sangue para essa mesma coisa, e ela havia, de fato, feito ventar e chover... Mas o que quer que fosse, não estava mais lá. Parecia a versão visual dos ecos distantes deixados quando ele gravava uma música por cima de outra numa fita. 

Anotou a informação e seguiu a diante, acenando para que Violeta se aproximasse. Lhe agradeceria com atenção por ter afastado seu pai, e lhe perguntaria sobre o lugar - queria saber se ela notava o mesmo clima estranho que ele, e se podia lhe dizer alguma coisa sobre. 

Independentemente, se pudesse, seguiria a vasculhar a casa comodo por comodo - tanto buscando detalhes espirituais e magikos, quanto objetos e coisas que pudessem ser úteis para achar o irmão de Violeta. Pediria ajuda dela também para encontrar coisas que eram importantes para ele, para ela, e se ela queria que ele pegasse algo para ela.
Dr. Faust West
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